Redação Conversa Afiada

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Liszt Vieira responde a Edson Santos sobre o Jardim Botânico

    Publicado em 11/02/2011
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Liszt defende o Jardim Botânico. Edson replica


O Conversa Afiada recebeu o seguinte e-mail de Liszt Vieira, Presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro:

Prezado Paulo Henrique Amorim


O e-mail do deputado Edson Santos publicado no dia 8/2/2011 no site Conversa Afiada traz uma série de inverdades sobre a questão das moradias no Horto e de acusações infundadas ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro.


Em primeiro lugar, não faz qualquer sentido o deputado dizer que “a comunidade ocupa a área do Horto há mais de um século e não promoveu nenhum desmatamento”. Desde 1863, a área foi destinada para experimentos com espécies nativas junto à Mata Atlântica e experimentos silviculturais, os chamados talhões florestais, que foram destruídos pelas residências de particulares, e também pelo SERPRO. Há farto material bibliográfico registrando isso, com fotos aéreas da década de 1940 mostrando que não havia qualquer ocupação que não tivesse fim conservacionista.


O deputado também afirma que “o Jardim Botânico não é uma unidade de conservação, mas de pesquisa, tarefa que há muito não vem exercendo”, acusando a instituição de práticas comerciais. Ora, não exercemos atividade comercial, não sediamos empresas, nem restaurantes. O JBRJ procura integrar cultura, meio ambiente e ciência, a exemplo do que fazem os mais importantes jardins botânicos do mundo.


Somos sim um Instituto de Pesquisas com reconhecimento internacional e nacional, como atesta, por exemplo, o lançamento recente do livro Plantas da Floresta Atlântica e do Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, coordenados por esta instituição e que são publicações científicas de referência nas áreas de botânica e de conservação.


Importante ressaltar também a criação, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, do Centro Nacional de Conservação da Flora – CNCFlora, que tem a missão de coordenar, no Brasil, uma série de ações preconizadas pela Estratégia Global de Conservação de Plantas, documento da Convenção da Diversidade Biológica, da qual o país é signatário. Isso inclui pesquisas, tanto em seus locais de origem como no próprio espaço do Jardim, com espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção.


Também é absurdo afirmar que a área do Horto “nunca pertenceu ao Jardim Botânico (…) é área da União destinada historicamente à moradia.” O Jardim Botânico sempre foi constituído pela ligação do Horto Florestal com o Arboreto, conforme vasto material bibliográfico e como consta no próprio processo de tombamento do Horto. É inadmissível a tese de que a Instituição está inserida numa área destinada à moradia. Trata-se de uma inversão dos fatos históricos feita pelo deputado. Como bem escreveu Burle Marx em 1969:


“O Jardim Botânico tem sido retalhado e diminuído de sua área, através do constante uso de manobra sorrateira e hábil (…). O Horto é uma gleba de 83 hectares, o prolongamento natural do Jardim Botânico”,  é “ parte indispensável, manancial e área de integração do Jardim Botânico”. A utilização da área para habitação “constitui uma violação das instituições culturais e da história… O Jardim Botânico, com o Horto, se constitui num todo indivisível,  na totalidade da área de 1.370.000m2”.


As informações falsas dadas pelo deputado e suas acusações contra o Jardim Botânico demonstram claramente tanto sua ignorância quanto sua má-fé em relação aos assuntos que concernem ao JBRJ.


Liszt Vieira

Presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro



Sobre essa réplica, o deputado Edson Santos disse o seguinte:


Prezado Paulo Henrique Amorim


Em tréplica à carta do senhor Lizst Vieira, reafirmo que a comunidade do Horto existe há mais de um século, o que pode ser comprovado por meio de farta documentação histórica. Muitos moradores com idade superior a 80 anos e nascidos no Horto também podem atestar as memórias de uma ocupação anterior a 1940.


O fato da parte do Horto ter sido destinada à moradia se deve ao entedimento de antigos administradores do Jardim Botânico de que, desta forma, estavam valorizando seus funcionários e aumentando sua produtividade. Para exemplificar, podemos recordar que o ex-diretor Paulo Campos Porto permitiu que dois vigias construíssem suas casas dentro da área do Jardim Botânico, à Rua Pacheco Leão, com o propósito de favorecer a vigilância em tempo integral na fronteira do Parque.


