<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Conversa Afiada &#187; jornalismo</title>
	<atom:link href="http://www.conversaafiada.com.br/tags/jornalismo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.conversaafiada.com.br</link>
	<description>Ideias inteligentes aqui é o que não falta</description>
	<lastBuildDate>Wed, 08 Feb 2012 13:40:45 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Como o Equador e a Argentina tratam o PiG (*)</title>
		<link>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/09/23/como-o-equador-e-a-argentina-tratam-o-pig/</link>
		<comments>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/09/23/como-o-equador-e-a-argentina-tratam-o-pig/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 09:00:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacao</dc:creator>
				<category><![CDATA[PiG]]></category>
		<category><![CDATA[argentina]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[equador]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Tijolaço]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.conversaafiada.com.br/?p=40049</guid>
		<description><![CDATA[Saiu no Tijolaço: “Afinal, o que quer a imprensa?”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/09/charge-bessinha_folha-caindo1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-40051" title="charge bessinha_folha caindo" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/09/charge-bessinha_folha-caindo1.jpg" alt="" width="627" height="276" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Saiu no <a href="http://www.tijolaco.com/afinal-o-que-quer-a-imprensa/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Tijolaço: <br /><br /></strong></span></a></p>
<h3 style="text-align: justify;"><em><a href="http://www.tijolaco.com/afinal-o-que-quer-a-imprensa/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>“Afinal, o que quer a imprensa?”</strong></span></a></em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />O Tijolaço reproduz o artigo do jornalista Mair Pena Neto, no site Direto da Redação:</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />“A maioria dos grandes meios de comunicação da América Latina está em conflito aberto com os presidentes eleitos de muitos países, trazendo à tona o debate sobre deveres, limites e responsabilidades da informação. Em nome de uma suposta liberdade de imprensa, os meios rejeitam qualquer tipo de regulamentação, sempre acusada de censura, e afirmam que já existem os canais de controle da sociedade sobre possíveis erros ou excessos cometidos pelos jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão. Um destes caminhos seria a Justiça comum. Um cidadão, político, artista, jogador de futebol ou o que seja, teria a lei a seu lado para exigir reparações no caso de se sentir ofendido ou injustiçado. A situação não é tão simples assim, já que os danos que uma matéria mal apurada ou mal intencionada podem causar são, muitas vezes, irreparáveis. Ter o seu nome estampado nas páginas como ladrão, corrupto ou assassino é uma mancha difícil de apagar, mesmo que a Justiça venha a estabelecer alguma reparação, geralmente de caráter pecuniário. Os meios de comunicação não costumam se desculpar por seus erros e o que se resolve nos tribunais não merece grande espaço nos noticiários. O recurso à Justiça foi a opção tomada pelo presidente do Equador, Rafael Correa, contra um artigo do jornalista Emilio Palacio, no jornal El Universo, no qual afirmava que o dirigente máximo do país teria ordenado “fogo à vontade contra um hospital cheio de civis e inocentes” durante a rebelião policial de setembro de 2010, quando o próprio Correa foi mantido por 12 horas como refém no mesmo hospital, cercado pelos revoltosos. De vítima do que foi considerado tentativa de golpe de Estado e que valeu a Correa a solidariedade de vários presidentes latino-americanos e até de líderes conservadores mundiais, como o francês Nicolas Sarkozy, o presidente do Equador passou a “assassino de lesa humanidade”, que, de acordo com o articulista do El Universo, poderia vir a ser processado por futuros presidentes. Correa entrou com processo contra o jornal em março deste ano e, em julho, decisão de primeira instância condenou três diretores do jornal e o jornalista Emilio Palacio a três anos de prisão e multa de US$ 40 milhões por injúria. As duas partes recorreram. Os advogados de Correa consideraram a quantia insuficiente, pois o dano causado seria irreparável, já que o editorial ficaria nos anais da história, nas bibliotecas do país e do mundo e permanentemente na internet. Os advogados do jornal pediram nulidade do processo, considerando decisão incompleta por fixar multa mas não a responsabilidade penal da empresa. Decisão de segunda instância, nesta semana, confirmou a condenação e o caso vai agora à Corte Nacional de Justiça. “Tudo isso foi muito duro mas necessário”, afirmou Correa após a decisão. Seus advogados já tinham afirmado após a primeira decisão que pela primeira vez na história do país tinha sido eliminado o “direito ao insulto” e que qualquer cidadão seria capaz de exigir que sua honra fosse restaurada. A história poderia ter sido diferente se o jornal tivesse provas de que Correa mandara abrir fogo contra o hospital, o que normalmente se exige do bom jornalismo. Depois, poderia ter sido mais responsável e evitado a publicação do texto diante da gravidade das acusações e da falta de sustentação do que era afirmado. Nada disso foi feito. Os gestores do jornal se eximiram da responsabilidade sobre o artigo e propuseram uma retificação escrita pelo próprio presidente, que a recusou, considerando a proposta um insulto à inteligência. A decisão judicial pode levar ao fechamento do jornal, com muitos prejuízos envolvidos. Correa anunciou que não pretende ficar com um tostão do dinheiro a ser pago e cogita utilizá-lo para garantir o emprego dos jornalistas que lá trabalham. O radicalismo da situação reflete bem o que acontece em boa parte da América do Sul. A grande imprensa tem ou teve problemas com Correa, com Lula, com Evo e com Chávez, desde que se candidataram à presidência de seus respectivos países. Os dirigentes da grande mídia costumam atribuir os conflitos a um caráter ditatorial dos presidentes legitimamente eleitos, mas parece muito mais que não aceitam a ascensão ao poder de líderes populares, que buscam acabar com privilégios e reduzir as desigualdades e a pobreza no continente.”</em></h3>
<p style="text-align: justify;"><br /><br />Saiu na <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2309201101.htm" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Folha</strong></span></a> (**): <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2309201101.htm" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong><br /><br /></strong></span></a></p>
<h3 style="text-align: justify;"><em><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2309201101.htm" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Justiça argentina exige fontes de jornalistas</strong></span></a></em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Juiz determina que diários entreguem ainda dados de repórteres econômicos, em uma ação movida pelo governo</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Origem da disputa é a disparidade entre o índice oficial de inflação e as estimativas de consultorias privadas</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />LUCAS FERRAZ</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em>SYLVIA COLOMBO</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em>DE BUENOS AIRES</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />A Justiça argentina enviou aos principais jornais do país uma notificação solicitando dados dos jornalistas responsáveis por escrever sobre inflação e a revelação das fontes consultadas por eles.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />A medida é consequência de uma ação aberta a pedido do governo Cristina Kirchner contra economistas e consultorias que elaboram índice próprio de preços -paralelo ao oficial, sobre o qual pesa suspeita de manipulação por parte da Casa Rosada. Os diários &#8220;Clarín&#8221;, &#8220;La Nación&#8221;, &#8220;Página/12&#8243;, &#8220;El Cronista Comercial&#8221; e &#8220;Ámbito Financiero&#8221; receberam nesta semana a notificação do Juizado Nacional Penal.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />O juiz Alejandro Catania pede aos jornais que forneçam &#8220;nomes, endereços, telefones e os contatos dos jornalistas -editores, redatores- que tenham publicado notícias sobre índices de inflação&#8221; desde 2006.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />No documento, a Justiça também pergunta aos órgãos de imprensa se receberam publicidade da M&amp;S Consultores, uma das consultorias investigadas. O pedido gerou forte rechaço da oposição e das empresas jornalísticas.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em>&#8220;É mais uma ação do governo contra a liberdade de imprensa, para intimidar os jornalistas e tentar impor um relato único&#8221;, disse à Folha Daniel Dessein, presidente da Adepa (Associação de Entendidas Jornalísticas Argentinas). &#8220;O pedido viola ainda a preservação da fonte, um preceito de nossa Constituição.&#8221;</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Assim como no Brasil, o sigilo da fonte é garantia constitucional no país vizinho. Um integrante do Juizado disse que o pedido é para jornalistas serem ouvidos como testemunhas, não como réus.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Autor da ação contra as consultorias, Guillermo Moreno, secretário de Comércio Interior do governo, diz que elas atuam com viés político e infringem um artigo do código penal, cometendo &#8220;fraudes de comércio e indústria&#8221; ao publicar índices de preços sem rigor científico. Desde o início do ano, oito consultorias receberam multas (que somam R$ 205 mil) por infrações. A Casa Rosada não se manifestou sobre o caso até a conclusão desta edição.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />&#8220;Não faz nenhum sentido a Justiça pedir dados pessoais dos jornalistas e, principalmente, informações sobre as fontes. Como se trata de uma briga política, tudo isso pode ser usado politicamente&#8221;, afirmou Fernando González, diretor de redação do &#8220;El Cronista Comercial&#8221;.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />A alta da inflação é um ponto fraco do governo Cristina e um dos temas que lideram as preocupações da opinião pública. No entanto, a presidente se mantém como favorita na disputa presidencial do mês que vem. </em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Consultorias privadas estimam que a inflação anual é, em média, de 25%. O índice oficial calculado pelo Indec (o IBGE argentino) é de 9%. O órgão sofreu reformulação de pessoal e método de cálculos em 2007, no que é considerada uma &#8220;intervenção&#8221; federal para manipular estatísticas a seu favor.</em></h3>
<p style="text-align: justify;"><br /><br /><strong>Em tempo: </strong>e quando o Bom (?) Dia Brasil, nesta sexta-feira, dissemina o pânico e a inflação: diz que a alta de um dia do dólar provocará um mega-aumento nos preços de toda a economia. Vai ser o caos !!! A farinha de mandioca em Caruaru já está mais cara ! &#8211; PHA<br /><br /><br />(*)<em> Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.</em><br /><br />(**) <em>Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que <a href="http://www.conversaafiada.com.br/antigo/?p=23300" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>é o que é,  porque o dono é o que é</strong></span></a>; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.</em><br /><br /><br /></p>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p>&nbsp;</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/09/23/como-o-equador-e-a-argentina-tratam-o-pig/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>54</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Gabrielli janta a Folha (*). Me dá um dá lá &#8230;</title>
		<link>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/09/19/gabrielli-janta-a-folha-me-da-um-da-la/</link>
