Redação Conversa Afiada

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Ley de Medios: Câmara censura Comparato

    Publicado em 21/11/2011
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Na foto, a sala de sessões da Comissão de Ciência e Tecnologia

 

 

Este ansioso blogueiro recebeu o seguinte e-mail do professor Comparato:


Caro amigo:
A Deputada Luiza Erundina, após muita insistência junto à Comissão de Ciência, Tecnologia, Informática e Comunicação da Câmara dos Deputados, conseguiu que esta convocasse uma audiência pública para a discussão do escandaloso arrendamento de concessões de rádio e televisão no país. A Deputada teve, no entanto, a imprudência de me indicar para participar dessa audiência.

Bem, a citada Comissão começou enviando-me uma mensagem, na qual informava que, em conformidade com o procedimento habitual da Casa, eu deveria pagar minha passagem para Brasília. Diante dos protestos da Deputada Luiza Erundina, o presidente da Comissão acabou fazendo uma exceção, e concordou em pagar minha ida à capital federal.

Hoje, sem surpresa nenhuma de minha parte, um funcionário da Comissão me telefonou para informar que a audiência pública havia sido cancelada (obviamente, por razões de necessidade ou utilidade pública…).

Segue de qualquer forma, como anexo, o texto da palestra que iria proferir na citada audiência pública.
Abraço,
Fábio Konder Comparato


COMUNICAÇÃO SOCIAL NO BRASIL: O DIREITO E O AVESSO

Fábio Konder Comparato*


“– Bem sei, mas a lei?

– Ora, a lei… o que é a lei, se o Senhor major quiser?…

O major sorriu-se com cândida modéstia.”

MANOEL ANTONIO DE ALMEIDA, Memórias de um Sargento de Milícias.


No conto O Espelho, de Machado de Assis, o narrador assevera a seus ouvintes espantados que cada um de nós possui duas almas. Uma exterior, que exibimos aos outros, e com a qual nos julgamos a nós mesmos de fora para dentro. Outra interior, raramente exposta aos olhares externos, que nos permite julgar o mundo e a nós mesmos, de dentro para fora.

Importa reconhecer que essa duplicidade, no exato sentido de algo dobrado ou dissimulado, tal como a metáfora do conto machadiano, encontra-se tanto em nosso caráter, quanto em nossa organização político-econômica.

É inegável que o caráter brasileiro contém um elemento de dissimulação constante nas relações sociais. Nossa afabilidade de maneiras, tão elogiada pelos estrangeiros, dissimula com frequência sentimentos de desinteresse e desprezo.

Já em matéria de organização político-econômica, sempre tivemos, desde a Independência, um duplo esquema institucional. Há, de um lado, o direito oficial, que é a nossa alma exterior exibida ao mundo. Mas há também, no foro interior de nossas fronteiras, um direito oculto, que acaba sempre por prevalecer sobre o direito oficial, quando este se choca com os interesses dos poderosos.

Creio que o exemplo mais conspícuo dessa duplicidade institucional ocorre nos meios de comunicação de massa.

A maioria das normas sobre a matéria, constantes da Constituição de 1988, é certamente de bom nível. Acontece, porém, que quase todas elas ainda carecem de regulamentação legislativa, vinte e três anos após a promulgação da Carta Constitucional. São armas descarregadas.

Como se isso não bastasse, em decisão de abril de 2009 o Supremo Tribunal Federal julgou que a lei de imprensa de 1967 havia sido tacitamente revogada com a entrada em vigor da Constituição de 1988. Ora, nessa lei de imprensa, como em todas as que a precederam, regulamentava-se o exercício do direito de resposta, inscrito no art. 5º, inciso V da Constituição. Em conseqüência, esse direito fundamental tornou-se singularmente enfraquecido.

