Redação Conversa Afiada

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Comissão da Verdade pode consagrar a mentira

    Publicado em 08/10/2011
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Saiu no Blog do Azenha:

“A Comissão da Verdade está sob o risco de consagrar a mentira”


Antonio Cechin e Jacques Távora Alfonsin, site da Unisinos


O projeto de lei 7.376/2010 que institui a Comissão da Verdade, atualmente tramitando no Senado, não conta com a aprovação de grande parte das vítimas da ditadura militar e dos movimentos populares que as apóiam.


Já circula em todo o país, com assinatura de muitas personalidades ligadas à luta empreendida por várias/os brasileiras/os em favor dos direitos humanos, da cidadania e da democracia, durante o regime militar, um manifesto onde se apontam graves reparos à redação do dito projeto. Está disponível à adesão das/os interessadas/os na internet.


Os principais defeitos denunciados ali envolvem desde o período previsto para a apuração dos fatos, possibilitando alcançar investigação de ilícitos criminais a partir de 1946, até a composição e o número de quantas pessoas integrarão a Comissão. Sete é um número visivelmente insuficiente para dar conta do trabalho, ainda mais se considerando que tudo deve terminar em dois anos.


Merecem reparos também a hipótese de algum/a integrante das forças armadas participar do Colegiado, a ambígua redação inserida no texto sobre o que deve e o que não deve vir a público, em flagrante desobediência não só ao princípio da publicidade que a Constituição Federal consagra sobre atividade estatal, como ao direito de as vítimas da ditadura ou seus familiares terem acesso e opinarem sobre o que está sendo investigado. A Comissão não ficou habilitada, igualmente, pelo menos em termos técnico-jurídicos claros, de tomar qualquer providência capaz de punir algum indiciado.


O debate político-jurídico presente em todo o país, depois da rejeição de grande parte do Plano Nacional de Direitos Humanos 3, acentuado a partir do julgamento feito pelo Supremo Tribunal Federal sobre a lei de anistia, retornou com força redobrada agora. Ideológico, apaixonado, está dividindo opiniões de quem apóia e de quem impugna o projeto de lei que cria a Comissão da Verdade.


Salvo melhor juízo, convém sublinhar um aspecto dessa discussão que não está sendo devidamente considerado. A redação do projeto parece não querer ferir suscetibilidades, especialmente aquelas que podem emergir de dentro dos quartéis e das delegacias, quase como se tivesse de pedir licença aos criminosos até aqui impunes, para tornar públicas as crueldades por eles praticadas no passado.


Ora, se a competência da Comissão – pelo menos isso o projeto deixa claro – alcança a possibilidade de ela buscar produção de prova com colaboração exigida até das Forças Armadas e do Poder Judiciário, com audiências públicas e permissão a qualquer brasileira/o tomar a iniciativa de informar fato que a ela interesse, não pode ser por temores baseados em pruridos históricos de quem torturou e matou que a verdade fique impedida de aparecer. Trocar, por exemplo, o poder de a Comissão “convocar” pessoas para depor pela palavra “convidar”, como pleiteiam alguns, equivale frustrar antecipadamente qualquer resultado eficaz do seu trabalho. Convite, como se sabe ou se aceita ou se rejeita.


No Brasil, está se correndo o risco de acontecer o mesmo que aconteceu em El Salvador. Lá, os assassinos de Dom Romero e de Ignacio Ellacuria, reitor da Universidade Centro Americana, heróis da resistência contrária aos desmandos da ditadura que torturou e matou milhares de pessoas, foram praticamente absolvidos por recente decisão da Corte Suprema de lá (agosto passado, como se pode ver na internet), julgando pedido oriundo, até, de outros países, como a Espanha, por exemplo.


Um amigo de Ellacuria, o teólogo Jon Sobrino, recorda um diagnóstico por ele deixado sobre o mundo moderno, como aquele onde falta a honradez para com o real. Aquela onde a realidade é percebida como ela é e não como, especialmente por medo – como tudo indica ser o caso presente na redação do projeto da Comissão da Verdade – pretende se fingir que é.


