O Conversa Afiada publica artigo de Emir Sader, retirado da Carta Maior:
Onde estava você no golpe militar?
Os países costumam ter momentos fundamentais, em que se decidem os seus destinos. Nesses momentos cada pessoa, cada força política, cada meio de comunicação, todos, revelam suas posições profundas, os interesses que defendem, de que lado estão. O golpe militar de 1964 foi esse momento decisivo na história do Brasil, quando a democracia foi questionada e finalmente derrubada e destruída por uma ditadura militar.
Daí que faz todo sentido perguntar para cada um: Onde estava você no golpe militar?
Havia dois discursos, antagônicos. Um, o da defesa da democracia e extensão das suas conquistas, com a incorporação de setores cada vez mais amplos aos seus direitos fundamentais. A favor da extensão da democratização do Brasil – da sociedade e do seu Estado.
O outro, assumido por toda a mídia, junto com os partidos de oposição e o governo dos EUA, era de que os riscos à democracia que representaria o governo de Jango, justificariam um golpe militar preventivo. Argumento típico da guerra fria, que mobilizou forças contra a democracia, promovendo golpes militares em muitos países do continente. Foi exatamente o que aconteceu no Brasil.
“Nas palavras do presidente (sic) Castello Branco proferidas na solenidade de posse há uma nítida convocação para que a obra de reconstrução se faça com a colaboração indistinta de todas as classes, das produtoras e das trabalhadoras, das armadas e das civis, das eventualmente saudosistas do antigo regime e das que se regozijaram com a sua deposição.” O ditador é tratado, no título do editorial, como: “O Presidente de todos”, pelo jornal dos otavinhos. A manchete do dia do golpe – primeiro de abril – foi: “Ademar: 6 estados sublevam-se para derrubar Goulart.” Nenhuma menção à palavra golpe, menos ainda a ditadura e à intervenção dos militares, aliados com o grande empresariado, com os partidos de oposição, com a hierarquia da Igreja Católica e com o governo dos EUA.
Nesse momento crucial da nossa história, que mudou a nossa história de forma tão radical na direção da ditadura contra a democracia, de um modelo econômico excludente contra a inclusão social, pela aliança subordinada com os EUA contra a soberania nacional – nesse momento, cada um mostrou sua cara, disse de que lado está. Do lado da democracia ou da ditadura, dos interesses nacionais ou do entreguismo, da inclusão social ou da exclusão social.
É fácil, depois que a resistência popular derrubou a ditadura, tergiversar com a palavra democracia, esconder o passado, tentar embaralhas as coisas, para buscar impedir que se recorde onde estava cada um no dia primeiro de abril. Mas tudo está consignado pela história. O editorial mencionado acima é apenas um dessa empresa e de todas as outras – à exceção da Última Hora, que por isso mesmo não sobreviveu -, de apoio e incentivo ao golpe e à instauração da ditadura militar. Que venham a publico desmentir ou se arrependerem, se consideram que cometeram o pior erro que se pode cometer, de atentado grave e reiterado á democracia.
Todos os que estivemos do lado de cá, de defesa da democracia, não temos nada a esconder, nos orgulhamos disso e seguimos coerentes com essa luta. Estávamos, no primeiro de abril, e seguimos estando, do lado da democracia, dos interesses populares e nacionais.



Eu não era nem nascida, mas parece que o William Bonner já era. Olha só ele aí nessa foto…, tranquilão após dedurar a galera.
kkkkkkkkkkkkkk
Eu tinha 12 anos e cursava a 2ª série ginasial em uma pequena cidade do norte do Paraná. Lá ñ tinha TV, mas o Reporte Esso dava o recado, movimento das tropas, General Mourão em Minas, Brizola convocando o Sul, grupo dos onze, fardas, jeeps e poeira, a freira me chamando de comunista e meu pai me pegando na rua botando pra dentro de casa. Os acontecimentos eram assuntos tratados na mesa do jantar, eu dizia que era golpe, meu pai dizia que era revolução e a minha mãe preconisava intervenção, todos nós tivemos razão porque aconteceu de tudo um pouco e muito mais. Cada um de nós tem uma história pra contar.
Tinha 23 anos,terminava a Faculdade de Direito,era presidente do Diretório e participava das reuniões na UNE, no prédio da Praia do Flamengo.
