“Garfada” na Saúde começou no governo FHC

O Conversa Afiada reproduz importante entrevista com Paulo Gadelha na Carta Maior:
Em entrevista à Carta Maior, o médico sanitarista Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz, diz que, apesar da derrota no Congresso da proposta de criação de um imposto financeiro com destinação à Saúde, o reconhecimento de que o setor é subfinanciado é um avanço. Sem dinheiro novo, a imensa máquina de saúde pública brasileira, hoje referência mundial, continuará devendo qualidade de serviços ao seu usuário. O subfinanciamento, segundo Gadelha, começou com a primeira garfada dada na Saúde, em 1994, no governo de Fernando Henrique Cardoso.
Maria Inês Nassif
Depois do enorme recuo que foi, para a Saúde Pública, a derrubada da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em 2007, a retomada do debate da regulamentação da emenda 29 pelo Congresso, que enterrou mais uma vez as chances de um imposto financeiro com destinação à Saúde, pode ter sido, enfim, um passo à frente nesse debate.
O médico sanitarista Paulo Gadelha, presidente da Fiocruz, acredita que, apesar da perda da contribuição social para a Saúde, os debates convergiram para o reconhecimento de que o setor é subfinanciado. A partir do fim da CPMF, o discurso hegemônico foi o de que a Saúde tinha problemas de gestão, não de financiamento. Ocorreu uma quebra desse padrão: com poucas exceções, chegou-se a um consenso, no Congresso, de que o ganho de gestão é marginal. Sem dinheiro novo, a imensa máquina de saúde pública brasileira, hoje referência mundial, continuará devendo qualidade de serviços ao seu usuário.
O subfinanciamento, segundo Gadelha, começou com a primeira garfada dada na Saúde, em 1994, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Se fosse mantida a referência constitucional, de destinação de 30% do Orçamento da Seguridade Social ao setor, a Saúde teria em caixa, já em 2008, R$ 110 bilhões. A queda da CPMF, em 2007, por sua vez, ocorreu no momento em que se formulava o “Mais Saúde”, programa que seria o segundo grande momento da Saúde Pública no Brasil (o primeiro foi a criação do SUS, em 1988). Foi uma estratégia, na sua opinião, de quebrar as pernas do governo.
Sanitarista de carteirinha, Paulo Gadelha, doutor em Saúde Pública, há 20 anos na Fundação Oswaldo Cruz, é desde 2008 presidente da entidade, eleito pelo voto direto dos funcionários. Gadelha vem da linhagem de médicos militantes da Saúde Pública que se envolveram na articulação vitoriosa do Sistema Único de Saúde (SUS), na Constituinte de 1988, produto de um movimento suprapartidário que foi o pai coletivo do maior sistema de saúde pública do mundo, o brasileiro.
CARTA MAIOR: Deixou de existir o velho Partido Sanitarista, que conseguia consensos suprapartidários para a área de Saúde Pública?
PAULO GADELHA: Ele ainda se reaglutina em momentos importantes, mas com características diferentes do que foi no momento de configuração da democracia, da inscrição do direito à Saúde na Constituição, da formatação do Sistema Único de Saúde (SUS). Naquela época, tanto isso refletia o movimento geral da sociedade como a natureza do próprio SUS. Hoje, as formas de participação e organização do sistema adquiriram dimensão, magnitude e canais participativos institucionalizados: as conferências municipais, estaduais e nacional, os conselhos, os fóruns onde os usuários se manifestam.
Aquilo que chamávamos de Partido Sanitarista era composto por intelectuais, instituições universitárias, institutos, alguns movimentos sociais e instituições que adquiriram um novo papel. Eles não são mais tão determinantes em relação a esse movimento. Hoje, por exemplo, uma conferência de Saúde, institucionalizada, tem milhares de pessoas, e, com todos os seus problemas, o SUS está implantado em milhares de municípios. Isso não quer dizer, todavia, que o movimento tenha simplesmente acabado. No mês passado, por exemplo, instituições como a Abrasco, a Cebes e a SBMFC apresentaram uma proposta de agenda estratégica de reforma sanitária para o ministro Eliseu Padilha. Nós fizemos uma proposta conjunta do movimento sanitário.