Sobrino retira três efeitos, entre outros, da falta de honradez com o real, inclusive nas relações com Deus, para quem tem fé: a cegueira passível de culpa, a hipocrisia e a manipulação. Eles cabem ser lembrados contra quantas/os estão se posicionando contra a Comissão da Verdade, aqui no Brasil.


A cegueira é própria da visão de quantos examinaram a “lei de anistia” (6.683/79), como resultado de um amplo acordo da sociedade civil brasileira, celebrado em 1979, no qual ficariam isentos de qualquer punição tanto os responsáveis pelas torturas quanto as suas vítimas. Seria como se essas, além do quanto padeceram, pudessem ser consideradas imputáveis por terem reagido contra o regime. A iniciativa atual constituiria, então, mero revanchismo; a punirem-se hoje os responsáveis pelo terrorismo de Estado do regime militar, ter-se-ia de punir também aquelas/es “terroristas” que se armaram contra a ditadura; não valeria a pena, por tudo isso, reabrirem-se as feridas do passado.


Uma argumentação desse tipo, como se tem debatido e lido em vários encontros de grupos sociais organizados pelos familiares das vítimas da ditadura e suas/seus aliadas/os, é bem frágil para impedir a instalação e os trabalhos da Comissão da Verdade. Invocar-se o fato de a lei de anistia ter resultado de um acordo, mereceria, do ponto de vista estritamente jurídico, medir-se o grau de possível igualdade que existiria, na época, entre os “contratantes”. Essa desigualdade histórica era tamanha, naquela época, que, ou se concordava com a redação da lei de anistia imposta a um deles, no, caso, a parte lesada pelo regime imposto pela ditadura ou tudo continuaria na mesma.


A hipocrisia é patrocinada por uma parte da mídia que, inclusive foi cúmplice do regime militar e agora, diante da possível imputação que possa lhe afetar como uma das responsáveis pelas atrocidades praticadas pela ditadura, tenta compensar esse desvio ético-jurídico, responsabilizando, justamente, quem foi vítima do regime militar, como culpada dos sofrimentos pelos quais passou. Dá exemplo disso a iniciativa da Folha de São Paulo, trazendo a público a ficha de DOPS de então, da “terrorista” Dilma Rousseff.


É hipócrita, também, o argumento favorável ao perdão de quem torturou e matou. Primeiro, pela razão óbvia de que é preciso saber bem o que e a quem perdoar, coisa que, justamente, pode ser esclarecida pela Comissão, e segundo, pelo fato de o Estado não poder impor à vontade das vítimas ou seus familiares de exercerem, se quiserem, essa misericórdia.


A manipulação, ao que se comenta, está disseminada em muitas opiniões que circulam em voz baixa, porque parte de gente ameaçada pela vergonha de ser descoberta como cúmplice de um governo policialesco e desumano. Isso pode ser atestado pelas veementes críticas desferidas contra o Plano Nacional de direitos Humanos 3, justamente quando tornava iminente a possibilidade de desmascarar aquela cumplicidade; defensoras/es de direitos humanos, então, prosseguiram identificadas/os como protetores de bandidos; advogadas/os, promotoras/es, juízas/es e ONGs, ao lado de movimentos populares, com sensibilidade maior para a apuração dos crimes e punição dos criminosos patrocinados pela ditadura continuam penando ridicularias e humilhações por parte desses grupos ligados ao terrorismo de Estado .


Que a verdade incomoda, disso dá exemplo mais do que conhecido aquela costumeira saída que os políticos costumam dar do tipo “segredo de estado”, para esconder ilícitos criminais e civis que possam manchar a sua imagem. Fica a critério aleatório de quem detém uma autoridade provisória determinar o que deve, ou não, caber nesse segredo, como, lamentavelmente, o projeto 7376/2010 garante.