		<comments>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/09/19/gabrielli-janta-a-folha-me-da-um-da-la/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 11:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacao</dc:creator>
				<category><![CDATA[PiG]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Folha]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[josé sergio gabrielli]]></category>
		<category><![CDATA[petrobras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.conversaafiada.com.br/?p=39697</guid>
		<description><![CDATA[No jornalismo declaratório do PiG, a entrevista não tem a função de ilustrar e informar o leitor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"></p>

<div id="attachment_39705" class="wp-caption alignnone" style="width: 637px"><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/09/renno-e-gabrielli1.jpg"><img class="size-full wp-image-39705" title="renno e gabrielli" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/09/renno-e-gabrielli1.jpg" alt="" width="627" height="276" /></a><p class="wp-caption-text">Rennó, Gabrielli e a petroquímica: um dá lá e outro toma cá</p></div>

<p>&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Na aula magna que pronunciou na Escola de Magistratura do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, quando denunciou o preconceito de classe na imprensa e na Justiça, <a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/09/02/o-preconceito-de-classe-da-imprensa-e-da-justica-a-aula-do-caco/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Caco Barcelos condenou o que chama de “jornalismo declaratório”</strong></span></a>.<br /><br />É o jornalismo brasileiro, em geral: que sai por aí a publicar declarações sem checar ou aprofundar o conteúdo da declaração.<br /><br />O máximo que faz é confrontar uma declaração com outra.<br /><br />E se as duas forem inverdades, a imprensa da “declaração” cria uma polêmica de mentiras.<br /><br />Esse é o território do PiG (**).<br /><br />A obra prima desse chamado “jornalismo” escrito é a entrevista.<br /><br />E no jornalismo declaratório do PiG, a entrevista não tem a função de ilustrar e informar o leitor.<br /><br />Tem duas funções.<br /><br />Revelar a agressividade do repórter – os patrões adoram &#8230;<br /><br />E desmanchar o entrevistado.<br /><br />Isso, no caso de o entrevistado ser do Governo.<br /><br />Se for da Oposição, a posição muda.<br /><br />A entrevista se transforma numa “entrevista púlpito” – oferecer um púlpito à Oposição para expor suas “verdades”.<br /><br />Na página A14 da Folha (*) desta segunda feira, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1909201111.htm" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>há uma entrevista do primeiro tipo com José Sergio Gabrielli</strong></span></a>, presidente da Petrobrás.<br /><br />O objetivo era mostrar a patriótica agressividade de dois (dois !) entrevistadores e desmanchar a Petrobrás.<br /><br />(Um dos repórteres foi “enviado especial” a Brasília – sic.)<br /><br />Como se sabe, desde que o dr. Getulio sancionou a Lei 2004 que fundou a Petrobrás o PiG (**) tenta afundá-la.<br /><br />Como o Fernando Henrique afundou a P-36.<br /><br />Gabrielli janta a questão do preço da gasolina.<br /><br />(Faz parte da ideologia do PiG (**) sustentar, sempre, que o preço da gasolina está baixo para a inflação não estourar e isso vai afundar a Petrobrás. Não vai.)<br /><br />Gabrielli janta também a questão da relação com Dilma.<br /><br />Faz parte da ideologia do PiG (**) sustentar que a Presidenta grita com Gabrielli.<br /><br />Gabrielli jantou a Folha (*) quando disse que a Petrobrás foi a empresa petrolífera que mais se valorizou nos últimos dez e cinco anos.<br /><br />O mais interessante da entrevista a Folha não destaca.<br /><br />É quando Gabrielli explica que o sombrio Governo Cerra/FHC proibiu a Petrobrás de entrar no mercado de petroquímica.<br /><br />O sombrio Governo Cerra/FHC não deixou a Petrobrás entrar na petroquímica – o setor mais dinâmico do negocio do petróleo – até 2003.<br /><br />FHC revelou a mesma visão estratégica que fez impedir a construção de escolas técnicas.<br /><br />(Esses tucanos de São Paulo não passariam de Resende, não fosse o PiG (**).)<br /><br />Ao comprar 39% da Braskem, a Petrobrás finalmente entrou na Petroquímica.<br /><br />(Quando trabalhava no Jornal da Band, este ansioso blogueiro denunciou uma pirueta que o Governo Cerra/FGC ia produzir.<br /><br />Tratava-se de a Odebrecht, dona da Braskem, comprar a Petrobrás com financiamento da Petrobrás.<br /><br />Isso mesmo, amigo navegante.<br /><br />A Petrobrás dava dinheiro à Odebrecht para a Odebrecht comprar a Petrobrás.<br /><br />Essa obra prima passou a ser chamada de “Petrobrecht” no Jornal da Band.<br /><br />Que à pirueta deu implacável cobertura.<br /><br />O presidente da Petrobrás Joel Rennó não conseguiu fechar o negocio da “Petrobrecht”. <br /><br />Em compensação, poupou os cofres de Petrobrás do patrocínio que conferia ao Jornal da Band.)<br /><br />O saldo da entrevista da Folha (*) é registrar a destreza de Gabrielli ao enfrentar uma tentativa de desmanche.<br /><br />A Folha veio de “toma lá” e o Gabrielli devolveu um “dá cá”.<br /><br /><br /><strong>Paulo Henrique Amorim</strong><br /><br /><br />(*) <em>Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que <a href="http://www.conversaafiada.com.br/antigo/?p=23300" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>é o que é,  porque o dono é o que é</strong></span></a>; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.</em><br /><br />(**)<em> Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.</em><br /><br /><br /></p>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p>&nbsp;</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/09/19/gabrielli-janta-a-folha-me-da-um-da-la/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>71</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um novo papel do jornalismo</title>
		<link>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/09/12/um-novo-papel-do-jornalismo/</link>
		<comments>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/09/12/um-novo-papel-do-jornalismo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 11:51:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacao</dc:creator>
				<category><![CDATA[PiG]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[miro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.conversaafiada.com.br/?p=39125</guid>
		<description><![CDATA[Extraido do Blog do Miro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/09/ChargeBessinha_GloboCBF_tvdestaques.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-39126" title="ChargeBessinha_GloboCBF_tvdestaques" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/09/ChargeBessinha_GloboCBF_tvdestaques.jpg" alt="" width="631" height="270" /></a></p>
<p>Extraido do <a href="http://altamiroborges.blogspot.com/2011/09/um-novo-papel-para-o-jornalismo.html" target="_blank">Blog do Miro</a></p>
<h3><span style="text-decoration: underline;">Um novo papel para o jornalismo</span><br /><br />Por Silvia Kochen, na revista Problemas Brasileiros:<br /><br />O policial canadense Michael Sanguinetti, numa palestra sobre segurança em um campus universitário de Toronto, em 24 de janeiro, fez uma recomendação que repercutiu em todo o mundo. Ele disse que as mulheres, para evitar estupro, não deviam usar roupas que pudessem sugerir que fossem vadias. A infeliz declaração foi o estopim para um movimento conhecido como a Marcha das Vadias (ou Slutwalk, no original em inglês), que se alastrou por todo o mundo nos últimos meses.<br /><br />Em 3 de abril, 3 mil pessoas foram às ruas de Toronto vestidas de forma sensual para protestar contra a cultura que transforma as mulheres em culpadas pela violência que sofrem. “Já basta, não se trata apenas de uma ideia ou de um policial culpando as vítimas, mas de mudar o sistema e fazer algo construtivo com a raiva e a frustração”, disse Heather Jarvis, de 25 anos, uma das organizadoras da marcha em Toronto.<br /><br />Desde então, a indignação se espalhou pelo mundo e houve vários protestos semelhantes nos Estados Unidos, na Austrália, Nova Zelândia, Holanda, Argentina e também no Brasil, onde a primeira Marcha das Vadias ocorreu em São Paulo. A manifestação também ganhou a adesão de muitos homens e teve como mote “para evitar estupro é preciso ensinar os homens a não fazer isso, e não dizer como as mulheres devem se vestir”.<br /><br />O movimento ganhou força graças à internet, que está permitindo um novo olhar sobre o mundo em que vivemos. Acontecimentos que antes eram ignorados pela maioria das pessoas chegam ao conhecimento de todos. O resultado é que, com apenas uma ideia na cabeça e um palmtop na mão (ou um notebook, ou ainda um simples celular com câmera), as informações ganham novas cores e possibilidades e promovem a cidadania em uma dimensão nunca vista antes. Assim nasce um novo estilo de jornalismo, de caráter colaborativo.<br /><br />O esquema tradicional de trabalho jornalístico exige uma estrutura imensa e extremamente onerosa. É preciso ter repórteres a postos em praticamente cada ponto em que algo de interessante possa ocorrer. Como isso é impossível, acontece muita coisa sem que a imprensa se dê conta. Mesmo assim, em um grande jornal ou agência de notícias produz-se um volume imenso de informação a cada dia. Essas notícias passam pelo crivo dos editores, que escolhem o que entra no jornal impresso, no noticiário de rádio ou no telejornal. Os critérios podem ser inúmeros, mas normalmente eles convergem para dois pontos: o que pode atrair anunciantes e o que deve agradar a leitores ou espectadores. Não surpreende que muitas notícias interessantes fiquem de fora das pautas dos jornais e que esses fatos acabem por conquistar espaço na internet.<br /><br />Redes sociais<br /><br />A grande diferença entre as mídias convencionais e as novas está no sentido da informação, afirma Graça Pinto Coelho, professora e pesquisadora dessa área na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. “As mídias corporativas fazem a mediação das práticas sociais – educação, cultura, política etc. – de forma vertical”, diz. Ela explica que o jornal, o rádio ou a TV escolhem as vozes e os cidadãos que vão participar do processo social de interação na sociedade. “Ou seja: as mídias tradicionais têm uma agenda e engajam as vozes da sociedade de acordo com suas conveniências.”<br /><br />Com a internet, surgiram novas mídias, como os blogs, o Twitter e o Facebook, entre outros. Chamadas de redes sociais, são espaços em que as pessoas comentam assuntos livremente com todos, como é o caso dos blogs; com seus amigos, através do Facebook; com pessoas que seguem o que as outras dizem porque há alguma afinidade de interesses, que é o que acontece no Twitter. “O formato das mediações e das interações nas redes sociais é diferente; nelas, cada um de nós pode emitir opiniões, validar significados e interagir para tratar as informações de modo que elas sejam socialmente construídas”, acrescenta Graça Pinto.<br /><br />No Brasil, muitos movimentos surgiram nas redes sociais. Um exemplo é o “churrasquinho da gente diferenciada”, que fez sucesso no Facebook. O evento foi uma reação ao elitismo de habitantes do bairro de Higienópolis, um dos mais abastados de São Paulo, que apoiaram a decisão do governo paulista de alterar o projeto que previa a construção de uma estação de metrô no bairro, transferindo-a para outro local. Segundo declarou uma moradora a um jornal, a estação faria com que circulassem no bairro “drogados, mendigos, uma gente diferenciada&#8230;”<br /><br />Assim que a notícia foi publicada, milhares de internautas começaram a publicar piadas sobre o assunto no Twitter e decidiu-se fazer um churrasquinho (coisa tida como de gente pobre) em frente ao luxuoso shopping do bairro. Mais de 50 mil pessoas confirmaram presença no Facebook, mas a notícia de que a polícia não permitiria o evento fez com que ele fosse cancelado e depois, devido à pressão dos que queriam se manifestar, reconfirmado.