Redação Conversa Afiada

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Números exigem financiamento público. Cerra, Gilmar e Johnbim são contra

    Publicado em 02/10/2011
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Saiu na imperdível seção Rosa dos Ventos, na pág. 16 da Carta Capital, de Mauricio Dias:

A eleição, como fato econômico


É assustador o crescimento de recursos arrecadados para manter uma campanha em condições de vitória conforme mostram os números tabulados pela Transparência Brasil . É o que exige uma sociedade de massa, como no Brasil, onde a população se aproxima da casa dos 200 milhões.


Entre 2002 e 2010, os recursos declarados oficialmente quintuplicaram. Nesse período, ao alcançar o poder, o PT tornou-se o maior arrecadador. Conclusão óbvia: a bandeira política do empresário segue a bandeira de quem está no poder.


Em 2002, na eleição que antecedeu a chegada do PT ao poder, Lula, após disputar três eleições sem sucesso, conseguiu fazer uma campanha rica com recursos da ordem de 21 milhões de reais. O PSDB, com Serra representando a continuidade dos governos tucanos, obteve mais de 34 milhões. Foi a primeira vez que um candidato com menor arrecadação, oficialmente pelo menos, bateu o candidato com menor arrecadação também oficialmente declarada.


A partir daí o destino do PT mudou. O partido, expressão política dos eleitores da base da pirâmide social, migrou, como partido, para o topo da pirâmide, mesmo que isso não correspondesse ao eleitor que o apoiava. É o que mostram os recursos declarados ao Tribunal Superior Eleitoral entre as eleições de 2002 e 2010.


Na mesma edição da Carta, há excelente artigo de Marcos Coimbra sobre os “argumentos” de Cerra contra o financiamento público EXCLUSIVO (ênfase minha – PHA) das campanhas políticas.  

Cerra é contra porque, no momento, a distribuição dos recursos públicos beneficiaria o PT e o PMDB, partidos majoritários: seria um “congelamento da atual correlação de forças”, diz o Padim Pade Cerra.

Se fosse o PSDB, tudo bem, não é isso, amigo navegante ?

Cerra conclui com a defesa do que poderia ser a cura de todos os males: o voto distrital.

Diz Coimbra: “Com certo atraso, parece que Serra resolveu aderir a uma campanha que a direita brasileira faz há algum tempo”.

Ele é um jenio, Marcos.

E está na companhia de outros dois: o Nelson Johnbim e o ex-Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas (*).

Eles são contra o financiamento público EXCLUSIVO, porque não impediria a corrupção.

Afinal, o que impediria a corrupção, amigo navegante ?

Talvez, um CNJ poderoso e atuante, a despeito das ambíguas declarações do Presidente Peluso.


Paulo Henrique Amorim


(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele.


 

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  • Eugênio L.da Costa disse:

    A FALÁCIA DO VOTO DISTRITAL: “Sôbre o Voto Distrital, recomendo a leitura do excelente artigo do Cientista Politica, Alberto Carlos Almeida(Revista ÉPOCA). Está ai a crise politica dos Estados Unidos e da Inglaterra que tem o voto distrital. Um dos efeitos mais nocivo é o Bipartidarismo, diz o professor Alberto C. Almeida.

  • Priscila Susan disse:

    Sou favorável ao financiamento público de campanha política, pois, diminuí a presença do mercado e dos lobistas. Acredito que assim os políticos teriam um maior compromisso com a coisa pública (res publica). Também como os políticos deveriam ter direito a duas eleições como ocorre para prefeitos, governadores e presidentes. O voto distrital direto, para deputados, senadores e vereadores, assim essas pessoas estariam mais próximo dos seus eleitores, prestar contas mesmo. No carácter direto os mais votados assumiriam as suas funções, deixar o cidadão exercer uma das demandas da cidadania. Não concordo com a lista mista ou lista fechada, pois ao meu ver limitar um dos elementos fundamentais para cidadania, pois o político não seria servidor do povo, mas do partido.

