“Ditabranda” foi o cérebro da Operação Condor

Castello Branco, Kruel (que traiu Jango) e Costa e Silva - uns brandos
No dia em que começa a funcionar a Comissão da 1/2 Verdade, a Carta Maior publica este importante artigo de Dario Pignotti, do jornal argentino Pagina 12:
A verdade sem rasuras. Na medida em que se tem acesso aos papéis da ditadura brasileira, mesmo àqueles com nomes cobertos por tarjas pretas, fica exposta a falsa história oficial sobre sua participação supostamente secundária e breve na Operação Condor. Documentos mostram que Brasil serviu como cérebro logístico da repressão na América Latina. Militares brasileiros espionaram, prenderam e entregaram cidadãos de outros países para “ditaduras amigas”.
Dario Pignotti – Página/12 – Especial para Carta Maior
Documentos secretos obtidos pelo jornal Página 12 mostram que o regime militar iniciado em 1964 e concluído em 1985 no Brasil, um dos mais longevos da região, participou e propiciou a caçada perpetrada nos anos 70 contra todo foco de resistência, na América Latina e na Europa, ao terrorismo de Estado sul americano. Nos arquivos da inteligência brasileira há relatórios sobre as atividades do escritor Juan Gelman em Roma e sobre uma viagem que supostamente realizouem Madri “junto com Bidegain, Bonasso M. e outros dirigentes…no dia 17 de junho de 1978″, descreve a nota incluída num dossiê do Estado Maior do Exército do Brasil, intitulado “Movimiento Peronista Montonero en el exterior, Accionar, Contactos, Conexiones con Grupos Terroristas, Antecedentes”.
“Soube que fui espionado até pela Stasi (polícia política da Alemanha Oriental), mas ignorava que meu nome estivesse nos arquivos da ditadura brasileira, como você está me informando agora” se surpreende Juan Gelman do México, no começo da conversação telefônica.
Mais adiante, depois de conhecer outras informações escondidas durante décadas nos armários de Brasília, Gelman pondera: “enfim, a verdade é que não parece ser tão assombroso que meu nome figure nos documentos brasileiros que você citou, porque houve montoneros importantes seqüestrados aí, Horacio Campliglia foi um”.
Ele se refere ao guerrilheiro desaparecido após ser capturado em março de 1980 por agentes de ambos os países no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, para posteriormente ser transladado ao calabouço do Campo de Mayo.
“No Arquivo do Terror paraguaio estava guardado um telegrama enviado do Brasil falando sobre a coordenação com a Argentina e os raptos em 1980, isso foi descoberto por Stella Calloni, autora de um grande trabalho sobre a operação Condor”, assinala o premio Nobel da Paz alternativo Martín Almada.
No dossiê do Exército brasileiro também existem detalhes sobre as tarefas dos exilados argentinos no México para conseguir o exílio do ex-presidente Héctor Cámpora, recluso em Buenos Aires, assim como dados sobre um encontro em Beirute, no dia 21 de junho de 1978, entre “chefes do Ejército Peronista Montoneros (com) os serviços especializados da resistência palestina”.
Cruzados
Outras comunicações reservadas, estas procedentes da embaixada em Roma, falam das atividades desenvolvidas por religiosos brasileiros perante organismos internacionais de direitos humanos, operações que contavam com o aval da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, no seio da qual houve cardiais como Paulo Evaristo Arns que acolheu refugiados argentinos em São Paulo.
Pode-se observar nas notas elaboradas pelos diplomatas e agentes da Operação Condor brasileira uma preocupação recorrente com os religiosos ligados à Teologia da Libertação, tanto pelas pressões que esta realizava no Vaticano quanto pelo suposto “financiamento internacional” que receberiam as comunidades eclesiásticas radicadas em zonas rurais onde atuava a guerrilha do Partido Comunista de Brasil.
A obsessão sobre os efeitos “subversivos” dos padres “terceiro-mundistas” reaparece em uma ficha onde está escrito que os “Montoneros são a única organização guerrilheira que têm em seu seio, de forma oficial, sacerdotes com hierarquia de capelão”.
