O Conversa Afiada publica post do Edu, do Blog da Cidadania, que já fez passeata em frente à Folha (*) para denunciar a “ditabranda”, mandou 400 exemplares do Privataria Tucana ao brindeiro Gurgel, fez um churrasco na Cracolândia, nas barbas da polícia tucana e processa na Justiça os institutos de “pesquisa” Datalha e Globope (que currículo para um blogueiro sujo, hein ?):
Baixaria na TV há em toda parte, mas no Brasil fica impune
Do último domingo (16/01) para cá, vêm crescendo as reações à baixaria deste ano no Big Brother. Desta vez é uma suspeita de “estupro de vulnerável”, uma hipótese que, segundo a mãe do “brother” acusado, foi lançada na internet pela mãe da “sister” supostamente abusada ao ver sua filha naquelas condições em rede nacional.
A reação começou no mesmo domingo com providência da ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes, que, “a pedido de cidadãs”, oficiou ao Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro para que investigasse o caso. Em seguida, foi a vez do Ministério Público Federal de São Paulo abrir procedimento para apurar “violação aos direitos da mulher”.
Na segunda-feira, a “sister” supostamente abusada diz, em depoimento à polícia civil, que não foi bem assim e que a bolinação entre o casal rolou consensualmente sob o edredon midiático, descartando a hipótese levantada por sua mãe, a qual fora prontamente acolhida pela sociedade devido ao que encerraria de hediondo caso fosse verdadeira.
Só a partir dali é que as providências tomaram o rumo correto. O MPF-SP anunciou que também irá investigar se a safadeza “subedredônica” constituiu violação dos princípios constitucionais da comunicação social, agressão à criança e ao adolescente – até porque, a classificação indicativa do programa é para 14 anos em vez de 18 – e, por fim, afronta à imagem da mulher, a verdadeira estuprada nesse caso.
Essas providências quase me fizeram ter que engolir o fecho de crônica que escrevi no mesmo domingo em que os fatos vieram à tona, no qual lamentei a impotência da sociedade diante da agressão que a emissora carioca praticara contra si. Disse eu: “Como não há regulamentação da mídia no Brasil, não há a quem reclamar”.
Então, ó crédulo leitor, você dirá que todas essas providências de autoridades me desmentem, certo? Penso que não. Providências têm que gerar efeitos. Do contrário, estimulam a reincidência.
Os efeitos cabíveis que os reiterados abusos da Globo e de outras emissoras – que levam ao ar esse e outros programas que afrontam a cidadania – deveriam gerar seriam multa, suspensão da programação e até cassação da concessão da emissora. Do contrário, não adianta nada o Ministério Público e instâncias do Poder Executivo abrirem procedimentos investigativos.
Eis, aí, o problema. As estripulias da Globo e congêneres não geram nada disso. Os procedimentos abertos em anos anteriores jamais produziram nada.
Em 2011, o Ministério Público Federal recomendou à Globo medidas para “evitar a veiculação de práticas de violação aos direitos humanos, como homofobia, preconceito e racismo”. O órgão tomou aquela decisão após receber mais de 400 reclamações de telespectadores que citavam o baixo nível do apelo sexual do programa.
De nada adiantou. Em uma das festas dos “brothers” que a emissora levou ao ar no ano passado, um rapaz e duas moças protagonizaram uma cena que beirou o sexo grupal, o que fez o MP se manifestar pedindo comedimento quando deveria ter tomado providências mais efetivas já que nos anos anteriores já avisara a emissora sobre tais excessos.
Em 2010, entre as 400 denúncias de abusos do BBB que não produziram qualquer efeito, um caso bizarro. O Ministério Público de São Paulo teve que pedir à Justiça que a Rede Globo orientasse seu público sobre as formas de contágio do vírus HIV após comentário de um dos “brothers” de que “Heterossexuais não contraem Aids”.
Além de as centenas de denúncias de telespectadores naquele ano não terem acarretado conseqüência nenhuma para a Globo, mesmo essa absurda desinformação tendo sido retificada (mas só após pedido do MP à Justiça) não houve penalização da reincidente infratora.
