Saiu no Tijolaço, do bravo Brizola Neto:
O que as teles não fazem, é a lan house que faz
A pesquisa divulgada hoje pela Folha de S. Paulo só comprova – se isso ainda precisasse ser provado – a necessidade de implantação imediata do Plano Nacional de Banda Larga.
Não é crível que um país dependa de “lanhouses” para praticamente a metade dos usuários de internet ter acesso à rede em condições razoáveis de qualidade.
De qualidade, porque de preço, a R$ 2 a hora, como indica a pesquisa, certamente não é.
É um retrato, também, da incapacidade e do pequeno interesse das telefônicas em prover acesso razoável a seus usuários, pois se perto de 90% dos dominícílios possuem telefone fixo ou móvel, e o computador já ser um bem disponível em cerca de 40% dos domicílio, o fato de ainda metade dos acessos ser feita de lan-houses demonstra que é a inviabilidade de conexão em preço e qualidade viáveis que nos leva a estes números.
O Tijolaço, não é segredo para ninguém, tem uma posição de princípio sobre setores estratégicos da economia – como petróleo, energia hidroelétrica, determinadas atividades minerais – pertencerem e serem geridos pelo Estado.
Assim é, também, nas telecomunicações.
Há, porém, uma diferença essencial entre esta e os demais.
Aqueles, podem esperar que o Estado brasileiro se reconstrua, após o desmonte que vem sofrendo desde o final dos anos 70, para explorá-los. A riqueza potencial está lá e, mais importante do que explorá-la rápido, é explorá-la bem, em favor da população.
Nas telecomunicações, ocorre o inverso. Dotar o país e a população de acesso à comunicação – e comunicação é, hoje, transmissão de dados – tem de ser para já. E já ainda é tarde.
É compreensível que, em função da necessidade de resultados, o Ministro Paulo Bernardo esteja procurando soluções que utilizem a infraestrutura e, sobretudo, a capilaridade da rede das operadoras de telefonia.
Mas é importante jamais deixar de lembrar que elas são concessionárias de telefonia, não de acesso à internet.
E não parar, por um segundo que seja, os investimentos para dotar o país de uma rede de transmissão de dados poderosa e geograficamente bem distribuída.
Se é para isso que o poder público quer se desonerar dos pesados investimentos de distribuição domiciliar de sinal, muito bem. Desde que haja preço e qualidade e – sobretudo – punição para o descumprimento de metas quantitativas e qualitativas, é claro.
Mas não para deixar o sistema como é, porque foi isso que nos levou a ficar na mão das teles.
E, de outro lado, é preciso agir ao menos no regramento da distribuição domiciliar, para permitir a competição e o barateamento neste serviço.
Há várias providências imediatas a serem tomadas, pela União, pelos estados e municípios.
A primeira, e mais importante, é democratizar o uso das redes físicas de telefonia, que podem, sem prejuízo de seu funcionamento, suportar o tráfego de dados em frequências diferentes. É o famoso e impronunciável unbudling, que jamais é regulamentado de forma eficiente e acessível.
Mas há várias outras, que dependem de que o poder público, em todas as esferas, pare de achar que conexão com a internet é artigo “de luxo” e não uma necessidade de serviço básico comparável a qualquer outra, como água e luz.
Algumas são de extrema simplicidade e baixíssimo custo, como, por exemplo, estabelecer a obrigatoriedade de instalação de antenas para recepção de internet via rádio em todas as novas constuções multifamiliares ou condominiais, com cabeamento a cada domicílio. O custo é, praticamente, zero e há centenas de provedores de pequeno porte ávidos por explorar este serviço, capazes de arcar com os custos de distribuição do sinal.
As concessionárias de água, esgotos, eletricidade e gás também podem ser obrigadas, para obter financiamento, a utilizar tecnologia bitubo – a Paraíba já tem estruturas assim funcionando, com ótimos resultados – em suas novas redes, criando uma opção de distribuição de acesso que vá reduzindo o “monopólio do poste”.
As próprias lan-houses, aos milhares, são importantes pontos de ação para a democratização do acesso. Uma política de licenciamento, isenção de impostos, garantia de preço baixo nas duas pontas – do provedor e ao usuário -, e de uso sinérgico com outras atividades públicas e privadas é indispensável para que o parco direito à comunicação que estes milhões de pessoas vêm tendo seja potencializado e ampliado. Até porque é um micronegócio, de baixíssima lucratividade, mas que, como mostra a pesquisa, têm um enorme valor social.