Realmente, seria demagógico dizer que não houve desmatamento para a construção de moradias, o que ocorre em praticamente qualquer ocupação humana. No entanto, a área ocupada pelo núcleo habitacional do Caxinguele, por exemplo, era um charco, com muito capim e eucaliptos, o que, imagino, não sejam espécies de especial interesse científico. Apesar disso, o Caxinguele ficou estigmatizado com área de desmatamento e invasão. Embora o desmatamento tenha sido promovido tanto pela comunidade quanto pelos moradores ricos do Jardim Botânico, que em alguns casos desviam cursos naturais de água da Floresta da Tijuca para encherem suas piscinas. A diferença é o tratamento dispensado pelos ambientalistas de plantão, que a todo custo querem remover os trabalhadores, mas que parecem não se incomodar com os condomínios e casas de alto padrão que ocupam área contígua.


Reafirmo que o Horto cresceu numa proporção infinitamente menor do que a cidade e do que o próprio bairro do Jardim Botânico, vide as áreas degradadas pelos condomínios que, juntas, destruíram um espaço 18 vezes superior à área da comunidade.


De forma algum deprecio a importância histórica e científica do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico, instituição de renome internacional, que tem um importante papel a cumprir para o desenvolvimento da pesquisa científica no Brasil. E não há qualquer contradição entre este reconhecimento e a defesa dos moradores da comunidade do Horto. Afinal, como a própria Secretaria de Patrimônio da União já constatou, baseada em estudos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, é perfeitamente possível conciliar os interesses dos moradores com a expansão das atividades do Jardim Botânico e a preservação do meio ambiente na região.


O presidente Lizst Vieira sabe que sou um dos mais empenhados na busca pelo entendimento entre os moradores e a União, proprietária da área, o que deve indispensavelmente levar em conta os interesses do Jardim Botânico. Na carta original enviada ao Conversa Afiada, estávamos rebatendo uma “reportagem” da revista Veja que, inclusive, ataca a própria administração do Jardim Botânico. Portanto, causa estranheza a virulenta missiva de seu presidente, que, até que se prove o contrário, consideramos um parceiro, e não um adversário, para a construção de uma saída democrática para o impasse.


Há pleno acordo para o reassentamento em local próximo daqueles que estão em áreas de risco, e algumas outras situações poderão ser negociadas, caso a caso. Mas em nosso entendimento, que é o mesmo da Secretaria de Patrimônio da União, os moradores do Horto que são funcionários, ex-funcionários ou descendentes de funcionários do Jardim Botânico, que receberam autorização da própria instituição para construir suas moradias no local, devem permanecer onde estão e terem sua situação regularizada. No Horto, ninguém ganhou casa. As pessoas receberam autorização para construir, o que fizeram a partir do seu próprio esforço e dedicação ao Jardim Botânico.


Saudações fraternas,

Edson Santos – Deputado federal

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  • A PRICIPÍO O NOVO CODIGO FLORESTAL NÃO VAI MEXER COM AS ÁREAS URBANAS JÁ OUVE ATÉ JURISPRUDÊNCIA MAS O MINISTERIO PUBLICO NÃO CONSEGUIU. EXEMPLO ÁREAS URBANAS DEVE TER SERVIÇOS DE ÁGUA ESGOTO LUZ E CALÇAMENTO.
    AS ÁREAS RURAIS DEVE TER CARACTERÍSTICA DE UMA CASA OU CONSTRUÇÃO RÚSTICA E OBVIALMENTE USO DE AGROPECUÁRIA. PARA SABER MAIS CONVERSE COM SEU TABELIONATO DE CONFIAÇA.

  • francisca disse:

    Eu Francisca ivanilda candida santos, estou sendo vítima de um massacre por as associações de moradores. conhecida como ”amahor” e ”amagávea”

  • Áreas de Preservação Permanente

    As Áreas de Preservação Permanente são áreas de grande importância ecológica, cobertas ou não por vegetação nativa, que têm como função preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar das populações humanas. Como exemplo de APP estão as áreas de mananciais, as encostas com mais de 45 graus de declividade, os manguezais e as matas ciliares. Essas áreas são protegidas pela Lei Federal nº 4.771/65 (alterados pela Lei Federal nº 7.803/89).

