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Brito e Barbosa: a marca de Caim

O que Lula ainda não falou.
publicado 19/11/2013
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Enquanto luta para por o Tijolaço, de novo, no ar, o Fernando Brito, seu comandante único, diverge do ansioso blogueiro e acha que Joaquim Barbosa não se encaixa na moldura do Jânio Quadros.

É de outra têmpera:


Nas eleições passadas, a diretora da Associação de Jornais, sem meias palavras, disse que, diante da incapacidade dos partidos de direita no Brasil, a oposição eram eles, a mídia.

Como é óbvio, não funcionou.

O quadro de incapacidade da direita política, porém, não apenas continua como, sem dúvida, agravou-se.

A esta altura, há quatro anos, era possível dizer que seu candidato liderava as pesquisas.

Hoje, não há boa vontade que coloque seus nomes "postos" - Aécio Neves e Eduardo Campos - com mais da metade das intenções de voto, nas pesquisas, do que é indicado a Dilma Rousseff.

Serra, a sombra, também não dá sinais de que possa "pegar". Marina esfumaça-se a olhos vistos.

Sim, sobrou ele, apenas ele.

Um homem com o physique du rôle para representar o vingador.

Um arrogante, autoritário, que não consegue agregar sequer os  pares que preside.

Que confunde valentia com prepotência.

Que fala como se fosse um "do povo", mas o povo que a elite imagina, não o povo real.

Porque o povo brasileiro é bem melhor do que as elites o imaginam.

E tem mais percepção política do que eles suspeitam.

Não terá dificuldades em compreender o que poderá se dizer, pela boca que pode dizer, quando este homem descer de seu trono magistral.

Quando alguém puder falar: "eu o coloquei lá e a partir daí tudo o que ele quis foi o meu lugar".

A UDN já vestiu muitas roupas, de batina até o quepe, passando pelas vassouras e das caçadas de marajás.

Vestir-se de negra toga não será difícil a quem só não pode aparecer nua, tamanhas as suas vergonhas.

Mas há algo diferente na fantasia que ensaia.

Diferente e fatal para os planos de que seja capaz de repetir Jânio Quadros ou Fernando Collor.

Jânio  e Collor fizeram por seus meios as suas trajetórias de ascensão e queda, seguinte e abrupta.

Não tinham o estigma do traidor, a marca de Caim.

E é essa que, quando o véu da hipocrisia romper-se, vai aparecer .

É ela que verá uma população que, por lúcida. é grata àquele que é a vítima da traição.

Quem não entende porque o silêncio de Lula é porque não entende que ele não atacará o cargo, atacará o homem que o ocupou por seu favor, quando isso já não for atacar a instituição judicial.

Barbosa, o que hoje aponta o dedo, é quem terá o dedo apontado.

A política, diversas vezes lembrei, ama a traição, mas abomina o traidor.

Em tempo: Saiu na Folha:


http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/11/1373622-camara-tinha-que-ser-comunicada-diz-eduardo-alves-sobre-prisao-de-parlamentares.shtml


O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), afirmou nesta terça-feira (18) que o STF (Supremo Tribunal Federal) não seguiu a praxe na relação entre os Poderes ao não comunicar a Casa sobre o pedido de prisão do deputado licenciado José Genoino (PT-SP), um dos condenados no julgamento do mensalão.

Segundo Eduardo Alves, mesmo sem a comunicação do Supremo, a cúpula da Câmara vai se reunir amanhã para discutir o futuro de Genoino que está afastado para tratamento de saúde. Ele está preso no complexo da Papuda, em Brasília.
"Não recebemos nem antes, nem durante e nem depois [a comunicação da prisão]", disse o peemedebista. "A Casa tinha que ser comunicada. Não sei a quem atribuir. Seria normal na relação dos poderes", completou.

O presidente da Câmara disse esperar que a decisão do Supremo que determinou a prisão seja enviada nas próximas horas aos deputados. "É aguardar que chegue hoje. Espero que chegue hoje".