Enfim, isso é matéria para técnicos. Para nós, o mais importante é entendermos que o acesso à internet se tornou não apenas uma necessidade, mas um direito básico e inalienável do cidadão. E que, por isso, o Estado não pode abrir mão de ter não apenas o controle, mas os meios próprios para provê-los.
Se é necessário, para a agilidade, usar o potencial instalado dos concessionários, que se o faça, com regras e controle sérios e bem definidos. E que não fiquem dependendo exclusivamente da Anatel. Mas que não se perca de vista nem por um dia que é preciso dotar o país de uma rede poderosa e ampla de transmissão de dados sob controle do próprio Estado, porque só ele pode fazê-la e só ele pode garantir que todos a ela tenham acesso.
Até porque, com o desenvolvimento tecnológico e o crescente valor econômico e social que as telecomunicações agregam às atividade humana e ao progresso, comunicação é algo que custa cada vez menos, mas vale cada vez mais.
Clique aqui para ler “Bernardo é o Greenspan da telefonia: virem-se”.
E aqui para votar na trepidante enquete “Quem vai ser a próxima vitima do #foragilmar ?”.



Em tempo: O Bernardo foi aquele que era Ministro do Planejamento que não se sensibilizou com os 100 dias de greve das Universidades brasileiras. Que criticou o governo FHC e depois agiu de maneira mais dura ainda com os grevistas sentando no baú. Se soubéssemos que era assim né. Quando vermos um tatu trepado numa árvore, lembremos sempre que tatú não sobe em árvore. Alguém, ou algum motivo fez com que ele estivesse lá e não outro.
Ninguém comenta, mas as teles chegaram numa bolha complicada. Aqui no Ceará a tim não vende mais chips e tem que se explicar porque não expandiu sua infra. Agora é a vez da OI. Tudo se explica pelo péssimo serviço prestado por estas empresas que somente querem sugar da gente.Lembrando que a Teleceará, quando era pública tinha um serviço de qualidade um dos melhores do Brasil. Hoje misturada a uma penca de estados a oi Ceará é um exemplo de incompetência generalizada.
Mas ele já tem net na casa dele, os outros ora os outros. Alí há fartura, pois junta renda de dois ministros eta orçamento gostoso né. Lan House é para pobre. Eta nóis né. É bom lerem a revolta dos bichos do Orwen.
Xiii, o Brasil funcionando?
Hibernardo, pede prá sair !
Sempre lembrando que o pai do mensalão Eduado Azeredo do PSDB queria acabar com a internet no Brasil.
Mas é importante jamais deixar de lembrar que elas são concessionárias de telefonia, não de acesso à internet.
Interessante …élas não ganharam licitação para explorar o serviço ?
Será que os políticos que sãdo donos de rádio e tv tem interesse em internet popular? Aliás, qual político tem interesse em que seus eleitores tenham informação dentro de casa? informação pluralizada, sem bolinha de papel e o perito(?) Molina? Acho que nessa estória toda o buraco é bem mais embaixo.
Quem resolve essa questão é povo politizado, que sabe o que quer e tem uma linha política definida na cabeça. Será que estamos com essa bola toda aqui no Brasil? Não vejo mobilizações maciças para nada. E se Deus não ajudasse, o Serra ganhava. A votação da Marina bem mostrou como tem gente despolitizada e facilmente manipulável.
O Brizola Neto vem se esforçando por esclarecer essa questão da Banda Larga desde o ano passado lá pelo Tijolaço.O rapaz sabe das coisas, pois colou desde cedo no avô, o grande Leonel Brizola que deixou muitos ensinamentos políticos para nós todos.
Esse texto está ótimo e dá uma base para se traçar uma linha de ação e partir para a ampla mobilização.
Como outros que comentaram aqui também acho inútil ficar esperando que marco regulatório da mídia e PNBL caiam do céu.
Nem Ministro nem Presidente da República podem resolver isso: tem que ser na força do povo, na pressão popular.
Se fosse fácil, o Lula e o Franklin tinham resolvido a questão.Tentaram, mas não deu.
Agora é mobilização pra ontem e pé na calçada,boca no trombone, megafone na mão, tuitaço e muita determinação.Ou então, vai dar privatização da boa, ora se!