    Qualquer intervenção em APP deve requerer autorização do DEPRN. Caso contrário, será considerada crime ambiental, conforme dispõe a Lei Federal nº 9.605/98, passível de pena de detenção de um a três anos e multa de até R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) por hectare danificado.essa encosta que tem acesso pela rua major rubens vaz que se encontra em projeto da reforma agraria desde 2001 tem menos de 45 graus de declividade segundo análise topografico.

  • ESSE LINK E PROJETOS DE LEÍ QUE TÁ EM TODO O PAÍS TEM HAVER COM A INSCRIÇAO AO PROGRAMA DA REFORMA A GRARIA QUE EU ME ESCREVI EM 2001 A SITUAÇAO TÁ SOB ANÁLISE.http://mail.camara.rj.gov.br/APL/Legislativos/scpro0711.nsf/8f3bc32d84d326400325764000555c10/67fbc9be5e8a3976032576a20074f5d9?OpenDocument
    http://mail.camara.rj.gov.br/APL/Legislativos/scpro0711.nsf/8f3bc32d84d326400325764000555c10/67fbc9b
    mail.camara.rj.gov.br

  • ”Descobri que o amagavea e Amahor se Uniram” contra a mim. pode vir Quente Oxente!

  • E voce meu querido Paulo Henrique Almorim ESSA VAI PARA Voce meu filho me faz lembrar voce quando ele fica repetindo olá, tudo bem!!!!!!!!!!!

  • olá meu querido e ilustre Liszt Vieira Eu fiquei sabendo que voce tem interresse de introduzir novas espécies de árvores aí vai uma dica de mudas como a aroeira e graviola que atua de forma benéfica a nossa saúde como tantas outras que devemos pesquisar e deixar de legado para as futuras gerações.

  • no meu último contato o espírito disse que os espíritos africanos seriam invasores e que carregam com eles fome peste e guerra esse mesmo espírito que eu ainda não sei dizer qual era fez a expulsão dos espíritos africanos dizendo o seguinte ”vão voltar para o lugar de onde nunca deveriam ter saído e ficar lá Exilado.” Boadeiros
    E caminhar na luz de nosso senhor.

    São espíritos de vaqueros posseiros capatazes cangaceiros..fazem parte da linha de caboclo, mais na verdade sao bem diferentes em suas funções Formam uma linha mais recente de espíritos pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos. esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invençao de roda, do ferro, das armas de fogo e com a prática da magia na terra.

  • francisca disse:

    no meu último contato o espírito disse que os espíritos africanos seriam invasores e que carregam com eles fome peste e guerra esse mesmo espírito que eu ainda não sei dizer qual era fez a expulsão dos espíritos africanos dizendo o seguinte ”vão voltar para o lugar de onde nunca deveriam ter saído e ficar lá Exilado.”

  • francisca disse:

    o futuro do nosso planeta tá nas mãos dos espiritos.

  • francisca ivanilda candida santos www.franciscacandida.blogspot.coml disse:

    Caboclo roceiro, sem lar , sem abrigo, Tu és meu amigo, tu és meu irmão.

  • francisca ivanilda candida santos disse:

    Por que temos o direito a legalidade?
    O direitos a moradia a dignidade humana e meio ambiente preservado, estão previstos na constituição federal e é um dever do governo regularizar(artigo nº40 da Lei 6.766/79). Ordenando as cidades, recuperando o meio ambiente, proporcionando a traquilidade e segurança a milhares de famílias que aguardam anciosamente as escrituras de seus lotes.

  • francisca ivanilda candida santos disse:

    gente quanta babozera que ví nos comentários olha gente a regularizaçao fundiaria em área ou nao do jardim botanico vai aconteçer nao adianta essa palhaçada só vai passar uma imagem ruim.O proprio instituto de pesquisas ocupa irregularmente sua área se voces nao sabe.entao se existe alguma residencia dentro da área do parque esse instituto nao deve tomar do dono esse imovel mesmo porque só agora que esse instituto vai passar á ter á sua área registrada em RGI nao conheço nenhuma leí que proíba a aquisíçao de um imovel dentro de uma área como essa.

