O Conversa Afiada publica excelente artigo de Mauro Santayana sobre a reforma ministerial, ou, sobre novas “experiências”:
A reforma do Ministério e as crises políticas
por Mauro Santayana
Getúlio Vargas, que, além de seu reconhecido patriotismo, se associou ao exercício do poder executivo como nenhum outro governante brasileiro, via seus auxiliares com ceticismo sábio. Raramente os elogiava, a não ser em situações pontuais, se isso era de interesse político ou administrativo. Sua máxima é conhecida: todo ministério é um ministério de experiência. Os ministros serviam, enquanto bem serviam ao país, em seu critério de chefe. Quando não serviam, individualmente ou em bloco, substituía-os, sem grandes dramas, a não ser para alguns dos dispensados. Como se sabe, o poder é como o amor: dele ninguém se liberta sem algum sofrimento.
Ninguém consegue governar só, nem mesmo os déspotas mais audazes. Nos sistemas democráticos, ou que assim se identificam, os chefes governam com facções políticas. Essas facções – e sempre foi assim – poucas vezes se formam a partir de escolhas ideológicas sinceras. Organizam-se a partir de razões objetivas, como os interesses econômicos e corporativos, e de sentimentos subjetivos, como os da amizade e do carisma de seus líderes.
Há, no entanto, os casos, freqüentes na História, de psicopatia política. Alguns gravíssimos, como os de Nero, Calígula, Hitler e Franco; outros ridículos, além de criminosos, como os de Mussolini, Berlusconi, Salazar e os vizinhos Somoza, Pinochet, Stroessner e Trujillo. Isso sem falar em nossa própria realidade, com Médici, Collor e Jânio Quadros. Mas, nem mesmo Filippo Maria Visconti – o cruel Duque de Milão, tirano em estado puro, como o definiu Elias Cannetti – governava só. Ele, que exerceu o poder de 1412 a 1447, para manter o ducado íntegro, dependeu de seu chefe militar Francesco Sforza, de quem fez genro e sucessor.
Os historiadores e analistas das causas e razões do poder se dividem na dúvida permanente: governar é ciência ou arte? Mesmo os chefes mais intuitivos dependem de um mínimo de conhecimento para o exercício do poder. Os governantes devem saber mandar. Tancredo recomendava aos seus auxiliares pensar antes de dar uma ordem. Deveriam estar certos de que a ela seria cumprida, ou seja, de que o subordinado teria condições de executar bem a missão. Saber mandar é saber escolher – mas nem sempre o chefe de governo tem a possibilidade de nomear a pessoa certa para os cargos. Daí o conselho de Vargas: todo ministro vive uma situação precária em seu cargo, uma vez que são demissíveis ad-nutum.
Discutir, nesse momento de nossa estação histórica, o desconforto da presidente da República em negociar com um parlamento eclético e, em grande parcela, alheio aos interesses do povo brasileiro, é ocioso. Ela só pode administrar a circunstância que seus antecessores lhe legaram. E isso, queiram ou não os seus opositores atropelados pela realidade, ela vem fazendo com êxito, dentro dos limites do possível.
Muitos contestam a substituição de tantos ministros que, acusados de corrupção, não puderam, ou não quiseram, defender-se convincentemente dos erros que lhes atribuíam. Esquecem-se de que, mesmo com os escolhos de uma coligação política quase teratológica, ela construiu o governo mediante as consultas com suas bases parlamentares e líderes políticos aptos a recomendar os titulares do Ministério. Tratava-se, como todos os outros, de um ministério de experiência. Nas últimas semanas, antes da reforma recomendada pelo calendário eleitoral, ela pôde reunir informações e confrontá-las com as razões de Estado e suas próprias razões, a fim de reorganizar o Ministério. Que será, sempre como recomenda a inteligência política, de experiência, passível de ser substituído, no todo ou em parte, e em qualquer momento, de acordo com as circunstâncias.



Algumas vezes em corridas de automóveis, vemos o piloto, jogar o carro para esquerda e direita, difícil entender?, e caminhões de grande porte, onde o experiente condutor, com segurança, freia e “balança” a carreta, para “ajeitar a carga”, são conhecimentos profissionais entre outros, Santayana com o anacronismo de outras fases e épocas do Brasil, faz precisamente o que pode-se mudar, o que não pode, e a competência de discernir entre uma coisa e outra, num regime extremamente Democrático, como o nosso Agora, as peças chaves deste xadrez estão sob ótima direção e circunspecção, para desespero da oposição…maumau
Parabéns novamente, Mestre!
Dilma terá sabedoria e inteligência necessárias para fazer um bom Ministério.
Vamos esperar quem vai ficar, quem vai sair e quem virá, para podermos analisarmos melhor, mas ressalvando que todos são demissíveis do cargo que ocupam. Basta uma pisada de bola…o que inclúi, a incompetência e a letargia em fazer o que deve ser feito. Alô, alô, Zé Bernardo e Paulo Cardozo…
Certinho, Santayana, PH! Somente o PIG – que nunca substituiu seus “ministros” – é que acha o “fim do mundo” substituir nomes de titulares das pastas e transformar isto – uma prática própria dos governos democráticos – numa “crise”…
Convenhamos, no entanto, há as boas e as más experiências…
Parabéns pela matéria PH.
ré, ré, ré, ré, quá, quá, quá, kkikikikikikiki!!!!