<br /><br />O evento reuniu diante do shopping algumas centenas de pessoas, que, após um churrasquinho com cerveja e refrigerante, colocaram-se em marcha até o local previsto para a construção da estação do metrô, na esquina da Avenida Angélica com a Rua Sergipe, onde havia mais manifestantes. Um carnaval de rua invadiu o bairro, e o governo paulista voltou atrás, mantendo o projeto da estação na região.<br /><br />A professora Graça Pinto compara o modo de interação nessas redes a um rizoma – raiz que está constantemente criando novos ramos que se entrelaçam. “Nas mídias digitais cada um pode produzir a própria informação. Com isso, o indivíduo que tem acesso à internet expõe sua visão de mundo, e essas informações entram na agenda social”, analisa a pesquisadora.<br /><br />Ressaltando a crise do modelo democrático representativo no mundo todo, Graça afirma que as redes estão efetivamente sinalizando uma mudança nos sistemas políticos, “porque são plurais e participativas”. Como exemplos, cita os movimentos revolucionários que assaltaram a ditadura egípcia e os protestos de Madri. Ao mesmo tempo, essas mídias também constroem destinos políticos e sociais. A eleição do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi apontada como uma demonstração do poder das redes do mundo virtual.<br /><br />Muitos acreditam que as novas mídias estão fortalecendo o jornalismo com a democratização da informação. “A grande revolução da web é colocar todos os agentes na mesma plataforma tecnológica, de modo que um internauta anônimo pode ter um artigo quase tão eficaz quanto um da grande mídia”, diz o jornalista e blogueiro Luis Nassif. Segundo ele, a contribuição mais importante é a ampliação da pauta de temas, que nos jornais tradicionais ficou reduzida a meia dúzia de assuntos, normalmente o escândalo da hora.<br /><br />“Hoje há uma verdadeira revolução na área de políticas sociais que está mudando a cara do país, mas os jornais insistem em bater sempre na mesma tecla”, alerta Nassif. Por isso, a internet virou ferramenta para que muitas pessoas divulguem experiências de gestão, de modelos educacionais, de regionalização etc., através de blogs. O jornalista acredita que o acesso a novas fontes de informação com a internet rompeu as amarras que limitavam a compreensão do Brasil e colocou em xeque a credibilidade dos grandes jornais. “O modelo agressivo de jornalismo da ‘Veja’ tem vida curta, pois não há como se ter denúncia todo dia”, acrescenta ele.<br /><br />Credibilidade<br /><br />Nem sempre, porém, o que aparece na web é confiável. Um exemplo é o caso da Lésbica de Damasco, título de um blog que surgiu em fevereiro (A Gay Girl in Damascus) para denunciar as condições de vida no Oriente Médio, escrito por Amina Abdallah Arraf, uma lésbica síria, de mãe americana, que escrevia em inglês fluente. Durante quatro meses, leitores do mundo todo acompanharam os relatos de Amina sobre o dia a dia na Síria e sua luta pela democracia. Esses textos passaram a ser reproduzidos em vários blogs e sites ocidentais com bandeiras feministas, lésbicas e pró-democracia no Oriente Médio.<br /><br />No início de junho, no entanto, a internet agitou-se com a notícia de que Amina teria sido sequestrada por agentes do governo e estaria sendo violentada e torturada. Imediatamente, internautas passaram a trocar informações para descobrir o destino de Amina e ver como poderiam ajudá-la. A colaboração coletiva levou a uma revelação surpreendente: o blog era criação de Tom MacMaster, um americano de 40 anos que vive na Escócia.<br /><br />Sem conseguir encontrar uma única pessoa que conhecesse Amina pessoalmente, os internautas começaram a suspeitar de que algo estava errado. Depois, a foto da blogueira foi identificada como sendo de uma moradora de Londres, que não tinha relação alguma com a Síria. Descobriu-se que o computador que atualizava o blog estava localizado na Escócia e até mesmo as fotos usadas nas ilustrações estavam no álbum online da mulher de MacMaster.<br /><br />Em uma semana, a farsa foi desmontada, e o blogueiro confessou que teve a ideia da personagem lésbica para defender a democracia no Oriente Médio e para exercitar sua veia literária. O episódio gerou revolta de todos, principalmente dos próprios ativistas que vivem em Damasco, porque a farsa de MacMaster colocou sua segurança em risco, já que os incentivou a mostrar a cara para apoiar Amina.<br /><br />Expansão acelerada<br /><br />A diversidade de informações e opiniões é a principal marca da efervescência da comunidade virtual. Pessoas com diferentes interesses oferecem ou buscam informações sobre os temas mais insólitos e variados. Há twitteiros focados em política, curiosidades, futebol, moda ou música, por exemplo, e esses focos é que acabam por atrair uma rede de seguidores com interesses afins. Os blogs, por sua vez, também refletem os interesses de seus idealizadores, que podem incluir política, bichos de estimação, esmaltes de unha, gastronomia ou qualquer outro assunto, por mais insólito que seja.<br /><br />O jornalista e blogueiro Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, acredita que atualmente ocorre uma “explosão de jornalismo” no universo de blogs e redes sociais da internet. “O bom é que na web temos 20 versões sobre o mesmo fato; na mídia impressa, apenas uma ou duas.” Conhecido na internet por seu Blog do Miro, ele explica que, nascidos na década de 1990 como diários virtuais, os blogs são hoje o veículo de comunicação que apresenta o processo de expansão mais acelerado.<br /><br />Segundo Miro, a juventude se informa pela web, já que a credibilidade da mídia tradicional está se deteriorando. Isso se traduz em queda de leitores de jornais e de audiência de TV e rádio, com o consequente recuo de receitas publicitárias. “Nos Estados Unidos, o ‘The New York Times’ passa por sérias dificuldades financeiras, e os anúncios virtuais já faturam US$ 2,6 bilhões a mais que os impressos”, afirma.<br /><br />Uma tendência que se observa atualmente é a criação de portais colaborativos, como o www.teialivre.com.br. A ideia partiu do publicitário Marco Antonio de Aguiar Garcia, conhecido na web como Biruel. Apesar de ser usuário antigo da internet, ele só começou a acessar realmente as redes sociais em agosto de 2010, entusiasmado pela campanha eleitoral, e ganhou muitos seguidores com as tiradas de humor sobre o que noticiavam os jornais.<br /><br />Passadas as eleições, Biruel pensou em um modo de difundir informações que não têm espaço nos grandes jornais. “Hoje, quem leu um jornal leu todos, mas achamos importante manter a pluralidade de opiniões e dar espaço para ideias progressistas.” Por isso, junto com um grupo de pessoas, criou o Teia Livre, que foi ao ar em 1º de janeiro. O portal reúne cerca de 150 colaboradores, entre colunistas e blogueiros, que comentam de tudo, e já tem uma média de 25 mil acessos mensais. Em quatro meses, o Teia Livre alcançou a 6.843ª posição entre os sites brasileiros em número de acessos, e hoje Biruel estuda um meio de financiar a expansão de sua proposta de uma visão mais plural na web com ações como a promoção de encontros de blogueiros.<br /><br />Outro destacado exemplo é o portal www.diarioliberdade.org, da Galícia, uma nação sem Estado (tal como o País Basco e a Catalunha), com 3 milhões de habitantes, onde nasceu o idioma português e que hoje é controlada pela Espanha. No início, Portugal era um condado da Galícia, que foi o primeiro reino independente da Europa, fundado no ano 410, explica Maurício Castro, editor do Diário Liberdade e professor de português em seu país. A ideia do portal, nascido em fevereiro de 2010, foi criar um espaço para oferecer um noticiário amplo, com assuntos que não estão nos jornais tradicionais, e difundir a causa da independência da Galícia e seu ingresso na comunidade de países lusófonos, já que o galego atual é uma espécie de português arcaico com muitas expressões do espanhol.<br /><br />Hoje, as escolas na Galícia não dão o devido destaque ao galego, que está presente no máximo em uma ou duas matérias, e os falantes do idioma são coagidos a falar só espanhol para conseguir um bom emprego, denuncia Castro. Por isso, é fundamental conseguir apoio de portugueses e brasileiros para a causa galega, diz o editor. O portal tem muitos colaboradores no Brasil e é sustentado por seus leitores, que podem fazer microdoações de até € 1, e por alguma publicidade. Inspirado em congêneres como o DemocracyNow, em inglês, ou o Kaos en la Red, em espanhol, o Diário Liberdade tem uma média de 7 mil acessos individuais diários e oferece todo tipo de conteúdo, principalmente aqueles que divulgam visões alternativas, de esquerda. “Só barramos textos que não condizem com nossa proposta, como os que têm teor sexista ou racista”, diz Castro.<br /><br />O futuro da informação<br /><br />O jornalismo digital é conduzido atualmente por dois tipos de blogueiros. Um deles é o jornalista que tem larga experiência, mas não encontra espaço nos veículos tradicionais para realizar um trabalho que considere satisfatório. Esse é o caso dos blogs de Luis Nassif (Portal Luis Nassif), Rodrigo Vianna (Escrevinhador), Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada) e Luiz Carlos Azenha (Viomundo). O outro tipo é o ativista digital, que expressa uma posição em determinadas questões – de gênero, de etnia etc.<br /><br />Como exemplo temos o NaMariaNews, blog de uma professora que costuma ler o “Diário Oficial” e usa os dados para discutir a política educacional do governo paulista, que na opinião dela tem uma abordagem de negócios. Seu blog, que denunciou que o estado gastou mais de R$ 9 milhões em 2010, antes das eleições, em assinaturas de jornais e revistas para as escolas de São Paulo, critica também as despesas com materiais didáticos escolhidos pela Secretaria da Educação para a rede pública.<br /><br />Segundo Miro, atualmente vemos uma sinergia na convivência entre ativistas digitais e jornalistas, mas a garantia de informação democratizada no futuro passa pela discussão de mecanismos de financiamento para blogs. Na mídia tradicional, os anunciantes garantem a receita, o que significa que esses veículos não têm interesse em reportagens que possam questionar grandes grupos econômicos. Miro lembra que a Europa criou legislação após a Segunda Guerra Mundial para contrapor-se a movimentos do estilo nazista com a garantia da diversidade de informações. Na Itália, por exemplo, há uma lei que obriga a destinação de pelo menos 20% da publicidade oficial a veículos alternativos. “O jornalismo dos veículos tradicionais está sufocado pelos grandes grupos econômicos e a blogosfera vem ressuscitando o jornalismo, com seu compromisso de ouvir vários lados”, afirma.<br /><br />Luis Nassif diz que as eleições do ano passado mostraram a força das novas mídias, mas agora as pessoas se perguntam o que fazer. Ele acredita que com a internet o jornalista está assumindo uma nova função. “Ele não é mais o dono da informação, mas um mediador.” Nassif acredita que, no futuro, o papel do jornalista será o de estimular discussões públicas, interpretar esse debate e encontrar novas formas de estruturar essas informações para que elas sejam transformadas em matérias jornalísticas. “Vamos ter de trabalhar com informações desestruturadas e quem souber fazer essa síntese vai dominar o mercado.”</h3>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/09/12/um-novo-papel-do-jornalismo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>32</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O preconceito de classe da imprensa e da Justiça. A aula do Caco</title>
		<link>http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/09/02/o-preconceito-de-classe-da-imprensa-e-da-justica-a-aula-do-caco/</link>
		<comments>http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/09/02/o-preconceito-de-classe-da-imprensa-e-da-justica-a-aula-do-caco/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 14:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[aula magna]]></category>
		<category><![CDATA[Caco Barcellos]]></category>
		<category><![CDATA[classes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[preconceito]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.conversaafiada.com.br/?p=38375</guid>
