O Conversa Afiada reproduz texto de Delfim Netto, extraído da Folha (*):
Keynes, oh!
Antonio Delfim Netto
Um amável leitor honrou-me com uma observação sobre o último “suelto” desta coluna (“Acumulação”, “Opinião”, 1º/8). Ele não entende a minha “adoração” por Keynes e a minha insistência em “tentar desmoralizar” os enormes progressos feitos na macroeconomia nos últimos 80 anos.
Keynes publicou a sua “Teoria Geral do Emprego, Juros e Moeda” em 1936. O leitor concorda que, na época, ela foi “revolucionária”. Hoje, na sua opinião, Keynes não passa de mais um brilhante economista, como muitos outros desde o século 18, como Adam Smith, David Ricardo, Karl Marx, Leon Walras, cujas contribuições foram “metabolizadas” no corpo da teoria econômica moderna.
“Keynes foi um grande economista da segunda metade do século 20. E isso é tudo”!
Trata-se, obviamente, de um provocador. Sabemos que, desde os anos 70 do século passado, a grande ambição de economistas menores (alguns até Prêmio Nobel), apoiados numa formalização matemática enganosa, sem ligação com o mundo econômico vivo, era “desconstruir” Keynes.
A maior prova disso é que, até 2009, os macroeconomistas do “mainstream” não incluíam em seus modelos o “crédito” e as “Bolsas de Valores”. Por quê? A resposta é simples: porque estavam míopes de Keynes e de seus seguidores, como Minsky.
Já em 1936, Keynes introduzira o crédito e a Bolsa no seu modelo. O capítulo 12 do seu livro é um prodígio de antecipação do importante papel dessas duas instituições no processo capitalista e destaca a inerente instabilidade das Bolsas.
O investimento é mais influenciado pelas expectativas de longo prazo nas Bolsas do que pelas dos próprios investidores. Seus pensamentos revelam a sua intuição e o domínio da realidade.
Na Bolsa diz ele, tentamos descobrir “o que a opinião média espera que seja a opinião média”, o que pode levar a um imprevisível colapso. E completa: “Quando o desenvolvimento do capital num país transforma-se num subproduto das atividades do cassino, ele não será bem-feito”.
Afirma que o investimento é mais produto do “espírito animal” do empresário do que do seu cuidadoso estudo do risco. Aliás, propôs uma tributação sobre as operações bursáteis.
Como pôde Keynes fazer isso? A resposta é que ele mesmo era um grande, discreto e, no final, bem-sucedido especulador em ações e commodities.
Entre 1933 e 1936, ele estava operando furiosamente para si e para o fundo do King’s College, da Universidade Cambridge. Keynes não foi um teórico, mas um prático!
Ele conhecia a economia em primeira mão. Não fez “ciência econômica”, viveu o sistema econômico! Daí a sua importância que estamos recuperando 80 anos depois.
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.





o Delfim sabe: ciência sem praxis é vazia como uma edição do Jornal Nacional.
O engraçado é que tem um pessoal que não aprende…
Pois é. O FHC que atrasou o país de 8 para 80 anos, esta por aí posando de avô maluco defendendo a maconha. E a CPI da privataria sai ou não sai?
Delfim Netto encontrou em LULA e na política do PT uma grande aliança contra o povo brasileiro que fica a cada dia mais refém dessa política neocapitalista. VALEI_ME! Se um ministro da DITADURA faz tais elogios, é porque o povo está em perigo.
Com todo o respeito: você não entendeu nada!
“A pé deuta” só pode ser aquele CARA que andou entre o povo do Brasil a pé ensinando economia! E o povo aprendeu!
Um aumento de gasolina, conseguido por fórceps, a marca da competência, poderá chegar a vinte por cento.
“Keynes não foi um teórico, foi um prático”. Igualzinho ao Grande LULA!
Enquanto todos os doutos navegantes deste CAF ficam tecendo loas a Keynes, eu fico só lembrando no “Plano Keynes” do após Guerra, o novo tratado de tordesilhas traçado por ele, propiciando a hegemonia do nascente império ianque. Ai de ti, Latino América!
Equivoca-se ou mente. A hegemonia do império ianque não tem nada a ver com o Plano Keynes.
Keynes era americano, pois não? E como tal, pensava e agia. Falta aos “nossos” que sejam brasileiros…
Desculpem-me todos pela afoiteza do comentário. Acabei falando bobagem acerca da nacionalidade do Keynes, pois, ele não era americano, mas sim britânico. Apesar do erro de nacionalidade, acho que ainda faz sentido o raciocínio que fiz: se Keynes ajudou a consolidar a hegemonia do império americano, se é que fez isso mesmo, digo que sempre faltou-nos cá, na América Latina como um todo, uma elite que defendesse os interesses de seus próprios povos e países. O subdesenvolvimento e a dependência latinoamericana é culpa da sua elite e não do Keynes!
e a greve dos funcionários públicos federais só cresce…
O Dr. Delfim disse tudo: “Ele não foi um teórico, foi um Prático”!
Precisamos nos livrar de teóricos demagogos como foi o Rei Fernando Henrique.
A única prática efetiva de seu governo, foi vender o Brasil.