Enrique Dussel, no seu “Ética Comunitária. Liberta o Pobre!” oferece uma lição também muito oportuna para a sustentação da Comissão da Verdade, provando que entre moral e ética pode ficar escondida uma das principais causas de ocultação do real, a conhecida “hegemonia da classe dominante” que é latente, onde “parece” que não há injustiça, e muitos gostariam que esta situação se eternizasse e a “harmonia” se prolongasse nessa aparente paz. O que se deixa de ver aí é que essa “compreensão”, “reconciliação” se realiza sobre uma relação injusta de dominação. Quer dizer que essa paz se conforma com uma dominação de classe que oprime agora gente dominada, depauperada, que agora sofre os efeitos do passado que a mesma Comissão visa, mal e mal, reparar. “Dominação de classe”, aí pode bem ser substituída por oportunismo conveniente de apoio a manutenção de um segredo injustificável, que caia um sepulcro podre, ainda hoje contaminando, por sua pestilência, a efetiva conquista do povo brasileiro à uma verdadeira democracia e um autentico Estado democrático de direito.


Logo adiante, como se estivesse falando para almas e corpos vitimados por uma violência institucional e social, como foi a sofrida pelos torturados que a Comissão da Verdade visa identificar e, minimamente, dar aos seus familiares uma satisfação mais do que atrasada por parte do Poder Público, diz o mesmo autor que a libertação de um povo somente se completa quando esse se põe a caminho e fica de pé, reagindo contra estruturas de dominação (como aquelas que o regime militar impôs, poder-se-ia acrescentar).


A Comissão da Verdade, por todos os problemas que atualmente enfrenta, resumidamente analisados aqui, corre o risco de consagrar a mentira. O país continuará devendo a população, especialmente às vítimas da ditadura e seus familiares, nesse caso, o atestado histórico de uma fase que o envergonha sobremaneira. As manifestações da sociedade civil, entretanto, interessada em que esse vexame não se perpetue, podem e devem chegar aos ouvidos do Senado, como faz o manifesto lembrado acima.


Se a honradez do real está em causa, a prova de que será respeitada cabe a cada um das/os senadoras/es. É o que se espera aconteça, em nome do povo, da democracia, do Estado Democrático de Direito, da dignidasde humana e dos direitos humanos fundamentais previstos na nossa Constituição Federal.


Antonio Cechin é irmão marista, miltante dos movimentos sociais. Jacques Távora Alfonsin é advogado do MST e procurador do Estado do Rio Grande do Sul aposentado.

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  • Thiago Kurovski disse:

    Lei da Anistia ou não, o mínimo do mínimo do mínimo que deve ser feito é investigar os crimes dos agentes do governo, MESMO QUE NÃO SE TENHA INTENÇÃO DE JULGÁ-LOS. Questão de justiça: dos “crimes” dos guerrilheiros, nós temos informações fartas de diversas fontes governamentais.

    De qualquer modo, se é para investigar os guerrilheiros, repito, deve-se considerar que é totalmente diferente cometer um crime como agente do governo (um representante do Estado) e cometer um crime como um civil, ainda mais se no caso o civil lutava contra um governo de legitimidade nula, no mínimo duvidosa…

    Quanto a “fuga acovardada” de João Goulart, quem diz esse tipo de coisa, em geral, não tem o mesmo aço de Salvador Allende ou Brizola, ou mesmo de Jango – em geral, é gente feita de plástico de sacola de supermercado. Arriscar sua vida é muito fácil atrás da tela de um computador, mas causar uma guerra civil só com o Brizola, a população do RS e uma parte do III Exército ao seu lado é loucura, não coragem. Se vencesse, o que tremendamente duvidoso, pois mesmo que o III Exército fosse capaz de vencer em condições melhores, estava dividido demais, Jango herdaria um país bastante afetado.

  • kalifa disse:

    Uma consulta popular, se deve e até onde deve, é a melhor saida para todos!Eu gostaria que fosse tudo colocado a limpo e os torturadores terminassem os seus dias na prisão para que outros nunca mais tornassem a fazer o mesmo!

  • Nelson Menezes disse:

    Pelo modo como as coisa estão andando comissão da verdade devará ser composta por um colegiado que segue:Um general de exercito,um Brigadeiro do ar e um Almirante,os outros quatro serão oficiais subbalternos.

  • e porque não se investigar, também, os guerrilheiros? a comissão envolveria toda a história do brasil desde a fuga acovardada de joão goulart até a “abertura” política de oitenta e quatro e a constituinte de oitenta e oito.
    revolución!