Ali nos reunimos às vésperas do golpe. Havia entre nós estudantes, grande esperança de uma reação popular. Estávamos em contato com militares nacionalistas que se propunham a defender a ordem democrática.
Deu no que deu.
Estive na luta clandestina por cerca de quatro anos.Tive ordem de prisão e as minhas fotos se viam nas rodoviárias e estações de trem.Não consegui me formar em Direito.
Saí do Brasil e vivi como exilada em um país da Europa, até 1980. Lá consegui bolsa de estudos e cursei Economia.
Casei-me com um europeu, militante como eu,tivemos três filhos homens.
No exterior, montamos uma rede de ajuda aos exilados e sempre nos reuníamos para saber notícias do Brasil e tentar ajudar os companheiros que aqui ficaram e continuavam a luta pela redemocratização. A vida dos exilados era difícil, dura e triste. Mas muitos de nós sobrevivemos para voltar e hoje assistimos com esperança o início do Governo Dilma Rousseff.
Hoje,eu meu marido ,filhos e netos vivemos todos no Brasil e fizemos campanha entusiasmada pela Dilma.
Vejo que é necessário organização e grande mobilização popular para apoiar os projetos e ações do seu Governo.
Ela é uma mulher extraordinariamente culta em termos políticos e muito corajosa.É tudo de bom!
A mídia e os interesses capitalistas jogam sujo para desestabilizar o governo e desgastar a imagem da Presidenta.
Cabe a nós reagirmos à essa manipulação denunciando as armações,como faz o blog Conversa Afiada, que frequento assiduamente.
Cerremos fileiras em apoio à Presidenta!
EWu tinha 21 anos, trabalhava numa empresa multinacional como datilógrafa, e no dia do golpe fui até a praça da Sé, para ver se havia laguma reação. Só estavam o exército, carros enormes e muitos soldados que não queriam aproximação. Eu vivia com minha mãe e irmã, que não eram políticas, e vivam com medo de eu ser presa, pois ia na sociologia da Maria Antonia, assistir palestras até do Serra. O canalha deixou muita gente na mão. E eu nem era estudante.
Em 9 de abril, José Maria Alkmin foi eleito vice-presidente da República pelo Congresso em chapa encabeçada por Castelo Branco, derrotando Auro de Moura Andrade. Com a extinção dos partidos políticos em 1965, filiou-se à Arena (Aliança Renovadora Nacional), sendo ainda reconduzido à Câmara em novembro de 1966.
E por que escrevo isto? Porque o primeiro vice presidente do GOLPE era primo “carnal” de minha bisavó. Nasci em fevereiro de 1974, auge da ditadura. Por isso, sinto que tenho uma dívida para com este país… pelo fato de meus antepassados haverem participado desta barbaridade. Nunca mais, poderemos aceitar qualquer forma de ditadura. Por isso, conheço tão bem a direita, a ponto de NUNCA ter votado nela. Bem que minha mãe sempre disse que eu era rebelde! Olê, Olê, Olê, Olá…LULA…LULA…
eu tinha 10 anos e morava no nordeste de minas gerais e lembro q eu tinha um tio q praticamente fazia os homens da familia ficar a favor do rejime depois q creci fui entender o meu tio era fazendeiro e conhecido como coronel depois q entendi a vida tenho vergonha da quela parte da familia
Nesta época eu estava frequentando a doutrina da primeira comunhão. As irmãs diziam que os ” comunistas” entravam nas nossas casas, roubavam, matavam e destruiam igrejas.Minha vó rezava para que o exército salvasse o pais.
É Ivone, e eles também comiam as criancinhas, segundo diziam os sectários da direitona. Quanta covardia essas elites fizeram com o povo brasileiro.
É legal que alguém, de vez em quando, jogue na sua cara que tudo tem sim lado. Não importa se nasceu ou não e a pergunta continua – De qual lado você está???? Aliás, a quantidade de tiranos que chegam à maturidade depende deste IMC – “índice moral coletivo”.
Nasci em 63, mas nos anos de chumbo, 70’s, depois do golpe dentro do golpe (a decretação e aplicação do AI-5), lembro bem da minha mãe e do meu pai desesperados pra enterrar, na calada da noite pois dedos-duros você enconrava em todos os lugares, livros que meu irmão mas velho lia e que eram considerados de “alto teor subversivo”… entre os livros que ele gostava estavam “O Capital”, “A ilha”, poemas de Thiago de Mello, etc… tempos duros, mesmo para uma criança que com 8 anos de idade começa a querer entender o mundo.
