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Nassif sabia: Janot é o cérebro do Golpe

Janot mandou divulgar grampo da Presidenta da República!
publicado 19/03/2016
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bessinha lista de furnas

Saiu no Jornal GGN, de Luis Nassif:


Folha confirma existência de alto comando na Lava Jato

Jornal GGN - De acordo com a Folha de S. Paulo, investigadores da Lava Jato afirmam que Rodrigo Janot, procurador-geral da República, foi avisado e deu aval para divulgar os grampos das conversas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes do pedido do fim do sigilo das investigações. A Procuradoria-Geral da República nega que tivesse conhecimento dos áudios antes de sua divulgação, na última quarta-feira (16).

Os investigadores de Curitiba dizem que foram avisados primeiramente integrantes do grupo da PGR sobre a existência e o contéudo das gravações, informação que teria sido levada imediamente para Janot, que está em viagem oficial pela Europa. De lá, ele teria autorizado o pedido do fim de sigilo sobre os grampos do ex-presidente. Leia mais abaixo:

Da Folha

Janot deu aval para divulgação de áudios de Lula, dizem investigadores

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi avisado e deu aval para a divulgação das conversas telefônicas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de pedirem o fim do sigilo sobre a investigação do petista, segundo a Folha apurou junto a investigadores da Lava Jato.

Indagada, a Procuradoria-Geral da República negou que tivesse conhecimento da existência dos áudios antecipadamente, isto é, antes de eles virem a público na última quarta (16). Os áudios elevaram a temperatura política da crise e levantaram a suspeita de que Dilma e Jaques Wagner, então chefe da Casa Civil, podem ter agido para blindar o petista.

Segundo a Folha apurou junto a investigadores de Curitiba, primeiro foram avisados integrantes do grupo da PGR sobre a existência e o conteúdo geral dos áudios envolvendo Lula. A informação teria sido imediatamente levada a Janot, que, da Europa, onde está em viagem oficial, teria dado o sinal verde para procuradores de Curitiba pedirem o fim do sigilo sobre o conteúdo dos grampos do ex-presidente.

Segundo um dos investigadores, Janot não foi informado da existência do telefonema dado pela presidente Dilma a Lula, ocorrido às 13h32 da quarta (16), porque ele ainda não havia sido juntado aos autos pela Polícia Federal.

Na conversa, a presidente ligou para o antecessor e combinou a entrega do termo de posse de Lula como ministro na Casa Civil, o que foi interpretado como uma manobra para proteger o ex-presidente da possibilidade de prisão pelo juiz Sergio Moro.

Janot, contudo, teria sido avisado das linhas-gerais dos conteúdos das outras conversas de Lula e deu aval para que a força-tarefa de Curitiba pedisse ao juiz Moro o fim do sigilo e a remessa dos autos à Procuradoria-Geral da República.

O pedido da força-tarefa foi protocolado na Justiça Federal de Curitiba às 13h39 e Moro decretou o fim do sigilo dos autos às 16h21 da mesma quarta-feira –pouco depois da PF anexar o áudio da conversa entre Lula e Dilma.

A colisão de versões entre a força-tarefa de Curitiba, que não agiu sem o conhecimento e a anuência de Janot, e o procurador-geral, que nega conhecimento prévio dos grampos, se dá em torno de áudios cuja legalidade está sendo questionada.

A conversa entre Dilma e Lula foi gravada após o juiz Moro ter determinado o fim das interceptações. No caso de Wagner, então chefe da Casa Civil e detentor de prerrogativa de foro no STF (Supremo Tribunal Federal), as primeiras interceptações em que aparece são do fim de fevereiro.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) também afirma que a quebra de sigilo telefônico do advogado de Lula, Roberto Teixeira, autorizada por Moro, viola as prerrogativas da advocacia e pode anular o grampo.


Em tempo:


Advogados entregam à OAB manifesto que pede afastamento de Moro

por Luís Eduardo Gomes

Um grupo de advogados gaúchos ligados ao Movimento em Defesa do Estado Democrático de Direito realizou na manhã desta sexta-feira (18) um ato simbólico em frente à seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS) de entrega de um manifesto, assinado por mais de 700 advogados, que critica a condução do juiz federal Sérgio Moro na Operação Lava Jato, especialmente o fato de ele ter autorizado escutas telefônicas a advogados de defesa.

Além do ato, os advogados encaminharam eletronicamente nesta manhã o manifesto ao presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia. “Estamos pretendendo demonstrar ao Conselho Federal, especialmente ao presidente Lamachia, que há graves crimes sendo cometidos nesse momento pelo juiz Moro e isto precisar ser mostrado à população”, afirma o advogado Jorge Garcia, um dos integrantes do movimento

Para Garcia, a indignação do movimento se dá especialmente pelos grampos a advogados de defesa. “Isto é crime, isto é inaceitável”, afirma, acrescentando ainda que eles pedem que a OAB faça uma representação junto ao Conselho Nacional de Justiça para pedir o afastamento de Moro da condução da Lava Jato. “Senão, ela, OAB, estará faltando com seu dever de zelar pelo cumprimento da Constituição. Não há dúvida que este juiz está indo além da sua competência, escolheu um lado, e não tem isenção nenhuma para as atitudes que toma quando viola o direito profissional dos advogados e quando viola desgraçadamente o princípio constitucional de presunção de inocência”, afirmou.

O grupo também critica a “pressa” do Conselho Federal da Ordem em encaminhar um pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Não há razão nenhuma em o conselho federal votar açodadamente um pedido de impeachment, onde o presidente do Conselho já sinalizou para isto sem consultar os advogados do Brasil. Embora exista um forte elemento da sociedade brasileira a se dividir nesse momento, não é função do conselho federal atropelar os fatos, ajudar a cercear direitos de defesa e, em nome disto, fazer um pedido de impeachment a ser encaminhado à Câmara Federal. Não é esse o momento para aumentar a crise”, ponderou.

Confira o manifesto:

Nós, advogadas e advogados do Rio Grande do Sul, integrantes do Movimento em Defesa do Estado Democrático de Direito, cientes do papel institucional da Ordem dos Advogados do Brasil, a quem cumpre a defesa da Constituição e da ordem jurídica do Estado Democrático de Direito, dirigem-se ao Presidente do Conselho Federal, o gaúcho Cláudio Lamachia, para:

1 – Denunciar a grave conduta do juiz federal Sérgio Moro, ao proceder e depois divulgar escutas telefônicas de particulares e autoridades, ao arrepio da Lei e da Constituição, abusando de seus poderes e invadindo competências de outras esferas judiciais, inclusive do Supremo Tribunal Federal, ponde em xeque a soberania da Nação e a independência dos Poderes;

2 – Denunciar também a inaceitável violação do sigilo profissional, envolvendo advogado e cliente, procedido na mesma oportunidade pelo mesmo magistrado, a que se somam diversos episódios de afronta às prerrogativas profissionais e de cerceio à ampla defesa dos advogados que atuam no rumoroso caso;

3 – Pugnar por medidas urgentes e efetivas de parte da OAB, no sentido do imediato afastamento do Sr. Sério Moro da condução do caso e de sua responsabilização pelo uso político de seu cargo e pela clara tentativa de lançar o país em um conflito civil de proporções inimagináveis.

4- Por fim, manifestamos nossa inconformidade em relação as manifestações que vem sendo feitas pelo presidente do Conselho Federal, sem ouvir as instancias da classe referendando direta e indiretamente às violações ao Estado Democrático De Direito e as ofensas às prerrogativas.

Porto Alegre, 17 de março de 2016.



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