  • francisca ivanilda candida santos disse:

    porque voces nao doam os espaços que voces ocupam para as as areas verdem em!!!!!!! porque só nós que moramos em uma area já tao reflorestada devemos fazer isso.

  • Paulo Silva disse:

    Foi com imensa satisfação que li no boletim da Associação dos Amigos do Jardim Botânico que o Dr. Liszt Vieira permanecerá no cargo de Presidente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico na administração da Presidenta Dilma Rousseff.
    Nunca dantes na história do Jardim Botânico se viu um presidente tão competente e operoso!
    É ridículo que seus detratores o censurem por estar construindo um novo Pavilhão para Exposições de Plantas e Flores – já que o atual está em estágio precário. Note-se que o projeto, belíssimo e inteiramente acoplado à paisagem, foi um presente de Oscar Niemeyer, a pedido de Liszt.
    Também em construção o Museu do Meio Ambiente, custeado por doações, e também com extraordinário projeto, que prevê o funcionamento de um moderníssimo museu interativo,de difusão de conhecimentos sobre preservação ambiental e a ciência da Botânica.
    Parabéns aos brasileiros por mais esse acerto da Presidenta!
    E parabéns ao Dr. Liszt Vieira!

  • Thiago disse:

    É impressionante a vontade que o deputado Edson Santos tem de justificar um erro com o outro — deveria, ao invés disso, usar sua posição para lutar pela remoção dos condomínios de luxo que ocupam áreas proibidas.

    Além disso, que direito tem descendentes de funcionários do Jardim Botânico de permanecer morando numa residencia que o deputado considera “funcional”? Onde acaba isso — teremos os netos, bisnetos, tataranetos ocupando o parque inteiro? A maioria das construções do Horto já tem dois andares, em breve termos pequenos prédios do jeito que a coisa progride.

  • joylce dominguez disse:

    Enquanto isso o espaço TOM JOBIM toma o Jardim Botanico de assalto, fazendo construções que aumentam a cada dia.
    O rico constrói dentro do jardim com segurança paga do nosso bolso pois o espaço é publico.
    Enquanto o pobre fica à margem e mesmo assim querem desalojarem.Só serviram enquanto o parque precisava de segurança.

  • Romero disse:

    Senhora Laura( continuação)
    Por outro lado, as grandes fábricas de tecidos que se instalaram no Jardim Botânico e na Gávea, a partir dos fins do sec. XIX, fizeram construir vilas operárias em seu imediato entorno e não consta que tenham sido “albergados” em massa, em terras que eram já naquela data, terras públicas destinadas ao desenvolvimento de um Jardim Botânico, operários daquelas fábricas. Isso não é um fato histórico.
    Fatos históricos são fatos históricos e necessitam ser comprovados por documentos históricamente válidos.
    O que existe agora naquelas terras públicas são quase 800 (oitocentas) unidades habitacionais, que se instalaram ilegal e desordenadamente, em pleno sec. XX e já nesse início de sec. XXI, dentro de um processo de expansão urbana desordenado e ilegal denominado favelização, comum em todos os países que se enquadram ou se enquadraram nos chamados países subdesenvolvidos ou do terceiro mundo, como é o caso do Brasil.
    Alterar os fatos, romanceá-los com o fim de pretender resolver o problema de moradia de alguns particulares às custas da destruição do patrimônio público não é lutar para fazer uso social da propriedade nem atende aos interesses de todo o povo brasileiro ou do país.

