Sábado, 25 de Outubro de 2014

Publicado em 11/03/2012

Delfim e Nassif: calma que a indústria não vai acabar

Saiu na Carta Capital: Defesa legítima.

Saiu na Carta Capital:

Tsunami de Liquidez

Defesa legítima


Não restou dúvida que Dilma Rousseff soube aproveitar a oportunidade de sua visita à feira de ciências em Hannover e as conversas com a chanceler alemã, Angela Merkel, para sustentar com clareza que o Brasil não vai deixar de usar todo o arsenal de medidas que julgar adequado para defender sua economia dos danos colaterais causados pelo aumento de liquidez decidido pelos países desenvolvidos para livrar do sufoco suas combalidas economias.


Em entrevista à mídia internacional, a presidenta disse que manifestou diretamente a Merkel sua preocupação com a expansão monetária (o tsunami de liquidez) que ajuda a resolver problemas internos dos sistemas financeiros na Europa e também nos Estados Unidos, mas que resulta na desvalorização das moedas, com efeitos adversos para o comércio exterior brasileiro e de muitos outros países emergentes. A chanceler alemã já fizera circular que ia dizer a Dilma Rousseff que ela tem razão, explicando que as megaoperações de liquidez são para dar tempo aos países do euro de realizarem suas reformas. E que tais operações não mais se repetiriam.


O problema dramático é que a perspectiva do tempo para as reformas é de três anos no mínimo e o tsunami está aí e vai continuar produzindo destruição com o excesso de entrada dos dólares nos emergentes, dentre os quais o Brasil. Estamos recebendo muito mais capitais, a título de “investimento”, mas que na realidade são empréstimos intercompanhias ou pura especulação em busca de resultados pelo diferencial de juros. É certo que o processo de redução da Selic ajuda (a taxa caiu 0,75 na reunião do Copom da quarta-feira 7), mas ainda leva tempo para neutralizar a diferença.


Uma coisa é certa: o Brasil não tem outra saída a não ser se defender desse capital, porque a desvalorização do dólar tem um efeito prejudicial nas exportações de nossa indústria e afeta o emprego em todo o sistema produtivo. O Brasil precisa pensar em dar empregos de boa qualidade a 150 milhões de brasileiros em 2030 e não vai poder fazer isso com o atual sistema de exportação e sem expandir o setor de serviços. E não vai conseguir sem proteger a sofisticação da estrutura industrial que estamos permitindo ser destruída pela supervalorização cambial.


Um pouco disso é que eu penso que a presidenta Dilma foi dizer para Merkel: compreendemos os problemas europeus, o drama que vocês estão passando, mas os danos causados na indústria brasileira não são suportáveis. Então, não venha a Europa com essa história de que o Brasil toma medidas que violam as normas, as leis, a teoria… Eu estou simplesmente me defendendo dos efeitos de falsas teorias que vocês europeus desenvolvidos estão usando.


Aqui é preciso dizer sem receio que esse é um jogo de enorme cinismo: tanto os Estados Unidos quanto a Europa, esta com a cobertura do Banco Central Europeu, estão sim numa competição feroz para melhorar suas exportações. Os americanos pelo menos foram claros: o presidente Barack Obama, em campanha pela reeleição, disse aos trabalhadores que “estamos apoiando o setor exportador e pretendemos dobrar as exportações da indústria em cinco anos”, enquanto a Europa simplesmente está escondendo esse fato. O aumento das exportações da Grécia, da Itália, da Espanha e de Portugal é uma das poucas posssibilidades de minorar o seu sofrimento dentro do euro.


Agora, exportar para onde? Para mercados de países emergentes, como o brasileiro. Não para a China, que está surfando a taxa de câmbio que deseja, ligada a um “dollar standard”, e não dá a menor atenção para reclamações, sem vergonha e sem remorso. Nós só estamos tentando levar o real para um nível que permita defender a indústria, que está sendo alvo de um processo de destruição por conta da sobrevalorização cambial. Não estamos fazendo nada errado, não estamos violando nenhuma regra do comércio internacional, estamos nos defendendo. Quero que alguém aponte alguma violação importante sob quaquer aspecto. Aliás, seis meses atrás, o FMI ainda insistia que não se devia fazer controle de capital. Hoje, o mesmo Fundo Monetário Internacional diz o seguinte: os países emergentes têm, sim, o direito de recorrer a medidas que limitem o ingresso de capitais que não estejam identificados com investimentos na produção, com a necessidade de crescimento…


O governo tenta separar aquilo que é investimento que vai aumentar a produção daquilo que é pura especulação. Não é uma coisa simples, mas ele está fazendo isso com cuidado, usando medidas milimétricas.

