Redação Conversa Afiada

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Universindo sobrevive a duas ditaduras e luta contra um câncer

    Publicado em 11/01/2012
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Universindo Díaz: estágio avançado de mieloma múltiplo



O Conversa Afiada reproduz da Sul  21 imporante depoimento de Luiz Cláudio Cunha sobre Universindo Díaz, uma das vitimas da Operação Condor, no Brasil e no Uruguai.

No Uruguai, os heróis da Condor foram em cana.

No Brasil, estão no shopping com os netos.

Ao Cunha:


 

Universindo sobreviveu a duas ditaduras e agora luta pela vida em Montevidéu


O historiador e ativista politico uruguaio Universindo Rodríguez Díaz, 60 anos, sequestrado em Porto Alegre pela ‘Operação Condor’ em novembro de 1978, sobreviveu a duas ditaduras e a duras torturas no Brasil e no Uruguai e agora enfrenta sua mais dura luta pela vida.


Na terça-feira, dia 3, Universindo foi internado às pressas num hospital de Montevidéu, onde vive, com fortes dores nas costas. Os exames iniciais revelaram que ele padece de um estágio avançado de mieloma múltiplo, um câncer agressivo e incurável que se desenvolve na medula, gerando um crescimento desordenado dos glóbulos brancos, derrubando o sistema imunológico, submetendo o paciente a dores fortes nos ossos e comprometendo gravemente os rins. Os médicos iniciaram uma diálise de emergência, tentando estabilizar o doente para iniciar a quimio e a radioterapia.


No sábado, o estado de Universindo agravou-se, com complicações respiratórias e neurológicas. O coração fraquejou, diante do aumento de viscosidade sanguínea que afeta todo o sistema circulatório. Ele foi transferido para a UTI, onde respira com a ajuda de aparelhos. O mieloma múltiplo é uma doença traiçoeira, assintomática, que exige um diagnóstico prévio para dar tempo ao tratamento de praxe, que começa com a quimioterapia e os corticoides e termina, em caso extremo, com transplante da medula óssea. Nos casos detectados nos estágios iniciais, a sobrevida chega a cinco anos e não passa de dois anos para os pacientes mais avançados. A aparição fulminante da doença em Universindo não permitiu, ainda, nem a adoção das etapas iniciais da oncologia.


É uma doença rara, que ataca apenas cinco em cada 100 mil habitantes. É uma doença de idosos e menos de 10% dos pacientes não alcançaram ainda os 50 anos de vida. O organismo debilitado de Universindo entrou precocemente nesse grupo de risco, entre outras razões, porque traz no corpo as marcas de sua dura luta para sobreviver à violência dos ‘anos de chumbo’ da década de 1970 no sangrento Cone Sul do continente.


Foi sequestrado aos 27 anos em 1978 em Porto Alegre junto com Lílian Celiberti (29 anos) e seus dois filhos, Camilo (8 anos) e Francesca (3). Os sequestradores cumpriam uma missão binacional da clandestina ‘Operação Condor’, com militares uruguaios atuando ilegalmente no Rio Grande do Sul com a cobertura e cumplicidade do DOPS, a polícia política do regime, comandada na capital gaúcha pelo delegado Pedro Seelig, o nome mais importante da repressão no sul do país, conhecido como o “Fleury dos pampas” — referência ao seu amigo Sérgio Fleury, delegado do DOPS paulista, envolvido com o ‘Esquadrão da Morte’ e as torturas aos presos políticos em São Paulo e no Rio de Janeiro.


Detido pessoalmente por Seelig e sua equipe no apartamento da rua Botafogo, no bairro Menino Deus, no início da tarde de domingo, 12 de novembro, Universindo começou a apanhar ali mesmo, na sala. Ligaram a TV portátil com o som bem alto para abafar o som seco das pancadas que ele recebia, sentado em uma cadeira, algemado por trás. Levou muitos socos no estômago e pancadas na cabeça desferidas por um homem forte, negro, de mão pesada. O agressor e a vítima não sabiam, mas tinham pelo menos algo em comum: a paixão pelo Internacional. Universindo havia se tornado torcedor colorado logo que chegou a Porto Alegre, meses antes, e o batedor era o ex-centro-avante do Inter “Didi Pedalada”, agora vestindo a camiseta do time barra-pesada de Seelig, outro ilustre colorado, que frequentava os vestiários do Beira-Rio e se gabava de sua amizade com o craque do time, o meia Paulo Roberto Falcão.


