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	<title>Conversa Afiada &#187; eu vi</title>
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	<description>Ideias inteligentes aqui é o que não falta</description>
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		<title>Jean Wyllys, homossexual e cristão, defende o Estado laico</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 16:57:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Extraído do site "Brasilia eu vi": A trincheira de Jean Wyllys.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"></p>

<div id="attachment_29168" class="wp-caption alignnone" style="width: 640px"><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/04/jean-wyllys-e-jorge-amado1.jpg"><img class="size-full wp-image-29168" title="jean wyllys e jorge amado" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2011/04/jean-wyllys-e-jorge-amado1.jpg" alt="" width="630" height="277" /></a><p class="wp-caption-text">Jean e um Obá de Xangô: pela liberdade de crença ! </p></div>

<p>&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Extraído do site <a href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2011/04/19/a-trincheira-de-jean-wyllys/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>&#8220;Brasilia eu vi&#8221;</strong></span></a>, de Leandro Fortes, que tem a honra de ser processado pelo ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo. <br /><br /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><em><a href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2011/04/19/a-trincheira-de-jean-wyllys/" target="_blank"><span style="text-decoration: underline;"><strong>A trincheira de Jean Wyllys</strong></span></a></em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Por Leandro Fortes</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Jean Wyllys de Matos Santos é um sujeito tranquilo, bem humorado, que defende idéias sem alterar a voz, as mais complexas, as mais simples, baiano, enfim. Ri, como todos os baianos, da pecha da preguiça, como assim nomeiam os sulistas um sentimento que lhes é desconhecido: a ausência de angústia. Homossexual assumido, Jean cerra fileiras no pequeno e combativo PSOL, a única trincheira radical efetivamente ativa na política brasileira. E é justamente no Congresso Nacional que o deputado Jean Wyllys, eleito pelos cidadãos fluminenses, tem se movimentado numa briga dura de direitos civis, a luta contra a homofobia.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Cerca de 200 homossexuais são assassinados no Brasil, anualmente, exclusivamente por serem gays. Entre eles, muitos adolescentes.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Mas o Brasil tem pavor de discutir esse assunto, inclusive no Congresso, onde o discurso machista une sindicalistas a ruralistas, em maior ou menor grau, mas, sobretudo, tem como aliado as bancadas religiosas, unidas em uma cruzada evangélica. Os neopentecostais, como se sabe, acreditam na cura da homossexualidade, uma espécie de praga do demônio capaz de ser extirpada como a um tumor maligno. O mais incrível, no entanto, não é o medievalismo dessa posição, mas o fato de ela conseguir interditar no Parlamento não só a discussão sobre a criminalização da homofobia, mas também o direito ao aborto e a legalização das drogas. Em nome de uma religiosidade tacanha, condenam à morte milhares de brasileiros pobres e, de quebra, mobilizam em torno de si e de suas lideranças o que há de mais lamentável no esgoto da política nacional.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Jean Wyllys se nega a ser refém dessa gente e, por isso mesmo, é odiado por ela. Contra ele, costumam lembrar-lhe a participação no Big Brother Brasil, o inefável programa de massa da TV Globo, onde a debilidade humana, sobretudo a de caráter intelectual, é vendida como entretenimento. Jean venceu uma das edições do BBB, onde foi aceito por ser um homossexual discreto, credenciado, portanto, para plantar a polêmica, mas não de forma a torná-la um escândalo. Dono de um discurso política bem articulado, militante da causa gay e intelectualmente superior a seus pares, não só venceu o programa como ganhou visibilidade nacional. De repórter da Tribuna da Bahia, em Salvador, virou redator do programa Mais Você, de Ana Maria Braga, mas logo percebeu que isso não era, exatamente, uma elevação de status profissional.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Na Câmara dos Deputados, Jean Wyllys, 36 anos, baiano de Alagoinhas, tornou-se a cara da luta contra a homofobia no Brasil, justamente num momento em que se discute até a criminalização do bullyng. Como se, nas escolas brasileiras, não fossem os jovens homossexuais o alvo principal das piores e mais violentas “brincadeiras” perpetradas por aprendizes de brucutus alegremente estimulados pelo senso comum. Esses mesmos brucutus que, hoje, ligam para o gabinete do deputado do PSOL para ameaçá-lo de morte.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Abaixo, a íntegra de uma carta escrita por Jean ao Jornal do Brasil, por quem foi acusado, por um colunista do JB Wiki (seja lá o que isso signifique), de “censurar cristãos”. O texto é uma pequena aula de civilidade e História. Vale à pena lê-lo:</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá).</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal.  E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que fanáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-lo junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Assim como o  trecho da Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] são os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas&#8230;”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles&#8230;”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus&#8230;”).</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o cristianismo. O cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Aforjá, Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tente destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que  injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.</em></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><em><br />Jean Wyllys (Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)</em></h3>
<p style="text-align: justify;"><br /><br /><br /><br /></p>
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		<title>Fortes: há juízes em São Paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 15:21:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Extraído do site Brasília, eu vi, de Leandro Fortes, premiado com ações judiciais movidas por Gilmar Dantas (*).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"></p>