Navalha

Na importante entrevista que concedeu a Luis Nassif, a presidenta tocou no mesmo ponto: vamos defender a indústria brasileira.

Disse Dilma ao Nassif:

(…)

No Brasil, vamos ter que perceber duas coisas: Primeiro, as condições do mercado internacional mudaram. Estamos vivendo situação diferenciada. Não se pode perder a consciência do tsunami monetário. Tem que fazer avaliação sobre as estratégias a serem tomadas, e não se faz de forma abrupta e apaixonada. Com muita cautela, frieza, tranquilidade, iremos acompanhar o desenrolar da situação e tomar as medidas cabíveis. Não tenho como adiantar as medidas cabíveis, mas para o governo brasileiro esta é a questão principal. Se perguntar hoje qual é o maior cuidado do governo, respondo: é acompanhar como o Brasil se defende dessas políticas que são abertamente protecionistas praticadas pelos governos desenvolvidos.

(…)

No Brasil, anda estamos na fase de acelerar investimento. Em breve pretendo fazer uma reunião pessoal com os maiores empresários do país sobre a questão do investimento, Uma parte da decisão depende da expectativa, do que Delfim gosta de chamar de “espírito animal”. O Brasil oferece todas as condições. Em todos os lugares que vamos são as mesmas avaliações dos empresários internacionais. No último dia na Alemanha tivermos reunião com Angela Merkel na ABDI (o equivalente à nossa Confederação Nacional da Indústria). A reunião foi para que nos falassem como pretender investir no Brasil. Havia uma porção de setores, quase uma rodada de negócios. E todos eles vinham, diziam que tinham empresa tal, na área tal, e todo interesse em investir no Brasil. Hoje em dia a maior parte da população alemã é de aposentados e crianças. E o Brasil tem o bônus demográfico. Eles olham para isso, para nosso mercado, para a estabilidade macroeconômica e política, para nossa tradição de respeitar contratos. (…)

A situação atual não é a mesma de 2011. Nós tínhamos absorvido a expansão monetária dos Estados Unidos que de uma forma ou outra foi encaixada. Agora é absolutamente diferente, é recessão com uma gigantesca expansão monetária acumulada e uma tendência a uma volta aos mercados domésticos. Vamos ter uma política clara em relação ao Brasil, da qual o melhor exemplo é a revisão do acordo automotivo com o México. Foi feito em 2002, em outra conjuntura, na qual cabia o acordo. E está em vigor até agora, em condições não adequadas ao Brasil. O Brasil vai institucionalmente tomar medidas para garantir que nosso mercado interno não seja canibalizado. Tem queda na indústria, mas dá para reverter. Não daria se deixássemos continuar por dois, três anos. Agora dá e vamos fazer o possível e o impossível para defender a indústria nacional.

(…)

A redução dos juros, pelo Banco Central, não é só para esquentar a economia brasileira. Cumprimento o BC porque a intenção maior é equilibrar a taxa interna com a internacional. Hoje em dia esse diferencial é responsável pela maior arbitragem que existe no mundo. Iremos fazer isso sem comprometer a luta contra a inflação.

(…)

Como diria Mark Twain, as notícias sobre a morte da indústria brasileira são um exagero. (PHA)

 





Comentários

  • Ademir

    Preservar o que mesmo? nossa indústria¹ minha que não é….o Petróleo é nosso e temos a mistura mais cara do Mundo, temos os veículos mais caro do Mundo, telefone mais caro do mundo, os parlamentares mais caro do Mundo…..etc..e a prova de tudo isso, que o brasileiro ainda viaja para comprar(telefone,roupas,informatica etc).
    Me engana que eu gosto…acredita mesmo que um cidadão europeu coloque recursos no Brasil,… sera? esse dinheiro que cheque aqui estão vindo e muito mais de paraíso fiscais ou não?
    Países como JAPAO,ALEMANHA,INGLATERRA tornaram-se competitivo, desvalorizando suas moedas? não…reduzindo os salarios de seus empregados? não…..no passado o exportador
    recebia em dolar e pagava em moeda podre local, nem por isso conseguíamos crescer…então aumentar a produtividade,resolver problemas estruturais é mais IMPORTANTE do que conversinha fiada de querer jogar culpa no dolar.