    • Maria Lucia disse:

      Os bravos guerrilheiros, os insurgentes,todos que lutaram contra a usurpação criminosa do poder pela via da força militar devem sim ser profundamente investigados. Para que as suas ações heróicas fiquem registradas minuciosamente.
      Temos um imenso orgulho deles.
      E uma boa notícia:
      http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13438&Itemid=2

      • diogo disse:

        Muito bem fabricio. Como e possivel a idiotice de supor que trata-se de um julgamento de crapulas militares e inocente herois da luta pela liberdade. Como alguém com um minimo de inteligencia pode achar que sujeitos patrocinados pelos governos mais assassinos do mundo (URSs e cuba) estavam lutando pela democracia? Sofreram a repressao pelo terrorismo que implementaram

  • Sérgio C. Franca - Piracicaba/SP disse:

    Um povo que não conhece sua história, está fadado a repeti-la.
    Sou da opinião que todo cidadão tem o direito e acima de tudo o dever de conhecer o passado de seu país, estado e cidade em que vive.
    Seja esse passado recheado de heróis ou bandidos.

  • São Leopoldo disse:

    A mentira é uma arna que fere o carater do ser humano.

  • Luis R disse:

    Torturador não tem idade, tem que ser julgado e condenado, tem que ser preso. Crime é crime. A lei de anistia é uma fraude, tem que rever essa porcaria, não presta. Sou tendencioso sim, qual é o problema? Ignorante é a mãe.

  • Luis R disse:

    O irmão e o doutor enrolaram um pouco mas mandaram bem, é isso mesmo. Eu quero a verdade!

  • Sergio disse:

    No final dos anos de chumbo (ditadura militar) a Lei da Anistia foi imposta ao povo brasileiro como moeda de troca para devolução do poder, via eleição indireta, aos civis. O processo culminou com a eleição indireta de Tancredo Neves.
    O povo, jamais, opinou sobre a anistia “ampla, geral e irrestrita”. Portanto, este assunto precisa ser revisto.

  • Rodrigo disse:

    Para algumas pessoas, a única verdade que pode existir é: o exército tomou o poder por maldade. Matou e torturou pobres inocentes que lutavam por democracia que aprenderam em países comunistas como Cuba e China. Após tanta maldade, se auto anistiaram e sairam do poder porque o povo assim o quis (embora a emenda Dante de Oliveira não tenha sido aprovada).
    Vamos esquecer os 20 e tantos anos de democracia onde não se mexeu em lei de anistia e também a decisão do STF. O que vale é a decisão da Corte Americana de Direitos Humanos.
    E viva a liberdade de outro herói, o Cesare Battisti. Perseguido até pela Corte Européia de Direitos Humanos…

    Viva os heróis da liberdade, que imbuídos pelo espírito libertador de Ernesto Che Guevara, foram presos e mortos pelo bárbaro sistema nazista que o Exército criou…

    Esqueçamos a Primavera de Praga, esqueçamos a Declaração de Praga, esqueçamos os crimes do comunismo….

    De um lado, santos… do outro demônios….

  • Capitol disse:

    As pessoas que comentam no seu blog são, com raríssimas exceções, ignorantes ou tendenciosos. As forças governamentais cometeram vários excessos, sim. Mas existe uma lei que pôs uma pedra em cima de tudo isso, pelo bem da nação. Na época, todos foram a favor. Se isso for mudar, então que também sejam investigados pela comissão também todos os crimes cometidos pelos terroristas e guerrilheiros – e foram muitos, e bárbaros – pois não se pode reescrever a história com tamanha parcialidade.

    • Rudá França disse:

      As pessoas tem o direito de lutar contra um Estado opressor, pois o primeiro dever do Estado é não torturar e executar quem quer que seja. O Estado recolhe impostos para organizar a sociedade e não para torturar e esmagar a oposição com a força do dinheiro por ele recolhido.É muito fácil ser o Golias, mandar nas forças armadas e dizimar a oposição; difícil é ser o Davi que com toda sua desvantagem luta contra o maior mal de todos: um governo fascista.

    • Edu marcondes disse:

      Tais crimes já foram investigados na época e os envolvidos presos e condenados.