Infelizmente não vivi naquela época. Gostaria de ter estado lá, e de ter dado minha vida – se necessário fosse – pelo Brasil e pela democracia nacional.
Eu não era nascido, mas meu pai já havia apanhado em Ipatinga, sob as botas da polícia do Magalhães Pinto. era o golpe que se anunciava.
Os pulhas que apoiaram o movimento repressivo de 1964 continuam hoje por aí..flanando pelos corredores de Brasilia, posando de ferrenhos defensores da democracia. Outros, do alto de sua arrogância maléfica aos brasileiros, tentam tapar o sol com a peneira afirmando que não tivemos uma ditadura, mas uma “ditabranda”. Continuarão sendo pulhas até enquanto estiverem com suas almas queimando no inferno.
Estava voltando do trabalho quando cheguei à Prça. do Patriarca e vi que a rua Direita estava fechada o/um brucutu. Entrei p/rua XV de Novembro, onde houve uma correria, e não sei como, me vi dentro de uma loja que esta c/a porta semi-cerrada, onde esperei a situação se acalmar p/ir embora.
Sader pergunta na Carta e eu respondo: eu não era nem pensamento para rascunho de projeto humano, mas posso imanginar o que os meus avós e pais sofreram na pele e em suas mentes. Violência social absurda e impositiva sobre os mais sagrados dos direitos humanos.
Se eu ja estivesse nascido naquela epoca. Eu sem sombra de duvida estaria morto ou sendo torturado.
Eu não era nascido. Mas pelo que meu avô me contou, no dia do golpe eles e seus amigos sairam do interior do Rio Grande do Sul e se dirigiram a Porto Alegre, pronto para pegar em armas se o governador do Rio Grande do Sul ou o presidente Jango ordenassem. Meu avô disse que boa parte do Rio Grande do Sul estava disposto a lutar para defender a democracia.
Eu nasci 7 meses depois. Família apolítica, creio que por isso tanto fazia. Somente aos 15 anos me iniciei na política. Política estudantil, Marx, Guevara, coleção Primeiros Passos…
Deveríamos ver, num dia, o PIG ser convocado a uma sabatina pelos autênticos brasileiros no Congresso. Um dia! Um dia!
(n é brincadeira) Com o golpe,meu pai ficou tempos foragido -encontrou abrigo na casa de uma tia;para q ele pudesse me ver,minha mãe enrolava-me em jornais -a fim de n chamar atenção.
…era menino pequeno lá em Arapongas PR. Parece que por muitos anos era proibido saber o que se passava no país. Crianças, vivemos a ditadura militar sem saber que aquilo era errado e porque.
Bom, nasci três dias após a morte de Tancredo Neves, sob a “égide” de um governo arenista por meio de um civil: Sarney. Grande farsa…
Eu tinha dois anos de idade e com o passar dos anos meus familiares foram explicando toda aquela barra pesada. Uma coisa que me lembro com satisfação foi o que fiz no colégio em 1976 que eu estudava, teve uma apresentação do exercito e foi dado depois refrigerante para os estudantes e como esta eu P… da vida com aquela imposição toda peguei o velho e adocicado gasoso Gato Preto e balancei com força e soltei o dedo e como a turma gostou foi aquela guerra melada de refrigerante. O pessoal do colégio e os militares ficaram fulos da vida. hahahahahahahaha!
Eu nasci bem depois mas me lembro que meus pais,vivendo no interior bahiano,nem sabiam direito do que se tratava.E os livros na escola não denunciavam ninguém,pelo contrário.
Mas na primeira eleição presidencial,aquela do Collor,eu já conseguia perceber quando a mídia favorecia um candidato.Desde aquela época eu passei a suspeitar da falta de imparcialidade da mídia.
Eu tinha onze anos, não entendia muita coisa, apenas tinha muito medo do meu pai ser convocado pra alguma guerra, pois via os caminhoes do exercito passar todo dia na Rio/Bahia , os professores na escola tinham medo de falar em politica um ou outro se atrevia a falar alguma coisa, so sei dizer que foi um clima danoso, depressivo ruim mesmo para a nação.