<div id="attachment_9339" class="wp-caption alignnone" style="width: 638px"><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2010/07/gilmar-mendes.jpg"><img class="size-full wp-image-9339" title="gilmar mendes" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2010/07/gilmar-mendes.jpg" alt="" width="628" height="276" /></a><p class="wp-caption-text">Então, está rindo de quê mesmo ?</p></div>

<p>&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;">Extraído do <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2010/07/27/ha-juizes-em-sao-paulo/#comments" target="_blank">site Brasília, eu vi</a></strong></span>, de Leandro Fortes, premiado com ações judiciais movidas por Gilmar Dantas (*).<br /><br /><br /><em><strong>Há juízes em São Paulo </strong><br /><br />Com o apoio dos setores mais conservadores e reacionários da mídia nativa, o ministro Gilmar Mendes reinou como uma espécie de déspota de toga sobre o Judiciário, a opinião pública e o bom senso, mesmo sendo protagonista de um dos momentos mais vexatórios da Justiça brasileira: a dupla libertação do banqueiro Daniel Dantas, graças a dois habeas corpus concedidos por Mendes, em menos de 48 horas. <br /><br />Dantas acabou condenado a 10 anos de prisão por ter subornado um delegado da Polícia Federal, em uma ação controlada pela Justiça, durante a Operação Satiagraha, justamente a razão do segundo pedido de prisão encaminhado pelo juiz Fausto De Sanctis, da 6a Vara Criminal Federal de São Paulo. Cercado de bajuladores e blindado pelo corporativismo do STF, Gilmar Mendes tornou-se uma celebridade de cera e, como tal, passou por um rápido processo de descolamento da realidade, certo de que logo seria um tirano amado e admirado por seus atos e palavras. <br /><br />O arquivamento da ação movida por ele contra o jornalista Paulo Henrique Amorim e mais três repórteres da revista IstoÉ revela, no entanto, que o tamanho do tombo é o tamanho da fantasia. Mendes terá que viver, cada vez mais, com a vergonha pública de ter usado a toga e as leis do país para beneficiar descaradamente um banqueiro condenado pela Justiça, ou como diz PHA, um passador de bola pego no ato de passar a bola. <br /><br />Pior, longe da presidência da Supremo, reduzido à insignificância da rotina de ministro, não lhe restará nem mesmo um mísero colunista de ocasião para lhe fazer a defesa, nem mesmo em nome dos velhos tempos.</em><br /><br /><br />(*) <em><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=5kNoMsbzPdk&amp;feature=related" target="_blank">Clique aqui</a></strong></span> para ver como um eminente colonista (**) do Globo se referiu a Ele. E <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=loXcU8DsAQM" target="_blank">aqui</a></strong></span> para ver como outra eminente colonista (**) da GloboNews e da CBN se refere a Ele. </em></p>
<p style="text-align: justify;">(**) <em>Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.</em></p>
<p style="text-align: justify;">(***) <em>Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.</em></p>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p><em><br /></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Juiz censura blogueiro no Maranhão em dois minutos !</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 20:40:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Conversa Afiada reproduz e-mail do blogueiro Leandro Fortes, da Carta Capital e do site “Brasilia,  - Meninos, eu vi”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;"></p>

<div id="attachment_8933" class="wp-caption alignnone" style="width: 637px"><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2010/07/homem-vendado1.jpg"><img class="size-full wp-image-8933" title="homem vendado" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2010/07/homem-vendado1.jpg" alt="" width="627" height="275" /></a><p class="wp-caption-text">Quem disse que a “dignidade da pessoa” supera a “liberdade de expressão” ? Quem ?</p></div>