Como bem lembrou Lacordaire na França no século XIX, numa época em que a burguesia montante já impunha a política de desregulamentação legislativa de todas as atividades privadas, “entre o rico e o pobre, entre o forte e o fraco, é a lei que liberta e é a liberdade que oprime”. De que serve, afinal, uma Constituição, cujas normas não podem ser aplicadas pela ausência de leis regulamentares? Ela existe, segundo a clássica expressão francesa, como trompe l’oeil, mera ilusão pictórica da realidade.

Inconformado com essa negligência indesculpável do órgão do Poder Legislativo – negligência que, após mais de duas décadas da entrada em vigor da Constituição, configura uma autêntica recusa de legislar – procurei duas entidades, que são partes constitucionalmente legítimas para propor ações dessa espécie: o PSOL e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Comunicação e Publicidade. Elas aceitaram ingressar como demandantes perante o Supremo Tribunal Federal, onde tais ações foram registradas como ADO nº 9 e ADO nº 10.

Qual não foi, porém, meu desencanto quando, intimados a se pronunciar nesses processos, tanto a Câmara dos Deputados, quanto o Senado Federal, tiveram a audácia de declarar que não havia omissão legislativa alguma nessa matéria, pois tudo transcorria como previsto no figurino constitucional!

Acontece que, para cumular o absurdo, a duplicidade no campo da comunicação social não se reduz apenas ao apontado descompasso entre a Constituição e as leis.

Se considerarmos em particular o estatuto da imprensa, do rádio e da televisão, encontraremos o mesmo defeito: o direito oficial é afastado na prática, deixando o espaço livre para a vigência de um direito não declarado, protetor dos poderosos.

A Constituição proíbe ao Poder Público censurar as matérias divulgadas pelos meios de comunicação de massa. Mas os controladores das empresas que os exploram, estes, são livres de não divulgar ou de deformar os fatos que contrariem seus interesses de classe.

Como não cessa de repetir Mino Carta, este é o único país em que os donos da grande imprensa, do rádio ou da televisão fazem questão de se dizer colegas dos jornalistas seus empregados, embora jamais abram mão de seu estatuto de cidadãos superiores ao comum dos mortais.

Cito, a propósito, apenas um exemplo. Em fevereiro de 2009, o jornal Folha de S.Paulo afirmou em editorial que o regime empresarial-militar, que havia assassinado centenas de opositores políticos e torturado milhares de presos, entre 1964 e 1985, havia sido uma “ditabranda”. Enviei, então, ao jornal uma carta de protesto, salientando a responsabilidade do diretor de redação por aprovar essa opinião ofensiva à dignidade dos que haviam sido torturados, e dos familiares dos mortos e desaparecidos. O jornal publicou minha carta, acrescida de uma nota do diretor de redação, na qual eu era gentilmente qualificado de “cínico e mentiroso”. Revoltado, ingressei com uma ação judicial de danos morais, quando tinha todo o direito de apresentar queixa-crime de injúria. Pois bem, minha ação foi julgada improcedente, em primeira e em segunda instâncias. Imagine-se agora o que teria acontecido se as posições fossem invertidas, ou seja, se eu tivesse tido o destrambelho de insultar publicamente o diretor de redação daquele jornal, chamando-o de cínico e mentiroso!

A lição do episódio é óbvia: a Constituição reza que todos são iguais perante a lei; no mundo dos fatos, porém, há sempre alguns mais iguais do que os outros.

Vejamos, agora, nesse quadro institucional dúplice, o funcionamento dos órgãos de rádio e televisão.

Dispõe o art. 21, inciso XII, alínea a, que “compete à União explorar diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens”.

No quadro constitucional brasileiro, por conseguinte, a exploração dessas atividades constitui um serviço público; isto é, no sentido original e técnico da expressão, um serviço prestado ao povo. E a razão disso é óbvia: as transmissões de radiodifusão sonora ou de sons e imagens são feitas através de um espaço público, isto é, de um espaço pertencente ao povo. Escusa lembrar que, como todo bem público, tal espaço não pode ser objeto de apropriação privada.

Da disposição constitucional que dá à radiodifusão sonora e da difusão de sons e imagens a natureza de serviço público decorrem dois princípios fundamentais.