Mais adiante o mesmo texto, por momentos apagado, traz informações do padre argentino Jorge Adur, que ostentava “o grau de capitão do Exército Montonero… organização que em julho de 78 enviou uma notificação ao Vaticano sobre sua designação”.
O relatório, com carimbo do Exército brasileiro e supostamente escrito pelos serviços argentinos, está datado em setembro de 1978, quase dois anos antes da desaparição de Adur, ocorrida em junho de 1980, pouco depois de ter sido visto no estado do Rio Grande do Sul para onde viajara para apresentar denúncias diante da comitiva do papa João Paulo II.
(In)Segurança Nacional
Uma nota “confidencial”, gerada pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) e o Ministério do Exército, aborda a presença “de terroristas do ERP e Montoneros no Brasil”, divaga sobre os motivos da “infiltração” argentina e ordena aos membros das forças armadas e da polícia que intensifiquem os esforços para capturá-los.
E em outro escrito restrito de 4 de abril de 78, o SNI, máximo organismo de espionagem subordinado diretamente à Presidência, indica que os Montoneros “voltariam a intensificar suas operações (na Argentina) durante a realização da Copa do Mundo, buscando afetar entidades governamentais …e interferir nas estações de rádio e televisão”.
O balanço provisório surgido da leitura de centenas de telegramas e informes reservados é que o aparato repressivo dos ditadores, particularmente de Ernesto Geisel (que governou entre 1974 e 1979) e João Baptista Figueiredo (1979-1985), tipificava a guerrilha argentina como uma ameaça à “segurança nacional” brasileira (tal como comparece textualmente em algumas mensagens).
Daí se infere que a repressão ilegal contra os guerrilheiros dos Montoneros e do ERP e aqueles que fossem suspeitos de lhes dar apoio, respondia a uma política de Estado, com o qual fica desterrada a versão, muito divulgada até hoje aqui, de que os grupos de tarefas foram grupos desencaminhados, o que leva a crer na falsa tese de que a guerra suja ocorreu sem o aval dos altos comandos e foi o resultado da “desobediência indevida” de um punhado de oficiais.
A estratégia de espionar, informar, capturar e, eventualmente, eliminar estrangeiros no Brasil e compatriotas no exterior, foi aplicada sistematicamente pelo aparato militar-diplomático montado pouco depois do golpe contra o presidente democrático João Goulart em 1964, sustenta Martín Almada, descobridor dos Arquivos do Terror, o maior acervo de documentos da Operação Condor.
“Os brasileiros viam os demais países do cone sul como seu pátio dos fundos, e o queriam disciplinado dentro de seu plano de guerra ao comunismo, e em função dela seqüestraram e assassinaram dissidentes paraguaios, a pedido de (Alfredo) Stroessner, que lhes retribuiu fazendo a mesma coisa, colaborando na perseguição de brasileiros no Paraguai; vi vários telegramas vindos do Brasil pedindo a captura de Carlos Marighella (líder guerrilheiro)”.
“O Brasil foi bem dissimulado, trabalhou com eficácia, sem deixar pistas dentro da Operação Condor, se articulou muito com as ditaduras do Chile, Paraguai, Uruguai, Bolívia, é lógico que deve haver bastante por descobrir sobre sua colaboração com a Argentina” declarou Almada em entrevista ao Página12, depois de oferecer uma coletiva diante de parlamentares em Brasília.
“Falta descobrir muita coisa, espero que esta Comissão da Verdade deslanche, acho que há vontade, a presidenta Dilma Rousseff mostrou coragem impulsionando-a, os brasileiros são responsáveis do que eu chamo de Pré-Condor, e disso não se sabe quase nada”, sustenta Almada.
Certamente o “know how” da coordenação repressiva não surgiu em novembro de 1975, com a formalização da Operação Condor durante a cúpula secreta das forças repressivas estatais sul americanas em Santiago do Chile, encabeçada pelo coronel Manuel Contreras naquele país.