		<description><![CDATA[O incomparável repórter Caco Barcellos, da Globo, participou do Seminário “Poder Judiciário e Imprensa”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p>&nbsp;</p>


<div id="attachment_38380" class="wp-caption alignnone" style="width: 660px"><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/09/CacoBarcellos1.jpg"><img class="size-full wp-image-38380" title="CacoBarcellos" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/09/CacoBarcellos1.jpg" alt="" width="650" height="286" /></a><p class="wp-caption-text">E ela gozava, Excelência ?</p></div>

<p>&nbsp;</p>

<p>O incomparável repórter Caco Barcellos, da Globo, participou do Seminário “Poder Judiciário e Imprensa”, promovido pela Escola de Magistratura da Justiça Federal da Terceira Região.<br /><br />Caco deu uma aula magna.<br /><br />Aqui se tenta reproduzí-la de forma não literal.<br /><br />Há uma diferença essencial entre o jornalismo “investigativo” e o jornalismo “declaratório”, começou Caco.<br /><br />O investigativo é o do repórter ativo, com luz própria, que investiga antes de a informação se tornar pública.<br /><br />Que ouve os envolvidos e, a partir das declarações, começa a investigar, confrontar a declaração com os fatos que apurou.  <br /><br />Declaratório é o jornalismo praticado na maioria das redações brasileiras.<br /><br />Basta uma fonte da área publica ou privada e isso, por si só, se torna uma notícia.<br /><br />(Frequentemente, a fonte é anônima – PHA.) <br /><br />Ao ouvir o “outro lado”, o que esse jornalismo declaratório consegue, na melhor das hipóteses é criar uma polêmica.<br /><br />E se as duas declarações contiverem mentiras ?<br /><br />Como agir ?<br /><br />Investigar depois de colher as declarações.<br /><br />Caco deu dois exemplos desastrosos de jornalismo declaratório.<br /><br />Um ocorreu no lado direito do espectro político e outro, no lado esquerdo.<br /><br />No lado direito, o impeachment do Presidente Collor se iniciou na imprensa com a entrevista de um irmão ressentido.<br /><br />A imprensa não provou uma linha do que ele disse.<br /><br />Collor sofreu uma punição política, mas não se provou nada contra ele. <br /><br />A denúncia judicial e a denúncia de imprensa devem ter sido, portanto, incompetentes.<br /><br />No lado esquerdo, se fala de um mensalão.<br /><br />A partir de uma declaração de um deputado advogado criminalista que disse existir um mensalão.<br /><br />Cadê a prova ?<br /><br />A imprensa não conseguiu produzir uma prova de que havia um mensalão.<br /><br />(Ou como diz o Mino Carta, o mensalão ainda está por provar-se – PHA).<br /><br />É no que dá o jornalismo “declaratório”.<br /><br />Caco, em seguida, falou do preconceito de classe na Justiça e na imprensa.<br /><br />Por exemplo, quando se denúncia corruptos e não se identifica, nunca, os corruptores.<br /><br />(Quem corrompia o PC Farias ? Quem botava grana no valeriodantas ?– pergunta este ansioso blogueiro ao PiG (*). Ele sabe resposta &#8230;)<br /><br />No Brasil existe o que se chama na linguagem policial – e da imprensa policial – o “auto de resistência”, explicou Caco.<br /><br />É como se registra a morte de um civil que teoricamente entrou em confronto armado com a polícia.<br /><br />Um em cada cinco mortos em São Paulo, numa pesquisa do Caco, morreu em “auto de resistência”, em tiroteio com policiais.<br /><br />Outra maneira de se nomear os atos que resultam em autos de resistência, diz Caco, seria usar a expressão “esquadrão da morte”  – que todo brasileiro conhece.<br /><br />A imprensa esconde os autos de resistência das estatísticas.<br /><br />E as vítimas também.<br /><br />Num levantamento que o Caco fez, de 4 mil e 200 vítimas da Policia de São Paulo, três eram de classe média.<br /><br />Todos os outros, trabalhadores de São Paulo.<br /><br />Nos últimos anos, no Rio, houve 5 mil mortes nas mesmas circunstâncias.<br /><br />20% das mortes no Grande Rio são autos de resistência.<br /><br />Os autores dos autos de resistência são provavelmente os autores da morte da Juíza de Niterói.<br /><br />Caco desafiou a plateia: <br /><br />Dê o nome de uma única vitima de um auto de resistência.<br /><br />Dê o nome de um dos 5 mil.<br /><br />Estamos diante de uma manifestação de preconceito de classe, disse Caco.<br /><br />O regime militar que tanto lamentamos matou 400 pessoas.<br /><br />Em quatro meses, no Rio, as tropas de elite mataram 500 pessoas.<br /><br />E ninguém sabe quem morreu.<br /><br />Dê o nome de um único morto.<br /><br />Você não verá na imprensa nem na Justiça.<br /><br />(Aplausos !)<br /><br /><strong>Em tempo:</strong> Caco contou que um Juiz se ofereceu para lhe dar uma informação em off. Dessas informações tão comuns na imprensa brasileira: quando alguém destrói o caráter de outro, sem sujar as mãos. O Juiz disse que a Juíza ia aos presídios de Niterói para ter relações sexuais com presos. Caco perguntou, também em voz baixa, no ouvido do Juiz: e ela gozava ? <br /><br /><a href="http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/09/02/pha-em-escola-de-magistrados-censura-agora-e-pela-via-judicial/" target="_blank">Clique aqui</a> para ler “PHA em Escola da Magistratura: a censura agora é na Justiça !<br /><br /><strong><br />Paulo Henrique Amorim</strong></p>
<p>&nbsp;</p>

<p><strong><br /></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/09/02/o-preconceito-de-classe-da-imprensa-e-da-justica-a-aula-do-caco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>119</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nassif: Globo caça quem vazou caça a Amorim</title>
		<link>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/08/10/nassif-globo-caca-quem-vazou-caca-a-amorim/</link>
		<comments>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/08/10/nassif-globo-caca-quem-vazou-caca-a-amorim/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 23:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacao</dc:creator>
				<category><![CDATA[PiG]]></category>
		<category><![CDATA[caça]]></category>
		<category><![CDATA[Celso Amorim]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Globo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Nassif]]></category>
		<category><![CDATA[vazamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.conversaafiada.com.br/?p=36707</guid>
		<description><![CDATA[Blog do Nassif: "A estratégia da Globo com Celso Amorim"
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div id="attachment_36712" class="wp-caption alignnone" style="width: 660px"><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/08/pinturaBartolomeu1.jpg"><img class="size-full wp-image-36712" title="pinturaBartolomeu" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/08/pinturaBartolomeu1.jpg" alt="" width="650" height="286" /></a><p class="wp-caption-text">Quem é o Ali Kamel da foto ? (PHA)</p></div>
<p>Saiu no <a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-estrategia-da-globo-com-celso-amorim" target="_blank">Blog do Nassif</a>:<br /><br /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">A estratégia da Globo com Celso Amorim</span><br /><br /><br />A caça às bruxas na Rede Globo<br /><br />Uma fonte na TV Globo conta que desde sexta-feira começou uma caça às bruxas na emissora.<br /><br /><br />Eles querem saber quem foi que vazou para o Rodrigo Vianna o plano de desqualificar o novo ministro da defesa, Celso Amorim. Como era sigiloso e envolveu não mais do que 20 profissionais de três capitais, eles consideram que fazer o mapeamento e achar o &#8220;traidor&#8221; é questão de tempo.<br /><br /><br />Só que eles ignoram que este tipo de segredo é de polichinelo, não dá para ser guardado numa redação. Por uma razão simples: um editor tem sempre outro editor com quem troca confidências. Repórteres, mesmo que tenham sido poucos e confiáveis os acionados, sempre comentam com os cinegrafistas &#8211; afinal têm uma amizade muito longa. E, não raro, há alguém que ouve, um auxiliar, um motorista&#8230; Portanto, esqueçam, será impossível descobrir de onde partiu a notícia que caiu como uma bomba no colo dos gestores.<br /><br /><br />Dizem até que o Código de Princípios que estava planejado para ser divulgado depois de um Seminário, com pompa e circunstância foi antecipado. Os principais apresentadores do Jornal Nacional, Wiliam Bonner e Fátima Bernardes teriam sido convocados para trabalhar no fim de semana, fato raríssimo. Tudo para tentar apagar o incêndio de proporções desastrosas.<br /><br /><br />Sinal de que há sim um grupo lá dentro muito insatisfeito com o comando do jornalismo. Na Avenida Chucri Zaidan, por exemplo, onde fica a sede da emissora em São Paulo, o clima é de tensão e medo. O vazamento é tratado como crime e ao traidor está reservada a forca, o esfolamento &#8211; como na pintura de Michelângelo na Capela Sistina &#8211; com consequente exibição de vísceras em praça pública.<br /><br /><br />Ninguém mandou tratar jornalismo como se fosse mercadoria. Jornalismo é informação, sem viés ideológico, sem interesse econômico e político. Simples assim!<a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-estrategia-da-globo-com-celso-amorim" target="_blank"><br /><br /><br />http://maureliomello.blogspot.com/2011/08/valei-me-sao-bartolomeu.html</a><br /><br /><br />Esse jornalista anônimo que denunciou os planos da Globo merece um prêmio. E nós precisamos de mais gente assim &#8212; que investiguem e denunciem o que está errado dentro de suas organizações.<br /><br /><br />Corporações não são pessoas, não devemos fidelidade à elas &#8212; devemos ser fiéis apenas aos nossos princípios e à nossa consciência.</h3>
<p style="text-align: justify;"><br /><br />Não deixe de ler também  <a href="http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/08/10/principios-da-globo-chegam-ao-fim/" target="_blank">&#8220;o fim dos principios da Globo: ela prende e depois solta&#8221;</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p style="text-align: justify;"></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/08/10/nassif-globo-caca-quem-vazou-caca-a-amorim/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>118</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Venício e a Globo: principios, credibilidade e prática</title>
		<link>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/08/08/venicio-e-a-globo-principios-credibilidade-e-pratica/</link>
		<comments>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/08/08/venicio-e-a-globo-principios-credibilidade-e-pratica/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 22:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacao</dc:creator>
				<category><![CDATA[PiG]]></category>
		<category><![CDATA[credibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Globo]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[prática]]></category>
		<category><![CDATA[princípios]]></category>
		<category><![CDATA[venício de lima]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.conversaafiada.com.br/?p=36525</guid>
		<description><![CDATA[O Conversa Afiada reproduz artigo do professor Venício Lima, extraído da CartaMaior]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/08/chargeRedaçãoPiG1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-36533" title="chargeRedaçãoPiG" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/08/chargeRedaçãoPiG1.jpg" alt="" width="650" height="286" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Conversa Afiada</strong> reproduz artigo do professor Venício Lima, extraído da <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5152" target="_blank">CartaMaior</a>:<br /><br /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="text-decoration: underline;">Globo: os princípios, a credibilidade e a prática</span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Deve ter sido coincidência. Todavia, não deixa de ser intrigante que os Princípios Editoriais das Organizações Globo tenham sido divulgados apenas algumas semanas após o estouro do escândalo envolvendo a News Corporation e um dia depois que um ex-jornalista da própria Globo tenha postado em seu Blog orientação para tentar incompatibilizar o novo Ministro da Defesa com as Forças Armadas.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Venício Lima</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Deve ter sido coincidência. Todavia, não deixa de ser intrigante que os “Princípios Editoriais das Organizações Globo” tenham sido divulgados apenas algumas semanas após o estouro do escândalo envolvendo a News Corporation e um dia depois que um ex-jornalista da própria Globo tenha postado em seu Blog – com grande repercussão na blogosfera – que havia uma orientação na TV Globo para tentar incompatibilizar o novo Ministro da Defesa com as Forças Armadas.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Credibilidade: questão de sobrevivência</h3>