Em primeiro lugar, o Estado tem o dever indeclinável de prestá-lo; e toda concessão ou permissão para que particulares exerçam esse serviço é mera delegação do Poder Público. Assim dispôs, aliás, a Lei nº 8.987, de 1995, que regulamentou o art. 175 da Constituição Federal para as concessões de serviços públicos em geral.

Em segundo lugar, na prestação de um serviço público, a realização do bem comum do povo não pode subordinar-se às conveniências ou aos interesses próprios daqueles que os exercem, quer se trate de particulares, quer da própria organização estatal (em razão de economia orçamentária, por exemplo).

Ora, neste país, desde o início do regime empresarial-militar em 1964, ou seja, antes mesmo da difusão mundial do neoliberalismo capitalista nas duas últimas décadas do século passado, instaurou-se o regime da privatização dos serviços de rádio e televisão. A presidência da República escolheu um certo número de apaniguados, aos quais outorgou, sem licitação, concessões de rádio e televisão. Todo o setor passou, assim, a ser controlado por um oligopólio empresarial, que atua não segundo as exigências do bem comum, mas buscando, conjuntamente, a realização de lucros e o exercício do poder econômico, tanto no mercado quanto junto aos Poderes Públicos.

Ainda hoje, todas as renovações de concessão de rádio e televisão são feitas sem licitação. Quem ganha a primeira concessão torna-se “dono” do correspondente espaço público.

A aparente justificação para esse abuso é a norma mal intencionada do art. 223, § 2º da Constituição, segundo a qual “a não-renovação da concessão ou permissão dependerá de aprovação de, no mínimo, dois quintos do Congresso Nacional, em votação nominal”. Basta, porém, um minuto de reflexão para perceber que esse dispositivo não tem o efeito de suprimir a exigência de ordem pública, firmada no art. 175, segundo a qual todas as concessões ou permissões de serviço público serão realizadas mediante licitação.

Outra nefasta consequência dessa privatização dos serviços públicos de rádio e televisão entre nós, é que as autoridades públicas, notadamente o Congresso Nacional, decidiram fechar os olhos à difundida prática negocial de arrendamento das concessões de rádio e televisão, como se elas pudessem ser objeto de transações mercantis. Ora, tais arrendamentos, muitas vezes, dada a sua ilimitada extensão, configuram autênticas subconcessões de serviço público, realizadas com o consentimento tácito do Poder concedente.

Será ainda preciso repetir que os concessionários ou permissionários de serviço público atuam em nome e por conta do Estado, e não podem, portanto, nessa qualidade, buscar a realização de lucros, preterindo o serviço ao povo? O mais chocante, na verdade, é que o Ministério Público permanece omisso diante dessa afrontosa violação de normas constitucionais imperativas.

Sem dúvida, o direito brasileiro (Lei nº 8.987, de 13/02/1995, art. 26) admite é a subconcessão de serviço público, mas desde que prevista no contrato de concessão e expressamente autorizada pelo poder concedente. A transferência da concessão sem prévia anuência do poder concedente implica a caducidade da concessão (mesma lei, art. 27).

Mesmo em tais condições, uma grande autoridade na matéria, o Professor Celso Antonio Bandeira de Mello, enxerga nesse permissivo legal da subconcessão de serviço público uma flagrante inconstitucionalidade, pelo fato de burlar a exigência de licitação administrativa (Constituição Federal, art. 175) e desrespeitar com isso o princípio da isonomia.