Eu tinha 9 meses. Nasci em junho de 1963. Descobri que vivíamos em uma ditadura aos 16 anos qdo cursava o segundo grau no CEFET-RJ. Havia um rapaz belíssimo que vagava com o olhar perdido pelo jardim central da escola. falava coisas desconexas. Ninguém me dizia quem ele era. Um dia minha professora de física contou-me a história. O rapaz era um ex-aluno da escola que havia sido preso e torturado. A violência contra aquele ser humano foi tanta que ele enlouqueceu. A maior violência, porém é querer varrer a história daquele rapaz e de muitos outros para debaixo do tapete da história. Sinceramente, gostaria de saber os nomes e as estórias desses heróis para contar para os meus netos.
Tinha 6 anos de idade e residia numa cidade do interior, que ficava alheia a todos e a tudo, quando houve o golpe de estado. Cresci com a ditadura imposta pelos militares e pelos entreguistas. Mas, mesmo à distância acompanhei os movimentos contra a ditadura e fiquei o tempo todo do lado de cá, na defesa da democracia, e como Sader e muitos outros, não tenho nada a esconder e posso me orgulhar disto, pois fiquei do lado da democracia, dos interesses populares e nacionais. E os do lado de lá, o que vocês têm para dizer? Vamos mostrem a cara!
-Se voce vier me perguntar por onde andei,
No tempo em que você sonhava,
De olhos abertos lhe direi,
-Amigo eu me desesperava.
(BELCHIOR)
Estava na minha casa, ainda criança, e morrendo de mêdo porque meu Pai era estrangeiro.
Os milicos, rotineiramente passavam por lá para ver se “estava tudo bem”.
Por isso esse ódio, às vêzes incontido, quando vemos matérias como as do torturador Ustra.
Ainda falta uma grande faxina para ser feita neste País.
Só que essa vai demorar um pouco mais.
Quem sabe, só o senhor Tempo a fará.
Em 1964 com 10 anos fiquei petrificado com as notícias do rádio. Não gostei, principalmente, dos discursos de um tal de Castelo Branco. Entretanto, em 1970 com 16 anos estava preso e sendo torturado por covardes comandados por um coronel, num quartel verde-oliva em Itu.
Eu nasci em 64!!
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
Nasci em janeiro, portanto, tinha cerca de 3 meses de idade quando o Golpe ocorreu… Nesta época minha mãe vivia em Ijuí-RS. E lá estava eu, com a mamãe… e Hoje estou aqui, digitando este texto. O que me leva à inevitável constatação de que “aonde quer que você esteja, você sempre estará LÁ”. Boa Democracia a todos. VIVA O BRASIL!!
“O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
A análise do papel da mídia no golpe é muito pertinente
para entender o pig hoje.
Tinha 13 anos quando meu País foi covardemente derrubado pela besta e enquanto ele sangrava eu crescia sabendo de conhecidos ou não serem perseguidos, presos e torturados ou mortos.
Eu tinha 10 anos e morava em Breves, uma cidade na ilha de marajó no Pará.
Tinha 16 anos e era alienada.
Não sabíamos de muita coisa, pois proibiam aglomerações nas ruas.
Era tudo muito tenso.
Eu não tinha nascido na época do golpe, mas peguei a época do estado de sítio aqui em Brasília na época da eleição indireta do Tancredo! Estuda num cursinho preparatório para a Acadêmia de Cadetes da Aeronáutica quando fomos abordados pela polícia falando para não nos reunirmos! E olha que estávamos estudando para sermos militares!
Klaus
No segundo dia meu pai foi preso. Tinha 15 anos. Ele acusado de leitura subversiva. Que bom! Aprendi muito. Não com a estória oficial. O sofrimento de meu pai não foi em vão. E graças a isso sou um brasileiro orgulhoso desse novo país. Tinha aversão a milico, mas o destino me levou a conviver com eles. Descobri, que tempo e lugar não escolhemos, eles nos escolhem. Gente boa e ruim independem de espaço e tempo. Minha história não interessa, mas o Damasceno e outros da FAB nos enche de orgulho.