<p>&nbsp;</p>

<p style="text-align: justify;"><br />O <strong>Conversa Afiada</strong> reproduz e-mail do blogueiro Leandro Fortes, da <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.cartacapital.com.br/app/index.jsp" target="_blank">Carta Capital</a></strong></span> e do site <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/" target="_blank">“Brasilia,  &#8211; Meninos, eu vi”</a></strong></span>:<br /><br />Meus caros, o jornalista Itevaldo Jr., blogueiro independente do Maranhão, está sob fogo cruzado do Judiciário local porque tem denunciado, praticamente sozinho, as inúmeras e absurdas maracutaias que envolvem magistrados naquele estado, quase sempre gente ligada ao esquema da família Sarney. Peço a todos que, encarecidamente, publiquem o texto abaixo para que possamos criar uma rede de salvaguarda a esse nobre colega de profissão. Daqui a pouco, vou postar o assunto no blog.<br /><br />Forte abraço.<br /><br />Leandro Fortes</p>
<p style="text-align: justify;"><em><br /><strong>Juiz censura jornalista no Maranhão, numa decisão proferida em dois minutos</strong><br /><br />O juiz Alexandre Lopes de Abreu, diretor do Fórum Sarney Costa em São Luís e respondendo pela 6ª Vara Cível, decidiu censurar o blog do jornalista Itevaldo Júnior, atendendo um pedido de liminar do juiz Nemias Nunes Carvalho, da 2ª Vara Cível da capital. A decisão de Alexandre Abreu determina que o jornalista retire imediatamente do blog www.itevaldo.com uma reportagem onde ele revela que o juiz Nemias Carvalho comprou uma fazenda de 101,19 hectares, de um acusado que o próprio magistrado revogara a prisão. A ré estava foragida quando da revogação da prisão, mas, em seguida, negociou a propriedade por R$ 5.ooo,00 às margens da BR-316. A decisão liminar foi proferida na última sexta-feira, dia 16. O juiz Alexandre Abreu decidiu em dois minutos, o deferimento, como comprova a movimentação processual disponível no site do Tribunal de Justiça do Maranhão:<br /><br />“Às 14:00:48 &#8211; CONCLUSOS PARA DESPACHO / DECISÃO. sem informação.<br />Às 14:02:39 &#8211; CONCEDIDA A MEDIDA LIMINAR”.<br /><br />Na decisão, o juiz da 6ª Vara Cível ordena que o jornalista retire imediatamente do blog a matéria “JUIZ NEMIAS CARVALHO: NOUTRA POLÊMICA”, publicada no último dia 12. O juiz determinou ainda que o blog “se abstenha de proceder a qualquer alusão ou referência ao nome do autor, até decisão final da causa”. Além de estipular uma multa diária de R$ 500,00, caso seja descumprida a decisão liminar. O jornalista cumpriu a determinação judicial, hoje, logo após ser notificado às 7h05 da manhã em sua residência. Ainda em sua decisão, o juiz afirma que “a dignidade da pessoa” é um “bem maior” que a “liberdade de manifestação”. Itevaldo Júnior afirmou que recorrerá da rápida decisão. “A celeridade dessa decisão é de fazer inveja ao velocista jamaicano Usaih Bolt”, ironizou o jornalista.</em></p>
<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>

<p>&nbsp;</p>

]]></content:encoded>
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		<title>Serra incorpora a UDN para derrubar Jango</title>
		<link>http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/07/15/serra-incorpora-a-udn-para-derrubar-jango/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 00:40:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Conversa Afiada reproduz texto do Leandro Fortes, no Brasilia, eu vi: Serra precisa de amigos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align: justify;">

<div id="attachment_8334" class="wp-caption alignnone" style="width: 644px"><a href="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2010/07/jose-serra_19641.jpg"><img class="size-full wp-image-8334" title="jose serra_1964" src="http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2010/07/jose-serra_19641.jpg" alt="" width="634" height="278" /></a><p class="wp-caption-text">Serra, no Comício da Central, com Jango: ele já era de extrema direita ? </p></div>