Para se ter uma idéia da ampla mercantilização do serviço público de televisão entre nós, considerem-se os seguintes dados de arrendamento de concessões, somente no Estado de São Paulo:


BANDEIRANTES: 24 horas e 35 minutos por semana (tempo estimado)

2a a 6a feira

5h45 – 6h45 (Religioso I)

20h55 – 21h20 (Show da Fé)

2h35 (Religioso II)

Sábado e domingo

5h45 – 7h (Religioso III)

4h (Religioso IV)


REDE TV!: 30 horas e 25 minutos por semana (tempo estimado)

Domingo

6h – 8h – Programa Ultrafarma

8h – 10h – Igreja Mundial do Poder de Deus

10h – 11h – Ultrafarma Médicos de Corpos e Alma

16h45 – 17h – Programa Parceria5

3h – Igreja da Graça no Seu Lar

2a e 3ª feiras

12h – 14h – Igreja Mundial do Poder de Deus

14h – 15h – Programa Parceria 5

17h10 – 18h10 – Igreja da Graça – Nosso Programa

1h55 – 3h – Programa Nestlé

3h – Igreja da Graça no Seu Lar

4a feira

12h – 14h – Igreja Mundial do Poder de Deus

14h – 15h – Programa Parceria 5

17h10 – 18h10 – Igreja da Graça – Nosso Programa

3h – Igreja da Graça no Seu Lar

5a e 6ª feiras

12h – 14h – Igreja Mundial do Poder de Deus

17h10 – 18h10 – Igreja da Graça – Nosso Programa

3h – Igreja da Graça no Seu Lar

Sábado

7h15 – 7h45 – Igreja Mundial do Poder de Deus

7h45 – 8h – Tempo de Avivamento

8h – 8h15 – Apeoesp – São Paulo

8h15 – 8h45 – Igreja Presbiteriana Verdade e Vida

8h45 – 10h30 – Vitória em Cristo

10h30 – 11h – Igreja Pentecostal

11h – 11h15 – Vitória em Cristo 2

12h – 12h30 – Assembléia de Deus do Brasileiro

12h30 – 13h30 – Programa Ultrafama

2h – 2h30 – Programa Igreja Bola de Neve

3h – Igreja da Graça no Seu Lar


TV GAZETA: 37 horas e 5 minutos por semana

2a a 6ª feiras

6h – 8h – Igreja Universal do Reino de Deus

20h – 22h – Igreja Universal do Reino de Deus

1h – 2h – Polishop

Sábado

6h – 8h – Igreja Universal do Reino de Deus

20h – 22h – Igreja Universal do Reino de Deus

23h – 2h – Polishop

Domingo

6h – 8h – Igreja Universal do Reino de Deus

8h – 8h30 – Encontro com Cristo

14h – 20h – Polishop

0h – 2h – Polishop


A lição a se tirar dessa triste realidade é bem clara: os meios de comunicação social, neste país, permanecem alheios aos princípios e regras constitucionais.

Para a correção desse insuportável desvio, é indispensável e urgente tomar três providências básicas.

Em primeiro lugar, impõe-se, na renovação das concessões ou permissões do serviço de radiodifusão sonora, ou de sons e imagens, cumprir o dispositivo de ordem pública do art. 175 da Constituição Federal, que exige a licitação pública.

Em segundo lugar, é preciso pôr cobro à escandalosa prática de arrendamento de concessões de rádio e televisão.

Em terceiro lugar, como foi argüido nas ações de inconstitucionalidade por omissão, acima mencionadas, é urgente fazer com que o Congresso Nacional rompa a sua prolongada mora em cumprir o dever constitucional de dar efetividade aos vários dispositivos da Constituição Federal carentes de regulamentação legislativa, a saber:

1)O art. 5º, inciso V, sobre o direito de resposta;

2)O art. 220, § 3º, inciso II, quanto aos “meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente;

3)O art. 220, § 5º, que proíbe sejam os meios de comunicação social, direta ou indiretamente, objeto de monopólio ou oligopólio;

4)O art. 221 submete a produção e programação das emissoras de rádio e televisão aos princípios de: “I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; II – promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação; III – regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei; IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família”.

É o mínimo que se espera nessa matéria dos nossos Poderes Públicos, como demonstração de respeito à dignidade do povo brasileiro.

Brasília, 22 de novembro de 2011.