Posso pressupor uma jogada do Bernardo para suprir o país com uma internet econômica. Fazer um contrato com as Lan Houses de todo o Brasil. Assim, ele já pega o barco descendo o rio e não precisa remar. Eles são assim, seguram gatos e cachorros na entrada da porteira de dia, mas deixam passar os elefantes de madrugada(construção de estádios e outras mazelas públicas). Economia tem que ser em cima de produtos de qualidade. Ademais, qualquer outro tipo de economia sobre aquisição de produtos ou serviços gera uma falsa economia, ou seja, economia porca com o barato saindo caro.
A deselegância e o destempero deste senhor no 2º blogprog foi de dar vergonha alheia. E ali ficou óbvio demais pra ignorar que o marido da 1ª ministra é o Hélio Costa II – A Missão.
Aliás, que ministeriozinho, hein?
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2011/06/wikileaks-eua-apontaram-lobao-como-defensor-da-privatizacao-do-setor-eletrico
Abraços
Parabéns! È isso mesmo! Mas, com todo o respeito, Deputado, o Paulo Bernardo está onde está porque a Presidente quer. Quanto a punição aos agentes privados é difícil acreditar porque não há precedente no Brasil para que isso seja levado a sério. Essa gente está acostumada à impunidade e a mamar no Estado e, se de fato forem obrigadas, investirão com dinheiro público a baixíssimo custo. O que precisa ser feito é o Estado assumir, e, se o setor privado quiser ser parceiro terá que obedecer regras de interesse público e não privado. O que está se desenhando para o PNBL, conforme entrevista do ministro, é decepcionante.
Existem lobbys para que haja esse atraso. Muitos políticos veem a internet como inimiga pública nº1, portanto, se houver uma universalização no seu uso, o voto ficará cada vez mais crítico e, com isso, muitos currais eleitorais simplesmente desaparecerão. A mídia, sobretudo a televisiva, também perderá muito do seu poder de formar opinião. Poder quase sempre usado em prol de alguns grupos privados com interesses comuns.
Toda vez que entro aqui, leio algo sobre o Bernardo. Nenhuma decisão foi tomada ainda, e, seria bom mudar um pouco o disco.
Faço minhas as palavras extraídas do Blog Amigos do Presidente Lula:
“Quanto mais demora, mais se abre o fosso digital entre a filha da patroa com seus 10 mbits e a filha da Delfina com seu dinheiro contado para lan-house. Ao pobre que já vê a banda-larga na porta da sua casa e não pode pagar, não interessa se ela chegue em sua casa privada ou estatal. Interessa que chegue o mais rápido possível. Não há sentido a militância ideológica de esquerda, do alto de suas conexões PRIVADAS, defender que o pobre espere por aprovações orçamentárias, negociações no Congresso, licitações e embargos na justiça, enquanto o fio da tele privada já está na porta da casa de muita gente sem banda-larga.”
O fio da tele privada está na minha casa e é uma m…! O que o Paulo Bernardo está propondo é espalhar a m…!
Bernado não faz, Brizola Neto faria.
A Dilma sabe de tudo, quem disse que ela não sabe das artimanhas do Bernardo das teles, só rindo mesmo eta Brasilis….rsrsrsrsrsr
Tá na hora de mandar esse Bernardo enfiar a viola no saco e tocar em outro lugar…
Pra banda larga não tem dinheiro, mas para pagar juros de uma dívida pública de mais de R$2.000.000.000.000,00 (dois trilhões de reais), aí tem, né?
Presidenta Dilma votei na senhora pelo seu passado como servidora pública de valor e apreço, mas, não dá para engolir essa do Bernardo de entregar tudo de bandeja para essa turma que não vai baratear nada, se a senhora não nós poupar dessa decepção quem vai sofrer e muito é seu governo, pois, a mesma turma gosta do PSDBruxos e o mau que eles podem fazer e muito grande. Quem avisa amigo é!
Concordo com o BETO LIMA e o Müller, só não entendo, é se a Dilma está ou não sabendo dessas coisas, se é que é possível para isso um(a) presidente(a).
Se a questão do Marco Regulatório e do PNBL fosse algo fácil em termos executivos e políticos, o Governo Lula, com seus 80% de aprovação popular, poderia muito bem ter finalizado tudo. Se não o fez é porque lhe faltava o devido lastro para tal, algo que só o povo mobilizado pode assegurar, a exemplo do acontecido na Argentina. Só assim será possível algum avanço. O resto é choro de quem pensa que a política é um simples exercício voluntarista. O texto do Tijolaço nos dá elementos para pensar, organizar e agir em termos da luta política que se faz necessária.
O texto do Tijolaço engloba todos os aspectos importantes da questão e define com clareza o que fazer. Uma coisa é certa, tanto o Marco Regulatório da Mídia e o PNBL, do jeito que nos interessa só serão aprovados se houvber um amlo debate nacional, seguido de expressiva mobilização popular.
