- João, o que você acha desse bônus de 15% para aluno de escola pública que quiser entrar na USP ?
- Muito justo.
- Por que ?
- Você não vai querer que um aluno de escola pública vá disputar de igual para igual com um aluno de escola particular massa.
- Ué, mas o aluno da escola massa não tem nada a ver com isso.
- Como não ?
- Sim, o aluno da escola massa estuda e quer entrar na USP. Não tem nada a ver com a bagunça da escola pública.
- Mas, todos têm que ter as mesmas chances. Ninguém escolhe uma escola ruim porque quer, respondeu o João.
- Quem disse que todo mundo tem que ser igual ?
- Ninguém precisa dizer. Nós somos iguais.
- Então quem é pobre tem que ter mais ?
- Você não pode tratar os desiguais de forma igual, respondeu o João, sem sair do Ipad.
- Quem te disse isso ?
- Eu acho.
- Explique seu raciocínio.
- Se você tratar os desiguais de forma igual o desigual será sempre desigual.
- E se você tratar o desigual de forma igual, o que muda, João ?
- O desigual fica igual.
- E os teus colegas do colégio (particular, em São Paulo). O que eles acham disso ?
- Acham péssimo, respondeu o João.
- Por que ?
- Porque com os 15% para o aluno da escola pública fica mais difícil para o aluno da escola particular.
- E eles não estão gostando nada disso, imaginei.
- Uma colega minha disse que isso é uma desgraça. Foi o que ela disse no Facebook.
- É razoável, João. Para ela é uma desgraça.
- Mas, “disgraça” com “i” – você acha razoável ?
João tem 16 anos e cursa um dos melhores colégios particulares de São Paulo.
O diálogo ao longo do jantar – ele não saía do Ipad – se deu a propósito desta notícia:
Saiu no G1:
USP aprova bônus de até 15% para alunos de escolas públicas na Fuvest
Alunos de escolas públicas vão fazer duas provas durante o ensino médio. Outras mudanças no vestibular serão votadas em nova reunião.
Vanessa Fajardo e Fernanda Nogueira Do G1, em São Paulo
A reunião do Conselho de Graduação da Universidade de São Paulo (USP) terminou por volta das 16h50 desta quinta-feira (31) com a aprovação de um bônus maior nas notas dos estudantes de escolas públicas. Eles podem ganhar até 15% a mais na nota do vestibular de acordo com desempenho em duas provas do vestibular da primeira fase da Fuvest durante o ensino médio, uma no segundo e a outra no terceiro ano. Atualmente, o bônus máximo é de 12%.
Só terá direito a participar do Programa de Avaliação Seriada da Universidade de São Paulo (Pasusp) o aluno que cursou os ensinos fundamental e médio exclusivamente em escola pública, mas que ainda esteja matriculado. No segundo ano do ensino médio, o estudante deverá prestar o vestibular como treineiro concorrendo ao bônus de acordo com o seu desempenho, que pode lhe valer até 5% de bônus. Para atingir este teto, ele terá de acertar 40 de 90 questões, porém ao fazer a prova terá 2% de bônus garantido, mesmo que não tenha conquistado nenhum ponto.
“Nosso objetivo é incentivar e aproximar cada vez mais o aluno escola pública da USP”, disse Telma Zorn, pró-reitora de graduação.
Esta bonificação faz parte do programa de inclusão de alunos de escola pública, o Inclusp. Implantado pela primeira vez no vestibular 2007, o Inclusp foi criado para aumentar a participação de estudantes de escolas públicas na universidade. Em 2010, essa parcela foi de 25,4% dos inscritos.
Em tempo: o Stanley Burburinho recomenda a leitura do editorial da Folha, na página 2 de hoje: A Folha constata que o ProUni toma estudantes da USP. A Folha descobre, também, que outras escolas públicas e privadas levam alunos da USP por causa da “qualidade”. Este ansioso blogueiro conclui: a USP paga o preço de 17 anos de Reinado tucano.