 

Em tempo: amigo navegante, veja entre os membros da nobre Comissão de Ciência e Tecnologia da nobre Câmara – http://www2.camara.gov.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/membros – os que censuraram o professor Comparato. PHA

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  • [...] A Comissão de Ciência, Tecnologia, Informática e Comunicação da Câmara dos Deputados convidou o professor Fabio Konder Comparato para participar de uma audiência pública sobre as concessões de rádio e TV no Brasil. Em cima da hora, cancelaram. [Fonte] [...]

  • Jota Maués disse:

    Com todo respeito a Luiza Erundina, uma andorinha não faz verão, já dizia meu avô. Mas, valeu, deputada, já é uma semente. Agora, professor Comparato, um dos nossos papas (sérios) do Direito, o senhor não acha que é muita ingenuidade sua a de ter a coragem de ir a uma comissão de deputados de um Legislativo em que um dos suportes eleitorais do parlamentar BRASILEIRO é o rádio, ou melhor, a propriedade ou arrendamento de uma emissora de rádio e de TV? Mais: com uma bancada evangélica de mais de 200 deputados, salvo engano? Mais ainda: quantos dessa comissão devem ser donos de rádio e/ou evangélicos ou têm interesses com um amigo dono de rádio e de TV? E mais ainda: com uma comissão onde os representantes do PT não movem uma palha para votar a regulamentação da Constituição que, certamente, evitaria o linchamento político a bel prazer de seus companheiros e até de seus governos petistas, como faz a imprensa? Também valeu, Professor Comparato, pelo menos a gente fica sabendo que o diretor de redação da Ditabranda pode chamar alguém de “cínico e mentiroso” como se fosse a coisa mais normal do mundo. Como torturar e matar.

  • leonardo borges disse:

    se fizer a ley de medios aalem de acabr com a manipulação , acaba também com o polishop e trocentas programas do R.R Soares se for eu to dentro…

  • Lau Mendes disse:

    No quadro de arrendamento de concessões ficou faltando “da missa nem a metade”. Todos sabemos de outros programas que funcionam com produção,direção e staff vinculados legalmente ao empreendedor/artista e seus programas cujo patrocinio publicitário contratado com clausulas como se o cidadão estivesse locando um ponto comercial obrigado a dividir receita cujo único “vínculo patronal”,quando existe, é o da exclusividade . Não sei se avalio corretamente mas se isto não for sublocação de concessão pública, o que será ?

  • 'Lenir Vicente disse:

    O ilustre Dep. Miro Teixeira carregou a bandeira para derrubar a Lei de Imprensa que vigorava no país.Que bandeira ele carrega agora?Seria bom ele ler o artigo do Prof.Comparato.Quem sabe reativaria a memória dele?Aliás, que apito ele toca agora?

  • Ricardo disse:

    O jeito é acordar o povo para esta triste realidade… Alertar que o sistema de comunicação no Brasil, está corrompido e é corrupto, por inconstitucionalidade desde a sua concessão até os atos praticados pelas concessionárias, , com conivência da classe política… Alardear, divulgar, debater nas universidades, escolas, sindicatos, entidades de classe, clubes e associações mostrando que a não regulamentação amordaça nosso direito de expressão e dá poder a poucos, de divulgar o que lhes interessa, da maneira que lhes convém, quando e quanto quiserem… É trabalho árduo, mas o resultado será duradouro. Ley de Medios exigida pelo povo… =^)

  • celso disse:

    A muito tempo que as forças dominantes no mundo entenderam que averdadeira e grande força de dominação é a informação, por isso os meios de comunicação são controlados por a muito tempo e este domínio se faz do exterior.
    Somente a união do povo devidamente informado poderá gerar a força necessária para iniciar as mudanças necessárias para o nosso Brasil.
    Por enquanto recolho os jornais lidos do prédio para o meu cachorro ter onde mijar.

  • PHA,

    No Brasil os grandes meios de comunicação são chamados popularmente de mídia Sugiro rebatizar a campanha. Lei da Mídia fala exatamente sobre quem se quer controlar.

  • Eliaquim Rocha disse:

    lei já!!