É provável que algumas das primeiras ações terroristas binacionais tenham ocorrido em Buenos Aires, em 1970 e 1971, quando, em duas operações coordenadas com o Brasil, foram seqüestrados, primeiro, o ex-coronel nacionalista Jefferson Cardim e, mais tarde, o guerrilheiro Edmur Péricles Camargo, até hoje desaparecido.
Segundo um telegrama com data de Buenos Aires em 1971, obtido pelo Página 12 no Arquivo Nacional, a captura de Péricles Camargo foi monitorada pela Embaixada brasileira, cujo titular era Antonio Francisco Azeredo da Silveira.
Houve outros brasileiros seqüestrados em 1973, sempre com o provável, para não dizer seguro, consentimento de Azeredo da Silveira, que depois de sua condescendência com o terrorismo regionalizado ascendeu a chanceler da ditadura e estabeleceu um vínculo extraordinariamente próximo com outro funcionário acusado de propiciar o genocídio sul americano: Henry Kissinger.
Alfredo Astiz
A ditadura brasileira sabia que Alfredo Astiz era procurado pela justiça francesa pelo assassinato de duas freiras, mas ainda assim realizou operações junto à Grã Bretanha para sua repatriação em 1982, revelou a Folha de São Paulo.
“Acho importante que se tenha publicado a informação sobre como o Brasil
intercedeu a favor de Astiz, e é fantástico que eu saiba disso no mesmo dia que aguardamos sua sentença em Buenos Aires” pela causa da ESMA, disse Juan Gelman por telefone, do México, na quarta-feira passada, quando em Brasília o Congresso, motivado pela presidenta Dilma Rousseff, aprovava a Comissão da Verdade, 26 anos depois que João Batista Figueiredo, o último ditador, deixara o poder.
O Palácio do Itamaraty foi informado por sua embaixada em Londres que Astiz era requerido pelos juízes da França e da Suécia, mas isso não freou a pressão para que fosse libertado, o que finalmente aconteceu em um avião que antes de decolar em Buenos Aires fez escala no Rio, e a bordo do qual viajou um diplomata brasileiro.
Telegramas do Serviço Exterior de 1982 tornados públicos pelo governo de Rousseff refletem o empenho com que o embaixador brasileiro em Londres, Roberto Campos, amigo do então chanceler argentino Nicanor Costa Mendes, trabalhou pela liberdade/impunidade de Astiz, prisioneiro das forças britânicas após se render na Geórgia do Sul.
Até hoje o relato oficial sobre a solidariedade brasileira com os generais e almirantes argentinos durante a guerra das Malvinas escondeu que sob o repentino antiimperialismo do ditador Figueiredo, que durante anos comandou os serviços de inteligência, se encontrava a solidariedade entre os camaradas da guerra suja transnacional.
Como explica Martín Almada, a partir dos anos 80 entrou em ação uma “nova fase da Operação Condor” que entre outras tarefas se atreviu a dar cobertura aos assassinos requeridos pela Justiça, e assim vários repressores argentinos fugiram para o Brasil e para o Paraguai nos anos 80, alguns alegando serem perseguidos políticos da democracia.
A recompilação de uma dezena de comunicados secretos gerados pela Embaixada do Brasil em Buenos Aires entre 1975 e 1978, ilustra sobre os contatos com os altos mandos militares em que se exibem coincidências na necessidade de atuar conjuntamente contra a “subversão”.
Observa-se nesses documentos, até há pouco tempo secretos, uma recorrente menção à Marinha e considerações elogiosas sobre Eduardo Massera, como demonstra o “telegrama confidencial urgente” do dia 27 de julho de 1977.
Ali se fala de uma suposta viagem de Massera ao Rio de Janeiro como parte de sua agenda diplomática pessoal e da influência do marinheiro na política externa da ditadura, que esteve marcada pela aproximação com Brasília.
“Essa mulher”
O ex-prisioneiro da ESMA, Victor Basterra, declarou ao Página 12 que teve conhecimento do enlace entre esse centro de detenção clandestino da Armada e os serviços brasileiros.