Paulo Henrique Amorim



Que saudade quando as escolas publicas eram superiores as particulares, não precisariam de cotas para o ENEM. Quem estudava nela era considerado aluno inteligente, que mudança desta época para agora, onde realmente havia grandes professores nas escolas públicas. Não sabemos quando começaram a mudar este panorama, e por que, há muitos comentários que muitos administradores públicos, diretores e reitores etc.., estariam sendo usados como testa de ferro de políticos, em montagens de escolas e faculdades particulares, seria este o motivo das escolas públicas ficarem ruins nas ultimas décadas?
Sou professor da rede pública e estudei toda minha vida em escola pública. E, as vezes, fico a me questionar porque a educação mesmo na época da ditadura, pelo menos onde morava, era melhor que a atual. Os colégios públicos eram excelentes e quase que a totalidade de seus alunos ingressavam nas universidades federais. Todavia, haviam poucas escolas privadas, e quem na verdade estudavam nelas eram alunos que não conseguiam passar na escola pública, ou quem não queria enfrentá-la e tinha dinheiro para pagar e ser aprovado. O professor era valorizado, respeitado e havia disciplina. Os pais participavam da formação do filho, principalmente as mães, que ajudavam seus filhos no popular dever de casa. Hoje esses valores foram banalizados e esquecidos, sobrou para o professor que além da educação total tem que por pressão gerar uma boa estatística.
Os críticos das cotas logo levantam o discurso do “mérito”, como se fosse mérito o fato de alguns nascerem mais ricos terem acesso a escolas melhores em relação a outros que têm que superar as deficiências do nosso ensino público.
Acrescente que vestibular é muito impreciso quanto a avaliação dos alunos. Vestibular mede conhecimento, mas não mede empenho, inteligência, criatividade, e muitas outras características. Não é a toa que os alunos que entraram pelo sistema de cotas vem apresentando desempenho semelhante ou até superior aos demais no decorrer do curso.
Mas o que o Brasil precisa é acabar com este ensino superior restrito e universalizar o ensino superior. Quem avalia nosso ensino superior não inclui a nota dos que não puderam cursar um ensino superior.
na verdade os alunos da escola “massa” reclamam pq tem medo não da igualdade,mas de que os alunos da escola sucateada sejam melhores que ele,ele precisa que as escolas sejam ruins porque isso garantem o acesso deles à universidade mais facilmente,eles não se garantem,eles propagandeiam que a competitividade é boa mas tem medo da compatitividade real,eles sabem que as poucas vagas das universidades publicas serão preenchidas por ele e por seus “iguais” garantindo assim a desigualdade social e a diferença de classe à qual lhe garantem o ar de superioridade
As madames ficam sem empregadas domésticas e as patricinhas sem universidade pública, só lhes restam a Daslu, se esta resistir ao planeta China.
O meu amigo lá do butantã disse que nunca conheceu um rico no Brasil, cujos pais, salvo excecões, pagaram sequer um curso de medicina ou engenharia para seus filhos. As universidades federais do país são para ricos e abastados. Os pobres pagam os estudos dos ricos. É a famosa gestão pública draconiana, bem escancarada e num país que se diz democrático. Viva o Brasil, porque há mais de 100 anos do processo educacional brasileiro, nenhum político no curso da história, enxergou ou não se interessou em enxergar tal aberração.
No Brasil os colégios públicos formam deficientes escolares.
Excelente notícia. Minha opinião reiterada diversas vezes nesse e em outros blogs é de que a escola pública devia ter qualidade. Enquanto isso é um sonho, é importante que sejam criados meios de levar o aluno da escola pública para a universidade.
A propósito, o Estado de São Paulo pagou ontem o bônus aos professores estaduais, que chega a até 3 vezes o seu salário, de acordo com a evolução dos alunos.
As criticas – merecidas – ao Estado sempre estão aqui. Seria honesto publicar também os elogios quando merecidos.
Amigo,
sou professor e não elogiamos a política de bonificação do Governo do Estado de São Paulo por não ter critérios transparentes e não estar acompanhado de política séria salarial e de plano de carreira satisfatório.
Abraço.