Lutar contra mídia e os lobbies das teles é uma luta gigantesca, pois, os oponentes são extremamente poderosos.
Não teremos uma banda larga que seja boa e barata com o Bernardo e o governo Dilma mas as teles e semelhantes vão dar muita risada e com os bolsos cheios como sempre.
As frequências de wi-max que foram leiloadas estão sendo usadas ou pelo menos há projeto de uso? Essas frequencias deveriam ter ficado com a telebrás.
Brizola Neto tem o perfil ideal para ministro das comunicações.
Depois das privatizações do governo FHC-Serra vieram as PPPs, onde o Governo entra com os gastos e os empresários ficam com os lucros. O Governo Dilma parece ter aderido as PPPs. Primeiro com os aeroportos agora com a ameaça da entrega do PNBL para as teles. Eu não votei nela para isso.
Imagine na capital de SP boa parte dos bairros não tem banda larga, nem pagando!,o que dizer o resto do Brasil. A privatização é isso, sem banda larga, sem energia elétrica em SP, “tampas de galerias de energia elétrica explodindo todos os dias n Rio. “Salve as agencias reguladora”.
PSDB quer identificar quem usa Lan House. Projeto de lei tucano torna obrigatória a identificação dos usuários. Azeredo não desiste.
É como tentar segurar a areia da praia em uma das mãos, pela força da lei da gravidade, e da física, naturalmente virá, até de uma forma inesperada a verdadeira liberdade de comunicação, deixando o mico na mão dos trouxas piguentos, foi assim com a derrocada do capitalismo, quando pensávamos que morreria de morte matada, morreu de morte morrida, questão de tempo…maumau
Chega de cobrar do Bernardo. Que tal um tuitaço para a Dilma.
Ela manda ou não neste boteco que se chama Brasil.????????
Ela manda e te digo uma coisa: levar uma bronca da Dilma deve ser tão aterrorizante quando topar com a ROTA de madrugada na periferia.
E então porque não o faz ??? já demorou muito !!!
É verdade Müller, deve ser duido, mesmo.
Estou com você Beto Lima é isso mesmo, é ela quem descide e não o Bernardo. Até parece que estes políticos se sentem ameaçados, com a banda larga popular. Participarei do Tuitaço.
Na China as comunicações estão nas mãos da ITT e do Slim? E outros menos aquinhoados?
Porque só nós somos os muggles (trouxas) nessa história?
Muito bom o posicionamento do Tijolaço.
Com clareza,define a reivindicação correta e coloca os pontos nos iis.
Acho é que ao invés de ficarmos xingando o Paulo Bernardo temos é que nos mobilizar em todo o país para fazer chegar a nossa reivindicação- muito bem expressa nesse texto do Tijolaço- diretamente para a nossa Presidenta.
Se a gente se inspirasse no modo de agir dos hermanos argentinos, deixávamos de acomodação e íamos à luta, com organização e determinação, batalhando pelos nossos objetivos quanto ao PNBL.
O Governo precisa que a gente pressione para poder enfrentar o poder das teles. Dá para sacar? Ou alguém acha que porque Dilma é Presidenta nessa louca coalizão , ela manda e não pede? Acorda, pessoal! Sem luta não vai dar mesmo.
Muito bem, Isabel! Disse tudo.
O brasileiro é acomodado por natureza. Por isso, ainda não sabem a força que tem. E ainda, reclamam de tudo!
Vamos mobilizar pessoal…
Parabéns.
Permita uma sugestão: Vamos pegar o texto do Tijolaço, transformá-lo em um “Abaixo Assinado”, colher pelo menos 1 (UM) milhão de assinaturas eletrônicas, botar no “colo” do Brizola Neto (não nos eximindo de ação mais sim, dando “Corpo e Respaldo” para que o Deputado pressione o Ministério das Comunicações) e botar o “Bloco da Internet” na rua.
Pô, se ele sabia o que o povão estava cobrando antes como prioridade a banda larga e a Ley de Medios, e sabia que não tinha perfil político para tanto, então que não aceitasse a missão desta pasta. O Brasil tem políticos com este perfil e até gostariam de ocupar aquela cadeira, já que possuem bons trâmites nas duas casas do congresso. Xô ministro do faz de conta, e vai enganar a sogra.
Volta para o Paraná ministrinho de araque!
Será que o Hibernardo acessa seu Twiter de uma lan house?