Qui é que a DILMA acha do privataria hein??
The globetrash tem a fôrça ao lado dela???
O que vossas famílias acharam da furunfa,
sob o edredão?Que podridão hein? Te agrada?
Que diria o “jênio” disso?………………….
Pois é, caro Mauro Santayana, quando Perón quis criar o pacto ABC: Argentina, Brasil e Chile, o Mercosul do príncípio da década de 50, Getúlio foi obrigado a nomear para Ministro das Relações Exteriores o reacionário João Neves da Fontoura, que obviamente melou tudo.
Tanto naquela época quanto hoje, a balança do poder nem sempre pende para o lado do governo.
No Brasil, por exemplo, ao contrário da Argentina, inclina-se sempre para o lado da direita.
Mon’Charge-”Por uma (re)fundação da Oposição”
http://buracosupernegro.blogspot.com/2012/01/moncharge-por-uma-refundacao-da.html
Não está uma maestria,mas…!
Santayana, como sempre, aula de história e sabedoria.Nossa Dilma sabe bem como controlar as feras.Durmo tranquila.
Exatamente assim é que deve funcionar e assim o povo deve pensar,qual seja,ninguém é insubstituível,nem mesmo a presidenta!Se assim não fosse,alguns times de futebol,no Brasil,já não mais existiriam há anos,porquanto trocam de técnico de dois em dois meses!O problema é que por essas bandas sempre se coloca em jogo,em tais situações,a própria Democracia,relação causal inexistente,portanto falsa.O Judiciário fica,vai-se o Juiz corrupto.Vai-se o Ministro,fica o Ministério…
Espero que seja verdade e os juizes corruptos sejam excluidos da vida pública, melhor ainda se fossem para a cadeia.
Para não ir tão longe,nossa Presidenta deveria usar as palavras do imortal Eduardo Portela, NINGUÉM É MINISTRO, ALGUÉM ESTÁ MINISTRO e em sendo assim deve desocupar a moita,quando for solicitado e fim de papo.
O governo e sua base aliada são parceiros, uma redundância.
O sucesso de um, se reflete no outro.
Tanto assim, que nas campanhas, por causa do sucesso do presidente Lula, sua foto foi usada como passaporte para reeleição, como dos políticos da base aliada.
Neste sentido, o sucesso dos políticos estão garantido nas próximas eleições, uma vez que a presidente Dilma tem um índice de popularidade até maior que a do presidente Lula.
Assim, irrelevante a indicação de políticos da base aliada para compor ministérios, pois o que importa é o resultado das políticas públicas do governo.
Ademais, sairiam da linha de tiro do pig, só dando suporte ao governo para garantir as próximas eleições.
O Santayana relacionou montão de nomes famosos de governos nas categorias psicopata, criminosos, e não tem um americano na lista. em qual categoria podemos por os Busch( avô, pai e filho) Bill Clinton, Obama, Reagan, Roosevelt etc..entre outros???
Professores paulistas terão 10 min para preparar suas aulas… o estilo dor e sofrimento da opus dei ataca novamente: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5568049-EI8266,00-SP+adota+intervalo+como+atividade+extraclasse+para+professores.html
ACM para um reporter da tv Record (BA): “Respeite o ministro”.
O ACM não estava Ministro. Ele mandava mais que o então Presidente.
Lendo Santayana, lembro de outros e me pergunto: com tanta gente boa no país, poderíamos ter ministros cujas qualidades fossem além do mero apadrinhamento político-partidário.
Pena todos candidatos fazerem conchavos pré-eleitorais que resultam, necessariamente, no que vemos ano após ano, seja quem for a presidenta ou o presidente.
Como canta a menina de shortinho minúsculo na novela das oito a globo foi ao chão, chão, chão, chã, chã, chã, CHÃO!
E acabou no seu próprio PAREDÃO! Tão, tão, tão!
Que dó!
que dó!
Rsrsrsrsrsrsr
Só para começar bem o dia.
Ainda não minha cara… infelizmente foi noticiado o aumento de audiência em 80% do dito cujo do programa! Brasileiro se prova uma coisa o tempo todo, povo hipócrita que critica o que acontece, tem um ponto de vista, mas na prática, não o defende na hora de agir.
Leandro
Isso é só curiosidade para ver a cara do Bial e o balanço dos seus braços enquanto falha a entrada do comercial.
Passa!
E depois o que o povo está querendo ver é até onde vai a cara da globo uma vez tendo expulsado o rapaz NEGRO enquanto protege a garota bêbada.
O segredo?
Todo mundo ligar para o 0800 da OMO, da Golden e do guaraná antártica e dizer a eles que vai parar de consumir seus produtos uma vez que estão patrocinando a – desculpe – putaria no Brasil.
Nos exemplos citados pelo santayana faltaram os dois maiores cados de psicopatia relativa: stalin e mao.
Faltaram também os maiores da absoluta: pol pot e kim il sung.
VEJAM ESTE VÍDEO
La gran MENTIRA Europea
Si no entiendes lo que está pasando, mira este video, y lo entenderás mejor, luego si quieres ríete, pues no nos queda más nada que hacer, a no ser que quieras remediarlo. Todo para pocos nada para el resto.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZF_zVJbJ-4c
La Gran Mentira Tucana tambien. Gracias.