As afinidades clubísticas não aliviaram as penas de Universindo. Levado encapuzado para a sede do DOPS, no segundo andar do ‘Palácio da Polícia’, sede da Secretaria da Segurança na avenida Ipiranga, o uruguaio cruzou os portões do inferno. Sem o capuz, ainda com algemas, foi golpeado por vários homens, sob o comando de Seelig. Um dos que mais batia era um compatriota, o capitão do Exército uruguaio Glauco Yannone, que dois anos antes, ainda primeiro-tenente, frequentou o curso de inteligência e tortura da notória Escola das Américas — o centro militar americano no Canal do Panamá por onde, em três décadas, passou um exército de 60 mil oficiais dos Exércitos latino-americanos que ali aprenderam as técnicas de insurreição que os levaram ao poder, pela força e pelo terror de Estado, derrubando sucessivamente os governos civis e democráticos do continente nos febris anos 60 e 70 do século passado. Desse contingente, 8.659 eram militares brasileiros e 2.806, uruguaios.


Universindo foi mais uma das cobaias que experimentaram este sinistro know-how da violência da ditadura. Tiraram suas algemas no DOPS e ataram as mãos aos tornozelos. Passaram uma barra de ferro entre os punhos amarrados e a dobra do joelho e o penduraram, a 50 cm do chão. De cabeça para baixo, Universindo parecia um frango assado, provando no corpo o suplício de uma genuína invenção brasileira: o pau-de-arara, uma prática disseminada daqui para todos os centros de tortura da região. A simples posição invertida provoca a dormência que se infiltra pelas artérias e veias dos pés e mãos, carentes do sangue que se acumula na cabeça rente ao chão. “A dor”, lembra Universindo ainda hoje, “é insuportável, indecifrável, intangível”.


As bestas que comandavam a sessão de pancada acoplaram eletrodos no braço, no pulso, na perna, na orelha, no dedo. Era uma dezena de conexões diretas com a dor, amplificada pelo balde de água que jogavam sobre a vítima para potencializar o choque elétrico. Assim, pendurado e golpeado, Universindo ficou do meio da tarde até quase meia-noite daquele domingo. Banhado em sangue, na madrugada, ele conseguiu ir ao banheiro, onde urinou sangue. Era o sinal vermelho do efeito das descargas elétricas e do pau-de-arara, que faz o organismo liberar mioglobina, uma proteína muscular que leva oxigênio à circulação. Um mecanismo de defesa que sobrecarrega os rins, detonando uma insuficiência renal aguda. Na literatura médica, isso é conhecido como rabdomiólise, o nome científico de uma síndrome causada por danos na musculatura do esqueleto provocados pelo vazamento da mioglobina no sangue.


Quando escapou ainda vivo da sala de torturas do DOPS brasileiro, Universindo ainda precisou passar pelo inferno das prisões militares no Uruguai. Foi torturado no forte de Santa Teresa, Chuy, num quartel do outro lado da fronteira, no extremo sul brasileiro, e depois na sede da Compañia de Contra-Informaciones, o DOI-CODI uruguaio, na rua Colorado, em Montevidéu. O som do rádio foi aumentado, prenúncio de novos sofrimentos na oficina mecânica do lugar, improvisada como centro de tortura. Dias depois, Universindo e Lílian Celiberti deixaram aquele antro para ingressar, literalmente no El Infierno, a temida sede do 13º Batalhão de Infantaria, na esquina da avenida de Las Instrucciones com a bulevar Battle y Ordóñez, aonde o casal foi jogado na noite de 6 de dezembro — exatos 24 dias após o sequestro de Universindo e Lílian naquele maldito domingo de Porto Alegre.