  • Francisco

    Tudo bom, mas uma quarentena dessa grana toda ajuda…

  • Egomet

    O Brasil já teve o câmbio atrelado ao Dólar de 94 a 2000 (U$1 cerca de R$1) e tivemos um período negro: o Comércio e a Indústria com número de falências imenso, desemprego cruel, nenhum desenvolvimento… Só que a melhor maneira de se aumentar/distribuir renda é através da valorização da moeda em câmbio livre. E quando o PT restaurou o câmbio livre, deu no que deu: moeda forte e povo mais rico!
    Infelizmente, o Governo já entortou a visão, atendendo aos “empresários”, que se esqueceram de que foi assim que passaram a ganhar muito. Só nos resta esperar e rezar para que percebam quanto nos custará essa mudança de atitude. A Indústria – só ela – vai aumentar seus ganhos, mas o Comércio e o povo terão de susidiá-la, tirando do próprio bolso sem direito a choro.

  • Fred Azevedo

    Bravo Presidenta!!! A senhora realmente está cumprindo o que prometeu em seu discurso de posse: honrar os homens e mulheres do Brasil.

    Ps – Como é bom ter uma Economista competete (de verdade!!!) administrando a Nação! Ouviu, Chirico???

  • Luiz

    Meu deus já pensou se fosse o governo do poligrota fernandinho, ia aceitar tudo ainda ia ficar de joelho, ainda bem que é a grande Dilma ufa!!!!!!!!!!!!

  • morais

    O Brasil não é mais um paisinho e tá na hora de mostar a sua força e tratar os outros paises com a mesma força que é tratado.
    Vamos mostrar que nós vamos crescer com esta crise deles e que não vamos ajudá-los pois eles nunca nos ajudaram nas nossas criese.

    • Yacov

      Será o rancor a melhor política??

      “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil para TOLOS”

      • I.F.Neto

        Prezado Yacov, a política DELES é o rancor. Não aceitam ver o Brasil na situação ótima em wque se encontra. Os países desenvolvidos usam a crise como desculpa para proteger a si mesmos, de forma ilegal, desleal e sem rever as próprias posições, como o Brasil teve de fazer. O Brasil respeita contratos. Eles não respeitam, provam isso todos os dias. A Tsunami cambial é mais uma prova disso. Engraçado, não lembro da urubóloga comentar isso, nem de ouvir algo dela nesse sentido. Vamos aguardar.

  • Francisca Rocha

    A presidenta Dilma é firme e corajosa. Confio no diz . Parabéns Presidenta.

  • Sergio Navas

    Defender a Indústria brasileira é de fundamental importância, porém temos que nos preocupar com a forma de se fazer essa defesa.
    Toda vez em que se fala em defender nossa indústria, assistimos impotentes a limitação da concorrência, a concentração da produção, o aumento abusivo de preços e a volta da inflação.
    Atuo a 40 anos no setor metal mecânico, e neste mercado em particular ainda temos os preços duplicados em relação a média mundial.
    Nessa área nossos problemas encontram-se no setor Siderúrgico, protegido por barreiras técnicas nas normas de semi-acabados e por um descompasso entre o Imposto de Importação e o Imposto de Exportação, praticam preços muito elevados para o mercado interno prejudicando as indústrias de tranformação que atuam nessa cadeia, favorecendo o manufaturado internacional.
    Corrigir esta distorção está ao alcance do governo, basta querer.

    abçs a todos
    abçs

  • Francisca Rocha

    O empresariado brasileiro, de um modo geral gosta muito de choromingar e, muito pouco de colaborar. A ganância pelo lucro exagerado pode, às vezes, o estímulo de expandir a empresa. Mas agora com Uma Presidenta trabalhadora, corajosa, cheia de idealismo a fim de mudar realmente o país e contribuir cada vez mais para acabar com o desemprego acredito que a classe Empresarial vai confiar e unir esforços para que o Brasil seja realmente dos brasileiros. Tenho muita esperança numa mudança ainda maior.

  • LUCIANO MENDONÇA

    O Brasil empresário pouco inova. Os grande pesquisadores e inovadores são estatais: Petrobrás e EMBRAPA. Os grandes empreendedores brasileiros (cimento, mineração, etc.) tem como base o extrativismo e a partir daí diversificam. O empresário brasileiro vive e viveu a sombra do Estado (BNDES) e por isso não arrisca a grana dele. Mas dentro de nosso capitalismo tupiniquim, eles é que geram empregos industriais. Ruim com eles, pior sem eles. O Brasil não tem uma marca de carro nacional (o Gurgel era motivo de “chacota”). O PIG apóia o “protecionismo” indireto, ou seja, a desvalorização cambial (que tem o mesmo efeito que a aplicação de impostos e sobretaxas de importação). O PIG e o candidato dele sempre prefere a “cerveja” importada, apesar e dizer apoiar a “cerveja” nacional. O PIG só aceita ser protecionista se houver concorrência estrangeira nos negócios deles.

