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PT vai fechar Ministério de Vargas e Jango!

Foi aí que Jango começou a gloriosa carreira!
publicado 30/09/2015
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getúlio vargas e joão goulart

Vargas (C) e Jango (D), de cigarro. Ah, se o PT os respeitasse!

O Conversa Afiada recebeu esse artigo de amigo navegante brizolista:


O ministério do Trabalho vai acabar sem choro nem vela?

Criado na década de 30 por Getúlio Vargas, forte, o Ministério do Trabalho começou englobando também as atividades da indústria e do comércio - com a prevalência para o Trabalho - porque naquele tempo, como agora, empresário não gostava de lei trabalhista.

Só que Getúlio já tinha feito sua opção pelos trabalhadores e nunca abriu mão disso, tanto que em 1943 ampliou direitos e os abrigou na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em vigor até hoje, apesar dos esforços contra da elite brasileira que não gosta de povo nem de trabalhador.

Hoje à tarde deve ser anunciado o fim do Ministério do Trabalho e Emprego, ou a sua fusão com o Ministério da Previdência Social. Ainda não se sabe direito o que vai acontecer. Mas é patético que em um governo eleito pelo Partido dos Trabalhadores, exatamente nele, cogite-se o fim do Ministério do Trabalho. Será que Brizola, de novo, tinha razão, quando disse um dia que o PT era a UDN de macacão?

O ministério que Jango honrou, na batalha pela elevação em 100% do salário mínimo!

Chama a atenção que nenhum deputado ou senador, nem os do partido do atual Ministro do Trabalho, o PDT de Ciro, tenham falado publicamente qualquer coisa sobre este assunto. Afinal, o partido do ainda ministro Manoel Dias é o partido que herdou o legado político de Vargas – descrito na sua Carta Testamento de 24 de agosto de 1954.

Posição melhor tiveram as seis centrais sindicais brasileiras que assinaram uma nota publicada na grande imprensa, condenando o fim do Ministério do Trabalho ou a sua fusão com o Ministério da Previdência Social.

Os sindicalistas, ao contrário do Governo, consideram inquestionável a importância do Ministério do Trabalho e classificaram de “retrocesso político” a fusão dele com o da Previdência Social. Porque,  na opinião deles, isto resultará “em enormes prejuízos aos trabalhadores e à sociedade, pois irá diluir a importância dos dois ministérios que tratam de questões caras aos trabalhadores da ativa, aos aposentados e pensionistas”.

Exatamente os ministérios “responsáveis por zelar pelos direitos inalienáveis dos trabalhadores”, segundo eles, estão sendo atingidos nesse mexe e remexe para acomodar interesses  menores de parlamentares liderados pelo ínclito Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Fundir os dois ministérios, na opinião dos presidentes das centrais sindicais “é enfraquecer a luta da classe trabalhadora por melhorias nas condições de trabalho, desequilibrando ainda mais a relação capital x trabalho” que existe no Brasil.

O que também vemos hoje é que Eduardo Cunha nem se dá ao trabalho de disfarçar que está chantageando a presidente Dilma – ou ela dá mais cargos para o PMDB, ou ele derruba os vetos dela a projetos indecentes aprovados na Câmara que quebram de vez o Brasil.

Ou mais nefastos ainda, como o do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), que acaba com Lei da Partilha que garante para o Brasil a propriedade sobre os bilhões de barris de petróleo – que valem trilhões de dólares – que existem no pré-sal. Isto para prestar serviço as multinacionais que querem de volta, a qualquer custo, a lei entreguista de Fernando Henrique Cardoso que as torna dona de 100%, em óleo, do petróleo que extraem no Brasil. Que só é da União enquanto está no subsolo. Saiu de lá, é de quem extrai.

Literalmente, Eduardo Cunha está dando um “dá ou desce” em Dilma.

Cadê o Sérgio Moro que não bota ele na cadeia? Moro  só prende gente do PT? Se for gente do PSDB e do PMDB não acontece nada?

Que país é este?

Que PT é esse?

Oh, Vargas! Oh, Jango!