As torturas no El Infierno duraram até o início de junho de 1979. Durante boa parte do tempo, Universindo, entre uma sessão e outra de pancadas, foi mantido sempre acorrentado, em posição fetal, o que lhe provocou sequelas permanentes nos joelhos. Ainda hoje ele manca, quando caminha até o seu trabalho na Biblioteca Nacional, onde o ex-estudante do curso de Medicina (abortado pela ditadura uruguaia que o levou ao exílio em 1975) cumpre com prazer o seu ofício de historiador e chefe do Departamento de Investigação Histórica.


Numa sala de tortura da ditadura, a rabdomiólise vem acompanhada de convulsões, edemas, espasmos, calafrios, cãibras, febre, insuficiência renal e respiratória. Numa sala de UTI de um hospital da democracia, agora, estes são os sintomas que, coincidência ou não, exaurem as forças de Universindo. O câncer na medula fragiliza sua defesa e torna mais difícil o combate à doença.


Três décadas depois do inferno que viveu, como tantos em tantos lugares ocultos e clandestinos do Cone Sul, Universindo paga hoje na carne o tributo do sofrimento que as ditaduras impõem a todos nós. Mas o sorriso largo, a fala mansa e a serenidade do tempo provam que nada consegue abater o espírito e a integridade de gente guerreira como Universindo Rodríguez Días.


Saúde e força, compañero!


Luiz Cláudio Cunha é jornalista.

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  • Sérgio C. Franca - Piracicaba/SP disse:

    Que Deus tenha compaixão desse guerreiro e lhe dê pelo menos um pouco de PAZ nesse momento tão dramático de sua vida.

  • Archibaldo S Braga disse:

    Lutemos muito para que esses tempos fiquem apenas na memória e não voltem nunca mais!!! Salvem os bravos que lutaram contra a ditadura!!!! Braga

  • italo disse:

    A Imprensa internacional já se referiu à nós, por ocasião de um golpe, num passado não tão distante, assim: Aqui não haverá mudanças, levará mais tempo mas eles farão tudo juridicamente perfeito, sem provocar comoção popular. Àquele representante da sociedade na administração do País pertence também as ferramentas de comunicação em massa e sabe-se lá quantas outras riquezas concentradas nas mãos de 5% da população, assim é possível ocupar o País inteiro para limpar ministérios, defender pererecas ameaçadas por pontes, fazer acreditar que deixar de informar também é liberdade de Imprensa, quando o que realmente está em jogo é combate à corrupção no Judiciário(o câncer do Brasil), divisão das riquezas do pré-sal e os méritos por expandir à capacidade energética do País. O PIG sequer desconfiava de venda de sentenças de última Instância, da falta do dinheiro envolvida nas barganhas da privatização e te deixa orgulhoso por achar que tem Imprensa livre.

  • TAIGUARA disse:

    Deve ser horrível ser de direita.

  • Alísio disse:

    “No Brasil, estão no shopping com os netos”. Afirmação corretíssima, que me revolta e envergonha de ser brasileiro.

  • Carlos C. disse:

    Que história aterrorizante, comecei a sentir dores ao ler, é muito podre!

    Força ao caro Universindo, minha solidariedade à família dele.

    • Pros pucha saco da ditadura que falam da nossa presidente Guerilheira que orgulho votar neste pais de hipócritas será que a mão de Deus não vai perder a paciência como estes monstros que envergona nosso país a Lei dos homens não fazem nada sómente a Lei de Deus que deve saber dar um destino nesse que nos deixam cada dia mais envergonhado destes Politicos e Judiciário, que não faz nada pros humilde. !ATÉ QUANDO?

  • francisco martins dos anjos filho disse:

    me solidarizo com o sofrimento do Guerreiro Universindo. e me pergunto: o cancer(qualquer tipo deles) parece nao quere atacar ex torturadores e direitistas.