CARTA MAIOR: Do ponto de vista legislativo, existe ainda algum tipo de articulação entre sanitaristas?
GADELHA: Hoje é complicado chegar a um consenso de medida legislativa, mas começam a surgir grandes confluências. Há uma em sentido mais amplo – por exemplo, o reconhecimento do subfinanciamento da Saúde. Há pouco tempo, o discurso quase predominante era o de que o problema não era só de recursos, mas de gestão: se os desperdícios fossem corrigidos, poderíamos criar um sistema universal do porte que propomos. Estávamos pessimistas em relação ao debate sobre a regulamentação da emenda 29, mas o fato é que ele acabou revertendo esse discurso. Hoje se reconhece que a Saúde precisa de mais recursos, e os R$ 40 e tantos bilhões da CPMF viraram um ponto de referência em torno do qual se discute a fonte dos recursos e os mecanismos para garantir esse aporte. Para mim, isso é uma grande vitória: tirando uma ou outra voz dissonante, todos, por razões diversas, instrumentais ou não, da oposição ou da situação, concordam que a Saúde est[a sufbfinanciada.
CARTA MAIOR: O discurso do desperdício vem do fim da CPMF?
GADELHA: Sim, e o fim da CPMF representou uma fenda num momento muito importante. Àquela época, nós tínhamos um projeto estruturado, o “Mais Saúde”, tradução do Programa de Aceleração do Desenvolvimento (PAC) na Saúde. O ministério contaria com os recursos ordinários e com dinheiro suplementar, da CPMF. Toda a programação foi implodida, com o fim da contribuição. Uma série de metas e avanços que a Saúde que se estava desenhando ficou frustrada. Aquela perda foi extremamente danosa.
CARTA MAIOR: A retomada da idéia de um percentual fixo da receita corrente para a Saúde conquistou adeptos no decorrer da votação da regulamentação da emenda 29?
GADELHA: Isso faz parte de um processo. Se nós tivéssemos o que vigia anteriormente, um percentual da Seguridade Social para a Saúde, não teríamos subfinanciamento, porque isso implicaria valores para além desse aporte de R$ 47 bilhões hoje em discussão. Quando foi promulgada a Constituição de 1988, estava previsto que 30% do Orçamento da Seguridade Social [exceto o FAT] iria para a Saúde. Isso caiu em 1994.
Também naquele ano foram subtraídos 20% dos recursos da seguridade por meio da Desvinculação das Receitas Orçamentárias [na época, Fundo Social de Emergência]. Se a participação da Saúde no Orçamento da Seguridade tivesse sido mantida em 30%, o Orçamento da Saúde teria passado de R$ 54 bilhões para R$ 110,10 bilhões em 2008. Era, então, 8,4% do PIB. A proposta de obrigar a União a contribuir com o correspondente a 10% do PIB seria uma melhora na participação pública dos gastos nacionais e Saúde – outro consenso é que essa participação é muito pequena, está na faixa de 42% e é inadequada sobre qualquer padrão internacional.
CARTA MAIOR: Com ou sem dinheiro de novo financiamento?