Em 2009, além das cenas de sexo e outras que agridem igualmente a sociedade – ainda que boa parte dela não saiba disso –, o mesmo Ministério Público recebeu denúncias pedindo investigação sobre tortura após três participantes terem sido confinados por longo período em um cômodo sem janelas, com paredes acolchoadas e a luz sempre acesa.
Os casos de tortura consentida pelo torturado são muitos. Esse, em particular, foi no sentido de que, após 18 horas de confinamento, um dos confinados pediu para sair durante um surto psicótico que sofreu. Também daquela vez, cópias das imagens foram requisitadas pelo MP.
Se fosse retrocedendo até edições ainda mais antigas, o material reunido daria um livro.
O que esses casos todos têm em comum? A impunidade dos infratores, claro. Ou seja: não deram em nada. Nem multa, nem suspensão da programação. Nada. Um grande estímulo a que a cada edição do programa os abusos só façam piorar, como de fato aconteceu neste ano.
E nem podemos culpar o Ministério Público, a Secretaria de Políticas para Mulheres ou o Judiciário, onde todas as iniciativas sempre fracassam. Sabe por que, leitor? Porque não há um marco regulatório da mídia e os artigos da Constituição que tratam da comunicação social jamais foram regulamentados.
As pessoas confundem a inevitabilidade de a guerra pela audiência gerar baixaria em qualquer país, mesmo nos mais desenvolvidos, com a ausência de instrumentos para que as autoridades e a Justiça possam punir, de forma até educativa, emissoras que ultrapassarem a linha da legalidade.
Toda vez que digo que o que acontece na televisão brasileira não aconteceria em países desenvolvidos aparece alguém para refutar a afirmação dizendo que esses países também têm reality shows, por exemplo, nos quais também acontecem baixarias como as que temos visto. No post que escrevi no último domingo, aliás, um leitor relatou as baixarias no BBB britânico.
É um erro de avaliação que providencial matéria da BBC Brasil publicada hoje ajuda a reparar. Trata-se de entrevista com o jornalista Torin Douglas, “especialista em mídia da BBC”, na qual ele explica a quilométrica diferença que há entre um país sem regulação da mídia, como o Brasil, e um país como a Inglaterra, onde o rigoroso Ofcom não deixa passar nada.
A entrevista é importante para reflexão da própria Globo, já que a baixaria do BBB fez a audiência do programa disparar também neste ano assim como vem fazendo a cada uma de suas edições. Dos 20 pontos no Ibope registrados no domingo, conforme foi crescendo a dimensão do escândalo a audiência subiu a 36 pontos –80% de acréscimo.
O “especialista em mídia” inglês explica que, no curto prazo, quem apela para a baixaria aumenta a própria audiência, mas, no longo prazo, a reputação da emissora acaba prejudicada.
Segundo o especialista, isso aconteceu com o Channel 4 no caso de Shilpa Shetty, “sister” que teria sido alvo de racismo de outra participante do programa Celebrity Big Brother, em 2007. Depois do incidente, o programa acabou sendo descontinuado.
Além disso, o órgão regulador das telecomunicações na Inglaterra, o Ofcom, considerou válidas as queixas contra a emissora. Depois das reclamações contra o Big Brother, o Channel 4 teve que mudar procedimentos, melhorar processos e criar regras mais rígidas. E vale lembrar, ainda, que a Inglaterra é o país europeu mais liberal nessas questões.
Essas providências (bem) tomadas pelo Ministério Público e pelo governo do Brasil, portanto, só fazem confirmar o que providências idênticas tomadas em edições anteriores do BBB mostraram, que sem um marco regulatório real para as comunicações os procuradores e a ministra continuarão enxugando gelo ano após ano.
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.




PHA…não passou da hora de alguns (ou todos) desses órgãos (MP, ABI, ONGS de defesa das mulheres, OAB, etc.) exigirem uma ação do Ministério da Justiça e Ministério das Comunicações, independente de AINDA não existir Ley de Medios?
