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Combater a miséria
é o “Verde” da Dilma

Posted By redacao On 14 de junho de 2012 @ 8:00 In Brasil | 37 Comments

[1]

O Conversa Afiada sempre achou que o “verdismo” é o último reduto dos conservadores [2].

(Reduto “Verde” é que nem comício tucano na Bahia: não tem um negro.)

O “verdismo” abriga os cripto-tucanos, especialmente os que não têm coragem de apoiar o Padim Pade Cerra (no primeiro turno), Padim, aquele que corre o risco de abandonar o Aref, coitado, na beira da estrada [3].

O “verdismo” é o da Bláblárina, que denuncia os exterminadores do futuro [4], depois de produzir amazônica trairagem.

“Verdismo” é o da Urubóloga, que, cansada de promover o Fim do Mundo na Economia (quando a JK de Saias seria tragada pelo tsunami), agora vai à Amazonia anunciar o Fim do Mundo Verde no Bom (?) Dia Brasil.

O “verdismo” é onde se escondem os Povos do Norte, que não tem Código Florestal e descem o Equador para travar o crescimento do Brasil.

Só que a Dilma entendeu tudo.

Para ela, combater a miséria e incluir os pobres – e fazer com que eles detonem [5] – é parte do esforço de promover o meio ambiente com “sustentabilidade”, como costumam dizer os “neolibelês” (**) da GloboNews.

Veja o que diz a Ministra do Meio Ambiente, em artigo na Folha [6] (*):

[6]

Brasil, Rio+20 e a encruzilhada do mundo [6]


Izabella Teixeira


TENDÊNCIAS/DEBATES


É preciso conciliar luta contra a miséria e respeito ambiental. É natural que isso gere algum estranhamento de quem teme o fim do foco ambiental único


A Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, deverá estabelecer nova inflexão política desde que o mundo apontou, na Rio-92, a mudança no modelo de desenvolvimento como o caminho para superar os graves danos causados pela exploração desordenada dos recursos naturais.


As questões ambientais, desde então, se tornaram tão presentes e complexas que pensá-las, hoje, implica ir além delas. O papel da Rio+20 é reverter a ideia de que desenvolvimento sustentável é um desafio só ambiental. São inseparáveis o crescimento econômico, a inclusão social e o respeito ao meio ambiente.


Esperamos que ela provoque o mundo a se mover para se tornar sustentável em todas as suas dimensões. É natural que a inflexão cause estranhamento a quem teme a perda do foco ambiental único e a quem vê a inevitabilidade de grandes transformações mas tenta postergá-las.


De certa forma, a conferência lida com a defensiva dos espaços econômicos e políticos já demarcados, em prejuízo da síntese sem a qual continuaremos a andar em círculos.


Talvez daí venha tanta polêmica sobre a economia verde. A desconfiança de que seja um ardil do tipo “mudar para ficar tudo igual” não pode estigmatizar o debate, atropelando sua profundidade.


Defendemos a governança tanto ambiental quanto para o desenvolvimento sustentável. Uma não subsiste sem a outra. Internacionalmente, é preciso criar na ONU uma instância integradora que dê coerência às ações sustentáveis. Ao mesmo tempo, o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) vai colocá-lo à altura da gravidade crescente dos problemas ambientais.


São passos importantes para soluções duradouras num momento em que o mundo passa por duas inquietantes crises: econômica e ambiental. Recessão e ameaças ambientais afetam sobretudo os mais pobres. Seremos um dia um mundo sem miséria, lidando adequadamente com os desafios ambientais e sociais? A Rio+20 é parte da resposta.


É urgente que os líderes do planeta percebam as consequências da insanável contradição entre falar em desenvolvimento sustentável e insistir em instrumentos sociais, políticos, institucionais, conceituais e tecnológicos do passado.


A sustentabilidade não é mais questão de idealismo, mas de pragmatismo. Chegou a hora de enfrentar as crises com a mudança do padrão de desenvolvimento, com plena aceitação e gestão correta dos limites ambientais e redução das desigualdades entre nações e pessoas.


Sede e presidente da Rio+20, o Brasil deve à sua sociedade e à comunidade internacional uma liderança à altura dos desafios. A legitimidade da liderança vem da vigorosa reescrita que o país faz em sua história, consolidando a democracia por torná-la mais justa e inclusiva.


Vitórias na conservação ambiental são parte dessa reescrita, mas o grande diferencial é o combate à miséria. A ascensão de milhões de brasileiros a condições dignas de vida nos credencia a falar de desenvolvimento sustentável na sua essência: a inclusão, a participação e o interesse público como guia da economia e do uso dos recursos naturais.


O mundo não pode parar de crescer, mas terá necessariamente que aprender a crescer de outra forma. Precisamos acelerar esse aprendizado e fazê-lo avançar em nossa casa, no Brasil. A Rio+20 é uma oportunidade excepcional. Não podemos perdê-la.


IZABELLA TEIXEIRA, 50, doutora em planejamento ambiental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é ministra do Meio Ambiente



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.











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[1] Image: http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2012/06/charge-bessinha_verde-hulk.jpg

[2] “verdismo” é o último reduto dos conservadores: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/06/24/verdismo-o-ultimo-reduto-dos-neoliberais/

[3] corre o risco de abandonar o Aref, coitado, na beira da estrada: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/06/14/cerra-vai-largar-aref-na-estrada/

[4] denuncia os exterminadores do futuro: http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/06/11/blablarina-acusa-%E2%80%9Cexterminador-do-futuro%E2%80%9D-deve-ser-o-dela/

[5] e fazer com que eles detonem: http://www.conversaafiada.com.br/economia/2012/06/13/detona-galera-detona-diz-a-dilma/

[6] Folha: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/48601-brasil-rio20-e-a-encruzilhada-do-mundo.shtml

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