GADELHA: Aí é uma briga maior, contra a idéia de que a carga tributária brasileira é muito grande. Uma carga tributária na faixa dos 34,7% do PIB está abaixo da média dos países da OCDE, que está em 36%. Estou dando alguns dados que, do ponto da área que pensa a saúde, desconstroem fantasmas e falácias sobre o tema que se acumularam ao longo dos anos. Outra questão é o gasto per capita em Saúde: estamos abaixo de vários países, inclusive da América Latina. Outro dado é favorável ao modelo do SUS: não é todo o país com mais de 100 milhões de habitantes que tem uma proposta tão generosa e ambiciosa de um serviço universal de saúde, com princípios de equidade e integralidade. Dessa magnitude, não existe outro país no mundo. Os exemplos que temos de sistemas universais, como o inglês e o canadense, atendem populações muito menores. O desafio é condizente com essa escala. Isso num momento também em que o sistema de suporte social, de seguridade e de área da saúde, virou um tema central da avaliação sobre as perspectivas de sustentabilidade dos países. Isso é um problema que a China, os Estados Unidos e mesmo a Europa estão enfrentando fortemente.
CARTA MAIOR: Mesmo subfinanciado, o modelo foi bem-sucedido?
GADELHA: Paradoxalmente, com todas as críticas e dificuldades que nós vivemos com a Saúde, o SUS virou uma grande referência para vários desses países. Nós tivemos missões oficiais da China aqui, querendo saber como a experiência brasileira foi capaz de superar a fragmentação pré-existente no sistema de saúde e como ela conseguiu gerar um sistema integrado. No caso chinês, o sistema de saúde tem características bastante retrógradas. Uma das pessoas que os chineses convidaram para estudar o modelo chinês e propor uma reforma da Saúde naquele país foi o Temporão. Michel Marmot, um dos grandes nomes da saúde mundial, que foi coordenador da Comissão Social de Referências para a Saúde, deu uma declaração, numa reunião com ministros de Saúde de todo o mundo. Ele disse: eu dou um conselho a vocês, aprendam o português e vejam o que está acontecendo no Brasil em termos de constituição de um sistema de saúde.
CARTA MAIOR: Não corresponde muito à imagem que o usuário tem do sistema, ou corresponde?
GADELHA: É um desafio do movimento sanitário, agora, redesenhar a alma dos movimentos sociais e das populações em relação ao significado e relevância desse projeto. A população recebe muita coisa do SUS sem identificar de onde vem. O Programa Nacional de Imunização (PNI) é um dos mais bem-sucedidos do mundo; o programa de AIDS e de transplantes são referencia mundial. Todos são do SUS. O SUS vai muito além da atenção básica.
CARTA MAIOR: A sustentabilidade do sistema é dada apenas pelo financiamento?
GADELHA: A base unicamente financeira não basta, é preciso também formar uma base de sustentabilidade produtiva nacional. Uma das questões eu tenho colocado isso é que a Saúde tem que estar no cerne do diálogo com o modelo de desenvolvimento do país. Todas as áreas de ponta de desenvolvimento tecnológico estão associadas à Saúde, que é um ponto central do ponto de vista das fronteiras tecnológicas. O setor de Saúde no Brasil já é um grande empregador, ocupa 10% da força de trabalho qualificada do país. O setor envolve cerca de 8,4% do PIB. É também uma das áreas onde a questão do associativismo e da organização social está mais presente, e tem capacidade de produzir e reduzir iniqüidades regionais. Ela tem um componente que permite, de forma muito privilegiada, articular políticas sociais com políticas de desenvolvimento e com políticas de desenvolvimento produtivo.
Do outro lado, a Saúde é muito afetada pelos determinantes mais gerais que são produzidos pelo modelo de desenvolvimento. É a Saúde, que em última análise vai ter que responder a problemas e questões que vão sendo gerados também por um modelo de desenvolvimento que não seja saudável. É fundamental romper a dicotomia que muitas vezes existe no país, e até às vezes está escrito nas formas de organização, entre o que é considerado como política social e política de desenvolvimento.
CARTA MAIOR: Esse é o momento dessa discussão?
GADELHA: Se nós não nos anteciparmos ao que vai acontecer nas próximas décadas, essa questão vai se agravar intensamente, por conta da evolução demográfica.