<h3 style="text-align: justify;">A credibilidade passou a ser um elemento absolutamente crítico no “mercado” da notícia. O monopólio dos velhos formadores de opinião não existe mais. Não é sem razão que as curvas de audiência e leitura da velha mídia estejam em queda e o “negócio”, no seu formato atual, ameaçado de sobrevivência.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Na contemporaneidade, são muitas as fontes de informação disponíveis para o cidadão comum e as TICs ampliaram de forma exponencial as possibilidades de checagem daquilo que está sendo noticiado. Sem credibilidade, a tendência é que os veículos se isolem e “falem”, cada vez mais, apenas para o segmento da população que compartilha previamente de suas posições editoriais e busca confirmação diária para elas, independentemente dos fatos.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />O escândalo do “News of the World” explicitou formas criminosas de atuação de um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, destruiu sua credibilidade e levantou a suspeita de que não é só o grupo de Murdoch que pratica esse tipo de “jornalismo”. Além disso, a celebrada autorregulamentação existente na Inglaterra – por mais que o fato desagrade aos liberais nativos – comprovou sua total ineficácia. As repercussões de tudo isso começam a aparecer. Inclusive na Terra de Santa Cruz.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Os Princípios da Globo</h3>
<h3 style="text-align: justify;">No Brasil ainda não existe sequer autorregulamentação e as Organizações Globo, o maior grupo de mídia do país, não tem um único Ombudsman em suas dezenas de veículos para acolher sugestões e críticas de seus “consumidores”. Neste contexto, a divulgação de princípios editoriais – sejam eles quais forem – é uma referência do próprio grupo em relação à qual seu jornalismo pode ser avaliado. Não deixa de ser um avanço.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />A questão, todavia, é que o histórico da Globo não credencia os Princípios divulgados. Em diferentes ocasiões, ao longo dos últimos anos, coberturas tendenciosas que se tornaram clássicas, foram documentadas. E alguns pontos reafirmados e/ou ausentes dos Princípios agora divulgados reforçam dúvidas. Lembro dois: a presunção de inocência e as liberdades “absolutas”.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Presunção de inocência</h3>
<h3 style="text-align: justify;">O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, adotado pela FENAJ, acolhe uma garantia constitucional (inciso LVII do artigo 5º) que tem origem na Revolução Francesa e reza em seu artigo 9º: “a presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística”.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Não é necessário lembrar que o poder da velha mídia continua avassalador quando atinge a esfera da vida privada, a reputação das pessoas, seu capital simbólico. Alguém acusado e “condenado” pela mídia por um crime que não cometeu dificilmente se recupera. Os efeitos são devastadores. Não há indenização que pague ou corrija os danos causados. Apesar disso, a ausência da presunção de inocência tem sido uma das características da cobertura política das Organizações Globo.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Um exemplo: no auge da disputa eleitoral de 2006, diante da defesa que o PT fez de filiados seus que apareceram como suspeitos no escândalo chamado de “sanguessugas”, o jornal “O Globo” publicou um box de “Opinião” sob o título “Coerência” (12/08/2006, Caderno A, pp.3/4) no qual afirmava:</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />“Não se pode acusar o PT de incoerência: se o partido protege mensaleiros, também acolhe sanguessugas. Sempre com o argumento maroto de que é preciso esperar o julgamento final. Maroto porque o julgamento político e ético não se confunde com o veredicto da Justiça. (&#8230;) Na verdade, a esperança do PT, e de outros partidos com postura idêntica, é que mensaleiros e sanguessugas sejam salvos pela lerdeza corporativista do Congresso e por chicanas jurídicas. Simples assim.”</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Em outras palavras, para O Globo, a presunção de inocência é uma garantia que só existe no Judiciário. A mídia pode denunciar, julgar e condenar. Não há nada sobre presunção de inocência nos Princípios agora divulgados.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Aparentemente, a postura editorial de 2006 continua a prevalecer nas Organizações Globo.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Liberdades absolutas?</h3>
<h3 style="text-align: justify;">Para as Organizações Globo a liberdade de expressão é um valor absoluto (Seção I, letra h) e “a liberdade de informar nunca pode ser considerada excessiva” (Seção III).</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Sem polemizar aqui sobre a diferença entre liberdade de expressão e liberdade de imprensa – que não é mencionada sequer uma única vez nos Princípios – lembro que nem mesmo John Stuart Mill considerava a liberdade de expressão absoluta. Ela, como, aliás, todas as liberdades, têm como limite a liberdade do outro.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Em relação à liberdade de informar, não foi exatamente o fato de “nunca considerá-la excessiva” que levou a News Corporation a violar a intimidade e a privacidade alheia e a cometer os crimes que cometeu?</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />O futuro dirá</h3>
<h3 style="text-align: justify;">Se haverá ou não alterações na prática jornalística “global”, só o tempo dirá. Ao que parece, as ressonâncias do escândalo envolvendo o grupo midiático do todo poderoso Rupert Murdoch e a incrível capilaridade social da blogosfera, inclusive entre nós, já atingiram o maior grupo de mídia brasileiro.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />A ver.</h3>
<h3 style="text-align: justify;"><br />Venício A. de Lima é professor Titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Regulação das Comunicações – História, poder e direitos, Editora Paulus, 2011.</h3>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p style="text-align: justify;"></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/08/08/venicio-e-a-globo-principios-credibilidade-e-pratica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>71</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Bom jornalismo destrói Murdoch.&#8221;  Na Inglaterra</title>
		<link>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/07/17/bom-jornalismo-destroi-murdoch-na-inglaterra/</link>
		<comments>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/07/17/bom-jornalismo-destroi-murdoch-na-inglaterra/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Jul 2011 13:30:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacao</dc:creator>
				<category><![CDATA[PiG]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[prisão]]></category>
		<category><![CDATA[Rupert Murdoch]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.conversaafiada.com.br/?p=35009</guid>
		<description><![CDATA[Recomenda-se a leitura de Timothy Garton Ash, na pág. J13 do Estadão deste domingo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/07/chargeBeijoLula.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-35019" title="chargeBeijoLula" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/07/chargeBeijoLula.jpg" alt="" width="650" height="286" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>

<p>Recomenda-se a leitura de Timothy Garton Ash, na <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,o-medo-que-nao-ousava-dizer-o-nome,745895,0.htm" target="_blank">pág. J13</a> do Estadão deste domingo.<br /> <br />Ash é professor de Estudos Europeus da Univesidade de Oxford e responsável por algumas das melhores coberturas jornalisticas da queda do Europa do Leste comunista, especialmente da Tchecoslováquia de Havel.<br /> <br />Neste artigo, Ash mostra como a desmoralização de Murdoch saiu dos limites da Inglaterra e começa a prosperar nos Estados Unidos, com a desmoralização do partidarismo da Globo, êpa !, da Fox News.<br /> <em><strong><br />&#8220;A democracia ajudada pela luz do Sol brotou na Inglaterra&#8221;</strong></em>, diz alguém no texto de Ash.<br /> <br /><strong><em>&#8220;Do escândalo dos grampos pelos tabloides britânicos surge algo positivo: o bom jornalismo expôs o pior e a maré virou&#8221;</em></strong>, diz Ash.<br /> <br />Hoje, mesmo, domingo, a principal jornalista de Murdoch, Rebekah Brooks, <a href="http://www.nytimes.com/2011/07/18/world/europe/18hacking.html?_r=1&amp;hp" target="_blank">foi em cana na Inglaterra</a>, por causa dos grampos criminosos.<br /> <br />Já imaginou o Ali Kamel ir em cana depois de levar a eleição de 2006 para o segundo turno &#8211; <a href="http://forum.cifraclub.com.br/forum/11/146463/" target="_blank">clique aqui</a> para ler &#8220;O primeiro Golpe já houve. Falta o segundo&#8221; -  ele, sozinho, só com um voto, omitir o desastre da Gol para decidir a eleição ?<br /> <br />Calma, amigo navegante, o bom jornalismo põe o mau jornalismo em cana &#8211; na Inglaterra.<br /> <br />Aqui, inventa o beijo na boca.<br /> <br /><strong><br />Paulo Henrique Amorim </strong></p>
<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/07/17/bom-jornalismo-destroi-murdoch-na-inglaterra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>49</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Globo em busca do povão. Sugestões</title>
		<link>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/06/21/a-globo-em-busca-do-povao-sugestoes/</link>
		<comments>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/06/21/a-globo-em-busca-do-povao-sugestoes/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 11:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacao</dc:creator>
				<category><![CDATA[PiG]]></category>
		<category><![CDATA[ali kamel]]></category>
		<category><![CDATA[Classe C]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[povão]]></category>
		<category><![CDATA[programação]]></category>
		<category><![CDATA[rede globo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.conversaafiada.com.br/?p=33266</guid>
		<description><![CDATA[Saiu no Blog do Nassif: As mudanças na Globo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/06/charge-bessinhaglobo-derretendo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-33271" title="charge bessinhaglobo derretendo" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/06/charge-bessinhaglobo-derretendo.jpg" alt="" width="629" height="277" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Saiu no Estadão, na pág. D7:<br /><br />“Mudanças no jornalismo da Globo apontam tendência mais popular” <br /><br />Saiu no <a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-mudancas-na-globo" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Blog do Nassif:<br /><br /></strong></span></a></p>