  • Luiz Aantonio Barbosa - Mutum/MG disse:

    Bom não será preciso fazer o sugeri:
    http://terceirotempo.bol.uol.com.br/quefimlevou_interna.php?id=513&sessao=f

  • Luiz Aantonio Barbosa - Mutum/MG disse:

    É difici!!! saúde guerreiro, força Universindo. Quanto aos que praticaram a barbárie com ele… háaa, cadê nossa comissão da verdade. E esse ex- centroavante do Inter – Didi Pedalada, que bom exemplo ele dava para (ou dá) para a torcida. Será que ele sozinho era valentão assim? pois bater num cara imobolizado e amordaçado é chutar cachorro morto. Faço uma recomendação aos bravos gauchos… báaa independente da cor da bandeira do clube, se o dito cujo ainda estiver vivo, quando passarem por ele gritem: Universindo, Universindo, Universindo…

  • Flavio Lima disse:

    Universindo.
    Mais um herói latino=americano.
    Coração americano, acordei d um sonho estranho…

  • Cleones disse:

    É impossível não pensar em vingança contra os algozes. Nossa geração precisa consertar esse erro. Os torturadores devem pagar pelos seus atos!!

  • Alex disse:

    Me arrepiei ao ler os métodos cruéis com que agiam os cúmplices do pig. É esses monstros especialistas em sessões de tortura que essa mídia maldita venera. Pode ser que a Comissão da Verdade não dê em nada, mas para quem crê em Deus, não aqueles que se utilizam da religião, sabe que da JUSTIÇA DIVINA eles não escaparão.

  • Matheus Paulsen disse:

    Esse triste episódio daquela época da barbarie foi brilhantemente relatado no livro de Luiz Claudio Cunha ,que recomendo a leitura para todos que se colocam na posição de conhecer a verdade.

  • Mardones Ferreira disse:

    Bravo!

  • maísa disse:

    Cunha, quando lia o seu livro “OPERAÇÃO CONDOR: O SEQUESTRO DOS URUGUAIOS” fiquei muito abalada, senti dor no corpo inteiro e minha cabeça latejava. Quanto mais eu lia, mais doía, porém sabia que era leitura fundamental,para todos nós, para que nossa Pátria Amada nunca mais, mas nunca mais mesmo, passe pelos horrores descritos em seu livro. Que tenhamos a consciência vigilante…O corpo de Universindo está chorando, heroicamente…

  • Vanda disse:

    Que horror, Meu Deus… Até quando, BRASIL? Deixe de impunidade…Cadeia para todos os TORTURADORES,,,

  • Rita disse:

    fica aqui a minha solidariedade.

  • ricardo silveira disse:

    Enquanto isso, no Brasil, os generais da ditadura dão nomes a logradouros públicos. Até quando?

  • roxane disse:

    Nao aguentei ler ate o final.Deu-me horror.

    • LuizCarlosDias disse:

      Me deu vontade de vomitar de tanto ódio,
      lembro bem dos tempos duros com xara Dias
      que a imprensa narrava tudo isso.
      Vi a lista de FURNAS, tem também a lista da PETROBRAS do BB, BNDES?
      Malditos e ordinários, todos da elite branca.
      Saúde ao LULA viva Dilma.

  • maria do ceará disse:

    Adelante, compañero! Lembre-se que você sobreviveu aos seus algozes. DE novo, Força e Resistência!

  • Ronaldo disse:

    Me lermbro desse fato vagamente. Lamentamos esse novo sofrimento do Universindo. Espero que Nossa Senhora das Graças o ampare evite seu sofrimento.

  • 'Lenir Vicente disse:

    Essa é uma vergonha que nós brasileiros temos que carregar na consciência e nos servimos dela para nunca esquecer nossa culpa e nossa responsabilidade.Maria do Rosário não pode falhar na condução da Comissão da Verdade.Ela deve apontar um único caminho: o da Justiça.