Em 2030, terá aumentado consideravelmente o percentual de idosos. A faixa de uso da atenção à Saúde e seu custo crescem consideravelmente a partir da faixa etária de 50 a 60 anos. A redução da mortalidade e a maior expectativa de vida não necessariamente implicam em redução da morbidade, ou seja, as pessoas podem viver mais tempo com a mesma doença. Um hipertenso há tempos atrás morria; um hipertenso hoje não morre, mas continua hipertenso e exige cuidados. Os próprios avanços na redução da mortalidade e promoção de saúde não implicam na redução de custo, além de obrigarem a reconfiguração de todo o sistema de saúde, porque passam a predominar as chamadas condições crônicas, que exigem uma forma de cuidado à pessoa mais integral. O que antes era considerado como uma separação – atenção primária, secundária, terciária – perde sentido. A forma do cuidado passa a ser muito mais complexa e integrada, e os custos mais os elevados. Eles serão maiores ainda se não houver uma base tecnológica nacional para dar conta disso.
CARTA MAIOR: É o momento de rediscutir rearranjos no SUS?
GADELHA: Eu imagino que sim. Uma das questões é repensar a reterritorialização da Saúde. A característica brasileira de três entes federativos resultou numa hiperênfase, num certo momento, à municipalização. A municipalização aproxima os investimentos das pessoas, dá um certo grau de autonomia, mas é uma opção que tem também seus problemas. Dependendo da natureza do problema e dos municípios, não há como lidar com a Saúde de forma municipalizada. O Ministério da Saúde está fazendo o Mapa Sanitário para fazer um recorte geográfico da Saúde, que indique qual o problema central dos territórios do ponto de vista epidemiológico, os recursos, equipamentos instalados, recursos humanos disponíveis. É uma forma de estudar como fazer a governança de Saúde de um território quando ele significa extravasamento dos municípios. Isso vai gerar uma rede permanente de prospecção em Saúde. Nós [Fiocruz, Ipea e Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE)] estamos terminando agora uma etapa, chamada de Livro Branco, para depois pensar cenários para 2030.
Esses cenários não são apenas para uso acadêmico, mas para indicar o que tendencialmente acontecerá se mudarem as condições atuais e o que seria o ideal e factível. O que se percebe: para se falar de espacialização no Brasil, o dado fundamental é que a grande maioria dos municípios brasileiros têm menos de 20 mil habitantes. Segundo dado: esses municípios estão perdendo população. E quem está ganhando população municípios com mais de 100 mil habitantes. Está havendo um deslocamento também das concentrações de saúde regional. Hoje passam a ter pólos mais concentrados demograficamente na região Centro-Oeste. Se você não pensar o mapa, da forma de atuar dentro da dinâmica que o Brasil está vivendo, você vai atuar atirando numa situação inexistente. Essa questão da territorialização, o papel dos entes federativos, de governança, isso é fundamental.
CARTA MAIOR: Inclui alguma governança coordenada entre municípios?
GADELHA: É, inclui. Não é centralização, mas a capacidade de definir metas, pactuar resultados, cobrar pelos resultados, definir formas de premiação por resultados, definir formas de ajustes nos programas em função de sua natureza. Alguns são centralizados, não adianta. Mas para fazer certos programas que exijam uma logística mais pesada, você terá a necessidade do governo federal muito presente, e dos Estados coordenando ações no âmbito de seu território. Outras questões podem ser da lógica municipal, mas não faz sentido pegar um município de poucos habitantes e repassar recursos para fazer sistemas de média e alta complexidade. Aí é jogar dinheiro fora. Nesse caso, pode se optar por consórcios entre municípios, e naquele mapa, descentralizar atenção básica e manter serviços de alta e média complexidade de forma mais centralizada.
CARTA MAIOR: A Saúde conseguiu uma integração satisfatória com os programas de distribuição de renda?
