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Ayres Britto bláblárinou !

É tão importante, mas tão importante, que ele não sabe o que significa !
publicado 14/07/2013
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Saiu no espaço “Ilustríssima” da Folha (*):

Extremamente alto e incrivelmente perto


Carlos Ayres Britto

Manifestações são grandes e intuitivas demais para uma apreensão racional

Por cortar o tecido social quase de uma extremidade à outra, a ampla mobilização popular a que se assiste hoje no Brasil rechaça categorizações clássicas, não é passível de enquadramento em modelos analíticos genéricos. A não filiação a movimentos pregressos e a esquiva ao aparelhamento a inserem na ordem do mistério.

São grandes demais, surpreendentes demais, entusiasmados demais, abertos demais, espalhados demais, intuitivos e instigantes demais para que deles se possa dizer algo que ultrapasse o mero comentário, formular entendimento que vá além da simples e precária opinião subjetiva, sem outro calço que não seja o corriqueiro "data vênia de entendimento contrário".

Eles não guardam a memória de qualquer movimento anterior de massa, e por isso é que chegam às vias públicas assim como quem tritura farelos de estrelas nas mãos consteladas.

Não portam consigo o mais leve ranço de pauta corporativa, mas, ao contrário, apresentam-se como uma agenda propositiva para o Brasil (Marina Silva é quem o diz) e, quiçá, para uma nova e mais humanizada concepção de mundo.

Navalha

O pessoal da doença infantil do transportismo jamais poderia imaginar que “ tritura farelos de estrelas nas mãos consteladas” !

Agora a coisa vai !

E os Black Boys do Rio trituram o quê ?

Não surpreende que o Big Ben de Propriá, aquele presidente do Supremo, que, em consonância com o Ataulfo Merval (**), programou a degola do Dirceu para minutos antes de o eleitor de São Paulo eleger o Haddad, não surpreende que, agora, ele, sem a toga preta, vista o chale verde da Bláblárina.

Como diz o presidente do Barão de Itararé, o Miro Borges, o Verde é o antônimo do Vermelho.

O Verde é o último reduto do conservador de armário.

Paulo Henrique Amorim

 


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.


(**) Até agora, Ataulfo de Paiva era o mais medíocre dos imortais da história da Academia Brasileira de Letras. Tão mediocre, que, ao assumir, o sucessor, José Lins do Rego, rompeu a tradição e, em lugar de exaltar as virtudes do morto, espinafrou sua notoria mediocridade.