    • Luiz disse:

      Estou contigo. Para mim, as eleiçoes deveriam ser financiados EXCLUSIVAMENTE pelo ESTADO. Ou achamos mesmo quem recebe 21 ou 34mi de reais servira unicamente o povo? É logico que nao. Servira, principalmente quem está pagando. Contigo, acho que o tempo de exposiçao severia ser igualitario. 33.3% para partidos da direita (PSDB/DEM etc), esquerda (PT, PCdoB, PCB, etc) e centro, centro-esquerda, centro-direita (PDT PMDB, PR etc). Assim todos os partidos independentemente da bancada que tem, teriam um tempo razoável para apresentar suas ideias, e, seria interessante a obrigatoriedade de se apresentar pelo menos 3 candidatos fortes para os postos de governador, prefeito e presidente. Enfim, para a coisa nao ficar polarizada.
      E o “Cerra” está certo, nao evita a corrupçao (por isso a mesma tem que ser considerada crime hediondo), mas evitaria os “coronéis” da politica, como sao os casos de ACM e Sarney… e da mais independencia aos politicos, já que os mesmos nao teriam necessariamente que apoiar essa ou aquela empresa nas licitaçoes, uma vez que o mesmo nao tem o rabo preso com nenhuma.

  • Vivian Agnoletto disse:

    Sou totalmente a favor do financiamento público de campanha.Se o grupelho citado é contra,entende-se o porque…Paulo Black que o diga! Sou contra o voto distrital.

  • Helena disse:

    Sou contra o financiameno público, sou contra qualquer ajuda a esses políticos, que já ganham muito, às custas de nossos impostos que pagamos. Problemas deles. Eles já ganham muito e podem muito bem fazer campanha eleitoral com seus próprios recursos(que nós pagamos). Danem-se. Que vão para o inferno.

    • Fred Azevedo disse:

      Quando o financiamento não é público, o eleito vai trabalhar para quem o financiou, não para o povo que votou nele! Pense nisto…

  • Vera Billie Jean disse:

    se o Cerra é contra sou a favor!
    Cerra NUNCA MAIS

  • sérgio disse:

    Se o Santarrão é contra o financiamento público e exclusivo, sou a favor.

  • Carlos Jorge Rossetto disse:

    O voto distrital é para tirar de pauta a discussão das teses nacionais, é para enfraquecer a nação. Teses como quem é o dono do petróleo e dosa minerais brasileiros não serão debatidas no distrito. Quanto menos se debate isso, mais enfraquecida fica a nação. Na discussão distrital vai preponderar interesses locais.
    A centena de empresas estatais privatizadas pelos tucanos será esquecida. O correto é o voto nacional. Hoje o voto já é distrital, o estado é o distrito. Querem diminuir ainda mais o distrito para destruir a nação. Depois do voto distrital virá a tese do parlamentarismo para impedir o povo de eleger um operário para presidente.

  • lucio PB disse:

    Peluso tá doido pra entrar no time de Cerra, Gilmar e Johnbim e tem tudo pra dar certo: “é o dono da bola”.

  • Fred Azevedo disse:

    O voto distrital exclui a representação das minorias,como: negros, índios, mulheres, homossexuais; que perderiam a possibilidade de possuírem qualquer representação no congresso. Voto distrital é GOLPE!
    Quanto ao financimento público de campanha, sou a favor. E, parece que os tucanos também…Furnas que o diga!!!

  • Geraldo Maia' disse:

    PH, imagina nossas eleições de 2012 totalmente com financiamento público, sem um centavo de doação, onde não teriamos desfiles de pessoas que não têm qualquer qualquer compromisso com o cargo que pleiteiam. Teriamos sim os partidos apresentando seus projetos de governo e candidatos capazes de representar e cumprir tais projetos; com isso eliminariamos muito paraquedistas político. Outrossim, deveriamos acabar com a profissão “político”: nenhum político poderia ficar mais de dois mandatos em nenhum cargo, nos executivos nem nos legislativos. A divisão da verba seria igual para todos os partidos, desde que os mesmos apresentassem projetos consistentes. Seria abolida a coligação – câncer político, que alimenta a corrupção, o nepotismo e o clientelismo. A fidelidade partidária seria uma realidade, pois o parâmetro para avaliá-la seria o programa do partido. Aí sim, estariamos votando em programa e não em pessoas. As votações nos legislátivos – municipais, estaduais e federais – não se dariam por acordo de lideranças, mas de avaliação pública dos projetos de leis e ações dos executivos confrontados com os projetos partidários. Acabariamos com o famoso “toma lá, dá cá” marca registrada da nossa política.