GADELHA: Eu diria que muito ainda precisa ser feito. A Saúde foi beneficiada pela geração de empregos, pelo processo de desenvolvimento econômico e pela melhor distribuição de renda, mas esses efeitos não foram acompanhados de estruturação das formas de diálogo com a organização do sistema de saúde. Hoje nós temos uma oportunidade imensa, na execução do “Brasil sem Miséria”.
CARTA MAIOR: Como vê a questão do financiamento?
GADELHA: É crucial, é uma balela dizer que você resolve o problema da Saúde simplesmente com gestão. A regulamentação da emenda 29 sem recursos adicionais é o mesmo do mesmo. Tem um significado muito importante porque rompe um patamar de muita dificuldade de enfrentar o problema da regulamentação. Agrega um pouco de valor porque Estados terão que colocar um pouco mais de recursos – não é porque mudou o percentual, mas porque muitos utilizavam os recursos da Saúde para outras finalidades.
CARTA MAIOR: Mas o ganho não é significativo.
GADELHA: Não é. Apenas alguns Estados que não cumpriam os seus 12%, ou maquiavam isso vão ter que colocar mais recursos na área da Saúde, mas isso não é significativo para o sistema como um todo. O que ela coloca é o desafio de agora, o que era um tabu, regulamentar ou não regulamentar, porque na hora que regulamenta – o que força num certo sentido é isso, queimamos mais uma etapa, e agora. Por isso eu digo que, num certo sentido, tantas vozes, algumas até surpreendentes, mostrando que a Saúde precisa de mais dinheiro.
CARTA MAIOR: Existe uma certa convergência em torno da fixação de um percentual de 10% do PIB para o Orçamento da Saúde.
GADELHA: Esta não é uma convergência. Seria um patamar confortável para a área da Saúde, e em torno dele se juntaram desde aqueles que defendem esse parâmetro há muito tempo, até a oposição, ou parte dela, como um desafio ao governo. Mas no governo não há consenso. Hoje o reajuste do Orçamento da Saúde já é feito com base na variação do PIB, aplicada sobre os gastos do ano anterior. Quando o PIB cresce muito o setor ganha; quando o PIB se aproxima de zero, há o efeito perverso, porque os gastos não param, população continua crescendo mas os recursos continuam os mesmos do ano anterior. A mesma coisa pode acontecer com as despesas correntes. O pessoal da economia da Saúde estuda várias alternativas. Uma delas é essa.
CARTA MAIOR: Por que não se consegue unificar governo e oposição em torno de um imposto para a Saúde?
GADELHA: Primeiro, por conta dessa idéia de que a carga tributária nacional é muito alta. Depois, tem essa afirmação, errônea, de que a CPMF é um imposto progressivo. E, finalmente, existe um cálculo político-eleitoral da oposição. A CPMF acabou virando uma espécie de Geni. A marca ficou muito ruim, inicialmente porque ela foi desvirtuada e desviada da Saúde. Houve também uma batida muito forte em torno da ineficiência do SUS, da corrupção. Naquele fatídico dia que antecedeu a discussão da CPMF (em 2007), houve no Palácio do Planalto uma das manifestações mais fortes e consensuais que eu vi de um certo campo político. Estavam lá representados vários entes federativos, movimentos sociais, tinha todas entidades de categorias presentes, tinha frentes de prefeitos – foi um ato extremamente significativo em torno do compromisso de que a CPMF seria usada exclusivamente para a Saúde, com desonerações previstas para correntistas de baixa renda. Quase houve um acordo com parte da oposição para votar. Esse acordo virou da noite para a manhã do dia seguinte, porque a oposição decidiu usar a votação para quebrar o governo. A derrota da CPMF trazia a idéia de desestabilização e ao mesmo tempo o uso eleitoral da extinção da contribuição.
Tudo de ruim no Brasil,começou nos governos antes de Lula.
Mesmo com todas as sabotagens demotucanas, a saúde melhorou. A distribuição de remédios e autorização para exames sofisticados jamais tiveram tanto incentivo.