  • marcio disse:

    Não surpreende a afirmação do professor de que a justiça está a serviço dos poderosos. Pois suas decisões variam de acordo com o status do réu. Se não se pode esperar justiça do porder judiciário, como mudar qualquer coisa no país? Efim, o judiciário, legislativo e a mídia estão tocando a mesma música. Cabe a nós nos rebelarmos ou apenas dançá-la. A ver.

  • Vera Billie Jean disse:

    Absurdo!
    Não quero pagar por isso.
    E quando tem uma série americana é de 2 anos atrás
    que lixo
    quero meu dinheiro de volta!!!

  • Luciane Araujo disse:

    Orgulho de ser BRASILEIRO.

  • Renato Mont, SP disse:

    - Fabio Konder Comparato
    - De Sanctis
    - Lula
    - Protógenes
    - Mino Carta

    Estes sim, são verdadeiras luzes a iluminar este enorme umbral chamado Brasil…

  • helio jorge disse:

    O que eu acho engraçado é ouvir, escutar e ler , inclusive aqui neste espaço- no qual aprendo, me delicio , e ainda dou pitaco- é o seguinte: O PT não é mais aquele, não faz mais isso nem aquilo e em seguida vem a cobrança : Porque o PT não enfrenta o PIG . Tá com medo. Independente do PT ser ou não o que era – que eu acho que ainda é , porque se não o fosse não diriam isso – mas e cadê os outros partido QUE SÂO, por que não peitam o PIG . Porque ao menos não se junto ao PT para peitarem. Porque não conclamam os seus militantes , para junto com os militantes do PT peitarmos juntos.
    É corretíssimo o texto e é o que todos queremos, contudo temos que pôr o guiso no gato, aliás no porco (pig em ingrês)

  • Webston Moura disse:

    Horários de TVs e de Rádios são sublocados Brasil afora. O governo dá a concessão e as empresas fazem negócios nada interessantes para a população.

  • Francy Granjeiro disse:

    Saiu na bandnews :Chevron pode ser proibida de operar no Brasil-ANP
    FOOOORAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

  • Yacov disse:

    EM TEMPO:

    Tão importante para a consolidação da Democracia brasileira quanto a faxina no Judiciário, é a “regulamentação da mídia”, que não tem nada a ver com censura. Pelo contrário, é a forma mais eficaz e legal, de democratizar as comunicações, tornando-as acessíveis a TODOS, e não apenas a 5 ou 6 famílias ricaças do país. LEI DE MIDIAS, JÁ!!

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo éum braZil para TOLOS”

  • Fred Azevedo disse:

    Amorim;
    Antes que eu me esqueça:
    parabéns aos atletas que brilharam no ParaPan!!!

    Orgulhosos, estamos de vocês. Grandes exemplos de vida e de superação.

  • Francy Granjeiro disse:

    http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/peluso-veta-divulga%c3%a7%c3%a3o-de-iniciais-de-processados
    porq Peluso veta divulgação de iniciais de processados????será porq Eliana teria afirmado que existiam bandidos escondidos atrás de togas???
    Por MARIÂNGELA GALLUCCI, estadao.com.br, Atualizado: 21/11/2011 21:22

  • julio Lopes disse:

    Com isso podemos concluir que a Globo e todos os demais agentes americanos do PIG, aqui infiltrados, são o que são por que a politica no Brasil e os politicos brasileiros são como são. Representam os interesses mais variados menos os do povo brasileiro.

  • Alessandro disse:

    Fábio Konder Comparato é um orgulho para nós brasileiros,em um setor social que é a justiça tão conservador e alinhado com essa mídia retrógrada,dá orgulho ver um homem dessa estirpe moral não se corromper,manter-se firme na defesa dos mais fracos e pensando o país de forma dinâmica e independente.Uma ave rara!!!Muito obrigado por compartilhar tão importante texto.Eu acredito que as coisas mudarão.Abraços!!!

  • sérgio disse:

    PIG= saúva, destroi o Brasil.