    • Sérgio C. Franca - Piracicaba/SP disse:

      Capitol, as Leis são feitas pelo homem e elas podem ser mudadas de acordo com as necessidades, ou melhor dizendo de acordo com seu crescimento intelectual. No momento em que foi aprovada a Anistia “Ampla Geral e Irrestrita” ela pareceu para a população e para o Governo ser o caminho mais certo na busca pela Democratização do País. Essa Democratização passa agora pelo processo de “Revelação” de tudo o que ficou apenas nos arquivos e subterraneos, sendo de conhecimento de poucos. Democracia é isso, todos nós temos o direito de saber sobre fatos e pessoas que fizeram parte de nossa História, sejam elas heróis ou bandidos.
      Quanto a julgá-las e condená-las, fica por nossa consciência;
      e juízo próprio de caráter. Abraços…

    • Thiago Kurovski disse:

      1- As pessoas da época não são as de hoje, e de qualquer modo qual é essa pesquisa aí que o IBOPE fez na época mostrando que todos concordavam com a Anistia? Ou você está chutando pelo seu convívio? Se for o caso, pare de falar besteira.

      2- Uma coisa é cometer um crime sendo um guerrilheiro, que pode ser preso ou morto por um Estado de legitimidade claramente frágil a qualquer momento se for apanhado. Outra bem diferente é cometer um crime sendo funcionário desse Estado, com todo o poder e autoridade dele nas mãos.

  • 'Lenir Vicente disse:

    Pedro Paulo está coberto de razão.É preciso que aqueles que perderam seus entes queridos na luta pela Democracia. possam enterrar seus restos mortais.Saber suas histórias, dar nome àqueles que atentaram contra a luta justa de tantos jovens.Dilma sobreviveu e com ela tantos outros.Tenho certeza de que eles não fugirão às suas responsabilidades participando dos debates quando a Comissão da Verdade chegar ao Senado.Eu quero aqui dar um voto de confiança na Ministra Maria do Rosário, mas o estado de “prontidão” de quem quer a verdade de fato, não pode esmorecer.Me parece que este é um chamamento para ajudar a limpar da história de nosso país essa nódoa chamada ditadura.Mostrar a cara de seus cúmplices e parceiros de assassinatos de tantos inocentes.

  • Webston Moura disse:

    O “pragmatismo” atual da vida política está esvaziando esses temas de sentido e importância. Imaginemos um tema desses na mídia lá no meio dos anos 1980! Seria o caso de Lei de Segurança Nacional com o exército em printidão, além de algum recado pesado que receberiamos do chamado primeiro mundo. Hoje, diante de tanta notícia, esses temas tem perdido a força. Que pena!

  • Alberto Santos Neto disse:

    “A cegueira é própria da visão de quantos examinaram a “lei de anistia” (6.683/79), como resultado de um amplo acordo da sociedade civil brasileira, celebrado em 1979, no qual ficariam isentos de qualquer punição tanto os responsáveis pelas torturas quanto as suas vítimas”. O mal da sociedade brasileira é sempre ceder e sempre estar disposta a um acordo (para contornar o problema e nunca enfrentá-lo de frente), mesmo que seja com o demônio (como foi o caso dessa Lei da “anistia” para os torturadores). Agora nós temos representantes (que sabem exatamente como engabelar o povo) do demônio em diversos órgãos que s (no STF, Congresso Nacional, no PIG e nas nossas elites) atrapalhando ou inviabiliazando qualquer inciativa que realmente leve a alguma coisa concreta, portanto, se não enfrentamos quando podíamos (o inimigo estava fragilizado pelos anos de excessos e a repulsa do povo) quando podíamos exigir uma verdadeira reforma democrática não fizemos nada (caimos no conto da governabilidade do Tancredo Neves e do Sarney), agora que o PIG (Globo, Folha e Estadão) perderam a vergonha por terem participado do golpe de 1964 e estão combatendo contudo qualquer iniciativa de democrátização da imprensa e punição ao torturadores, provavelmente, esta Comissão e outra qualquer não fará a menor diferença, não passarão de desculpas esfarrapadas para alegarem que alguma coisa está sendo feita. Para ser sincero, eu acho que o povo brasileiro (em sua maiora), que deveria ser o maior interessado, não está e nunca estve nem ai para o que aconteceu durante o regime militar e pelos descasos ainda acontece hoje. Estão mais precocupado com novela, futebol e carnaval. Não mudamos nada, como sociedade, nos últimos 60 anos.