<h3 style="text-align: justify;"><em><a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/as-mudancas-na-globo" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>As mudanças na Globo</strong></span></a></em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Enviado por luisnassif, seg, 20/06/2011 </em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Por Marco Aurélio Mello </em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Chama atenção a dança das cadeiras na TV Globo por várias razões.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Primeiro, quem fez o anúncio foi Carlos Henrique Schroder &#8230;  não Ali Kamel &#8230; Corre pelos corredores da emissora a notícia de que Ali atualmente não apita mais tanto quanto antes. Contribuiram para sua derrocada, o tipo de jornalismo que ele empreendeu, desde que assumiu, centralizando as decisões e condicionando a cobertura à sua vontade (ou seria à vontade expressa do patrão?).</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Outro episódio definitivo para a queda teria sido o &#8220;bolinhagate&#8221;, a tentativa de comprovar que o então candidato à presidência José Serra tinha sofrido um traumatismo craniano, depois de atingido por uma bolinha de papel. Até o perito Ricardo Molina foi convocado às pressas para dar legitimidade ao caso, que atingiu em cheio a credibilidade da emissora.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br /><a href="http://www.conversaafiada.com.br/video/2010/10/22/outro-video-desmoraliza-a-globomente-e-o-que-nao-falta/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Clique aqui para ver o vídeo que desmoraliza o Kamel, o Cerra, o Molina etc e tal.</span></a></em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em>Sabe-se que naquela noite o Jornal Nacional foi vaiado- <a href="http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/10/22/ate-jornalistas-do-jn-vaiam-ali-kamel/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">clique aqui para ler o que disse o Rodrigo Vianna sobre essa retumbante vaia</span></a> &#8211; pelos próprios jornalistas e que, em Brasília, a exemplo do que aconteceu em São Paulo em 2006, a diretora de jornalismo Silvia Faria teria dito o mesmo que Mariano Boni em São Paulo, anos antes: &#8220;quem não estiver satisfeito procure a Record&#8221;.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Quem frequenta a emissora conta que, agora, raramente Ali desce do quarto andar onde se refugiou para escrever seus artigos, comprar suas polêmicas e processar seus &#8220;detratores&#8221;. </em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br /><a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/05/11/as-37-acoes-contra-pha-dantas-quer-criar-jurisprudencia-e-calar-blogosfera/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;">Clique aqui para ler “As 37 ações que movem contra PHA”</span></a>.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Agora &#8230; Renato Ribeiro (ex-editor chefe do Jornal Nacional) e Luis Claudio Latgé (ex-diretor de jornalismo de São Paulo) (cuidam do serviço).  Ali só é consultado quando o assunto é muito cabeludo. O sinal já havia sido dado no começo do ano, quando o diretor superintendente Octávio Florisbal anunciou em alto e bom som que o jornalismo da emissora ía mudar.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Recente pesquisa mostra preocupação com os índices de audiência do jornalismo, sobretudo no periodo matutino onde, não raro, a emissora amarga o segundo lugar durante toda a manhã.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Não por acaso a dança das cadeiras começou por Renato Machado, que será uma espécie de embaixador em Londres. Para quem gosta de vinho e música clássica, como ele, é um prêmio e tanto para quem se dedicou 15 anos ao Bom Dia Brasil, acordando às 4 horas da manhã. Renato estará a um passo de Paris, Geneve, Roma e Frankfurt. É tudo o que ele sempre pediu a Dionísio.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Para o seu lugar assume Chico Pinheiro. O veterano jornalista e apresentador vai tentar popularizar o jornal&#8230; É sinal também de que a emissora está disposta a atrair os extratos mais à esquerda do espéctro político de seu público. Chico &#8211; como antítese de Renato &#8211; é a MPB e a caipirinha no poder.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Outra veterana da apresentação, Mariana Godoy, segue agora para o Jornal das 10 da Globo News, reflexo do incômodo causado pela chegada de Heródoto Barbeiro à Record News. Para o seu lugar vai César Tralli, que realiza um sonho antigo, que é ocupar uma bancada de telejornal. Na reportagem ele se consagrou, mas pagou um preço muito alto: os colegas detestam seu estilo e seus modos, considerados por muitos bastante pragmáticos, se é que podemos dizer assim.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Se a volta de Schroder pode aplacar os ânimos? Só o tempo dirá. Minha aposta é que sim. Ele tem o apoio da família Marinho e uma capacidade de sobrevivência invejável. Ele pode ser reabilitado e quem sabe a emissora faça as pazes com a notícia. Talento dos colegas e recursos técnicos não faltam. Mas como na Globo tudo demora um pouco, as mudanças só virão quando entrar setembro. Portanto, o inverno tem tudo para ser quente.</em></h3>
<div id="content-post-single" style="margin: 0pt 18px; float: left; width: 635px; text-align: justify;">
<h2 style="margin-top: 45px; background-image: url(http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Navalha_txt.jpg); background-position: center top; height: 75px;"><span style="display: none;"> </span></h2>
<p><img style="float: right; margin-top: -120px; width: 214px; height: 350px;" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Navalha.gif" alt="Navalha" /></p>
<p style="width: 395px;">Este<strong> Conversa Afiada</strong> tem algumas sugestões a fazer ao Schroeder.</p>
<p>Primeiro, ampliar o espaço da urubóloga.</p>
<p>Nada mais povão do que ela.</p>
<p>A sugestão seria dar uma colona (*) diária para a urubóloga no jornal nacional.</p>
<p>Bem antes de entregar para o Insensato Coração.</p>
<p>Uns 15 minutos para ela analisar a elevação (que, na verdade, foi uma reprovação) da nota do Brasil numa agência de risco.</p>
<p>O pessoal lá em Marechal vai ouvir  &#8230; agência de risco, risco,  vai achar que é sexo grupal, sexo sem camisinha.</p>
<p>Outra sugestão definitivamente consagradora seria levar o William Waack para o Fantástico.</p>
<p>Um quadro permanente.</p>
<p>Ele e mais três entrevistados.</p>
<p>Outros 15 minutos, na hora em que o Fantástico recebe do Faustão e precisa anabolizar a audiência.</p>
<p>Waack, com aquela expressão patibular, tão simpática, analisaria com seus ignotos convidados o caráter eminentemente terrorista das ações da presidenta Dilma Rousseff.</p>
<p>Waack, como se sabe, se tornou um especialista em comunismo internacional.</p>
<p>Outra sugestão preciosa.</p>
<p>Levar o Ali Kamel, em pessoa, para substituir  a urubóloga  no Bom (?) Dia Brasil.</p>
<p>Ali Kamel faria boletins diários dirigidos especialmente ao pessoal das favelas do Rio e de Salvador.</p>
<p>Kamel explicaria, por “a” mais “b”, que não, não somos racistas.</p>
<p>Uma coisa assim, bem didática, na hora de passar a bola para a Ana Maria Braga.</p>
<p>Quinze minutos para o Kamel dizer ao pessoal da Mangueira que no Brasil não tem negro, mas pardo.</p>
<p>E que pardo não merece ter cota para entrar na universidade.</p>
<p>O pardo, meu querido, o pardo &#8230; – poderia ser o bordão dele, quando devolvesse à Renata Vasconcelos.</p>
<p>Este ansioso blogueiro corre sério risco.</p>
<p>Dar essas dicas ao concorrente.</p>
<p>A Record pode não gostar.</p>
<p><a href="http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/06/12/venicio-e-a-globo-a-classe-c-existe-ah-bom/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Clique aqui para ler</strong></span></a> “A Globo em busca da Classe C”.</p>
<p>&nbsp;</p>

</div>
<p style="text-align: justify;"><br /><br /><br /><strong>Paulo Henrique Amorim</strong><br /><br /><br />(*) <em>Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.</em><br /><br /><br /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/06/21/a-globo-em-busca-do-povao-sugestoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>197</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dantas, Gilmar e FHC precisam conhecer o Murilo. E o impeachment ?</title>
		<link>http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/05/19/dantas-gilmar-e-fhc-precisam-conhecer-o-murilo-e-o-impeachment/</link>
		<comments>http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/05/19/dantas-gilmar-e-fhc-precisam-conhecer-o-murilo-e-o-impeachment/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 May 2011 11:00:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Dantas]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[FHC]]></category>
		<category><![CDATA[Gilmar Mendes]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[justiã]]></category>
		<category><![CDATA[PUC]]></category>
		<category><![CDATA[TCC]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.conversaafiada.com.br/?p=31095</guid>
		<description><![CDATA[Murilo tem 22 anos e cursa Jornalismo na PUC, enquanto trabalha como radio-escuta do Jornal da Record.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[

<div id="attachment_31101" class="wp-caption alignnone" style="width: 485px"><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/05/bessinha3.jpg"><img class="size-full wp-image-31101" title="bessinha" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/05/bessinha3.jpg" alt="" width="475" height="355" /></a><p class="wp-caption-text">Presidente Sarney, e o impeachment ? O sr. vai dar seguimento ?</p></div>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p style="text-align: justify;">Murilo Henrique Silva tem 22 anos e cursa Jornalismo na PUC de São Paulo, enquanto trabalha como radio-escuta do Jornal da Record.<br /><br />Murilo pediu a ajuda deste ansioso blogueiro para um TCC – trabalho de conclusão de curso.<br /><br />Sabe qual é o tema do TCC do Murilo, amigo navegante ?<br /><br />“O papel de Daniel Dantas como eminência parda dos quatro últimos mandatos presidenciais”.<br /><br />Sugeri que ele incluísse em suas preocupações o papel de Dantas no Judiciário, especialmente uma análise do papel de Gilmar Dantas (*).<br /><br /><a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/05/18/pedido-de-impeachment-de-gilmar-equivale-a-um-bo/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Clique aqui para ler</strong></span></a> “Pedido de impeachment de Gilmar equivale a um BO”.<br /><br />Este ansioso blogueiro perguntou ao Murilo por que ele, tão jovem, estava preocupado com o Daniel Dantas, que aqui se conhece como o passador de bola apanhado no ato de passar bola.<br /><br /><a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/05/11/as-37-acoes-contra-pha-dantas-quer-criar-jurisprudencia-e-calar-blogosfera/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Clique aqui para ler</strong></span></a> “As 37 ações que movem contra PHA. Dantas quer criar jurisprudência para calar a blogosfera”.<br /><br />Murilo explicou:<br /><br /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><em>“Eu tinha 8 anos. Minha mãe tinha acabado de ver na televisão que venderam a Vale do Rio Doce. Minha mãe, uma costureira, não é uma pessoa, assim, tão ligada nesses assuntos, ficou indignada. Disse ‘é um absurdo ! Vender a Vale do Rio Doce por uma mixaria’. Eu perguntei à minha mãe – mãe, o que é a Vale do Rio Doce ? ‘Uma mina de ouro, meu filho’, ela respondeu. Desde esse dia eu resolvi entender como é que se vende uma mina de ouro.”</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br /></em></h3>
<p style="text-align: justify;">Como se sabe, na qualidade de Advogado Geral da União de FHC, Gilmar Dantas (*) deu a “base” jurídica para o Farol de Alexandria sair por aí a vender “minas de ouro”.</p>
<p style="text-align: justify;"><br />Uma delas caiu no colo do passador de bola apanhado no ato de passar bola – a telefonia do Sul do Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;"><br /><a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/10/06/video-serra-mandou-fhc-vender-vale-e-light/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Clique aqui para rever o vídeo memorável</strong></span></a> em que o Farol de Alexandria revela que o Padim Pade Cerra fez esforço hercúleo para vender a mina de ouro: a Vale do Rio Doce.</p>
<p style="text-align: justify;"><br />(Os dois só não conseguiram vender a Petrobrax.)</p>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br /></em></h3>