    • Paulo Geroldo disse:

      Isso é um sonho, colega. Infelizmente, muito distante da realidade. Porém, é necessária uma mudança na nossa forma de fazer política.

  • Mario Coutinho disse:

    Sonegadores são contra a CPMF. Cerra é contra o financiamento público de campanha. Parece uma analogia.

  • Lair disse:

    Cerra é um jênio…só faltou mostrar o diploma.

  • maria do ceará disse:

    Tudo o que é ruim para o Cerra é bom para o povo. Se o financiamento Publico e Exclusivo é ruim para o Cerra, está claro que é bom para o povo!O Nosferatu ainda respira?!…Cadê a estaca? até o cabo da vassoura serve!

  • Ronaldo Pacheco disse:

    Igual ao Cerra, os corruptores são contra o financiamento público de campanha.

  • Ricardo Carvalho disse:

    “Eles são contra o financiamento público EXCLUSIVO, porque não impediria a corrupção.”

    Seriam eles também contra a agricultura porque ela não impede a fome?
    Seriam eles também contra o Judiciário porque ele não impede a injustiça?
    Seriam eles também contra a Democracia porque ela não impede um metalúrgico de ser presidente?

    • Yacov disse:

      Acho que finalmente entendi porque eles são francamente contra a educação, afinal ela não impede o analfabetismo, não é mesmo?! Faz sentido, Ó PÁ!!! Portanto, vamos colocar uma CATRACA aqui e dar educação de qualidade só para quem pode pagar por ela, e ainda podemos faturar algum com isso, deixando de investir e sucateando a escola e desvalorizando o Professor da rede pública. UEEEEEBA!!! Gente, não é por nada não, mas acho que acabo de descrever o fluxograma do pensamento tucânico.

      “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

  • marcirio disse:

    Luis, não pude deixar em branco seu comentário, isso dá até tese de doutorado em filosofia, psicologia e … quem sabe até em parapsicologia… o nefasto em pauta tem parentesco direto com “Noferastu”!

  • Francisco disse:

    Criaram a reeleição (pra FHC ficar), depois quiseram acabar com reeleição (porque Lula se reelegeu), depois cogitaram de impedir a recandidatura após ser eleito das vezes (pra não ter perigo de Lula voltar após Dilma)…

    Enfim, na cara dura, afirmam: “as leis são para mim!”.

    Esta é a concepção de Estado deles.

  • O Paulo Preto também é contra o financiamento público exclusivo.

  • m.fóerbah disse:

    Financiamento Público para o Cerra é o caos.

  • ricardo silveira disse:

    Claro! Financiamento público e exclusivo! O representante do povo, em qualquer função pública, não pode ter rabo preso com ninguém. É simples.

  • Urbano disse:

    Qualquer coisa defendida por zé contra-rampa, o mitômano, por gilmar dantas, o justiceiro, ou pelo néscio chupim, o amarechalado, não tenhamos a menor dúvida que fatalmente a coisa em si está encharcadíssima por um ou mais dos elementos cadaverina, escatol e nitroglicerina. E as exceções… coitadas delas, tendem a zero de tão pequenas que são.

  • Luis R disse:

    Cara, é muito lixo, muita mediodridade, dá pra entender a China, aquela rigidez, gente assim não dá, essa nefastez desse Cerra e a que ele se diz representar, tudo falso, tudo mentira, como um ser assim existe, vive, respira, é ph..a.

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