Contudo, toda vez que há consenso de que tanto a saúde como a educação precisam de recursos, há que se ter cuidados. Lembram-se da criação do FUNDEF e do FUNDEB para melhorar os salários de professores e as escolas? Então, quem acabou se beneficiando foram os rentistas internacionais, amparados numa lei chamada de lei de responsabilidade fiscal. Quanto aos salários dos professores, estão aí para quem quiser conferir. Como a constituição garantia 15% dos impostos para a saúde o que fizeram os ilustres iusionistas? Acabaram ou isentaram alguns impostos e criaram as CONTRIBUIÇÕES, outra modalidade de tributo para não ser atingida por esses 15% para a saúde, muito menos 25% para a educação.
Se tucanos não conseguem nem administrar o seu próprio ninho(veja a bagunça que se transformou o psdb), imaginem eles no governo!
Os tucanos/demos criaram CPMF e depois, com a ajuda da FIESP, a derrubaram para prejudicar o governo Lula.
E depois, o Farol tem a cara-de-pau de falar que eles são “republicanos”.
Não há nenhum setor que esse pseudo presidente não tenha sucateado! E não cala aquela matraca,se achando a última gota de água do deserto! Estado mpínimo para o povo,e ESTADO MÁxIMO para os amices! Vendilhão invejoso.
Propostas para que o Brasil tenha um gasto anual per capita na saúde pública identico aos gastos da Argentina e do Chile: 1) Redução progressiva da taxa de juros primária ( SELIC ), onde por exemplo uma redução de 3 pontos percentuais, diminuiria o valor dos encargos da Dívida Pública Interna em aproximadamente 35 bi de reais por ano , sendo que estes recursos seriam transferidos para o orçamento anual da saúde 2) Criar uma CPMF que incidiria sobre cheques , DOCs ou transferencias bancárias acima de R$ 10.000,00 , aplicando uma alíquota de 0,10%
Para que servem os partidos políticos de oposição, PSDBDEMO, para implodir projetos como o que foi estruturado, o “Mais Saúde”, que cuidaria mais do povo. Para que ? Povo para eles tem que se lascar e morrer a míngua. LULA soube segurar a qualidade e manter a saúde mesmo sem a CPMF, durante quase 4 anos, atravessando ainda uma das maiores crises mundiais. Gestão é isso, o resto é trololo de sociólogo e de sanguessuga.
O Ministério da Saúde deveria convocar cadeia de rádio e televisão,e botar o Paulo Gadelha para soltar o verbo.
Pelas afticulações que, diariamente, ouvimos ou asitimos, nas enttrevistas, nas manchetes, nos telejornais, o foco é atacar a saúde como o ponto fraco dos governos Lula e Dilma. A esperança da oposição é que o povo leve em conta os problemas da saúde e dê seu voto aos seus candidatos. Qual o outro tema pode motivar o povo a votar em alguém da oposição hoje? Portanto, é urgente encontrar um caminho para melhoria da saúde. Se nós cortássemos partte das verbas de publicidade para o PIG já seria uma ajuda.
E esse partido sonha um dia voltar à governar nosso Brasil?
rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
Oposição Golpista! O povo tem que ter conhecimento destes acontecimentos, para movimentar a favor do que é melhor para ele! Vê-se que os problemas políticos sempre estão ligados aos problemas da distorção e omissão da comunicação pela oposição/PIG…. E esta situação só resolverá com a aprovação da Ley de Medios… =^|
A oposição ganhou aquela vitoria e fez um estardalhaço danado porque seus meios justificou seu fins! Prejudicar o governo e por tabela o povo! Dá parte do empresariado dizia eles que os repasses por causa do imposto cairia e o cidadão sentiria os efeitos em produtos mais baratos, até os dias de hoje nenhum centavo foi descontado ou desonerado dos produtos, enfim, prejudicado mesmo foi o povo e o Brasil. Foi uma manobra de FHC e seus compinchas, aquele que quebrou o país 3 vezes consecutivamente, mesmo deixando a presidência
vez ou outra sai de suas trevas para sabotar o Brasil com S que caminha para o desenvolvimento!