<p style="text-align: justify;">Este ansioso blogueiro recomendou ao Murilo dar uma olhada na diminuta coleção de posts que o <strong>Conversa Afiada</strong>, há algum tempo, publica sobre o passador de bola e Gilmar Dantas (*).</p>
<p style="text-align: justify;"><br />Recomendou também que leia a <a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/05/03/alo-alo-stj-carta-comeca-a-divulgar-acervo-de-dantas/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>coleção completa de reportagens da Carta Capital</strong></span></a> sobre Dantas e, especialmente, <a href="http://www.conversaafiada.com.br/antigo/?p=13130" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>uma do Leandro Fortes</strong></span></a>, que expõe o incrível conflito que há entre as atividades empresariais de Gilmar Dantas (*) e a função de Ministro do Supremo.</p>
<p style="text-align: justify;"><br />Por muito menos, no Conselho Nacional de Justiça, o ilustre professor de Direito Constitucional Joaquim Falcão aposentou um juiz:</p>
<h3 style="text-align: justify;"><em>Durante a presidência de Gilmar Mendes, Joaquim Falcão, professor de direito constitucional da Fundação Getulio Vargas, foi juiz conselheiro do Conselho Nacional de Justiça. Um dos casos que lhe caiu nas mãos foi uma 27 representação contra o juiz Ari Ferreira deQueiroz, de Goiânia. O juiz era sócio proprietário do Instituto de Ensino e Pesquisa Científica, uma escola semelhante à de Gilmar Mendes, embora mais modesta. A representação visava impedir que Queiroz fosse, simultaneamente, juiz e dono de uma faculdade.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />No seu despacho, Joaquim Falcão afirmou que “nos Estados Unidos, o juiz não pode emprestar o prestígio de seu cargo para promover interesse privado”. E se perguntou: “Pode um juiz contribuir com o prestígio de seu cargo, que é público, para beneficiar os interesses privados seus e/ou de outros?”</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Para responder, foi ao artigo 36, inciso I, da Lei Orgânica da Magistratura: “É vedado ao magistrado exercer o comércio ou participar de sociedade comercial, inclusive de economia mista, exceto como acionista ou cotista.” O juiz Queiroz – ou o ministro Gilmar Mendes – se enquadrariam nessa exceção. Mas não para Joaquim Falcão. Ele sustentou que o juiz pode participar numa sociedade comercial “exclusivamente como acionista ou cotista, ou seja, de forma não individualizável. De modo que a pessoa física não se utilize do prestígio gozado pelo magistrado como titular de um cargo público”.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Portanto, um juiz pode ser acionista e cotista numa sociedade comercial em que sua propriedade esteja diluída e seja anônima. Quando o juiz é reconhecido como proprietário individual de uma sociedade comercial, segundo Falcão, ele “está claramente exercendo ato de empresa, já que o prestígio de seu cargo está sendo utilizado para buscar lucros, contrariando, portanto, as proibições legais”.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Na decisão, Falcão determinou “o imediato desligamento do magistrado de sua qualidade de sócio-cotista e a desvinculação total da imagem do magistrado e do Instituto”. O juiz Queiroz,  de Goiânia, acatou a decisão. Por que Falcão não levou a questão ao plenário do Conselho Nacional de Justiça, presidido por um dos sócios proprietários do Instituto Brasiliense de Direito Público? Porque Falcão achou que Gilmar Mendes teria maioria dos votos a seu favor. </em></h3>
<p style="text-align: justify;"><br />(Trecho da <a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/05/16/advogado-pede-impeachment-de-gilmar-ao-senado-e-a-oab/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>petição do advogado Piovesan</strong></span></a>, que pede ao Senado e à OABril 1001 atividades o impeachment de Gilmar.)<br /><br />O Dantas, o FHC e o Gilmar Dantas deveriam conhecer o Murilo e a mãe do Murilo, não é isso, amigo navegante ?<br /><br /><strong><br />Paulo Henrique Amorim</strong><br /><br /><br />(*) <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=5kNoMsbzPdk&amp;feature=related" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Clique aqui para ver</strong></span></a> como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E <a href="http://www.youtube.com/watch?v=loXcU8DsAQM" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>aqui para ver</strong></span></a> como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. </em><br /><br /></p>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p>&nbsp;</p>

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/05/19/dantas-gilmar-e-fhc-precisam-conhecer-o-murilo-e-o-impeachment/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>32</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Professor de notório saber exige o fim da Anistia</title>
		<link>http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/05/14/professor-de-notorio-saber-exige-o-fim-da-anistia/</link>
		<comments>http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/05/14/professor-de-notorio-saber-exige-o-fim-da-anistia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 May 2011 20:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redacao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[destaques]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[lei de anistia]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Cláudio Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[notório saber]]></category>
		<category><![CDATA[professor]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.conversaafiada.com.br/?p=30771</guid>
		<description><![CDATA[O Conversa Afiada oferece trechos do discurso proferido por Luiz Claudio Cunha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"></p>

<div id="attachment_30779" class="wp-caption alignnone" style="width: 638px"><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/05/luiz-claudio-cunha_tv.jpg"><img class="size-full wp-image-30779" title="luiz claudio cunha_tv" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/05/luiz-claudio-cunha_tv.jpg" alt="" width="628" height="276" /></a><p class="wp-caption-text">Cunha: só as feridas lavadas cicatrizam. Ou restarão o ódio e o nojo ?</p></div>

<p>&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;"></p>
<p style="text-align: justify;">O<strong> Conversa Afiada</strong> tem o prazer de oferecer ao amigo navegante trechos do discurso proferido por Luiz Claudio Cunha, na cerimonia de diplomação de Notório Saber em Jornalismo, na Universidade de Brasilia, no dia 9 de maio:<br /><br /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><em>O jornalismo é a atividade humana que depende essencialmente da pergunta, não da resposta. O bom jornalismo se faz e se constrói com boas perguntas. O jornalismo de excelência se faz com excelentes perguntas.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Eu era uma criança de 12 anos quando irrompeu o golpe de março de 1964. Mas, como as crianças da escola de Realengo, já tinha a idade suficiente para reconhecer a violência, para sofrer o trauma, para sentir o medo. Os efeitos do longo pesadelo de 21 anos se projetaram no calendário. Meu primeiro voto para presidente da República só aconteceu quando tinha 38 anos. Cassaram nossa cidadania, limitaram nossa liberdade, calaram nossos amigos, exilaram nossos líderes, machucaram nosso povo.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Atacaram com violência maior o que mais assusta os tiranos: a universidade, o santuário do conhecimento, a trincheira do livre-pensamento, a sede da consciência crítica. Profanaram o espaço desta universidade, a Universidade de Brasília, a academia que estava no coração da nova ordem sem coração, o regime que combatia a força das ideias pela ideia da força armada, desalmada, desatinada.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Um regime que expurgou da UnB seus dois primeiros reitores, nomes primeiros da educação e do compromisso ético com a escola e com a liberdade do pensamento: Darcy Ribeiro, criador e fundador da UnB, e Anísio Teixeira, lançador do movimento da &#8216;Escola Nova&#8217;  &#8211; uma escola que enfatizava o desenvolvimento do intelecto e a capacidade de julgamento. Juntos, Darcy e Anísio assentaram os pilares desta universidade. Anísio inventou na Liberdade, o bairro mais populoso e pobre de Salvador nos anos 1940, a &#8216;Escola Parque&#8217;, que tinha padaria, um jornal diário e uma rádio comunitária por alto-falante, com médico e dentista e turno integral para as crianças. O modelo revolucionário inspirou Darcy a criar os CIEPs anos depois, no Rio de Janeiro. Anísio também ajudou a fundar a SBPC e a CAPES e dirigiu o INEP, Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos, onde defendia o fim do ensino religioso obrigatório nas escolas.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />A nova ordem que trazia a desordem institucional afastou ambos, Darcy e Anísio, da UnB, de Brasília, das escolas, dos jovens, do país. Em 12 de março de 1971, auge da violência do mandato do notório general Médici, Anísio desapareceu no Rio, depois de visitar o amigo Aurélio Buarque de Holanda. Os militares disseram que ele estava detido, mas não informaram o seu paradeiro. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado, sem sinais de queda nem hematomas, no fundo do poço do elevador do prédio de Aurélio, na praia de Botafogo. Causa da morte: &#8216;acidente&#8217;.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Aqueles eram tempos estranhos, muito estranhos, quando nem os acidentes deixavam rastro.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Pensadores e mestres como Darcy e Anísio resumem bem a história do país e da UnB. E nenhum estudante simboliza melhor esta universidade do que o primeiro lugar em Geologia do ano de 1965, um jovem goiano de 18 anos chamado Honestino Guimarães. É um dos 144 desaparecidos políticos do país. Presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília, foi preso pelo Exército e expulso da universidade por reagir à invasão do campus da UnB em 1968. Caiu na clandestinidade com o AI-5, chegou à presidência nacional da UNE e foi preso em outubro de 1973.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />A jornalista brasiliense Taís Morais fez as perguntas certas e, no seu livro Sem Vestígios (Prêmio Jabuti de 2006), descobriu o macabro trajeto final de Honestino, percorrendo todo o alfabeto de siglas letais da repressão brasileira: detido no Rio de Janeiro pelo CENIMAR (Centro de Informações da Marinha), trazido a Brasília pelo CIE (Centro de Informações do Exército), torturado durante cinco meses no PIC (Pelotão de Investigações Criminais, no subsolo do prédio do Comando do Exército, na Esplanada dos Ministérios) e levado em fevereiro de 1974 a Marabá num jatinho fretado da Líder Táxi Aéreo por quatro agentes do CIE liderados por um certo major-aviador Jonas, do CISA (Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica).</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Lá, no sul do Pará, Honestino foi executado e enterrado na selva pelas tropas que combatiam a guerrilha do Araguaia. Honestino desapareceu aos 26 anos, mas o hoje coronel-aviador da reserva (R-1), com nome, sobrenome e endereço conhecido, circula sem chamar a atenção por Brasília, sem que nenhum jornalista se aproxime dele para fazer uma simples e básica pergunta: − Coronel Jonas, o que aconteceu com Honestino?</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />A prepotência não permitia perguntas para números sem resposta: 500 mil cidadãos investigados pelos órgãos de segurança; 200 mil detidos por suspeita de subversão; 50 mil presos só entre março e agosto de 1964; 11 mil acusados nos inquéritos das Auditorias Militares, 5 mil deles condenados, 1.792 dos quais por &#8216;crimes políticos&#8217; catalogados na Lei de Segurança Nacional; 10 mil torturados apenas na sede paulista do DOI-CODI; 6 mil apelações ao Superior Tribunal Militar (STM), que manteve as condenações em 2 mil casos; 10 mil brasileiros exilados ; 4.862 mandatos cassados, com suspensão dos direitos políticos, de presidentes a governadores, de senadores a deputados federais e estaduais, de  prefeitos a vereadores; 1.148 funcionários públicos aposentados ou demitidos; 1.312 militares reformados; 1.202 sindicatos sob intervenção; 245 estudantes expulsos das universidades pelo Decreto 477 que proíbe associação e manifestação; 128 brasileiros e 2 estrangeiros banidos; 4 condenados à morte (sentenças depois comutadas para prisão perpétua); 707 processos políticos instaurados na Justiça Militar; 49 juízes expurgados; 3 ministros do Supremo afastados, o Congresso Nacional fechado por três vezes; 7 Assembleias estaduais postas em recesso; censura prévia à imprensa e às artes; 400 mortos pela repressão;  144 deles desaparecidos até hoje.