Basterra,que realizou um extraordinário trabalho de contra inteligência sobre a repressão durante seus anos de cativeiro, lembra que na ESMA foi obrigado a montar cartazes com as fotos de Juan Gelman e do padre Jorge Adur, desaparecido em 1980, que foram enviados à fronteira com o Brasil.
A cooperação entre a ESMA e os organismos repressivos brasileiros se prolongou pelo menos até novembro de 1982, “isto me consta, tenho certeza de que foi assim”, afirma o ex-prisioneiro político depois de citar datas e nomes com uma precisão que assombra.
O testemunho de Basterra e os telegramas enviados da Embaixada de Londres não deixam dúvidas de que Brasília esteve envolvida na Operação Condor, no plano repressivo e diplomático até 1982. O conluio começou poucos dias antes do golpe, no dia 18 de março de 1976 quando foi seqüestrado o pianista Francisco Tenório Cerqueira Santos, que havia participado em um espetáculo oferecido por Vinicius de Moraes e Toquinho no teatro Gran Rex.
A historiadora Janaína Teles conta com provas incontestáveis, datadas nos dias 20 e 25 de março de 1976 (teriam sido apresentadas perante a Justiça argentina), sobre a cumplicidade entre o regime brasileiro e a ESMA nesse crime.
Trata-se de duas notas enviadas à Embaixada do Brasil, assinadas por Jorge “Tigre” Acosta, que fazem referência à detenção e posterior morte do pianista.
Um dia depois do comunicado que a Marinha dirigiu à Embaixada em Buenos Aires, em 26 de março de 1976, a Sociedade Musical Brasileira requereu ao ditador Ernesto Geisel informações sobre Cerqueira Santos, e o Itamaraty respondeu que estava realizando “esforços” para dar com seu paradeiro, mas carecia de qualquer informação ao respeito.
Em 1979 a mítica Elis Regina dedicou seu disco “Essa Mulher” à memória do pianista assassinado.
Tradução: Libório Junior
Pare de achar que os filmes do Jack Chan são reais seu maluco.O Jack Chan era um agente secreto durante a operação condor kkkkkk.Duvida?Assiste o filme.É muito maneiro mesmo.
A pior coisa que aconteceu na ditadura brasileira foi a covardia da imprensa. Covardia conveniente, diga-se de passagem, dos grandes veículos da época. A resistência foi patrocinada por pequenos e heroicos jornais, alguns afastados de Rio e São Paulo de de alguns grandes jornalistas ( Como Wladmir Herzog, p ex) que muitas vezes pagaram com a própria vida pela sua coragem, hombridade e patriotismo. O PIG fede!
E tudo isso, ocorreu com o total apoio da CIA…
O que dizer sobre os milicos que deram o golpe e implantaram a ditadura? São muito mais do que assassinos!
É preciso sabermos a verdade sobre a nossa história, para que não se cometam os mesmos erros no futuro.
Uma vergonha!!! A Lei da Anistia é outra vergonha!
Lembro, anos satânicos que vivi….bando de diabos….xôxôxô
Se procurar na Bahia, acha ? ACM amava esse pessoal…
Tem até um político chileno em Santo Antônio de Jesus(BA) , que tem Pinochet e ACM como “ídolos”…
Sei…
Paulo Henrique Amorim, nada a acrescentar à operação “com dor” em nosso país e em outros vizinhos, companheiros da mesma desdita. Abram-se os porões, vamos – pelo menos – procurar saber a verdade, mesmo que ela possa ter mais de uma versão. Só um senão: o nome do grande pianista, o qual, durante vários shows da Elis Regina, tive a honra de aplaudir, era (e sempre será) CHICO TENÓRIO!!! Essa mulher!!! Um grande abraço das Terras Altas da Mantiqueira/MG
Essa Comissão de Verdade, mesmo se for “meia bomba”, vai ser muito dolorida para a nossa auto-imagem. Vai ser uma paulada.