Renan, acorda, “o bônus aos professores estaduais só existe na propaganda da tucanalha. Sou professor do Estado de São Paulo e posso afirmar com segurança que o bônus foi, para a maioria dos professores, uma quantia irrisória: 8 reais 10 reais, alguns receberam um pouco mais, 200 reais como eu. Poucos ganharam mesmo, até 3 vezes o salário e provavelmente, são pessoas que NÃO ESTÃO EM SALA DE AULA. Esses bônus dos tunganos está mais pra corromper o rede escolar do que para valorizar professores e professoras que estão em Sala de Aula. Desafio o Secretário de Educação a divulgar o nome e a quantia do bônus pagos aos professores. Isso é caso de Ministério Público meu caro Renan!
esse é o momento para que o saresp possa servir para alguma coisa. espero que as universidade ssp pensem nisso…
Como professora da rede pública com uma jornada de 40 horas semanais e 14 turmas que tento lecionar da melhor maneira possível geografia, quero manifestar minha estranheza e indignação com a proposta da USP. Sua proposta descaracteriza a luta pelas cotas e mais ainda, penaliza duplamente o aluno da escola pública por ter este adicional de 15% de bonus. Na disputa por cota a concorrência é em pé de igualdade com seus iguais, ou seja, alunos que tiveram nas escolas públicas as mesmas oportunidades. Quero ainda aproveitar este espaço para dizer que eu não concordo com as cotas de 30% para os oriundos das escolas públicas, este percentual deve ser objeto de disputa entre alunos da escola “massa” particular, por uma simples questão de lógica matemática, se a elite é e sempre foi minoria neste país, que fique também com a menor cota de vagas em todas as universidades públicas deste país. Quero adiantar aos defensores do direito dos alunos da escola particular que pagam seus impostos etc e tal que isto é motivo para outro debate e podemos discutir depois.
Avante Dilma…
Pra ter fon fon, trabalhei, trabalhei.
Para custear os estudos de meus tres filhos em boas escolas particulares “ralo” muito! 40 horas semanais de trabalho é um privilégio que nunca tive.
Quanto aos impostos que pago, realmente, merecem uma discussão a parte!
Em tempo: cursei o ensino médio em escola pública.
Sei que a desigualdade é grande e tem que ser corrigida, mas me pergunto se a medida não está sendo demagogica, só porque a USP precisa com urgencia sair do caos em que se encontra. Não vamos tapar o sol com a peneira!
O privatismo tucano é um fenômeno político-econômico que merecia ser estudado pelos maiores economistas do mundo. Uma professora da rede pública paulista, parente minha, entre coisas absurdas sobre subornus para diretoras da rede estadual, contou-me mais uma. Já praticamente não existe ensino fundamental na rede estadual paulista – as escolas que não foram fechadas, foram doadas para as prefeituras. Motivo? Pense, eleitor. Mesmo com dezenas de prefeituras paulistas sendo do PSDB, dessa forma dá para diminuir o gasto global do partido, “passando a bola” para as centenas de prefeituras que não pertencem ao partido. Economizando em cima do futuro de milhões de crianças paulistas, o governo estadual tem mais em caixa para 2014. Não posso negar, em matéria de economo-engenharia malévola, ninguém supera os tucanos.
Esta é a já famosa “Jestão” que foi implantada desde a época do Çerra no governo. Como diria o presidente Lula; maracutaia pura, de primeira qualidade.
E a Unicamp, nada a favor de ninguém só deles!
Agora é oficial. Estudante da escola pública precisa de bonus para concorrer a uma vaga na USP. Fica mais barato para o estado que dar dignidade e conteudo ao ensino.
Não. Simplesmente não dá pra fazer uma reforma na educação tão rápido. Coreia do Sul, por exemplo, alardeada como exemplo de mudança na educação para o Brasil levou 40 anos com uma cultura que preza pela educação.
Lembre-se que já somos o terceiro país que mais avança no IDEB. E que só agora passamos ao nivel educacional que havia na década de 80 (é, o neoliberalismo é uma beleza mesmo!).
Ainda vai demorar pelo menos 10 anos(sendo bastante otimista) para chegarmos perto dos países desenvolvidos. Até lá, não podemos abandonar milhões à própria sorte. E falo isso cursando uma escola particular enquanto preparo-me para o vestibular.