  • GIVALDO MARQUES

    Aviso aos “frouxos” CPI DA PRIVATARIA JÁ…!

  • Hercilio

    Já passou da hora de adotar a quarentena de capitais, assim não dependeremos de medidas pontuais. O peso da conta de juros é um problema não resolvido e é sempre uma ameaça às contas públicas, a partir do real o pagamento de juros virou prioridade dos orçamentos públicos, é preciso rever isso para que melhorem infraestrutura, educação e saúde.

  • VJ

    Que industria? Nem avioes da Embraer o mundo compra mais. Deixa o povo Brasileiro aproveitar a bonanca da economia e comprar produtos importados que chegam mais baratos ai no Brasil do que qualquer produto produzido ai, ja que em nenhum pais civilizado do mundo a carga tributaria e de 200% sobre o custo de producao dos produtos como ai no Brasil.
    E o pior, essa carga tributaria serve apenas para sustentar a farra-do-boi de politicos analfabetos e seus salarios milionarios e de seus amigos corruptos e corruptores, porque escolas, hospitais e infraestrutura que e bom: necas de pitibiriba…
    E ate admissivel pagar 200% de carga tributaria se um pais tem a infraestrutura social de uma Dinamarca ou Noruega ou Suecia… mas pagar caro e receber o SUS!!!!??? Ai nao da.
    Deixa o povo comprar os importados, deixa o dolar ficar barato, e deixa o povo aproveitar as benesses do subsolo rico! Deixa essa historia de industria com quem entende: a China….

  • mauricio augusto martins

    A receita é simples, como a já subestabelecida em um petit degeneres, ou breakfast, entre um cupcake e uma petit four, da linha bakering, o ansioso deparou com o pão filosofal, “dê a Vaca, para que se compartilhe o leite”, contrário ao que estão “cometendo” em Portugal, pois como já tentaram, na fase sombria fhc, induzir via ongs, a não produzirmos grãos, e que nos grãos dos Brasileiros, tanto doeu, desaguando na nítida certeza de votar certo, ou iríamos derradeiramente conduzir o artiodáctilo a morada da rã, e como estamos exportando um Símbolo Simbiótico do Nordeste, tão ligado ao transporte de cargas, portanto o progresso, como também a políticos e jornalistas, para fins alimentícios e cosméticos, a Indústria poderá mudar de mãos, mas não mudará do País, isto numa simples leitura do Mundo Mineral…maumau

  • Edson

    O empresariado agora se queixa que a industria toda vai quebrar. Quem é o culpado e o que eles querem?

    Os culpados são os próprios empresários, são eles que começaram a importar produtos que eram fabricados aqui para aumentar seus lucros e agora isto vai estourar. Não estou falando de produtos finais estou falando de componentes de toda a cadeia industrial.
    Agora que a corda vai arrebentar o governo tem que arrumar a solução.
    Tem muito empresário que subia os preços mesmo sem necessidade, daí seus produtos começaram a ficar caros, para se salvar todo mundo resolveu trazer da China e agora?

    • Sergio Navas

      Muitos empresários foram obrigados a importar o produto pronto, porque os preços praticados para o mercado interno nos insumos que lhes são vitais, custam o dobro da média internacional, isso graças à concentração de mercado e às barreiras técnicas que impedem a concorrência internacional nesses semi acabados, ao que a indústria de transformação internacional deve agradecer penhoradamente.
      Dificultamos a importação de matérias primas e seus principais semi-acabados.
      Criamos reserva de mercado para setores representativos.
      Assistimos impotentes os preços irem nas alturas por falta de concorrência nos semi-acabados, tornando atrativo o mercado para os manufaturados internacionais.

  • ricardo silveira

    É muita justificativa para defender o emprego dos brasileiros. O FHC destruiu os empregos de milhões de brasileiros e não se justificou. O mesmo estão fazendo os desenvolvidos, porque o Brasil tem que se justificar. O capitalismo é isso mesmo, salve-se quem puder. Mas, já que gostam disso, primeiro adotem as políticas que defendem o emprego no Brasil, depois, se o cinismo deles pedir, explique, mas apenas por uma questão de educação.