  • Romero disse:

    Senhora Laura
    Com todo respeito, gostaria de lhe informar que conheço profundamente a história da expansão urbana do bairro do Jardim Botânico onde sempre vivi.
    Se levarmos em consideração o conceito de quilombo, posso lhe afirmar que não consta em nenhum documento histórico a existência de quilombos na área que foi destinada à implantação e funcionamento do Jardim Botânico e do seu Horto. Basta lembrar, para os que nos lerem, o que é um quilombo:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Quilombo
    O fato de que existiu a partir do Descobrimento, em determinada época, um engenho e fazendas naquela área, nas quais trabalhavam escravos trazidos da África, os quais residiam em senzalas, não significa absolutamente que ali existiu um quilombo. ( continua)

  • Alice disse:

    Cara Laura,

    Ainda bem que no meio de tudo que escreveu, a Sra. consegue admitir que “Por falta de provas (mas não de evidências, como afirma equivocadamente a citada matéria) não podemos afirmar que no Horto tenha havido quilombos”.Sugiro a todos lerem o artigo de Marcos Sá Correa http://marcossacorrea.com.br/2010/12/05/vem-ai-o-quilombo-do-jardim-botanico/- Vem aí o Quilombo do Jardim Botânico.

  • Eu havia feito meus comentários outro dia mas não saiu pq excedeu o tamanho permitido. Como não consigo escrever pouco, passo o link do artigo que escrevi recentemente em resposta a Veja, mas penso que responde a algumas das questões sobre o conflito fundiário no Horto: http://www.museudohorto.org.br/Quilombos_nao_se_inventam;_eles_existem_historicamente:_apontamentos_sobre_a_historia_e_a_ancestralidade_do_Horto_Florestal_do_Rio_de_Janeiro?id=1273

    E acho interessante divulgar o vídeo publicado no site da Amahor sobre a gestão atual do IJB: http://www.amahor.org.br/Gestão_temerária:_Instituto_Jardim_Botânico_degrada_o_meio_ambiente_e_ameaça_o_arboreto

  • Claudia Barbosa disse:

    Acusar de racista e preconceituoso, quem é a favor da desocupação do Horto, é a maior prova, da total falta de argumentação do Sr. Edson Santos. É uma apelação, sem fundamento… Garanto que ele deve ter deixado muitos afrodescendentes, tão indignados quanto eu!!!

  • Aline disse:

    Como a ocupação ilegal da área do Jardim Botânico por habitações ocorre em área murada, quem passa pela Rua Pacheco Leão ou Jardim Botânico nunca pode perceber o que ocorria intra-muros, em termos de favelização.
    Na semana passada, ao tomar conhecimento da favelização ocorrida, estive na sede da Escola de Botânica e pude adentrar a área, observando estarrecida que simplesmernte todo o terreno plano do queera o chamado Horto Florestal do Jardim Botânico já foi ocupado por todo o tipo de habitações, de mansões a barraquinhos na encosta e casebres nas beiras do Rio dos Macacos.
    Como somente os órgãos da Administração Pública podem encontrar, em conjunto com os ocupantes da área uma solução viável, só nos cabe procurar maiores informações sobre o assunto e em seguida, dirigirmo-nos às autoridades constituídas solicitando urgente solução para o descalabro existente. Antes que seja impossível restaurar o meio ambiente e tentar que o bem público, de tanto interesse para TODA A NAÇÃO, recupere o seu espaço.
    É um absurdo contrasenso permitir a destruição do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico pela implantação de uma imensa favela na sua área oficial. Uma urgente e justa solução deve ser encontrada.

  • Romero disse:

    O Deputado tem uma visão muito particular do que seja proteger ambientalmente a área destinada a sediar o Jardim Botânico, a Escola de Botânica e Ciências Ambientais, importantes museus e centro cultural, Horto para aclimatação e reprodução de mudas de espécies raras ou não, experiências de cultivos florestais,preservação dos mananciais que irrigam a área etc
    Ele finge acreditar que a intensa ocupação ilegal e irregular que ali vem ocorrendo é benéfica para área e ajuda a preservá-la ambientalmente.
    Parece piada! Cava-se, desmata-se , poluem-se os riachos, fontes e o Rio dos Macacos, aglomeram-se construções de todo tipo e tamanho _ inclusive mansões muradas – tudo só para conservar a natureza! Quanta desfaçatez, Deputado!
    Um pouco de lógica e senso de legalidade e realidade nunca fizeram mal a nenhuma análise séria!