Ressaltando que o governo FHC iniciou-se em 1995…
A oposição, com a ajuda da FIESP e a imprensa tucana fizeram o estrago, sem contar a incompetência da base aliada que dormiu no ponto. A carga tributária nacional é acima de tudo injusta e não tão alta, se compararmos com países da OCDE, como é dito todo o dia pelos empresários e oposição. Mas que é injusta e o retorno dos serviços prestados pelos governos ainda são precários isso não tenho dúvidas. Falta coragem ao governo propor uma reforma tributária que resgate a CPMF em contrapartida de um modelo mais justo, onde o rico pague mais e o mais pobre menos. O assalariado, que tem contracheque, e de classe média, de fato paga muito e não possui os mesmos instrumentos que os mais ricos para deduzir os impostos junto a Receita Federal.
Tá a maior privatização, agora.
O imposto financeiro da Europa aí. Escutei um americano, muito inteligente, dizendo: “Vocês são loucos. Acabar com um imposto excelente como esse, numa época como essa…!” Enfim, a sensatez vai prevalecer e a CPMF vai ressucitar.
Com o farol baixo no comando e seu incruado çerra abaixo, no ministério da saúde, tudo poderia acontecer naquele ambiente vampiresco. A obsessão pelo “estado mínimo” levaria mais cedo ou mais tarde a saúde pública ao CTI. Só nos damos conta disto quando alguém como este médico sanitarista Paulo Gadelha, que conhece bem o sistema, nos esclarece o que foi a “j”estão do ministro da saúde durante o governo FHC.
O PSDB é PhD (Honoris Causa) em quenrar o Brasil e ir ao FMI. No tempo das trevas, o dinheiro da CPMF era utilizado para pagar os empréstimos do FMI. Não foram para os fins destinados. Mais um “estelionato eleitoral” (outra obra marcante) do PSDB. E agora, em razão da (in)competência deles, querem atrapalhar a vida dos outros. Enfim… de onde nada vem é que não se pode esperar nada mesmo.
Isso é cuidar da coisa pública?
Governo de Minas dará honrarias de chefe de estado à Ivete Sangalo:
http://www.viomundo.com.br/humor/para-ivete-dragoes-da-inconfidencia-para-os-professores-tropa-de-choque.html
Para os professores: Cacetetes, espiões, gás lacrimogênio…
Posso até estar fugindo do foco deste post mas em se tratando de saúde e de governo FHC, não esqueço as ambulâncias superfaturadas. Era o período de gestão do maior ministro da saúde de todas as galáxias.
nossa mas ate quando vao culpar o FHC? ja se passaram 9 anos, ja deu mais do que tempo de reverter
ze,
mas os próprios tucanos dizem que Lula recebeu a maldita herança de fhc.
zé é a turma dele que ñ deixa funcionar as coisas boas ok?
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK… Que TOLO!! Como consertar em 9 anos mentalidades mercantilistas calcificadas, construídas ao longo de 500 anos de exploração e abandono do povo???? Mas estamos caminhando para resolver mais essa questão, não tenha dúvidas disso. CPMF, JÀ!!! Para todos que ganham acima de R$ 5.000,00.
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
Zé, vão levar anos e mais anos para consertar o estrago, o cínico sociólogo et caterva casou danos quase irreparáveis; ainda bem que nós(opovo trabalhador)salvamos a Petrobras, o BB e a CEF, senão, não haveria quase. Penso que mais uns 9 anos os danos estarão reparados.
Bom, se o problema da saúde é tão grande hoje no Brasil (e eu entendo e acredito que seja), porque os profissionais de saúde de todo o Brasil não se uniram ao governo durante a campanha que o governo promoveu para tentar a aprovação da CPMF?