Tô ficando doido ou ninguém entendeu direito a ironia do artigo??? O perguntador (PHA??) faz o papel de advogado do diabo e lista todos os argumentos da tucanalhada que é contra as cotas.
É mais uma prova da incoerência do discurso tucanalha com a prática. Mostra, também, a “impunidade” dada pela mídia, já que, no caso tucano, nunca há discussão ou debates na imprensa sobre a validade ou não do sistema de cotas e nem de qualquer assunto que os constranja…
Tucano pode tudo!!!
Isso é óbvio, Paulo Henrique: se o ensino na escola pública é PIOR que o da escola privada, então deve-se conferir um tratamento MELHOR para esse aluno que quer entrar na universidade.
Essa é a essência do princípio da igualdade: tratar desigualmente os desiguais.
Será que na escola do Gilmar tem outro nome ?
A USP tenta trazer alunos de escola públicas, porque o ensino público de São Paulo, está defasado, justamente devido ao atraso tucano.
PHA,
É justo termos cotas. O problema não é mais o acesso ao ensino universitátio. O problema é outro. O mercado não consegue criar vagas adequadas para profissionais de curso superior. Se você é médico e não tem um “bom padrinho” dificilmente conseguirá a especialização que gostaria e assim para outros cursos. Dificilmente um pobre conseguirá passar em um concurso público dos bons. Precisa de muito investimento, tempo e muita grana. Quando algumas portas se abrem é porque encontraram formas de fechar outras.
Você vai encontrar exemplos do que disse durante toda a História do Brasil. Quando so negros foram libertos foi criada as Lei das Terras e para ter acesso as pessoas teriam que comprá-las ao Estado!!!. Abriram as portas de “liberdade pessoal e fecharam outras portas para oss negros não poderem poderem ter um pequeno pedaço de terra para trabalhar. Traduzindo: tiveram que continuar trabalhando como escravo nas terras dos outros!!!
Cristiano
Em que país e época está vivendo/ Concurso público não precisa de padrinho (só se for em sum paulo), precisa de preparo e de oportunidade e capacitação em boas escolas do ensino fundamental, médio e universidade e todas públicas é claro…
Olá PH, isto é papo furado, na verdade esconde a verdadeira intenção que é reduzir o bônus para o aluno oriundo da escola pública. É uma questão geométrica. Abraço.
Nobre, João, com apenas 16 anos, e declarando um fato não só democrático, como também matemático, é a regra de três, inversamente proporcional, sómente com esta tese, este menino, poderia já conseguir, um lugar e bem merecido, agora a USP, já foi excepcional, mas no momento, esta dífícil, só vamos curar, isto infelizmente, quando nós de Sampa, aprender-mos a votar certo, que por hora, está difícil… maumau
As escolas tecnicas federais, os colégios da Unicamp, da UFV (um dos dez melhores do Brasil), o ensino médio da UFRJ, os colégios militares são tão bons quanto os melhores da rede particular. Há pais de classe média baixa que pagam escola particular para os filhos, porém as mesmas são apenas um pouco melhor que a pública. A USP tem um vestibular muito difícil, mesmo alunos com melhores chances acabam tendo um desempenho baixo. Pode dar 30% de bonus que dificilmente vai aumentar os alunos vindos de escola pública.
Garotos como o João dão esperança que no futuro o Brasil tenha uma elite melhor do que a atual! Não esqueça de falar pra ele ler Gramsci, PHA!
SUPIMPA, Ó PÁ!!!!! Mas acredito que se a Escola Pública continuar essa bomba que é, com este modelo ridículo de aprovação automática “francês”, poucos alunos da rede pública conseguirão atingir sequer 10%. A iniciativa é boa, mas não suficiente. È claro, temos que levar em conta eles não tem experiência alguma com políticas sociais, estão engatinhando nessa área. Mas já é um começo… Um dia eles aprendem.
“O BRASIL PARA TODOS não passa na ‘grObo’ – O que passa na ‘grOBo’ é um braZil para TOLOS”
PHA, a Usp está de saltinho quebrado pela debandada da moçada que a “rejeitou”- que petulância!- indo pras federais no último vestibular,federais onde o acolhimento latu sensu (deve) ser melhor.