  • só marchando. ou se pleitear que o congresso convoque plebescito para uma nova constituinte. ou teremos outros leitmoti(0)vs?

  • Fred Azevedo disse:

    Amorim;

    Agora a pouco, no JN, foi produzida mais uma edificante (sic) matéria sobre a liberdade de imprensa.
    Entrevistaram o Ministro Carlos Ayres Brito (ele também adotou a Súmula Vinculante das algemas em ricos, PH?). A entrevista ocorreu durante o Congresso Nacional da OAB, em Curitiba. Engraçado, não mostraram o Dr. Ophir!
    O Emérito Ministro do Supremo disse – mais ou menos assim: “que a liberdade de imprensa possui um cordão umbilical com a democracia…”. Quanta poesia!!!
    Mas, qual será a liberdade de imprensa que o Ministro se refere?
    Seria aquela produzida pelo PiG?! Esta mesma liberdade de imprensa que protege o Mr. Teixeira, os banqueiros corruptos, a Chevron e os malfeitos dos tucanos?!
    Nós também somos totalmente a favor da liberdade de imprensa, Senhor Ministro! A diferença, é que nós não confundimos liberdade de imprensa com a “libertinagem da imprensa”. Ley de Médios, JÁ!!!

  • Robledo disse:

    Com todo respeito ao grande Comparato, vai sonhando Alice! tem muita grana envolvida, isto não é jogo pra criança não…..

  • leonardo disse:

    Sensacional. SENSACIONAL artigo deste bravo brasileiro chamado Fábio Konder Comparato.

  • joão33 disse:

    até quando alguns brasileiros vão lutar sozinhos , os picaretas do congresso se acovardariam com a pressão pupular.

  • ricardo silveira disse:

    ôpa! Que país é esse? Renato Russo.

  • ricardo silveira disse:

    Como perguntou Cazuza: Que país é esse? O que os brasileiros podem esperar de um Congresso Nacional como o que temos? O que os brasileiros podem esperar de um STJ e de um STF como o que temos? E da nossa sociedade organizada? Por acaso acham que podem esperar justiça, respeito à coisa pública? Aliás, cadê a tal da sociedade organizada? Tá cansada?, Felizmente, para consolo e para nos trazer à realidade desse país, temos gente como Fàbio Konder Comparato.

  • Maria Amaral disse:

    É, eles não vão largar o osso por nada desse mundo…
    Será que só serão “destronados” na marra?

  • Alberto Santos Neto disse:

    Não deixaram a Sra. Vera Paiva, filha do deputado Rubens Paiva, assassinado pela ditadura militar, falar na solenidade do lançamento da Comissão da Verdade no Palácio do Planalto (mesmo ela tendo sido convidada para tal fim) por exigência dos militares e agora desconvidam o Sr. Fábicio Comparato, do convite feito para ele falar na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Federal, sobre o modo nada democrático de concessão de rádio e televisão no Brasil. Estes dois fatos só vem a provar que o Brasil antes de tornar um país democrático está, na verdade, se tornando cada vez mais reacionário. Estamos nos tornando um país comandado por fascistas e quando abrirmos os olhos já será tarde demais.

  • Reg disse:

    Caso os políticos não se manifestem acerca do abuso do horário religioso, é possível denunciar ao PROCON, uma vez que não pagamos tevê por assinatura para assistir este tipo de programa?
    Tem dia que não há opção de programas ou filmes, a menos que se pague NOVAMENTE para vê-los em ppv.
    Escandaloso.

  • Reg disse:

    Estou esperando também a manifestação do deputado e senadores em quem votei, no Rio foram dois, para saber se merecem meu voto novamente.
    Antiguidade não é posto.
    Nem ceninha na televisão garante reeleição.
    Queremos atitude e responsabilidade deles.

  • olyrio izoton disse:

    Enquanto tivermos Homens (com H maiúsculo) tipo Comparato, acreditamos que poderemos mudar os velhos ardis de uma “casta” ainda intocável. Temos que contactar com os nossos representantes no congresso para que eles iniciem as ações necessárias para regulamentar o que falta na Constituição. Queremos uma constituição cidadã e não uma colcha de retalhos.