Na quarta-feira, dia 1º de abril e dia do golpe, nos dispensaram das aulas, sem explicar o porque. Na volta para casa, muitos milicos pela rua. Foi aí, aos dez anos de idade, que tive contato pela primeira vez com a ditacujadura. Perguntei a um reco, que guardava a porta da telefônica de Caxias do Sul, o que estava acontecendo; “Primeiro de abril”, respondeu ele, mau-humorado, batendo com a coronha de sua espingardinha em meu ombro…
Eu estava no agreste nordestino, sul do MA, não muito longe do Bico do Papagaio, palco da Guerrilha do Araguaia.
Eu tinha uns 10 anos de idade mas me lembro que ouvia pelo rádio os militares alertando o povo contra os opositores do regime, que eram chamado de terroristas.
Com o tempo vi que não eram terroristas coisissima nenhuma, eram sim jovens lutando contra o terrorismo do Estado brasileiro
Na luta, no exilio, na volta, na luta. Estou viva!
Pelo que sei,aqui no RS,houve resistência.Minha avó me contou que meus tios vieram para a capital,a fim de lutar.Isso não ocorreu porque Jango não queria ver sangue inocente,de bons brasileiros,sendo derramado.Se houvesse luta,não amargaríamos tanto ,e tampouco, esses lesa pátria estariam ainda jogando os dados. Me serve de alento entretanto,saber que não fugimos.Como não fugirei hoje,se necessário.
Bom, eu tinha treze anos e fazia a primeira série ginasial no Liceu do Ceará…quase todos os dias a PM proibia a nossas manifestações que começavam na Praça do Liceu, em Fortaleza. Eu, um menino, ficava com medo de levar porrada com cassetetes de borracha ou levar tapas de milicos. Corríamos alguns quarteirões. Ônibus que passavam, abriam as portas para que alguns subissem e saissem do sufoco. Muitos de nós ficamos abrigados nas dependências da Rádio Dragão do Mar, uma emissora que participava da rede da legalidade, comandada no sul pelo Brizola.
Ex-governador de São Paulo se mostrou contrário à posição de FHC
O ex-governador de São Paulo, Cláudio Lembo, em entrevista ao Portal Terra, afirmou que não vê as declarações do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que se colocou em defesa da descriminalização do usuário de maconha, com surpresa, pois essa já seria uma posição antiga do sociólogo. Segundo ele, FHC já “se disse maconheiro” desde a campanha para a prefeitura da capital paulista, em 1985, quando enfrentou o também ex-presidente Jânio Quadros. “Ele se disse maconheiro na eleição contra Jânio [1985], portanto não vejo novidade nenhuma. Ele apenas está registrando no presente o que já falou no passado” declarou. Lembo se mostrou contrário a qualquer tipo de legalização da droga. Durante a entrevista, ele também afirmou ser contra o Projeto de Lei que criminaliza a homofobia.
1 de abril, o dia da mentira !!!
“…estou farto de semideuses…”.
Nasci no ano do golpe. Sou um efeito colateral de 1964. Cresci com os ensinamentos do pai que era anarquista e sempre me dizia” Só o dia em que o povo chegar ao poder máximo é que o Brasil será de vez uma nação desenvolvida.
… todo mundo sabe que o PIG principalmente, pigbobo, vive de favor do Estado, se vale do espaço que tem na comunicação puxando sempre o saco do governo prá se manter. Até terra ela grila. O erro que cometeu foi tentar pisar na Presidenta Dilma. Na companha. Talves porque já soubesse que com ela tem mole. Tem mais mais si…
Bom é que ela nos subestima, pensa que o povão não entede de conjuntura, análise polílica, econônica…
Confesso,nem tinha noção do Golpe…Mas se tivesse ficaria do melhor lado…do lado do POVO.Sempre pela liberdade,Sempre pelo Humanismo,Sempre pelo Social.
Eu estava mamando, pois tinha 3 anos de idade.
Tem gente estranha na PF…a Dilma tem que ficar de olho aberto…os tucanos enrustidos não dão trégua….
Como diz o lema dos ANONYMOUS: “Não esquecemos. Não perdoamos.”