O Brasil iniciou a Guerra Fria. O anticomunismo brasileiro não foi copiado de ninguém. Fomos o primeiro país aliado da URSS na Segunda Guerra a pôr o Partido Comunista na clandestinidade. Depois vieram os outros países.
A Copa do Mundo é nossa, o samba é nosso e é nosso também o pau-de-arara. A principal vitima da tortura foi o homem cordial e, portanto, o que nós conhecíamos como Brasil. Vai doer…
Não existe História oficial, o que existe são viés históricos. O que predomina no Brasil, no que tange a ditadura militar, é a do não terrorismo por parte dos milicos.
Tem que reescrever a história oficial… =^|
Esse negócio de esperar informação do jogo, trazida por quem está jogando é pilantragem. O leitor pode ter a impressão que aquele que tem pavio curto é mais criminoso que aquele auxiliava a ditadura na captura de ‘inimigos do sistema’.
O Brasil precisa passar a limpo esse período trágico de nossa história recente. Se queremos eliminar dentro de nossa democracia as fragilidades, as brechas e as fissuras que poderiam desestabilizar nossas conquistas libertárias, temos o dever e a necessidade de jogar luz nas trevas. Ainda convivemos com muitos personagens (pessoa física ou jurídica) que, mal disfarçados de democratas e defensores da liberdade de imprensa, foram aplicados colaboradores da ditadura e de suas bestas feras.
Hoje muitos desses se dedicam ao esforço de tentar desestabilizar o atual governo, como fizeram com o anterior.
Além do mais, trata-se de uma parte da história do Brasil, que seja como tenha sido, seus personagens e fatos tem que estar em nossos arquivos públicos à disposição de qualquer um que queira conhecer ou pesquisar tais informações.
Eu fico imaginando quem sao os”Brandidos”… Estes da da foto com certeza Brandos não sao..
um país considerado de primeiro mundo não é necessariamente um dos mais ricos. digo isso pq hoje a argentina é um orgulho para a américa do sul, a argentina está rompendo com o brasil e com toda a herança maldita vinda da ditadura e da falsa democracia menem. no momento em que a argentina instaura a ley de medios, quebra os monopólios de sua elite parasita golpista manipuladora, limpa com demissões compulsórias e restaura a dignidade e a gravidade de todo seu poder judiciário viciado e conivente com a impunidade até então, rever os crimes da ditadura e os pune com cadeia aos torturadores militares vivos sem churumelas. a argentina se prepara para em breve e primeiro que o brasil ingressar no primeiro mundo e aprimorar sua democracia. o brasil continuará sendo um país de mentira enquanto o regime de arranjos legais e o regime de impunidade prevalecer. a argentina é um orgulho para os sulamericanos e a esperança de que o brasil e toda américa latina rompa com a covardia legal.
muito bem. é isso mesmo. como sempre estamos seguindo a passos atrás da argentina. é uma lástima! minha querida presidenta aceleremos os passos.
Cadeia para os torturadores e seus colaboradores, é o que se espera.
Os Agripinos e Marcos Maciel da vida deverão ser convocados para contarem suas versões.
O pior de tudo isso?
Ainda há veículos que apoiaram a DITADURA por aí, sugando nosso dinheiro e promovendo a mentira.
Pessoal,
O que tenho a dizer é sobre uma campanha que o Sr. Reinaldo Azevedo colocou em seu blog – “Acho que a Comissão da Verdade, sancionada hoje por Dilma, tem de ter um patrono. Meu candidato é Carlos Lupi. Por Reinaldo Azevedo” – a qual creio ser bastante desrespeitosa com a memória dos desaparecidos políticos. Por isso, solicito ajuda a fim de sensibilizar aquele escriba a retirar a enquete do ar, somente por uma questão de respeito, só isso. Vejam a mensagem que coloquei lá (ele nunca publica meus comentários). Me ajudem nessa!