Por falar em acolhimento, nesta semana precisei ir ao Centro de Saúde da USP, no Butantan. Coitado do Samuel Pessoa, que dá nome ao dito. “Acolhimento” ali vagueia entre o relaxo e a demofobia seletiva (aos que dali tudo/tanto necessitam). Belo exemplo para aquela quer ser a mais bacana das universidades de Pindorama.
A USP não precisava fazer nada disso.Se queria mesmo ajudar o estudante carente era só adotar o ENEM , coisa que ela não faz nem a pau.É um golpe do hipócrita governo paulista.
No meu tempo os alunos saiam do Colégio Estadual do interior de Minas e passavam direto no vestibular da UFMG.
Tenho vários colegas que fizerem odontologia, engenharia, psiquiatria e outros, sem fazer ao menos um cursinho. Mas eles estudavam em casa pra valer, tinham metas pessoais.
Porque as escolas públicas viraram sucata nos dias de hoje?
É impressionante…
PH: se o João for seu filho, um sobrinho ou um amigo:
parabéns! que raciocinio hein!
de dar inveja ..
abs
Olá PHA e leitores
Sou João (não o editor do CAF, tampouco o aluno da matéria em questão).
Sem querer trazer ser muito acadêmico tenho uma breve colaboração para os amigos.
A escola brasileira é baseada no modelo proposto por Condorcet durante a Revolução Francesa. O chamado “Relatório Condorcet” foi o norte para a implantação do sistema público de ensino na França no século XIX.
Pelo modelo a escola torna todos iguais, pois se baseia no sistema do mérito para alçar os graus superiores de ensino. Ou seja, o filho de um ultra-milionário é igual ao filho da pessoa mais simples. Condorcet é o Adam Smith da pedagogia. E nós copiamos, acriticamente, o modelo francês.
No Brasil, somente agora com o FUNDEB estamos universalizando o ensino médio. Repito: somente agora estamos universalizando o ensino médio!!!
Sem querer me alongar, sugiro, para quem quiser se aprofundar nesta discussão, que leia os estudos do Sociólogo Francês Pierre Bourdieu. Bourdieu mostrou que alunos que têm capital intelectual (acesso a livros, revistas, viagens, outra língua, por exemplo) logram melhor êxito nas escolas.
Logo, o modelo brasileiro reproduz um círculo vicioso excludente. E, como diria nosso amigo João, não se pode trata desiguais (do ponto de vista econômico) como iguais (do ponto de vista político).
Acho que o João leu Bourdieu.
Bourdieu; o Conselheiro Acácio francês! Trouxe com ares de descoberta o óbvio ululante de Nelson Rodrigues. Será que teve dificuldades em entender que “os alunos que têm capital intelectual (…)logram melhor êxito na escola”? Que gênio!!!
Pois é…parece aquele sociólogo (tão bom que esqueci o nome) que disse ser as classes altas melhores sucedidas na vida por serem mais escolarizadas.
Brilhante pontuação.
Pessoal, a USP é do governo paulista. Esse bonos é bem vindo, mas ele será usado como extratégia dos tucanos na proxima eleição. Vão dizer que tem politica universitaria para os mais pobres.
Lima, a USP é do povo paulista.
E que bom que começa a haver algum movimento lá dentro para melhorar as políticas de ingresso.
Quanto mais isso acontecer, melhor.
E se usarem isso na campanha, nada mais justo.
Se começarmos agora a querer que tudo só piore em SP para provarmos nossa tese de que os tucanos não valem nada, o que estaremos fazendo é tão somente o jogo deles.
Sou contra o quanto pior melhor.
Viva a “acordada” que a galera da USP deu.
Também sou contra o “quanto pior, melhor”. Nessa o Governo de São Paulo acertou. Falta aumentar o salário dos professores.
Ô PHA!! Detestar tucano eu também detesto, mas vc esta se radicalizando a cada dia. Já já vc vai entrar para o PSOL ou Causa Operária. Calma, irmão!!!