Ou será que a grande maioria está pouco se lixando com o que vai lhe acontecer quando precisarem usar o sistema de saúde pública? Era só mostrar as condições de trabalho que lhes são impostos, os salários e a falta de infraestrutura nos atendimentos.
Agradece a iniciativa privada.
PROFISSIONAIS DA SAUDE, vulgos médicos não existem muitos não. Mas temos muitas esperanças nestes jovem que se formarão daqui em diante ,esses sim VERDADEIROS DOUTORES EM MEDICINA.
Porque até agora so tivemos ENFERMEIROS DE MERCADO consultorios luxuosos e COBRAM CARO.
O que há de pior no brasil começou no fhc!Do ponto de vista econômica não teve nada de pior no país!
A CPMF deveria ter tido um carimbo “tudo para a saúde”.
Infelizmente, não foi o que ocorreu. Apenas uma parte pequena dela ia para a saúde.
FHC e cia medonha, objetivam arrebentar o SUS ao incutir: dêmono-CPMF.
Ocorre que o trabalho angelical de Lula e Dilma joga a pá de cal.
Ascendem aos céus os anjos esquecidos.
Com o incremento de milhões à classe “C”, milhões de carteiras assinadas; óbvio: sob calorosos aplausos de os planos de saúde privados, o SUS, conforme pesquisa, têm significativa melhora.
Menos pessoas a procurar o SUS…
Melhor atendimento…
E com o incremento de mais abobrinhas, então: haja pulsos.
Resta ao FHC e assecla: queimar carteira de trabalho em praça pública.
Acho que os mais contrários da nova CPMF são os mais ricos e a classe média alta que teem seguro saúde, os verdadeiros pobres, não iam nem perceber pq poucos teem conta em bancos; os outros e os políticos gritam mesmo p/ fazerem média e aparecer!
Rico quer pagar imposto? Jamais. Se puder, rico acaba com os impostos? Acaba. Rico controla o Congresso? Controla. Através do financiamento privado de campanha política.
Lamentavelmente, o livro do Amauri Ribeiro J.r não sai, para sabermos quem é quem no Brasil e o que quem fez para figurar no livro de persona non grata.
Pobres desinformados iludidos pelo os PSDB/DEM que pagarão o preço por não ter apoiado a não extinção do imposto. O imposto era para os ricos e não para os pobres. Lamentável!
É legal ver a “dificuldade” com a qual lidam os telejornais TUCANOS do PIG!
De um lado são ARDOROSOS defensores do fim da CPMF!
Do outro mostram o descaso do governo em relação à saúde!
Não ligam os pontos, Problemas na saúde com a falta de financiamento…
Quando falam do financiamento eles falam em “EFICIÊNCIA” E “GERENCIAMENTO” e fim da “CORRUPÇÃO”.
Se as 3 coisas somadas fossem suficientes o estado de SP não desejaria USAR OS LEITOS DO SUS PARA A INICIATIVA PRIVADA!
Pelo que pagamos pelos planos de SAUDE teríamos atendimento de 1 mundo!
Imaginem o SUS gastando R$ 2.400,00 por ano para cada Brasileiro!
O sistema de saúde no Brasil era perfeito entre 2003 e 2007, nos anos do nosso Lula e com a CPMF. Depois que os demo-tucanos entreguistas a derrubaram, ficou essa porcaria que está hoje.
À mostra a estupidez dos demotucanóides com a saúde dos brasileiros
Saúde e educação nao são gastos, sao investimentos
Tem muito pobre que festejou o fim da CPMF. Muitos vão ter seus pesadelos nas filas dos hospitais públicos de SP.
Na minha região muita gente morre sem sequer ser atendida, pois os exames pedidos ou a quimioterapia são marcados para depois de meses. Isso é São Paulo, Capital.