Senhor Azevedo,
“Não te preocupes, vou continuar a incomodá-lo! V.Sa. deveria ter, ao menos, respeito por aquelas famílias que sinceramente lutam para saber do paradeiro dos seus familiares desaparecidos durante a ditadura (não ditabranda!), independente do viés ideológico, pelo menos isso V.Sa. deveria! É uma chance, ainda que pequena, de acabar com essa dúvida (dor)! Mas fazer o que? Uma vez facista… Por sinal, parafraseando a paráfrase do Dr. Ulisses: Que inocência a minha, pedir aos sem senso um pouco de bom senso! Velho amigo reacionário, preciso ir. Boa noite e boa sorte!
P.S.: Essa, pelo menos, V.Sa. vai publicar, não vai? E faça o favor de retirar a enquete do ar!”
Enquanto o mundo inteiro tenta tirar os esqueletos do armário e fazer uma limpeza, no Brasil os JOVENS se vangloriam de serem membros do CCC e mostram uma foto do Vladimir Herzog assassinado como se isso fosse um motivo para se orgulhar: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/11/panfletos-ameacam-usuarios-de-maconha-no-campus-da-usp.html
Brasil é um país que vai pra frente! Taram, taram, taram!
O PIG faz a cabeça dessa gente! Taram, taram, taram!
Contra outro golpe, Dilma em horário nobre. Cadeia nacional, dia sim, dia não no boa noite Presidenta. O governo é muito bom e a divulgação muito ruim. Fora o boicote da mídia.
Disse tudo!
Concordo.
Há varios filhotes da ditabranda na midia escrita e falada. E vejam que eles são fervorosos.Oh, loco meu, eles fazem o tipo heróis e bom mocismo.
Imaginemos que não tivesse havido o golpe de 64 e a esquerda tivesse conseguido o seu intuito, ou seja, implantar o socialismo no Brasil.
Como estaríamos hoje? Melhor ou pior do que estamos?
mmmmmmelhor
Grande pergunta!!
Quem são os mocinhos e quem são os bandidos?
Ou quem sempre vê “The Big Picture” ?
OP.
Que esquerda? Não havia chance de haver uma ditadura de esquerda no Brasil. O que ia acontecer era uma série de reformas visando a acabar com as desigualdades que haviam na época e que persistem até hoje. A ameaça socialista foi um pretexto para o golpe. Não havia chance de o Brasil se alinhar com a URSS. Para isso, era necessária uma verdadeira revolução, aos moldes da Revolução Cubana, o que claramente não estava em vias de acontecer.
Fácil responder, a direita conhecemos muito bem, pois, foi de 1964 até 2002, e o resultado também conhecemos bem, grande porcentagem de pessoas abaixo da linha da miséria, falta de saúde, educação, corrupção, inflação, desemprego, fome, morte, país sem infraestrutura, total abandono, concentração de riqueza.
A sra. Nádia pode, depois de anos e anos de direita, votar na esquerda e emitir opiniões sobre qualquer assunto, seja na rua, seja com amigos, seja na internet.
A sra. Nádia, se morasse em Cuba ou na Coreia do Norte, não poderia fazer nada disso.
Estou errado, senhora?
Aliás, de esquerda o atual governo só mantém o ranço contra as ideias contrárias, o aparelhamento do Estado visando a manutenção do poder e a nomenclatura. De resto, segue a cartilha escrita pelo neoliberalismo.
Responsabilidade fiscal, câmbio flutuante, metas de inflação, aumento de consumo, lucro recorde em bancos e superávit comercial não são bandeiras históricas de esquerda. São da direita.
Essa é uma pergunta tão difícil de responder quanto irrelevante, na medida em que, não passaria de uma conjectura, teríamos pelo menos duas hipóteses: 1ª a dos exemplares, China x México. A potência do oriente tem duas qualidades para comparação, uma ainda é socialista, – se bem que eu não consigo entender porque se precisa de um partido comunista para conduzir o proletariado até o capitalismo, e outra é extensa e possui riquezas como o Brasil. O país latino por outro lado também possui duas qualidades de identidade, uma é latino, outra é capitalista e próximo do nosso ‘grande irmão do norte’. Bom tire suas conclusões, se bem que, eu ainda pense que seja completamente irrelevante…
Roberto Martins,
Muito melhor, claro, quase alcançando Cuba e a Coréia do Norte.