Nós da causa operária, não somos contra, ninguém, somos contra os atos, ora carregados de preconceito(cartilha do pig), ora anti-democrático, pois um Juiz de Direito, é operário do Direito, um ator, é operário das artes(Vide-Tom Zé), um jornalista é um operário da verdade dos fatos, e assim por diante, não tenho procuração do PHA, para defendê-lo, só estou, a guisa de esclarecimento, dar minha pequena colaboração, quando o assunto é preconceito contra o proletariado, ao qual faço parte, Saudações, Esquerdistas… maumau
Isso é um receio inerente das eleites de perderem o Status Quo. Quem é bom aluno na rede particular se garante com ou sem 15% para alunos da rede pública. Acho válida a iniciativa da USP!
Ilusório. Esse é o adjetivo pra todas essas manobras da USP e do INCLUSP que não inclui nada (virou até clichê entre os colunistas de educação). A USP tira os 3% míseros que era direito do aluno de escola pública, obrigando-o agora a ser submetido a duas provas no Ensino Médio, para que seu bônus seja possívelvemente aumentando. É ilusório porque o aluno desse tipo de escola não tem sequer a cultura do estudo diário, tampouco professores na sala de aula e quando tem, eles já estão defasados com a rotina enfadonha e falta de plano de carreira do Estado (de calamidade) de SP.
O aluno da escola pública só ouve falar em vestibular, de fato, no 3º colegial e mesmo assim, de forma distante e inalcançável. Vivi isso. Não prestei o PASUSP por pensar que nunca passaria em uma universidade pública. Arrependi-me depois, porque fui fazer cursinho particular e consegui a aprovação no curso de Direito da Universidade Federal Fluminense, graças ao SISU e a imensa abertura de vagas nas federais.
O INCLUSP só vai incluir quando estabelecer cotas para alunos de escola pública.
Acho que 15% é pouco, a discrepância é assustadora.
Pra melhorar, mesmo, acredito que reservar 40% das vagas para alunos da rede pública seria o melhor tratamento de choque para reverter esse círculo vicioso que entrou a educação brasileira: má qualidade do ensino público, maior privilégio, maior exclusão.
Claro, ótima idéia vamos empurrar essa classe oprimida e com déficit de educação para as melhores Universidades e veremos o fim do que restou de bom nelas. Não se trata de tampar o sol, com a peneira. O que o Brasil precisa é ensino médio e básico de qualidade. Do que adianta um aluno que não sabe física nem matemática conseguir entrar em uma Faculdade de Engenharia por exemplo? Ele vai rodar. Daí vão dizer que foi por causa de discriminação. Os professores serão obrigados a baixar o nível e por consequencia formar engenheiros de meia tigela. Será o fim do ensino de qualidade.
Muito bom… a tucanalha ferra o pobre nas escolas estaduais mas a Dilma da bonus pra eles entrarem na federal…legal mesmo.. mas o bom mesmo PHA seria quando o ensino superior gratis ( federal , estadual ou municipal ) fosse exlusivo para alunos da rede publica … Só pode estudar em universidade publica quem sempre estudou em escola publica …..quer ver se isso acontecer…os donos de escolas particulares vão querer uma cota…..kkkkk
Seria uma boa idéia para acordar a elite. Ela passaria a lutar por uma escola pública melhor e deixaria de ser otária pagando altas mensalidades pro filhinho. Pensando bem, a elite põe o filho na escola particular pra evitar que eles convivam com o filho da empregada.
Quem é esse Joao?????? Coloca esse guri na politica, PHA!!!!! urgente! A-M-E-I. simples assim: voce nao pode tratar de modo igual, desiguais. Forte abraco da Adriana
Me desculpe, estudei a vida inteira na escola pública e ela era ótima, tinha que se esforçar para passar de ano. Havia compromisso dos diretores e professores com o ensino, como uma questão de honra. O que se precisa consertar é o que está errado, ou seja, a escola pública, e não tudo que está em volta dela ter que se adptar. Hoje sou de classe média, pago escola particular para meus filhos, até mais para protegê-los da violência. Na verdade são poucas as escolas particulares que tem excelente nível de ensino, só as muito caras que só podem ser custeadas por ricos. Portanto, na verdade, os filhos de classe média/baixa não estão bem preparados como dizem e vão pagar o pato.
