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Dudu e Bláblá: até que enfim o PT reage !

Parecia que o PT ia engolir a traição calado
publicado 08/01/2014
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Saiu na Folha (*), com o ar de quem também arromba porta aberta (como é que um texto no Facebook do PT não ia ser endossado pelo PT ? ):

Dirigente do PT aprovou texto com críticas a Eduardo Campos

MARINA DIAS
DE SÃO PAULO


O texto publicado na página oficial do PT no Facebook com duras críticas ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), recebeu o aval do vice-presidente nacional da sigla, Alberto Cantalice, responsável pelo setor de mídias sociais do partido.

Segundo lideranças petistas, Cantalice aprovou o texto enviado pela equipe que administra a conta do PT no Facebook antes que ele entrasse no ar, mas não achou que a repercussão seria tão grande.

(...)

Navalha

O calibrado texto do PT diz o que os amigos navegantes do Conversa Afiada estão carecas de saber.

Que o Dudu e a Bláblá são uns traíras.

(Na companhia do pioneiro Cristovam Buarque.)

Que os dois nasceram e se criaram à sombra do Lula, da Dilma e do PT.

Que o Dudu não tem conteúdo, não tem projeto, não tem compostura política.

(É um embuste como aliado e como adversário, disse o Janio de Freitas )

Porque, quando precisou, defendeu a Dilma e o Lula num debate de televisão .

Depois, achou que podia ir para a Big House e ninguém ia perceber.

E ia se gabar das obras que o Lula e a Dilma fizeram em Pernambuco (mais do que em qualquer outro Estado ...)

Sobre a Bláblá, o texto afiado diz que ela é o "ovo da serpente"!

É perfeito !

Não é novidade, mas a novidade é o site do PT dizer isso !

"Vaidosa e, como Campos, certa de que é a escolhida", diz o artigo, "Bláblá "despreza a politica e faz o pior do que se faz em política: pratica o adesismo puro e simples".

Na mosca !

O PT finalmente mostrou que está na briga.

Que entendeu que nessa eleição vai jorrar sangue.

Falta o PT defender o Dirceu, o Genoino e o Delubio.

Parar de subsidiar a Abril sem licitação .

Falta peitar a Globo.

Mas, esse treino com o Dudu e a Bláblá dá esperanças.

Paulo Henrique Amorim



Em tempo:
a pedido de amigo navegante pernambucano admirador de Miguel Arraes, o Conversa Afiada reproduz o texto publicado no Facebook do PT:

A BALADA DE EDUARDO CAMPOS

Por um momento, desses que enchem os incautos de certezas, o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, achou que era, enfim, o escolhido.

Beneficiário singular da boa vontade dos governos do PT, de quem se colocou, desde o governo Lula, como aliado preferencial, Campos transformou sua perspectiva de poder em desespero eleitoral, no fim do ano passado.

Estimulado pelos cães de guarda da mídia, decidiu que era hora de se apresentar como candidato a presidente da República – sem projeto, sem conteúdo e, agora se sabe, sem compostura política.

O velho Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, faz bem em já não estar entre nós, porque, ainda estivesse, morreria de desgosto.

E não se trata sequer da questão ideológica, já que a travessia da esquerda para a direita é uma espécie de doença infantil entre certa categoria de políticos brasileiros, um sarampo do oportunismo nacional. Não é isso.

Ao descartar a aliança com o PT e vender a alma à oposição em troca de uma probabilidade distante – a de ser presidente da República –, Campos rifou não apenas sua credibilidade política, mas se mostrou, antes de tudo, um tolo.

Acreditou na mesma mídia que, até então, o tratava como um playboy mimado pelo “lulo-petismo”, essa expressão também infantilóide criada sob encomenda nas redações da imprensa brasileira.

Em meio ao entusiasmo, Campos foi levado a colocar dentro de seu ninho pernambucano o ovo da serpente chamado Marina Silva, este fenômeno da política nacional que, curiosamente, despreza a política fazendo o que de pior se faz em política: praticando o adesismo puro e simples.

Vaidosa e certa, como Campos, de que é a escolhida, Marina virou uma pedra no sapato do governador de Pernambuco, do PSB e da triste mídia reacionária que em torno da dupla pensou em montar uma cidadela.

Como até os tubarões de Boa Viagem sabem que o objetivo de Marina é se viabilizar como cabeça da chapa presidencial pretendia pelo PSB, é bem capaz que o governador esteja pensando com frequência na enrascada em que se meteu.

Eduardo Campos é o resultado de uma série de medidas que incluem a disposição de Lula em levar para Pernambuco a Refinaria Abreu e Lima, em parceria com a Venezuela, depois de uma luta de mais de 50 anos. Sem falar nas obras da transposição do Rio São Francisco e a Transnordestina. Ou do Estaleiro Atlântico Sul, fonte de empregos e prestígio que Campos usou tão bem em suas estratégias eleitorais

Pernambuco recebeu 30 bilhões de reais do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, do qual a presidenta Dilma Rousseff foi a principal idealizadora e gestora.

O estado também ganhou sete escolas técnicas federais, além de cinco campi da Universidade Federal Rural construídos para melhorar a vida do estudante do interior.

Eduardo Campos cresceu, politicamente, graças à expansão de programas como Projovem, Samu, Bolsa Família, Luz para Todos, Enem, ProUni e Sisu. Sem falar no Pronasci, que contribuiu para a diminuição da criminalidade no estado, por muito tempo um dos mais violentos do País.

Campos poderia ser grato a tudo isso e, mais à frente, com maturidade e honestidade política, tornar-se o sucessor de um projeto político voltado para o coletivo, e não para o próprio umbigo.

Arrisca-se, agora, a ser lembrado por ter mantido entre seus quadros um secretário de Segurança Pública, Wilson Damázio, que defendeu estupradores com o argumento de que as meninas pobres do Recife, obrigadas a fazer sexo oral com marginais da Polícia Militar, assim agiam por não resistirem ao charme da farda.

“Quem conhece Damázio, sabe que ele não tem esses valores”, lamentou Eduardo Campos.

Quem achava que conhecia o governador do PSB, ao que tudo indica, ainda vai ter muito o que lamentar.

 

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.