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />No início de 1962 oficiais das Forças Armadas foram a São Paulo para um encontro com o jornalista Júlio de Mesquita Filho, a quem entregaram um documento sobre as normas que iriam comandar o governo militar após a queda de Jango. O grupo, integrado pelos generais Cordeiro de Farias e Orlando Geisel, foi mais explícito com o dono de O Estado de S.Paulo: o novo regime queria ficar no poder por pelo menos cinco anos, o que viria a ser a primeira mentira do golpe. O regime militar perdurou quatro vezes mais.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Animado com a conversa, Mesquita chegou ao ponto de sugerir oito nomes para o futuro ministério golpista. O jornalista, acreditem, chegou a fazer o rascunho de um Ato Institucional para fechar Senado, Câmara e Assembleias e para cassar mandatos. Ironia da história: o instrumento de força esboçado por Júlio Mesquita era o mesmo a que a ditadura submeteria seu jornal em 1968 com o AI-5.  Os ex-amigos do golpe confabulado pelo dono do Estadão forçariam o jornal a cobrir os espaços censurados nas páginas com versos de Camões e receitas de bolo.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Precisamos lembrar, devemos contar.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Guerrilha não se confunde com terrorismo, definido sim pelo deliberado objetivo de infundir terror entre a população civil, sob o risco assumido de vítimas inocentes – como no caso do terror consumado do 11 de Setembro em Nova York, como no caso do terror frustrado da bomba do Riocentro no Rio de Janeiro. É por isso que ninguém, nem mesmo um cínico, se atreve a escrever &#8220;terroristas de Sierra Maestra&#8221; ou &#8220;terroristas do Araguaia&#8221;.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Eram guerrilheiros, não terroristas. Terrorista era o Estado, que usou da força e abusou da violência para alcançar e machucar dissidentes presos, indefesos, algemados, pendurados, desprotegidos diante de um aparato impiedoso que agia à margem da lei, na clandestinidade, nos porões, torturando e matando sob o remorso de um codinome, encoberto na treva de um capuz. Terroristas eram os assassinos de Honestino Guimarães, Vladimir Herzog, David Capistrano da Costa, Manoel Raimundo Soares, Stuart Angel Jones, Manoel Fiel Filho, Paulo Wright, Zuzu Angel, entre tantos outros.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />&#8220;A sociedade foi Rubens Paiva, não os facínoras que o mataram&#8221;, ensinou Ulysses Guimarães, no dia da promulgação da Constituição de 1988. &#8220;Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo&#8221;, reforçou Ulysses.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />A hipocrisia nacional diz que a mera lembrança desses nomes e fatos não passa de revanchismo, de mera volta ao passado.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em>Uma médica chilena, torturada em 1975 e eleita presidente em 2006, desmente isso: &#8220;Só as feridas lavadas cicatrizam&#8221;, ensina Michelle Bachelet.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />O Supremo Tribunal Federal teve, no ano passado, a chance de lavar esta ferida. E, vergonhosamente, abdicou desse dever.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Apenas dois dos nove ministros do STF – Ricardo Lewandowski e Carlos Ayres Brito – concordaram com a ação da OAB, que contestava a anistia aos agentes da repressão. “Um torturador não comete crime político”, justificou Ayres Brito. “Um torturador é um monstro. Um torturador é aquele que experimenta o mais intenso dos prazeres diante do mais intenso sofrimento alheio perpetrado por ele. Não se pode ter condescendência com o torturador. A humanidade tem o dever de odiar seus ofensores porque o perdão coletivo é falta de memória e de vergonha”.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Apesar da veemência de Ayres Brito, o relator da ação contra a anistia, ministro Eros Grau, ele mesmo um ex-comunista preso e torturado no DOI-CODI paulista, manteve sua posição contrária: “A ação proposta pela OAB fere acordo histórico que permeou a luta por uma anistia ampla, geral e irrestrita”, disse Eros Grau, certamente esquecido ou desinformado, algo imperdoável para quem é juiz da mais alta Corte e também sobrevivente da tortura. A anistia de 1979 não é produto de um consenso nacional. É uma lei gestada pelo regime militar vigente, blindada para proteger seus acólitos e desenhada de cima para baixo para ser aprovada, sem contestações ou ameaças, pela confortável maioria parlamentar que o governo do general Figueiredo tinha no Congresso: 221 votos da ARENA, a legenda da ditadura, contra 186 do MDB, o partido da oposição.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Nada podia dar errado, muito menos a anistia controlada.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Amplo e irrestrito, como devia saber o ministro Grau, era o perdão indulgente que o regime autoconcedeu aos agentes dos seus órgãos de segurança. Durante semanas, o núcleo duro do Planalto de Figueiredo lapidou as 18 palavras do parágrafo 1° do Art. 1° da lei que abençoava todos os que cometeram “crimes políticos ou conexos com estes” e que não foram condenados. Assim, espertamente, decidiu-se que abusos de repressão eram “conexos” e, se um carcereiro do DOI-CODI fosse acusado de torturar um preso, ele poderia replicar que cometera um ato conexo a um crime político. Assim, numa única e cínica penada, anistiava-se o torturado e o torturador.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Em 22 de agosto de 1979, após nove horas de tenso debate, o Governo aprovou sua anistia, a 48ª da história brasileira. Com a pressão da ditadura, aprovou-se uma lei que não era ampla (não beneficiava os chamados ‘terroristas’ presos), nem geral (fazia distinção entre os crimes perdoados) e nem irrestrita (não devolvia aos punidos os cargos e patentes perdidos).</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Mesmo assim, o regime suou frio: ganhou na Câmara dos Deputados por apenas 206 votos contra 201, graças à deserção de 15 arenistas que se juntaram à oposição para tentar uma anistia mais ampliada. Um dos mentores do ‘crime conexo’ era o chefe do Serviço Nacional de Informações, o SNI, general Octávio Aguiar de Medeiros, signatário da anistia de agosto de 1979.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Menos de dois anos depois, em abril de 1981, um Puma explodiu antes da hora no Riocentro, no Rio de Janeiro. Tinha a bordo dois agentes terroristas do Exército: o sargento Guilherme do Rosário, que morreu com a bomba no colo, e o capitão do DOI-CODI Wilson Machado, que sobreviveu impune e, apesar das feias cicatrizes no peito, virou professor do Colégio Militar em Brasília.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Em 24 de abril passado, em trabalho admirável, os repórteres Chico Otávio e Alessandra Duarte, de O Globo, revelaram ao país a agenda pessoal do sargento morto, a agenda que o Exército considerou desimportante para seu arremedo de investigação. Pois lá estão anotados os nomes reais (sem codinome) e os telefones de 107 pessoas, de oficiais graduados a soldados, de delegados a detetives, passando pelo Estado-Maior da PM e o comando da Secretaria de Segurança. Nessa &#8216;Rede do Terror&#8217; que conspirava para endurecer o regime não consta o nome de um único guerrilheiro. Todos os terroristas, ali, integravam o aparelho de Estado, patrono da complacente autoanistia que não satisfazia nem seus radicais.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />O nome mais ilustre da agenda é Freddie Perdigão, membro de um certo &#8216;Grupo Secreto&#8217; organização paramilitar de direita que jogava no fechamento político. Perdigão era coronel da Agência Rio do SNI do general Medeiros. Nada mais cínico e nada mais conexo do que isso.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />O &#8216;Grupo Secreto&#8217; é responsável por algumas das 100 bombas que explodiram no Rio e São Paulo entre a anistia de agosto de 1979 e o atentado do Riocentro de abril de 1981, endereçadas a bancas de jornal, publicações alternativas da oposição, Assembleia Legislativa e às sedes da OAB e da ABI.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Apesar da equivocada decisão do Supremo, o Brasil acaba de ser condenado na Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA por se eximir da investigação e punição aos agentes do Estado responsáveis pelo desaparecimento forçado de 70 guerrilheiros do Araguaia. &#8220;A Lei da Anistia do Brasil é incompatível com a Convenção americana, carece de efeito jurídico&#8230;&#8221;, criticou a Corte da OEA.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Em novembro passado, o Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou ação civil pública pedindo a responsabilização civil de três oficiais das Forças Armadas e um da PM paulista sobre morte ou desaparecimento de seis pessoas e a tortura de outras 20 detidas em 1970 pela Operação Bandeirante (Oban), o berço de dor e sangue do DOI-CODI, a sigla maldita que marcou o regime e assombrou os brasileiros. O capitão reformado do Exército Maurício Lopes Lima é frontalmente acusado pelos 22 dias de suplício a uma das presas, líder da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Nome da presa torturada: Dilma Rousseff.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Agora presidente, Dilma Rousseff encara este desafio que intimidou os cinco homens que a antecederam no Palácio do Planalto a partir de 1985, quando acabou a ditadura: a punição aos torturadores do golpe de 1964. Não será por revanchismo, mas pelo dever ético de todo país que respeita a verdade, a memória e sua história. Como fazem com altivez a Argentina, o Uruguai, o Chile ao lavar suas feridas, feias como as nossas.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Quando fui chamado para trabalhar na revista Veja em Porto Alegre, em 1971, o chefe da sucursal era Paulo Totti. Aos 32 anos, era o mais talentoso jornalista do Rio Grande do Sul, a melhor escola que um repórter poderia ter. Em dezembro de 2007, cinco meses antes de completar 70 anos, Totti conquistou o Prêmio Esso de Economia com uma reportagem sobre a China, publicada no diário Valor Econômico. O melhor jornalista gaúcho há 40 anos é ainda hoje um dos grandes repórteres brasileiros. É dele esta frase consoladora:</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em>&#8211; A função do repórter é a única que vai sobreviver no jornalismo do futuro. Sempre vamos precisar, no futuro, de alguém que pergunte.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Totti disse e eu completo: o importante &#8211; ontem, hoje e sempre &#8211; é duvidar e perguntar.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Espero que o título honroso que a UnB hoje me confere seja o reconhecimento não às respostas que obtive, mas às perguntas que fiz ao longo destas últimas quatro décadas.</em></h3>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p><a href="http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/05/13/%E2%80%9Ctodos-temos-que-lembrar%E2%80%9D-luiz-claudio-cunha/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Clique aqui para ler</strong></span></a> o discurso de Luiz Claudio Cunha na íntegra.<br /><br /><br /><br /></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/05/14/professor-de-notorio-saber-exige-o-fim-da-anistia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>112</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