É por isso que, cada vez mais:
Lupi para a Comissão da Verdade!!!!
A Comissão da Verdade precisa investigar a colaboração da Falha de São Paulo com a ditadura, inclusive o empréstimo de seus veículos à Operação Bandeirante para transportar os presos políticos para o matadouro.
Quem é que não percebe que a Mentalidade Paulista apoiu este Golpe e podem creer o apoiarão novamente se houver clima. Morreu quem morreu. Vejam ai terrorismo de Estado. Por isto devemos fortalecer a nossa Constituição para que nunca mais aconteça estas aberrações.
Bastou um Hitler.
Cérebro nunca, até por não possui a contento! Para uma idéia de boston daquela, só pode ter saído de uma parte bem menos nobre do corpo, que faz a vez do que eles chamam cérebro..
Quero ver um museu e um ciclo de estudos dedicado ao assunto, quando isso vai acontecer? vao esperar morrer todos os torturadores para que isso aconteça?
A Folha e os Frias emprestaram os carros da empresa para que muitos desses crimes ocorressem. A imprensa brasileira e a sul-elite (não tem projeto de nação) são cúmplices dessa barbárie. Pelo que pensam as socialites, se pudessem faziam de novo. Não são civilizados. Se locupletam dos juros mais altos do mundo, tirando dinheiro da educação, da saúde, transportes e necessidades do povo brasileiro, enquanto sonegam impostos.
Para ficar por dentro da Operação Condor
Documentário – Condor – http://is.gd/l5xX13
Em março de 1974 Gabriel Garcia Marques em uma reportagem escreveu o seguinte: “O Chile ia ser a segunda república socialista do do continente depois de Cuba. Portanto , o objetivo dos Estados Unidos não era apenas impedir o governo de Salvador Allende para preservar os investimentos norte-americanos. O propósito maior era repetir a experiência mais cruel e bem-sucedida jamais feita pelo imperialismo na América Latina: Brasil”. E o PIG apoiou toda essa cureldade contra os brasileiros e outros povos da Améria do Latina.
Se brincar, Elis foi também alcançada pela operação condor. Dúvidas?
Dúvida muito pertinente…
Sei, não… mas acho que o STF vai cancelar, ou se esforçar para que as duas leis sancionadas hoje não funcionem… o que vcs acham?
Eu espero que a Comissão da Verdade e a Lei do Acesso à Informação, assinadas hoje pela Presidenta Dilma, possam de fato desvendar os horrores acontecidos na ditadura.Dilma disse que uma complementa a outra.Então que se faça a devassa nos arquivos e tirem esse peso dos nossos ombros, da nossa memória, dos nossos corações, da nossa História.É um primeiro passo.Confiemos nele.
Enquanto não aparecem as provas contra o ex-ministro Orlando Silva, deleite-se com esse pedido da ONU:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/11/onu-pede-julgamento-de-violadores-dos-direitos-humanos-no-brasil-1.html
E tudo que aconteceu de nefasto na América do Sul, partiu daqui, e a periferia, como na queda de roma, deu seu troco, pois não tínhamos como fazer um outplacement , sair para fora, e olhar para dentro, pois tinham todos os meios de produção de bens e capital bem como a média(midia), e inútil seria combater a covardia, naquelles momentos, pois levaram muito tempo para “aparelhar” o Estado e confeccionar a cortina de fumaça, e cooptar a igreja, porém agora, que conseguimos identificá-los bem como, o guizo está no gato, nesta trincheira inútel em que estão, não vai ficar pedra sobre pedra, o que resta é a sociedade, combater a mediocridade dos trollzinhos, travestidos no “movimento dos sem danoninho”, pois na passeata dos fantasiados de Duendes na Irlanda, tinham mais participantes do que a passeata da turba ensandecida dos paulinhos e patricinhas…maumau
Isso é só a ponta do chiqueiro. Havia uma articulação profunda entre a matriz – elite americana – e as elites locais e seus cães de guarda.