O intrigante de todo esse blá blá blá é que tanta gente se irrita mas a audiência do programa aumenta e não se pune o culpado ou culpados. Vamos fazer leis que regulamente os meios de domunicação porque somente com lei específica para a mídia é que os casos absurdos podem ser julgas.Por exemplo, será que a lei contra o racismo poderá julgar esse caso quando a emissora fala em comportamento inadequado? Tenho certeza que uma regulamentação da mídia ppoderá detalhar, asim poderá haver um julgamento sério e eficaz, ou seja, sem chance de repetição, se a emissora não quiser perder a concessão.
vamos boicotar geral essa emissora tendenciosa q atrofia e retrocede com a mente dos brasileiros q a assitem. Fora rede grobo e sua trupe de pustulas marqueteiros e manipuladores do povo! xispa,,vc globo ja era,,ja foi,,,finite!
É exatamente isso!!! A impunidade nos faz ficar enxugando gelo…
Infelizmente, ainda existem pessoas que estão cegas, opiladas pela lavagem cerebral…da lata de lixo mental.
Sem uma Ley de Médios, jamais faremos as verdadeiras reformas estruturais, voltadas para o bem estar da população em geral, com políticas públicas, sociais, efetivas…necessárias para trilharmos o caminho da evolução humana. Para evoluirmos como povo, nação…
Por enquanto, parece que estamos “involuindo”…mas, é somente uma percepção imposta pelos medíocres.
Algo virá para ajustar os paralelos e meridianos!!!
Ps – A base de tudo é uma educação de qualidade e inclusiva…para todos e todas.
A GloboMente, todo mundo já sabe disto, menos a Luiza que está no Canadá…
é uma pena que a cada caso de desrespeito com o telespectador a audiencia aumenta. O que isso significa? no nosso pais parece que há uma atraçao imensuravel pelo que nao presta, pelo que deseduca, pela curiosidade em saber o que se passa na vida dos outros. e a mulher la do brado retumbante diz que o ministro da educaçao, lá da ficção deles, deseduca, esse ministro deles faz isso mesmo, por isso que deixa o bbb deitar e rolar nos ededrons.
pedir pra proibir o programa é o mesmo que assinar uma confissão de incompetência:
-não sou capaz de escolher o que vejo na tv, assinado, eu.
É o contrário: é dizer a um empresário inescrupuloso que ele não pode violar a Constituição colocando qualquer porcaria na televisão, até porque ele não é dono dela. A TV pertence a todos. Ou o detentor da concessão pública a usa de acordo com a lei ou perde a concessão. É bem simples de entender.
O que a Globo quer é SOPA e PIPA.
Para Mayara Sandelly 20 de janeiro de 2012 às 13:56:
Infelizmente a solução não é tão simples quanto mudar de canal. Antes devemos lembrar que estamos falando de um “serviço público” explorado mediante concessão. Portanto, a televisão não é um mero investimento privado destinado ao lazer das pessoas. Esse serviço deve se submeter a princípios e regras. Se o explorador não cumprir esses princípios e regras, ele que mude de ramo e vá ganhar dinheiro com outra atividade econômica. Por outro lado, só para lembrar de outro aspecto importante, existem pessoas cujo processo educativo – as crianças, por exemplo – ainda não lhes permite decidir conscientemente quando é hora de mudar de canal. Se deixarmos tudo por conta do controle remoto, então se instalará definitivamente o “vale tudo” a qualquer hora na televisão!
Eh… Um Bernardo e sua Bianca (a Globo) – até quando?…
Podem, no entanto, a Dilma, o Bernardo , o Zé Cardoso, o governo enfim, fazer a regulamentação da mídia? Não, está visto que não podem. A questão é descobrir o que existe enfiado debaixo do tapete para impedir que a mídia mande no país. Mudo a necessidade da regulamentação da mídia para: o país precisa descobrir que laços expúrios são esses entre o governo e a mídia. O que existe compromissado entre eles. O que a mídia sabe sobre os governantes e políticos (que ninguém se sinta excessão, hein?) que os mantém calados e neutralizados? Deve ser coisa muito feia, mas é mais urgente. É por aí que a coisa pega e é por aí que se deve começar a entender o problema.
A rede bobo faz o que quer no Brasil, o governo tem que ser mais ativo e punir esse abusos.
A Rede Globo sempre se sai da ilesa dos escândalos em que esteja envolvida.