  • tiago carneiro

    Caro PHA, creio que não seja o mesmo desgoverno Dilma que eu estou acompanhando….

    Você deveria mudar para ”FHC de saias”.

  • LC

    O Brasil esta sim em processo acelerado de desindustrialização.
    As consquência no futuro serão trágicas para o país.

    • Joaquim Machado

      LC, o senhor precisa se afastar da Rede Globo, não acreditar nas asneiras da Mirian Leitão, ignorar as bobagens da Folha, Estadão, Globo e tapar os ouvidos para as idiotices dos jornalistas dinossauros da Rádio Jovem PanSDB e Bandeirantes. Assim, com certeza, vai melhorar.

      • Sergio Navas

        Perdão pela intromissão, mas se o País não adotar medidas prudenciais, vai haver desindustrialização.
        Precisamos taxar progressivamente exportações de materias primas e seus principais derivados, e concomitantemente facilitar suas importações.
        Assim tornaremos nossa indústria de transformação, no principal combatente aos manufaturados importados.

        abçs

  • Wilhelm

    Em tempo, no México houve aumento da produtividade sem aumento correspondente de salários!!!

    Algo que certamente o PIG adora, é concentração de renda na veia!

    Mas o México não é, nem vejo perspectiva de ser, exemplo para nós.

    O finado Roberto Campos ficava escrevendo loas o tempo todo ao México. Até que, após a crise de 1994, ficou caladinho. O PIG chamava o Lula de terceiro-mundista, porque estava sempre procurando expandir as nossas fronteiras de exportação, equanto o PIG achava que devíamos seguir o México, que procurava mercados “mais atraentes”, como os EUA.

    Desnecessário lembrar o que aconteceu com o México após a quebra do Lehman Brothers.

  • richard

    PH! VEJA A TUCANADA! no parana, o secretario de segurança desmentiu o governador do PSDB e o governador o chamou de moleque!
    http://anaispoliticos.blogspot.com/2012/03/secretario-fala-verdade-e-e-ripado-por.html

  • Carlos Jorge Rossetto

    O discurso da Dilma é oportuno, corajoso e correto. As ações todavia não aconteceram, já deveriam ter sido tomadas há tempos. O Brasil passou de um comércio superavitário com os EUA para um deficitário. E a presidenta considera normal. Precisamos mudar essa política de ir procurar empresários estrangeiros que queiram investir no Brasil. Precisamos prestigiar sim os empresários brasileiros. Muda Brasil, dinheiro do FAT através do BNDES só para brasileiros.

  • divaldo

    Os USA e a Europa querem nos sufocar com excesso de dollar e com os seus produtos que estão, por certa forma, encalhados por lá. Com esta avalanche que chamam de tsunami e tendo o dollar desvalorizado em ralação ao Real o mercado brasileiro ficará refém deles e nossas industrias sem duvida deixarão de vender e exportar. Resultado; quebradeira das empresas gerando desemprego e daí desestabilizando o país no seu crescimento e por sua vez ao trabalho da Presidenta Dilma de manter tal procedimento. Uma das armas mais eficazes é sem duvida diminuir os juros pagos a investimentos no país deixando de ser atraente no Brasil, que feiará a avalanche de dollares estabilizando o valor da nossa moeda em patamares aceitáveis. Na verdade precisamos sair da influência deles no campo financeiro e seguir as nossas regras deixando que se afumentem com seus problemas, nada de protecionismos, estamos crescendo sem a presença deles e vamos continuar assim.

  • cesar

    muito se comenta da falta de investimentos do governo. e a qualidade do empresariado nacional? cade o arrojo? cade o enfrentamento dos riscos?
    tem uns grupos mega ricos que so fazem querer mais e mais condiçoes favoraveis…

    • Yacov

      Para que correr riscos se você pode ganhar 10% garantidos de rendimentos sobre o capital investido em apenas um ano sem NENHUM CUSTO DE PRODUÇÃO?! Vc se arriscaria a inovar e produzir??

      “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil para TOLOS”

  • Gilson

    Parabéns Dilma. Soberania.
    Se houvesse um apoio político firme por parte dos partidos “aliados” e mais trabalho dos Ministros, estaríamos em situação bem mais segura, e com progresso mais sólido e consistente.

  • Nossa Presidenta, além de firme em suas posições no interesse do povo brasileiro, dá aula de economia.
    Interessante, outro dia a….. foi agraciada com duas homenagens. Deve ser deles para eles mesmos.