Isso ai! Falou quase tudo que eu gostaria de falar. Sou a favor de 50 por cento das vagas para a escola pública. Dividir meio a meio o problema da distribuição dos prejuízos.
Se o aluno estuda em uma escola paulista certamente grafará desgraça com i, afinal nas escolas paulistas a América do Sul tem dois Paraguais.
Sinceramente acho que a reitoria da USP esta enrolando a sociedade. PHA, abra os seus olhos. Explico. Esse bonus eh valido pra todos os cursos de forma linear. Ora, a ideia eh que ele, o bonus, aumente a representatividade da escola publica em TODOS os cursos, de letras a medicina. O que ocorre eh que, como alguns cursos exigem uma pontuacao muito elevada, os alunos da rede publica, mesmo com o bonus maximo de 15%, nao conseguem entrar porque ficam aquem do nivel necessario para passar. A USP engana a sociedade com esse projetinho, que nao aumenta absolutamente a presenca de alunos pobres naqueles cursos de destaque social. Acontece que estes cursos possuem donos: a elite. Se a USP quisesse realmente as cotas – e quando eu digo USP, leia-se o PSDB – ela estabeleceria uma meta de representatividade, digamos 40-60%, em TODOS os cursos. Parem com esse engodo de bonus. Cotas ja !!!! Inclusive, ou principalmente, para negros.
Grande abraco.
Concordo com você. A distância que separa os alunos egressos das escolas particulares dos das escolas públicas, em uma escala de zero a dez, não se reduz a meros 1,5 (15%). O fosso é muito maior! A ideia dos iluminados autores dessa proposta é apenas legitimar aos olhos da sociedade as distorções históricas no processo de admissão à USP, e continuar culpando o aluno pobre por seu baixo desempenho devido à péssima qualidade da educação ministrada pelo estado.
Exatamente, Antonio. Vc foi ao ponto. O PSDB fornece uma educacao de baixa qualidade pros pobres e reserva a de boa qualidade para elite. Simples assim.
Fenomenal, o João, este aí, pensa!
PHA, sou totalmente contra qualquer cota ou bonus para estudantes de escola pública nas Universidades Federais. ESTAS UNIVERSIDADES DEVIAM SER EXCLUSIVAS PARA ALUNOS DE ESCOLAS PÚBLICAS. (Quem estuda em colégio particular, que termine seus estudos em Universidades Particulares.)
Subscrevo.
Bom dia PHA.
Parabéns pelo ótimo blog.
Concordo e apóio esta iniciativa da USP.
Mas veja só o meu caso.
Estudei praticamente a vida inteira em escola pública.
Tive de para de estudar no 2º ano do ensino médio, pois o trabalho acabou sendo incompatível com o estudo. (na minha época era 2º colegial)
No ano de 1999, já em outro emprego, resolvo voltar a estudar.
Como já estava com cinco anos defasagem nos estudos, resolvi fazer seis meses de supletivo em uma escola particular fuleira.
Na época não tinha nada desta coisa de cotas.
Agora, apesar da idade, pretendo prestar vestibular para entrar em alguma universidade pública, mas de acordo com as regras, devo competir como um aluno de um colégio particular top de linha.
Ressalto que para mim os bonus para alunos de escolas públicas são justos, mas parece-me que estou fora da equação, não?
PHA, João e colegas de CAF,
A USP deveria adotar o esquema SISU/ENEM ou o resultado do ENEM – como já o fazem mais de 80 universidade públicas brasileiras. Ainda poderia adotar o mesmo procedimento da UNILA: resultado do ENEM multiplicado pelo FEP(Fator Escola Pública). 1.20 para quem fez os 3 anos do ensino médio na EP;
1.10 para os que fizeram 2 anos; e 1.05 para quem estudou 1 anos do ensino médio na escola pública.
Eles perderam 25% dos classificados na primeira chamada em 2.011 para as univrsidade públicas.
O DF que só tinha 10 vagas em disputa pelo SISU perdeu mais de 100 alunos para o Ceará – principalmente em Medicina.