Foi assim no caso da Rádio TV Paulista S/A;
Foi assim no caso das Diretas;
Foi assim em 1982 no esquema de fraude montado pela Globo e Proconsult;
Foi assim na manipulação do debate entre Lula e Collor em 1989;
Foi assim com o desvio R$ 17 milhões do Ministério o Turismo pela Fundação Roberto Marinho.
Agora é o BBB.
Das duas uma:
Ou a as Organizações Globo, tem a cobertura de uma máfia muito poderosa ou não passa de mais um laranja de alguma multinacional.
Tudo isto faz parte do último capítulo dos estertores do pig.
A Regulamentação depende de cada um de nós; é simples,
mude de canal.
E se você reclamasse do Transporte Público ou da Segurança ou da Saúde e alguém a mandasse mudar de cidade, Estado ou país? TV é Concessão Pública. Tem que respeitar regras inscritas na Constituição Federal.
Que fique claro que uma possível lei de mídias atingirá todas as emissoras, não só a Globo.
Boninho ensinando como jogar ovo podre nos pobres e “vagabundas” de SP:
http://www.youtube.com/watch?v=8LFTyn00gqw
ley de medios já. Queremos direito de respostass a acusações irresponsáveis e sem comprovação que geram prejuízos aos acusados de forma irreparável!!!!
o problema é o comportamento de bando:
eu não gosto, mas vejo porque o vizinho vê!
se não presta, então ninguém deve ver…
por isso recorre-se ao proibir! é a tentação pelo caminho mais fácil!
o certo é escolher um entretenimento sadio! vai ler um livro!
é tolice pedir pra proibir! tolice!
a decisão de sintonizar essa porcaria é de cada um!
o indivíduo não pode delegar essa decisão ao MPF nem à polícia, muito menos ao Governo!
ser gente, ser livre, dá um certo trabalho! mas é assim que tem que ser!
proibir é tolice! ninguém é obrigado a ver aquela m.
náo, não e não. se é para a idade ate 14 anos, não se pode deixar acontecer sexo na televisão. isso é crime. e todos os advogados de nosso pais e de alguns paizes de nosso continente sabem muito bem disso. na argentina a coisa seria diferente.
concordo com o Joe. Não seria o caso de ampliarmos a discussão para a qualidade em geral da TV no Brasil, que faz tempo que anda muito baixa…não só pelos Reality Shows, mas também pelos programas de auditório, cada vez mais ridículos, seja Faustão, Gugu, PAnico, Gimenez ou similares. Qualidade dos filmes apresentados então…mini-séries: ou entra numas de catequese cristã ou vira propaganda político ideológico descarada. Programa de entrevista não tem mais: exceto pelo fuça a fuça da Marília Gabriela, o Roda Morta e o Canal Semi-Livre da Band, todos horríveis. Novelas e Fantástico: sinto falta da época que só a Globo passava isso, pois assim era mais fácil de fugir deles. Enfim, o lixo é grande e sem fim…
A groubonoma e a revista veja de fofocas estão na vitrine mundial e bem bonitas na foto.
por falar em revista veja, ela sumiu dos jornaleiros. por quer será?
Qualquer pai ou mãe que resolver confinar os filhos ou quem quer que promova o confinamento de alguém, como se vê aí, fatalmente seria tido como praticante de cárcere privado.
Volto a repetir…….. se não regulamentam, usem a coisa mais democrática: o controle remoto e desliguem a TV ou mudem de canal. Não são eles quem escolhem o que assistimos e sim nós mesmos. Boicotem e vejam se não mudam rapidinho!
Senhores: peço uma discussão mais genérica sobre a questão da qualidade do conteúdo televisivo brasileiro. O BBB pode ser a bola da vez, mas não é o único nessa “turba”. Podemos incluir os programas do Ratinho, Fazenda, Casos de Família, O Aprendiz, etc.
“Não existe pecado do lado debaixo do equador”, por isso o PIG tudo pode!
FOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORA GLOBO!! LEI DE MIDIAS JÁ!!
“O BRASIL PARA TODOS não passa na gloBo – O que passa na glObO é um braZil para TOLOS”