  • Vinicius Garcia

    Simples, a partir do momento que o que te sustentava com subserviência e idolatria, passa a se demonstrar livre e independente, você passará a ter de se menter com seus próprios recursos, aí é que você passa a se ver o quanto frágil você se tornou por só saber explorar. Isso é o que ocorre com a União Européia e os EUA.

  • Carl

    Recado a Presidenta Dilma:

    Senhora Presidenta seja dura aqui dentro do país também. Falo no sentido de aporvar a CPI da Privataria Tucana e a implantação do marco regulatório da imprensa. Se fizer isso vou continuar não só votando na senhora mas fazendo também campanha. Caso contrário esqueça o meu voto e os votos da minha família.

  • marco

    … e a população insiste em comprar só produtos importados, viajam ao exterior inclusive para comprar roupas é… esses dias ví que o preço do pó de café nos mercados tá que sobem em seguida lí que vendemos o grão e importamos torrado e moído, vai querer o que ?

    • lia vinhas

      Criticar com exemplos isolados é fácil. ficar cobrando uma CPI dessa monta também é fácil. Se tudo parece tão simples, candidatem-se os que criticam tão feRozmente, com ameaças ridículas de não votar mais na Dilma, nem no PT….Então voteM na direita e ponto final, ou na suposta esquerda, aquela que por a Terra ser redonda, vai tanto para a esquerda que acaba se encontrando com a direita. Mas se forem trolls, vão procurar o que fazer que já estamos vacinados contra vocês.
      E DEIXEM A MULHER TRABALHAR!

  • Vianey

    Esta é a Mulher Maravilhosa!

  • jaciara

    Cada dia mais tenho certeza de que LULA, como sempre tem razão, ela realmente é muito melhor que ele.

    Parabéns presidenta.

  • Diana

    Sei não, sei não! Poderíamos estar assistindo a uma bem orquestrada tentativa dos USA e da CE(sobretudo desta) de quebrar as pernas dos emergentes e uma vez feito isso, eles voltariam a crescer rapidim rapidim como num passe de mágicas? Vamos nos defender e com dureza sim, Senhora Presidenta!

  • LeandroS

    Dilma é guerreira mesmo e defende o interesse da nação brasileira e não se vende aos “desenvolvidos”. Isso aí, continue o trabalho duro contra os abusos cometidos por eles.

  • isaias

    Poderíamos tb colocar tarifas aduaneiras para defender as nossas indústrias ,contra o produtos de origem européia e estado unidense ,além de aproveitarmos o cambio favorável para comprarmos as industrias deles, assim como os japoneses fizeram nos EUA na década de 80.

  • RICARDO

    PHA,
    É, como diz esse ansioso blogueiro, a JK de saias!!
    Digo eu: 50 anos, em 2.
    Valha-me Deus!!!

  • Dhiego

    Morte da economia? Isso é jogo de gente grande, coisa que não cabe à turma do Cerra, FHC e assemelhados. O que me irrita é ver essa banda da direita pensando o Brasil pequeno, e esse ponto é o crucial na questão política no País.

  • Vander Ferreira Salles

    Delfim não é o dono da verdade. Se o Brasil não acordar, em breve seremos meros exportadores de Commodities. O país investe pouquíssimo em ciência e tecnologia, em inovações tecnológicas, temos um déficit de mais de 100 mil engenheiros. O setor privado também não investe nos poucos centros tecnológicos que temos..e por aí vai.

    • divaldo

      O empresariado brasileiro é experto, não investe em tacnologia e em técnicos brasileiros por várias razões; Não vão investir dinheiro para formá-los, não vão criar técnicos para seus concorrentes, darão para o governo federal a obrigação de formação e capacitação deles, não terão gastos com dispositivos pedagógicos e nem escolas para formá-los, não vão manter um corpo de professores que tenham que fazer cursos no exterior para capacitá-los e por aí vai. Eles que não querem saber de nada, apenas contratar pelo menor salário e explorar esta mão de obra ultra-especializada e sem gastar um mísero tostão. Esta é a filosofia dos maus patrões e estou errado?

    • Yacov

      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK… Em breve seremos meros exportadores de comoddities… E o que fomos a vida inteira, amigo?! Ainda nos restaram alguns centros de produção de conhecimento BRASILEIRO, como a Petrobrás, a Embrapa, a Embraer, as Federais… Temos que lutar como loucos para manter isso.

      “O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil para TOLOS”

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