Privatizar em favor da iniciativa internacional.
Hoje, temos um Governo prático.
É ou não é Brasil.
Afinal tem a aprovação de 70%.
E os Brasileiros aprenderam as fazer análises de desempenho.
Só o Kamel que não.
Às vezes eu tenho a impressão de que o tubarão há algum tempo vem praticando a delação premiada.
Keynes, Smith, Marx, Delfim…
Pra mim todos falam grego.
Mas sei de uma coisa.
Não gosto de estatização dos lucros.
Não gosto de privatização dos prejuízos.
Tou falando grego?
a nao ser que voce seja masoquista, parece que voce inverteu o que não gosta
Apoiado.
Endoidou?
Não, não é grego… você está falando mal o “neoliberalês” e caprichando na língua dos especuladores sem pátria! Como, ou onde, você terá assimilado essa certeza “toda”?
É isso aí. Eu também. O resto é economês. Só entendo que meu salário não aumenta mas minhas despesas sobem sempre. E está ficando apertado pra mim, mas sei que a situação do povão está melhorando, que o país está crescendo. Isso é ótimo.
Então Neco você não gosta das elites brasileiras , parabéns!!
?????????
Eu tqambém quero a estatização dos lucros e que a iniciativa privada fique com seus prejuízos.
O duro meus amigos é saber que thc(fhc) e sua turma , fizeram tudo errado tentando acertar, mas sabendo que tudo estava sendo feito errado de propósito.
Tudo para obter vantagens política de curto prazo.
Eles são uns jênios.
Cadeia para todos.
Qual a grande sacada que um sistema econômico pode ter senão a valorização trabalho humano, não a especulação, a valorização do outro, a valorização da vida.Pode parecer utópico, mas o reconhecimento da busca pelo equilíbrio possui seus valores senão perde sua real função que é a distribuição, uniformemente da riqueza para que não se provoque distorções.
O conhecimento da humanidade é cumulativo. Desprezar os grandes do passado é pura arrogância.
“Se eu vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.” Isaac Newton
Delfim sempre diz= o Guido a Dilma= estao corretos!!!!
No final do texto, Delfim poderia incluir a frase: “Chupa!”
Não sei se Lula estudou macroeconomia ou leu Keynes, mas que com sua redistribuição de renda e emprego propiciou as classes C,D e E a manter o País equilibrado em relação ao caos economico mundial, é incontestavel sua sabedoria.
É;deixa eles o chamarem de “apedeuta” -adoramos!
Há 15 anos que sugiro a leitura de ‘Capitalismo senil’ (Beinstein), em que foca a sua crise a partir dos anos 70, a financeirização empresarial, o empapelamento da economia, a concentração de riquezas, o endividamento dos países da OCDE em relação aos respectivos PIBs, a transformação do mercado de capitais em cassino financeiro especulativo.
Como Keynes, a Presidenta Dilma sabe disso, razão do seu sucesso na democratização da renda agregada.
Celso Furtado estudou Keynes, Mantega estudo Furtado e assim o Nunca dantes e a dilma fizeram com que esse país voltasse suas funções para o social em busca de reencontrar esse Homem Moderno tão prometico e tão postergado. Parabéns pelo artigo. Justiça seja feito. O FHC optou pelo ordoliberalismo e deu no que deu.
Sei não, não confio em nenhum desses caras, Delfim ou Keynes.
Largar as pessoas à míngua e canalizar todos os recursos para o sistema financeiro, na esperança de que o Capital, como um grande Bôlo, cresça para depois ser distribuído é uma miragem e uma covardia. OS grande se apoderam de quase todo o bolo e os pobres que se virem. É necessário que se distribua a renda antes. Assim o bolo cresce mais e haverá muito mais bôlo para dividir. Não sou economista, mas as politicas keynesianas adotadas no Brasil a partir de 2003 vem dando um resultado maravilhoso, bem melhor do que o papo furado neoliberal de comparar a economia mundial à economia famíliar, que na prática só faz concentrar renda e produzir pobreza para muitos e riqueza para muito poucos.
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”
Ôntem pela manhã no Bom? Dia Brasil, a Urubóloga entrou em contradição e “aprovou todas as contas de obras públicas do Lula e da Dilma” ao afirmar ao Chico Pinheiro e ao Brasil inteiro que ‘Toda obra tem uma surpresa’, afirma Miriam Leitão!
Levando em conta o que ela disse: As obras do governo podem claramente exceder os custos e as previsões iniciais sim e os partidários do TCU contrários ao PAC que se cuide né?
Urubologia é assim mesmo, um dia Saturno está na casa de Plutão, Marte na Casa Civil etc…
Ate que enfim encontro algo de muito aproveitavel de fato aqui no CAf.
A politica menor e partidaria atrapalha.
Este site poderia muito bem aproveitar seu imenso numero de visitas e publicar mais coisas do genero desta materia.
Muito boa mesmo.
Matérias deste gênero e seus contrários é que determinam aquilo que você chama de “política menor e partidária”. Capite?
Romuzinho:
Você sabe do que estou falando – roubalheira – part pris – publicidade estatal para falar bem do governo, não se faça de desentendido.
Dispenso seus comentários.
A sua mamãe vai bem, santa?