  • Rachel disse:

    Lamento dizer não existe usucapião no referido espaço. É preciso entender que ninguém é contra pessoas que moram no Horto. Só é necessário que se entenda que é um bem publico e histórico da Nação. Algumas pessoas, quem sabe até de má fé, passaram a idéia equivocada aos moradores do Horto que terras pertencentes ao Jardim Botânico poderiam ser doadas ou se tornarem posse individual. Se foi para conseguir votos, se foi para empregados seus morarem mais perto, não posso afirmar. Mas, lembro de uma fala de uma Senhora no Museu do Horto, salvo engano, que dizia que o Getulio precisava de uma casa para seu motorista morar e foi para o Horto- Sou apenas uma moradora do Jardim Botânico que certamente ganho menos que muita gente que mora dentro do Horto onde deveriam ser plantadas mudas

  • Paulo Silva disse:

    O Liszt Vieira é um ambientalista renomado em todo mundo além de professor de Direito Ambiental. Foi procurador e possui vasta folha de serviços prestados à Nação. Lutou bravamente contra a ditadura e é um dos fundadores do PT, certamente um verdadeiro quadro político.
    Sua administração do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico tem sido de extraordinária qualidade.
    O Dep. Edson faz afirmações que não condizem com os fatos.
    E a favelização da área pública cresce mês a mês. É urgente uma solução digna e humanística que salve esse recurso científico, histórico etc do país e contemple com senso de humanidade o problema habitacional dos ocupantes da área.

  • Roberto Maggessi disse:

    Gostaria de saber, se possível, por que o meu comentário anterior não foi postado.
    Minha opinião é simples mas tenho “algum conhecimento” do fato, pois ocupo o cargo de Secretário Executivo do Parque Nacional da Tijuca e acompanhei os estudos do ITERJ, da UFRJ e do ICMBio.
    Como jornalista tenho vários artigos sobre o JB e sobre o Horto. Acho que minha colocação pode, humildemente, contribuir para um avanço neste embate.

    Abraço fraterno.

    Roberto Maggessi

    • redacao disse:

      Caro Roberto Maggessi,

      O comentário postado excedeu o limite de 15 linhas, por isso não foi aprovado.

      O amigo navegante pode resumí-lo ou dividí-lo, para que não atinja o limite.

      Aguardamos a sua participação nos demais posts.

      Obrigado!

      Equipe Conversa Afiada

  • carlos disse:

    aqui no brasil tem racismo sim, preconceito sim, contra nordestino e pobre, foi o que eu vi durante minha vida, vocês esqueceram das remoçoes do passando, para onde ia o pobre para a esquina é que não ia.

  • Yacov disse:

    QUe me desculpem os moradores, mas penso que o JB, por ser uma unidade de conservação e pesquisa, não deve abrigar moradias. Mas também não se pode simplesmente despachar as pessoas que vivem lá, há tanto tempo, sem mais aquela.

    A meu ver o governo do RJ deveria pagar uma nova residência para estas pessoas em outro local e o JB deveria seguir sendo o que sempre deveria ter sido: Uma unidade de convervação natural e pesquisa científica.

    E quanto ao Instituto Butantâ em SAMPA que, assim como nossas favelas altamente comburentes, pegou fogo misteriosamente, ano passado, destruindo anos de pesquisa, material coeltado e espécimes raras, algumas já extintas, ninguém, falará nada sobre o descaso do Governo TUCANO para com esta gloriosa instituição, que estava literalmente, abandonada????

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

  • Maria Libia disse:

    CLAUDIO NICOLETI DE FRAGA – O Sr.esqueceu os condomínios de luxo? Interessante que NUNCA ouvi uma palavra do sr., como pesquisador, contra o contrabando de nossas riquezas ainda por serem pesquisadas. Quando até DNA de nossos índios foram roubados por institutos estrangeiros, não vi algum pronunciamento seu contra, nem DOS PESQUISADORES NACIONAIS, que ficam deitados eternamente em berços explendidos, recebendo salários pagos por nossos impostos.

  • Julio disse:

    Imagino que o Sr. Liszt queira imprimir uma gestão progressista ao parque. Entretanto, parece atropelar o bom senso. Vejam que absurdo:

    http://www.amahor.org.br/Gest%C3%A3o_temer%C3%A1ria:_Instituto_Jardim_Bot%C3%A2nico_degrada_o_meio_ambiente_e_amea%C3%A7a_o_arboreto

    Os pesquisadores, justificados na defesa da instituição, parecem embolar áreas distintas e mostram desconhecimento histórico, jurídico e sócio-ambiental. Surpreendente, pois deveriam analisar a questão com a mesma objetividade que certamente empregam na pesquisa científica.