</p>
<p style="text-align: justify;"><br />O <strong>Conversa Afiada</strong> reproduz texto do <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2010/07/15/serra-precisa-de-amigos/" target="_blank">Leandro Fortes, no Brasilia, eu vi</a></strong></span>:<br /><br /><br /><em><strong>Serra precisa de amigos</strong><br /><br />Por Leandro Fortes (Brasília, eu vi)<br /><br />Ao acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter transformado o Brasil em uma “república sindicalista”, José Serra optou por agregar a seu modelito eleitoral, definitivamente, o discurso udenista de origem, de forma literal, da maneira como foi concebido pelas elites brasileiras antes do golpe militar de 1964. Não deixa de ser curioso ouvir essa expressão, “república sindicalista”, vinda da boca de quem, naquele mesmo ano do golpe, colocava-se ao lado do presidente João Goulart contra os golpistas que se aninhavam nos quartéis com o mesmíssimo pretexto, levantado agora pelo candidato do PSDB, para amedrontar a classe média. Jango, dizia a UDN, macaqueavam os generais, havia feito do Brasil uma “república sindicalista”. Ao se encarcerar nesse conceito político arcaico, preconceituoso e, sobretudo, falacioso, Serra completou o longo arco de aproximaÍ �ão com a extrema-direita brasileira, iniciado ao lado de Fernando Henrique Cardoso, nos anos 1990. Um casamento celebrado sob as cinzas de seu passado e de sua história, um funeral político que começou a ser conduzido sob a nebulosa aliança de interesses privatistas e conveniências fisiológicas pelo PFL de Antonio Carlos Magalhães, hoje, DEM, de figuras menores, minúsculas, como o vice que lhe enfiaram goela abaixo, o deputado Índio “multa-esmolé” da Costa.<br /><br />Pior que o conceito, só a audiência especialmente convidada, talvez os amigos que lhe restaram, artistas e intelectuais arrebanhados às pressas para ouvir de Serra seus planos para a cultura brasileira: Carlos Vereza, Rosa Maria Murtinho, Maitê Proença, Zelito Viana, Ferreira Gullar e Marcelo Madureira – este último, raro exemplar de humorista de direita, palestrante eventual do Instituto Millennium, a sociedade acadêmica da neo UDN. Faltou Regina Duarte, a apavoradinha do Brasil, ausente, talvez, por se sentir bem representada. Diante de tão seleta platéia, talvez porque lhe faltem idéias para o setor, Serra destilou fel puro contra as ações culturais do governo Lula, sobretudo aquelas levadas a cabo pela Petrobras, a mesma empresa que os tucanos um dia pretenderam privatizar com o nome de Petrobrax. Animado com o discurso de Serra, o humorista Madureira saiu-se c om essa: “Quero que o Estado não se meta na cultura e no meu trabalho, como está acontecendo”. Madureira trabalha na TV Globo, no “Casseta &amp; Planeta Urgente”. Como o Estado está se metendo no trabalho dele, ainda é um mistério para todos nós. Mas, a julgar pela falta de graça absoluta do programa em questão, eu imagino que deva ser uma ação do Ministério da Defesa.<br /><br />O que José Serra não confessou a seus amigos artistas é que a “república sindicalista” saiu-lhe da boca por despeito e vingança, depois que as maiores centrais sindicais do país (CUT, CGT, CTB, CGTB, Força Sindical e Nova Central) divulgaram um manifesto conjunto no qual acusam o candidato tucano de mentiroso por tentar se apropriar da criação do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e por “tirar do papel”, seja lá o que isso signifique, o Seguro-Desemprego. “Serra não fez nenhuma coisa, nem outra”, esclareceram as centrais. O manifesto também lembra que, na Assembléia Nacional Constituinte (1987-1988), o então deputado federal José Serra boicotou inúmeros avanços para os trabalhadores e o sindicalismo. Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a garantia de aumento real do salário mínimo, a estabilidade do dirige nte sindical, o direito à greve, entre outras medidas.<br /><br />Desmascarado, Serra partiu para a tese da “república sindicalista” e, apoiado em apenas uma central que lhe deu acolhida, a União Geral dos Trabalhadores (UGT), chamou todas as outras de “pelegas” e as acusou de receber dinheiro do governo federal para fazer campanha para a candidata Dilma Rousseff, do PT. Baseado nesse marketing primário, ditado unicamente pelo desespero, Serra mal tem conseguido manter firmes seus badalados nervos de aço, que logo viram frangalhos quando defrontados por repórteres dispostos a fazer perguntas que lhe são politicamente inconvenientes, sejam os pedágios de São Paulo, seja sua falta de popularidade no Nordeste.<br /><br />Sem amigos e, ao que parece, sem assessores, Serra continua recorrendo ao tolo expediente de bater boca com os jornalistas. Continua, incrivelmente, a fugir das perguntas com outras perguntas, a construir na internet, nos blogs, no youtube e nas redes sociais virtuais uma imagem permanente de candidato à deriva, protagonista de vídeos muitíssimo mais divertidos que, por exemplo, as piadas insossas que seu companheiro de artes cômicas, Marcelo Madureira, insiste em contar na televisão.<br /></em></p>
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