Antonio é lógico que houve uma simbiose entre a matriz e os tais da colônia, e estes últimos ainda se auto proclamavam patriotas.
Só a citação da palavra DITABRANDA é o suficiente para me envergonhar de ter como compatriotas tantos traidores do povo.
A ditadura brasileira foi muito violenta e exportou tecnicas de assassinato e tortura para Chile Uruguai e Argentina. O Brasil foi o unico pais que se tornou ditadura nos anos 60 todos os vizinhos se tornaram ditadura na década de 70 e isso fez com que o número de vitimas nesses paises principalmente na Argentina fosse maior pois eles já tinham o esquema de repressão política do Brasil como exemplo.Aliás a ditadura brasileira teve papel fundamental no golpe no Chile pois detestava Allende e queria perseguir os exilados brasileiros.A ditadura brasileira controlava a repressão no cone sul.
o editorial (mais para edital de convocação do dia do ódio – 1984) da ditabranda foi um prolegômeno (tenho dito) para amainar o nosso estado policial que desse a verga no povo e a uma elite bastarda se genuflexa lisonjeiro.
o poder é do povo.
A GRANDE INTERROGAÇÃO QUE FICA!!!
As condições pré-1964, são muito semelhante às de hoje, no que tange à imprensa golpista. E porque não se faz nada para mudar isso??? Medo??? Acredito seja “paúra”!!!
A alta comissária dos Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, pediu nesta sexta-feira (18) “medidas adicionais para facilitar o julgamento dos supostos responsáveis por violações dos direitos humanos” durante a ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985.
Pillay saudou a sanção pela presidente Dilma Rousseff, nesta sexta-feira, de uma comissão para investigar os crimes cometidos durante os governos militares, mas afirmou que essa medida “deveria incluir a promulgação de uma nova legislação para revogar a Lei de Anistia de 1979 ou para declará-la inaplicável por impedir a investigação e levar à impunidade (…) em desrespeito à legislação internacional de direitos humanos”.
Por isso mesmo, apesar de todos os contras que foram propalados, a Comissão da Verdade precisa acontecer. Só sabermos tudo o que aconteceu já será de grande valia. O nosso direito à verdade é fundamental.
Alemanha: um mistério neonazista
O caso envolvendo assassinatos cometidos por neonazistas na Alemanha vem provocando uma torrente de debates na mídia e fora dela, envolvendo políticos, autoridades, policiais, associações comunitárias, e começou a repercutir no exterior. A chanceler Ângela Merkel definiu o caso como “uma vergonha para a Alemanha.
Flávio Aguiar
Isso me lembrou da história do criador de gado que leva os bois para serem abatidos na fazenda do vizinho, com pena do animal.
na semana da consciência negra, o brasil começa a abrir a “caixa preta” da ditabranda…
Até hoje se esconde da sociedade que o golpe de 64 foi preparado por civis, os militares foram mais executores do que pensadores.
A embaixada americana era o local de encontro dos golpistas perguntem para o Wiliam Wack e Fernando Rodrigues, eles devem saber.
Aconteceu mais ou menos o que acontece quando os EUA invadem um país, depois do trabalho vem a divisão das riquezas, a mídia que trabalhou a opinião pública ficou com boa parte do espólio, empresas nacionais e transnacionais que financiaram o golpe enriqueceram e por ai vai…
Acorda Brasil!
Leiam sobre o assunto:
http://www.estuario.com.br/sobre-o-autor/clamor-a-vitoria-de-uma-conspiracao-brasileira/
vamos celebrar
Sem duvida a Dita foi muito branda para meia dúzia de famílias que controlavam e ainda controlam os meios de comunicação no Brasil e se enriqueceram prestando “serviços sujos” ao Regime Militar!
Ou os militares prestaram serviço sujo aos PIG-Golpistas.