  • Leonardo Garcia-Rpsa disse:

    Esses homens são os verdadeiros herois. Pois, entregaram a sua vida pelo ideal de democracia e justiça social. O Brasil de hoje não pode aceitar que os torturadore fiquem inpunes. Temos que abrir os arquivos e colocar na cadeia esses bandidos. Força Universindo. Você nos inspira.

  • anver disse:

    Lembro-me bem desse triste episódio e, se não me engano,
    o tal Didi Pedalada era o apelido de um sujeito chamado Orandir Potassi Lucas.

  • Cleovane Selbach disse:

    E pensar que nossa presidente também passou por isso.
    Desejo a todos força. Temos que acordar o Brasil! O mínimo que podemos fazer para honrar as pessoas que lutaram pela liberdade é trabalhar para que a liberdade seja verdadeira.

  • Fred Azevedo disse:

    Lamento não conhecer Universindo (ao que parece, figura extraordinária), mas se ele lutou por aquilo que acredito, dando seu sangue para isso (para que eu pudesse estar hoje, vivendo em uma “quase” Democracia e comentando aqui neste momento…neste intrépido blog) desejo-lhe o mesmo que o Cunha…Muita força, compañero!!! JESUS lhe ABENÇOE!!!

  • Susy disse:

    Meu Deus! Chega a me dar arrepios, toda vez que leio sobre sessões de tortura que passaram todos esses nossos heróis de nossa história por clamar por liberdade.
    E só de pensar que a Foia de Sp foi cúmplice desses abutres, e anos mais tarde com o maior cinismo do mundo convida a então Presidenta da República a participar de um evento desse jornaleco…
    Quanto a Presidenta, não sei nem dizer o que pode se chamar isso: desrespeito por si próprio?!

  • Denise disse:

    E a Maria do Rosário deve estar fazendo novena pra esquecerem dela,ñ faz nada, quem tinha q assumir esta pasta é quem foi torturado. Sou Colorada e odeio este Didi Pédalada e Seelig foi meu vizinho tempos em q nada se podia dizer… o filho dele deveria saber q quem brincava c/ ele diariamente no corredor do edifício,Luis Alberto, o pai deixou morrer…Cadeia nos torturadores Fora Traíora do Rosário!

  • Reg disse:

    Que oa descendentes dos torturadores sofram bastante e para sempre.
    Malditos.

  • Quem estava na montagem dessa oficina do terror em 1.978 acaba de jogar, pelas mãos dos seus parceiros da CIA e do MOSSAD, outra bomba sobre mais um cientista nuclear do Irã. A manchete da ABN/EBC remete aos tempos da imprensa da ditadura, fazendo parecer que o cientista explodiu por uma ocorrência na usina nuclear. Foi assassinato patrocinado pelos americanos:
    http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-01-11/explosao-mata-cientista-iraniano-que-trabalha-em-usina-nuclear
    Outros, do mesmo período, estão atirando nos doentes da cracolândia com a conivência da imprensa e o silêncio do DH.
    José Ivan Mayer de Aquino
    Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida

  • Terency disse:

    É de se lamentar a inércia e falta de sensibilidade de autoridades públicas, judiciais e legislativas, que ainda fazem vista grossa a esses bandidos de farda que comandaram, a ferro e sangue, os destinos desse país por 21 anos. Me envergonha que em minha cidade ainda existam bairros (Castelo Branco, Costa e Silva, Geisel) e escolas (Presidente Médice, etc), com o nome desses ditadores de quinta, sem qualquer reação por parte de quem quer se seja. Uma afronta às vítimas que lutaram em prol da democracia. Ao Senhor Universindo, desejo-lhe fé, mansidão e perseverança nesse momento tão difícil.

  • Sergio disse:

    Sem comentários, somente reverencia, respeito e torcida pela saúde Universindo.

  • Yacov disse:

    Que história aterradora deste homem… Dá calafrios… Como alguém pode sequer aventar a idéia de que a nossa ditadura foi branda?!? Tme que ser tão malvado quanto e/ou estar de rabo preso. Força Universindo!! CADEIA PARA OS TORTURADORES!!

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

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