Eu estava ao lado da minha mãe, apreensivos, indo para Belo Horizonte, pois, meu pai havia sido preso no Rio de Janeiro já em Abril e estava sendo transferido para Belo Horizonte. Na época, meu tio que morava em são Paulo já advogava para tirar pessoas da cadeia, levar mensagens dentro de papel de bala enquanto sua esposa, gravida de 7 meses era levada a sentar na cadeira do dragão… Bom, depois disso tudo, cresci sendo revistado na rua, não podendo reunir-me com amigos (pois era proibido), levando minhas peças infantis para serem censuradas pela policia federal etc, etc, etc.. E onde estava o Antonio Carlos Maciel ex vice presidente do Fernando Henrique Cardoso? E Esperidião Amim? E Delfin Neto…? E o Sarney, hoje presidente do Senado? Quase nada mudou… Os cretinos continuam impunes e soltos. Continuam autoridades!
E o Mário Covas?
Onde ele estava?
Participou da famigerada ‘marcha’ e, pouco depois, teve que se explicar com o partidão, em Santos, para conseguir apoio e se eleger Deputado Federal.
Depois do que fez no final da vida, conclui-se que ele engabelou os comunistas.
Mas, nem todos: alguns não esquecem.
Os politicos de esquerda, quando dão entrevistas e são questionados e muitas vezes acusados de querer acabar com a democracia, deveriam ter a coragem de fazer esta pergunta aos reporteres e entrevistadores.
Õ saudade do Brizola!
PHA
a favor da igreja católica, hierarquia, é bom lembrar que também houve o golpe dentro da igreja católica, o Dom Helder e todo os seus aliados perderam o poder. Foi preciso a eleição de Dom ALoísio para secretário geral da CNBB para a igreja pouco a pouco mudar o rumo e assumir no trabalho pastoral a opção preferencial pelos pobres. Foi uma linda história até a eleição de João Paulo II, mas isto já é outra história.
pois é…eu não tinha nascido, mas se não fosse os blogs ditos sujos eu acreditaria que o PiG era o que eles dizem ser, “entusiastas do Brasil”. E se o são agora, porque não assumem o erro e trabalham a favor do país.
A nação brasileira vai crescer, com eles querendo ou não.
Sem falsa modéstia, eu complemento a pergunta: e se não eras nascido, onde tuas referências políticas estavam? Sim, porque sempre tem um pra dizer que nem era nascido em 64…
PHA
Infelizmente Sader nao mencionou uma das maiores resistencias na época, Leonel Brizola com seu clube dos 11
Fiz parte de um dos clubes dos 11, ao contrario de certos sabujos que se acertaram com os agentes da CIA
Bravo, Emir Sader!
Em 1 de Abril de 64 eu ainda não era nascido. Se naquela época eu tivesse a idade que tenho hoje, talvez não teria sobrevivido. OBRIGADO a todos aqueles que deram suas vidas por nós! Este legado por vocês deixado, para sempre será mantido… aconteça o que tiver que acontecer!
A elite brasileira não desiste. Vai dar golpe sobre golpe, diuturnamente…
Eu nem era nascido.
Meu pai,minha mães,minhas tias e meus avós moravam no interior, a cerca de 240Km de Salvador-Ba eles diziam que não sabiam de nada.
Aliás, eles só se deram conta do que era a ditadura quando vieram morar na capital 4 anos após o golpe militar.
Já meu sogro, simpatizante comunista,teve que ficar calado…
Viver escondido…
o frias não precisa se preocupar. Ficará com o nome imortalizado, assim que morrer.Ele certamente vai ganhar um dvd igualzino ao do roberto marinho… o senhor do tempo… ou coisa parecida. até o nome é arrogante.
o frias não precisa se preocupar. Ficará com o nome importalizado, assim que morrer.Ele certamente vai ganhar um dvd igualzino ao do roberto marinho… o senhor do tempo… ou coisa parecida. até o nome é arrogante.
essa historia dos bloqueador de celular nos estádios, feita pela globo, procede?
PHA, isso seria materia pra bater na globo todo dia
É uma pena que o marco regulatório nas comunicações esteja longe de ser implementado. Neste aspecto, a ditadura continua.
sorry!! eu tinha apenas 17 anos me preparando pra casar, saindo da tutela do pai para o do marido sems aber nada de politica,sem nenhum conhecimento dos acontecimentos.A visão politica so chegou na greve de 79 dos professores.
Xiiiiii PHA, estava bem mal, mal mesmo nessa época.
De quantos Sader o Brasil precisa para se contrapor a este lamaçal, a esta pocilga midiática em que estamos??