  • Alder Oliveira L. e Silva disse:

    As pessoas deveriam perceber que é por causa desse paternalismo barato que o Rio de Janeiro se transformou muma gigantesca favela. O que o governo que é o proprietário do lugar tem de fazer, é indenizar de forma justa aquelas pessoas, para que elas desocupem aquela área que se transformou numa pequena favela.

  • M. Timbricius disse:

    Não há pesquisa que seja mais importante que uma casa para morar!
    A não ser que a pessoa possua mais de uma residência. Como é o caso da maioria das pessoas que possuem uma casa em alguns condomínios de luxo, construídos irregularmente, sem nenhum incentivo, ou qualquer coisa do gênero do Jardim Botânico, e que parece que são invisíveis, já que não as mencionam aqui!

  • Graça Santos disse:

    Este Sr.”JESEN” (será nome???) deve ter algum problema. A Confusão é total.
    Será que é mesmo afrodescendente? Tenho serias dúvidas!!!! A questão racial no Brasil é uma das mais sérias do País, não deve servir para galhofas. Eu sou negra de familia negra e nossa luta contra o racismo, opressão nestes mais de 500 anos merece respeito. E este espaço é para pessoas SÉRIAS e não para galhofeiros.

  • Prezado Deputado
    Ficou muito triste em saber que o Sr. como um homem público aceita que áreas públicas necessárias para ampliação das atividades de uma instituição bicentenária possam ser chamada de área de interesse de moradia. Quando os antigos diretores possibilitaram que alguns funcionários ocupassem áreas não foi dada nenhuma propriedade, nunca foi afirmado que os descendentes dos antigos ocupantes teriam direito a herança e propriedade simplesmente porque seus pais ocuparam insentivados e/ou invadindo tais áreas.
    Quando é dito que o Jardim Botânico está atualmente ampliando para cima das áreas irregularmente ocupadas é verdade sim, afinal como funcionários temos que cumprir a função maior de conservar a Flora do Brasil e por esse motivo muitos brasileiros se colocaram contra seus comentáios, pois eles entendem da grandeza de nossa instituição.
    Claudio NIcoletti de Fraga – Pesquisador do Jardim Botânico

  • luiz oliveira disse:

    Achei fora de propósita a resposta de Vieira. Existem construções dentro do Horto, seja no caxinguelê, ou fora, de 1920 em diante. Eram “residências funcionais”, que acabaram virando posse. Tem interesses estranhos movendo esta perseguição aos moradores do Horto.

  • jesen disse:

    Sou, também!, afrodescendente, e quero morar no Jardim Botânico. Será que consigo uma casa nessa “comunidade”?
    O erro não tem etnia, vide Mugabe, Pol Pot, Macías, Mobutu…

    amsl

  • Gostaria apenas de saber do Liszt, qual a posição dele em relação ao que é o principal. Os moradores antigos tem ou não direito de permanecer no lugar em que estão à decadas? Se por acaso o amigo for contra, vá catar coquinho.

  • Alder Oliveira L. e Silva disse:

    Sou totalmente favorável à remoção das pessoas que vivem ilegalmente dentro da área pertencente ao Jardim Botânico. Sou a favor da justiça mas justiça não tem nada a ver com paternalismo barato.

    • Marta disse:

      Quer dizer que, enquanto era do interesse do Instituto ter seus funcionários morando no local, eles podiam construir com seus próprios recursos, suas casas ali. Agora que outros e talvez escusos interesses surgem, os moradores devem deixar seu patrimônio e ir morar embaixo da ponte? Com a palavra o senhor Lizt V.ieira

  • Diogo Costa disse:

    A união deveria reivindicar a porção do parque lage tomada por roberto marinho para a instalação da rede globo no RJ.