José Ivan Mayer de Aquino
Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida
Os lápis falam por si só.
Documentário – A História do Racismo
http://bit.ly/cjPqkJ
PH,
Esta semana a TVE/ Bahia fez uma boa entrevista com a reitora da UFBA.
Você deveria entrevistá-la.
Ela é pedagoga e defende com bons argumentos as cotas para ingresso nas universidades públicas juntamente com outros meios de evitar a evasão dos cotistas, tais como residência universitária; bolsa alimentação;etc.
A Bahia, através da UNEB (Universidade Estadual da Bahia); da UFBA e UEFS (Universidade Federal de Feira de Santana) estão incentivando as cotas para negros e indígenas.
Fica a sugestão.
Para este raciocínio ficar ainda mais claro, acesse o vídeo do Mano Brown falando sobre o Serra e seu tipo de justiça social: http://www.youtube.com/watch?v=K4KX5wCzAoY
abraços!
Disgrafia: mérito por frequentar escola dos tucanos.
Prezado PHM
Esse bônus, ao contrário do que andam falando, é uma farsa.
A USP aumentou a pontuacão mínima para o alugo da escola pública poder receber este bônus. Com essa pontuação mínima só os muito, mas muito bons alunos da escola pública poderão vir a ter acesso a esse bônus. É jogada de marketing. No fundo, continua tudo igual. A USP continua a mesma. Se ela realmente tivesse interesse em democratizar o acesso, faria um sistema de peso diferenciado para os vestibulandos advindos da escola pública. Muito mais simples.
Valéria, mas vestibular seve para isso, para que passem os bons, o mais preparados, caso o contrário não teria sentido haver vestibular concorda? Desculpe mas me preocupa o fato de um aluno que se esforçou, estudou e no entando perdeu sua vaga para outro menos capaz, só porque este tem a pele mais escura. Se querem universidade para todos, tudo bem, acabem com o vestibuar então e entra quem quiser.
Ronaldo, sinto dizer, mas é lamentável o nível dos alunos que estão chegando à Universidade sejam oriundos de escolas públicas ou privadas. O vestibular existe somente porque não tem vaga pra todo mundo.
É por essa e outras razões que eu sempre defendi que a USP cobrasse dos alunos, mesmo que fosse quase o mesmo valor cobrado pelas universidades particulares e com isto criasse também cursos noturnos.
Deste modo acabaria com elitização da universidade cobrando indistintamente dos alunos igualando as condições para que ricos e pobres a frequentasse.
Como ela é custeada pelo governo do estado, os valores recebidos dos alunos, poderiam ser revertidos para as escolas públicas de segungo grau para melhorar entre outras coisas, os salários dos professores e também as condições pedagógicas destas escolas, uma vez que lá faltam de tudo, além dos espaços reduzidos para que ali se possa dizer que seja uma escola realmente em condições.
Perfeito!!!!
PHA se entrar na USP já um problema, sair vivo de já começa a ser outro, dia 26/03 mais um funcionário morreu dentro do campus. Talvez dando um bônus de 90% para o hospital universitário melhore a situação de atendimento de emergência.
A prof Telma Zorn é altamente qualificada e bem intencionada.Concordo com ela com um adendo, precisamos em todos os níveis do ensino avaliar o aluno, regularmente.O aluno, infelizmente cotuma estudar na véspera da prova e assim não se aprende.OU LEMBRANDO UM EX-ALUNO MEU QUE DIZIA: MAIS VALE UM BOM LUGAR NA PROVA QUE DUAS SEMANAS DE ESTUDO…acessem; http://bernardoalerta.blogspot.com/2009/07/so-na-base-do-medo.html
Li o seu artigo no Alerta Máximo e é supreendentemente exclarecedor. Juro, nunca pensei que havia tantas dificuldades pro recém formado além das residências.
Digo dificuldade para se aprender, coisa que deveria ser bem levada a sério.
E pensar que depois o pobre paciente será uma cobaia nas mãos deles, é de estarrecer.
Depois disso, passo a perceber que não precisamos só da reforma politica mas também da educacional.
esse lápis preto tah mais gordinho e com a ponta mais robusta que os outros