  • m.fóerbah disse:

    Na porta da sala de sessões:

    ” Só entre se se for de confiança do Sr. Pig ,
    favor não insistir”

    ass. secretário do mesmo.

  • flaino... disse:

    Escapemos do engodo:
    iguais são iguais e desiguais são desiguais.
    Somente a partir disso podemos agir.
    Ou os desiguais se unem ou os iguais continuarão sempre iguais.
    todos somos iguais perante a Lei?
    Até quando, hein?

  • Estou esperando as manifestações do deputado e do senador que votei sobre o tema para julgar se voto neles novamente.

  • Zhungarian Alatau disse:

    O cheiro disso tudo é o cheiro de sempre: não há vontade política de se mudar a situação do País.

    Em Cuba, Fidel mudou a situação porque era ditador. Ou seja, EU QUERO, e quem não quiser eu prendo e arrebento.

    Aqui, o Lula bem que tentou. Mas sabem quando que o Congresso vai aprovar um orçamento de 10% pra Educação? 10% pra Saúde?

    A democracia é um regime difícil. Será tão menos imperfeita quanto mais eficazes forem as instituições que por ela devem velar.

    Mais uma vez: de que adianta Lula ou Dilma no topo do Executivo, se o topo do Legislativo e do Judiciário estão nas mãos da Corte e do Clero?

    Alguém já ouviu falar da Revolução Francesa?

    • Washington disse:

      Calma. Devagar chegaremos lá. A Democracia só é ruim quando cai nas mãos dos banqueiros e seus escravos neoliberais. No Brasil há chance para uma boa democracia, ao contrário da Europa e Estados Unidos, onde há apenas um partido: o do Sistema Financeiro, dividido em duas facções: “Autênticos” e “Noviços”, estes compostos de ex-socialistas. Este sistema bifacial os levará à completa ruína, coisa que poderá não acontecer conosco, desde que evitemos que figuras como Cerra cheguem ao poder. E é sim verdade que o que mais atrapalha o desenvolvimento do Brasil são os “atrasistas”, figuras que infestam principalmente o judiciário e a imprensa, e que desejam que o Brasil volte a ser pequeno e atrasado e permaneça assim para sempre. Isso porque só assim eles se sentem grandes.

    • Leonardo de Mello disse:

      Zhungarian Aalatau
      Calma a corte e o clero se auto destruiram.
      Ja iniciou.A Europa o USA arruinaram se economicamente e
      moralmente.(vamos pagar pela nossa indiferença mas e assim)…
      O clero, a proliferação de religiões é sinal da sua decadencia so na europa fecharam 80.000 mil igrejas…
      Não vai ser como a revolução francesa que os explorados sairam dos esgotos de Paris para guilhotinar a burguezia…

  • GILMAR disse:

    Um mar de benesses para a elite e para os políticos. Um mar de infortúnios para o povo.

  • Mardones disse:

    Esse éo sonho de muitos brasileiros, mas os eleitos pensam primeiro na manutenção dos cargos. E, por isso, não ousam mexer nesse verdadeiro formigueiro.

    O que chama a atenção é a ausência de uma frente suprapartidária para defender esse direito constitucional.

    Comparato é um bálsamo.

  • Dinei disse:

    Meiso de comunicação x Comparato: incomparável!!!

  • PEDRO HOLANDA disse:

    E o brasileirinho qur a GROBO ´´arrenda a Bandeirantes?

  • paulo disse:

    Com um discurso desses o professor acha mesmo que iria ser convidado a falar naquela “honrada” casa da mãe Joana, ops, quero dizer, casa de leis?

  • Fred Azevedo disse:

    Por que será que tudo que é salutar para a democracia, sempre chega com atraso ao Brasil?! E não venham me dizer que tudo que é mais difícil, torna-se mais gostoso!

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