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Odebrecht chama Moro de parcial

Moro = Barbosa. Não julga: toma parte
publicado 02/03/2016
palmerio doria

O C AF reproduz do Globo trecho da defesa de Marcelo Odebrecht do juiz de primeira instância que se jogou lá de cima do triplex do Solaris:

(...)

Nas alegações finais, os advogados afirmam ainda que o juiz Sérgio Moro prejulgou ao determinar três prisões sucessivas do empresário:

“A leitura dos três decretos prisionais lançados em desfavor do defendente e outros não deixa dúvida de que o verdadeiro propósito de Vossa Excelência é forçar a celebração de acordos de delação premiada/leniência”, o que “evidencia um claríssimo prejulgamento por parte de Vossa Excelência acerca da culpabilidade dos mesmos”.

Os advogados argumentam ainda que há imparcialidade do juiz Sérgio Moro porque a lei proíbe o magistrado de “manifestar, por qualquer meio de comunicação, opinião sobre processo pendente de julgamento”. Para eles, o juiz feriu o princípio por mais de uma vez.

Citam que, ao receber prêmio das Organizações Globo, o juiz falou sobre o trabalho coletivo com o Ministério Público, a Polícia Federal e a Receita Federal. Para eles, Moro "considera-se um integrante da “Força Tarefa”. Citam também palestra do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, quando Moro defendeu a “necessidade de tornar o processo penal mais efetivo em crimes contra a administração pública” e afirmou que a Lava-Jato não poderia ser "um soluço que não gere frutos para o futuro".