  • Francisca Rocha disse:

    Que a mídia está envolvida até o pescoço com os torturadores, disso eu não tenho dúvida. E o seu trabalho é incasável a fim de que não venha a tona todo o passado do tempo da ditadura. Os que morreram, foram torturados , os que as famílias não sabem onde estão seus restos mortais, para eles não têm a menor importância uma vez que foram coparticipantes de tamanha crueldade! No meu modo de ver e entender um país que preza e luta pela verdade tem o direito de, no mínimo saber o fato histórico. A comissão da verdade tem que seguir adiante .

  • ROBERVAL disse:

    Presidenta Dilma, a senhora que sofreu os horrores da repressão ditatorial nos anos de chumbo, não se apequene agora!! Faça valer o princípio que os assassinos que enojaram o Brasil naqueles tristes anos sejam punidos como determina a OEA. Lembre-se, presidenta Dilma, do maior presidente que este país já teve, Getúlio Dorneles Vargas, que preferiu dar um tiro no peito do que se submeter à vilania dos que o perseguiam, exatamente os mesmos que a perseguem, que a senhora sabe muito bem quem são.

  • maria do ceará disse:

    Mortos ou vivos, os nomes, fotos e a biografia dos torturadores tem que constar dos livros de Historia. Os vivos tem que ser punidos e apresentados ao povo brasileiro, com fotos antigas e atuais. Mas não boto fé -infelizmente- nessa Comissão. O começo está hesitante e o fim já se pode supor: vai dar em nada.

  • Eu sou a favor do museu da Ditadura
    e tem que chamar assim mesmo, nada como a placa da USP chamando de revolução de 1964
    E esse museu tem que ser no antigo dops em sp, hoje é uma delegacia,,,,
    e la o nome dos bois tem que ser dado…. vivos ou mortos,
    as vitimas tambem, de araguaia ao vale do ribeira…
    é la que havera o carro da FOLHA as musicas de protesto e ate as receitas de bolo de laranja do estadao (quem diria)
    o nome dos exilados e fotos dos desaparecidos
    nem precisa colocar cenas de tortura,
    mas a frase nao esqueceremos devera ser colocada como aviso a todos, inclusive aos da comissao da verdade (?)

  • Fátima Mattos disse:

    José Alberto,
    Fernando Henrique e Serra,para o Brasil,morreram,sem chance dessa gente de volta no comando do nosso País.

  • Flavia disse:

    Eu tinha dito aqui no CAf.

    A Maria do Rosário tem que mostrar a que veio. Tem que se impor… a torcida é a favor… mas ela só me parecia deslumbrada e amante das bandeiras de seu partido. Isso não é suficiente… para essa função.

    Tem que ter presença nacional… tem que ter garra, mas tem que ter ousadia… por que se disser que trabalha com muita garra, então vai fazer outra coisa… do tipo catar boi no pasto… para lidar com as questões nacionais, o compromisso tem outra dimensão.

  • andré barbosa de luna disse:

    se o pt e a dilma não punirem os criminosos da ditadura e a mídia cúmplice e se não esclarecerem como se deveria esclarcecer tudo isso, não pensem os criminosos que estarão salvos, isso será desencavado seja lá em que época cheguemos e tudo que for mal feito hoje será rasgado e refeito no futuro.

  • Urbano disse:

    Não haverá verdade até mesmo porque não há comissão. Teremos que voltar à época do “wanted”, com o valor de recompensa devidamente estipulado. Assim, até os trevosos partiriam para a “antropofagia”, ou seja, para a deduração, coisa na qual são exímios.

  • Rubens Santana disse:

    Tudo indica que, mais uma vez, ficará provado que “todos são iguais perante as leis”, porém alguns SÃO MAIS IGUAIS!

