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Calma, Ataulfo. Tem muito jogo ...

O Ataulfo não é o Caneta. É outra coisa, não é, Bessinha ?
publicado 29/04/2014
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O Globo Overseas noticia que o Ataulfo Merval de Paiva (*) venceu uma das múltiplas etapas de um processo que move contra este ansioso blogueiro.

Diz-se que também noticiou certa publicação, de um empresário que o Rubens Valente desnudou aqui e aqui e faz parte daquilo que aqui se chama de “Sistema Dantas de Comunicação”.

O ansioso blogueiro fez uma suave crítica ao Ataulfo, que defendeu, durante a CPI que Odarelou, o papel edificante do Caneta, aquele que mantinha  um “jornalismo investigativo” com o Carlinhos Cachoeira.

O palco dessa “investigação” era o detrito sólido de maré baixa que, depois, o jornal nacional do Gilberto Freire com "i" (**) transformava em Chanel #5.

O ansioso blogueiro refutou o Ataulfo.

Não, o Caneta não é “jornalista”, porque se associa em atividades ilegais a um criminoso.

(O detrito sólido publicava “reportagens” de interesse comercial do Carlinhos …)

E, disse o ansioso blogueiro, jornalista bandido bandido é, para usar expressão do delegado Protógenes Queiroz ao qualificar os “jornalistas” que, na Operação Satiagraha, cooperavam com certo imaculado banqueiro – de novo derrotado numa ação que moveu contra PHA, e que o Globo, inexplicavelmente não noticia.

Nesta primeira fase de um longo processo, o Juiz considerou que a expressão se referia ao Ataulfo e, não, ao Caneta.

Paciência.

Como diz a (excelente) advogado Dra. Maria Elizabeth Queijo, é o início de uma caminhada que nos levará, se necessário, ao Supremo, onde os Ministros Celso de Melo e Lewandowski, em ações movidas pelo imaculado banqueiro, asseguraram o primado da liberdade de expressão.

Agora irremediavelmente confirmada pelo Marco Civil da Internet !

É uma pena que o amigo navegante não possa ver desde já o desfecho dessa ação ataúlfica.

Como ocorreu com Ali Kamel, Padim Pade Cerra, Heraclito Fortes, Carlos Jereissati e tantos outros – estão na aba Não me Calarão - que foram, impiedosamente, derrotados pela suave e demolidora eficiência da Dra Queijo.

Na devida hora será possível publicar, por exemplo, os depoimentos generosos de Mauricio Dias e Rodrigo Viana, nesta ação do Ataulfo.

Rodrigo, por exemplo, descreveu ao perplexo Juiz o papel do Ataulfo, no Conselho Editorial (sic) da Globo Overseas - segundo o indiscutível depoimento de Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo.

Os dois, Ataulfo e “i” se engalfinhavam para ver quem concordava mais com o patrão.

Aí, então, será possível testemunhar como a Dra Queijo desmilinguiu uma testemunha do Ataulfo, um pseudo-jornalista que mereceu ser conhecido como “rola-bosta”.

Não ficou pedra sobre pedra de seu testemunho, a ponto de o Ataulfo “desconvocar” a  testemunha seguinte, um colega de O Globo.

Para não confrontá-lo com a Dra Queijo.

Mas, ela voltará a se encontrar com o Ataulfo e suas corajosas testemunhas, breve.


Paulo Henrique Amorim


(*) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos,  estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia.E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance "O Brasil".

(**) Ali Kamel, o mais poderoso diretor de jornalismo da história da Globo (o ansioso blogueiro trabalhou com os outros três), deu-se de antropólogo e sociólogo com o livro “Não somos racistas”, onde propõe que o Brasil não tem maioria negra. Por isso, aqui, é conhecido como o Gilberto Freire com “ï”. Conta-se que, um dia, D. Madalena, em Apipucos, admoestou o Mestre: Gilberto, essa carta está há muito tempo em cima da tua mesa e você não abre. Não é para mim, Madalena, respondeu o Mestre, carinhosamente. É para um Gilberto Freire com “i”.