  • Rodrigo disse:

    É meus caros. São muitos os desejos de vermos a justiça. Mas será mesmo que áqueles que aprovam as leis o irão fazer? Alguém acha mesmo isso? Vivemos no mundo do corporativismo e dos interesses. Os milicos/politicos/as empresas do passado que apoiaram a ditadura ainda estão ai, nos seus sucessores! Poucos são os escrupulosos e esses não conseguem virar a mesa. Derrotista esse pensamento, até pode ser, mas alguém tem alguma fórmula de resolver tal conflito?

  • Paulo Menezes disse:

    Apoiado, Pedro Paulo!
    Não esqueçamos também de vários que foram injustamente acusados de delatores e eliminados por seus próprios companheiros. Isso precisa ficar esclarecido, bem como a situação jurídica de militantes de esquerda que torturaram civis (tendo em vista que a Constituição diz que a tortura é imprescritível).

  • Paulo Erivan disse:

    Na há controvérsia na sociedade, o que há é a elite podre, que tenta manter escondida a barbárie que cometeu em nome do estado, torturando e matando. Usando todo o aparato tecnológico e os recursos financeiros do estado contra os cidadãos indefesos; e o mais grave, todos recebendo salários, soldos e pecúnias, e ainda sendo promovidos, recebendo medalhas de mérito, e tudo isso pago com o dinheiro dos contribuintes. Além do desvio de recursos públicos, o desvio de função, para manter um ditadura sanguinária em nome uma minoria de golpistas.

  • será a estigmatização definitiva do ai-5. estaremos fadados ao servilismo de uma elite corrupta e controladora se acaso não se apurar o que acontecera durante a ditadura militar…

  • marilamar disse:

    Concordo plenamente com o comentario do Pedro Paulo…., os Generais torturadores e seus colaborares(politicos e empresarios) os que nao estao mortos, estao no fim da vida(com certeza todos com doenças incuraveis e vegetando)…mais tem alguns deles vivo e operando na politica e no mercado financeiro, eles deveriam ficar nesta pagina negra da historia, para que nunca mais se repita esta situaçao covarde no Brasil. E os familiares dos desaparecidos que foram assassinados, terem os seus restos mortais para um enterro digno de um ser humano, pois se hoje o Brasil esta melhor, foram graças aos lutaram contra a falsa Ditadura Corrupta de 1964, eles foram torturados e assassinados e desaparecidos, mais nao morreram em vao!!! a luta continua companheiros, e sempre!!!! os ideiais de um povo nunca poderá ser morto, extinto, jamais!!!

  • José Alberto disse:

    E por falar em mentira… é bom dar uma olhada neste artigo onde o autor diz que o Brasil precisa de Serra e FHC para não esquecer o passado. http://boilerdo.blogspot.com/

  • Pedro Paulo disse:

    O que espero da Comissão da Verdade?

    O Jornalista Mino Carta, na CartaCapital, pede a condenação dos generais-ditadores, quando diz: “Seria de dever, como aconteceu, por exemplo, na Argentina, definir e condenar os ditadores, primeiros motores da repressão política e do terror de Estado. Ora, direis, estão todos mortos. Vamos condená-los, ao menos, à execração pública.”

    Um amigo, respondendo-me a um email, escreveu: “Pedro, não desejo que nenhum torturador seja punido, que um septuagenário vá para cadeia; quero saber onde estão os restos mortais dos “desaparecidos” e que suas famílias possam realizar as suas exéquias; quero as fotos e os nomes de todos que torturaram e que mataram nos porões da ditadura, assim como eles expunham fotos de procurados vivos ou mortos por serem “perigosos subversivos inimigos da liberdade”; quero ver seus rostos (militares ou civis) de ontem e de hoje estampados na grande mídia, na pequena mídia, em outdoors espalhados nas grandes e pequenas cidades.”

    Isso é que espero da Comissão da Verdade, à execração pública é forma de se fazer justiça.
    A verdade é o resgate da história!

    http://tl.gd/4v8rc

    • Yacov disse:

      Apóio totalmente essa idéia. Assim como, a substituição imediata dos nomes dos espúrios ditadores de nossas ruas, praças e monumentos pelos nomes dos que lutaram, alguns pagando com própria vida, para derrubar a ignominiosa ditadura.

      “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

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