  • Daniel Braga disse:

    É simples; respectiva revista = IPJB, daí a necessidade de tréplica do deputado. O caso precisa ser resolvido entre as partes, mas a extrapolação de limites do veículo de comunicação é absurdo. Recentemente, uma jornalista do El País, em entrevista para a TVBrasil disse: “Fazer jornalismo é escolher entre neutralidade ou verdade”. Não vi nenhuma das duas coisas da parte de quem “noticiou” a questão.

  • Julio Feferman disse:

    Um pouco mais de perspectiva histórica para quem busca conhecimento sobre a questão:

    http://www.museudohorto.org.br/Quilombos_nao_se_inventam;_eles_existem_historicamente:_apontamentos_sobre_a_historia_e_a_ancestralidade_do_Horto_Florestal_do_Rio_de_Janeiro?id=2392

    Também, acho bastante estranha a carta do Sr. Litsz e alguns dos comentários que acham que Edson Santos está atacando ou desmercendo o IPJB. Leiam com atenção – em nenhum momento é desmerecida a importância do instituto e do parque.

    • Mariana disse:

      E voces acham que afirmar que “O Jardim Botânico não é uma unidade de conservação, mas de pesquisa, tarefa que há muito não vem exercendo” não está desmerecendo o JBRJ? O que voces acham que os cerca de 40 pesquisadores em botânica e seus alunos de mestrado e doutorado vem fazendo ao longo dos anos nesta Instituição? E se derem uma olhadinha nas categorias de unidade de conservação do SNUC vão descobrir que um Jardim Botânico é, SIM, uma unidade de conservação ex-situ. Fala aqui uma das alunas que se sentiu, SIM, ofendida pela carta do deputado.

    • Fernando R. disse:

      Não é verdade. O deputado cita texto de uma terceira pessoa afirmando que o Instituto de Pesquisas “há muito não vem exercendo a tarefa de pesquisas”. Tá lá. Ele replicou uma calúnia grosseira. O trabalho do Jardim é de referência internacional na pesquisa botânica. É motivo de orgulho pro Brasil. Pô, Edson Santos, você reproduz isso no seu post e vem dizer que não “quer depreciar a importânica da pesquisa” desta instituição. Devia pedir desculpas.

  • Janes Rodriguez disse:

    Gostaria que alguém explicasse melhor e detalhasse a construção de condomínios irregulares na área do Horto e Jardim Botânico. quem são os moradores, qual foi a construtora, que prefeitos autorizaram essa ocupação, quem lucrou – e lucra – com a invasão de áreas de preservação ambiental.

    • Sylvia Tigre de Hollanda Cavalcanti disse:

      Também gostaria,pois creio que bem pouca gente está ao
      par dessas informações indispensáveis a que se faça um
      juízo a respeito.’Mocinho’ certamente não há de ter,já
      vilões…

  • Daniel Pereira disse:

    Eu estava pensado naquilo que eu julgo ser fator bastante interessante em toda essa pedenga.
    De um lado “Liszt” Vieira?! Vi a foto dele logo acima, branquinho e de olhos azuis, ele portanto, não parece se incomodar com o agrupamento de mansões que invadiu o Horto, pelo visto o que lhe incomoda é mesmo a comunidade de trabalhadores.
    Do outro lado “Edson Santos”. Negro e da base do povo, que ao inverso da condição acima, felizmente, com muita sorte e com muita razão este nobre Deputado se coloca ao lado da comunidade de trabalhadores e lembra que de irregular mesmo são as mansões ali construidas.

    • Leandro disse:

      Que argumentacao pobre. O fator interessante nesta discussao e a cor da pele?

      O nobre deputado fez uma afirmativa absurda sobre o Jardim Botanico. Disse que la nao se fazia pesquisa e que so servia a interesses comerciais. Levou uma paulada do Liszt Vieira e botou o rabinho entre as pernas, chamando o presidente to Jardim Botanico de aliado.

      Isto pra mim e o fator interessante na discussao e nao a cor da pele ou a origem do cidadao.

      • Marta disse:

        Continuando: tô aachando mais é que os condôminos estão incomodados com os moradores mais antigos e pediram uma ajudazinha pro Lisztinho.

        • José de Oliveira disse:

          Remoção Já!
          Só fixa Guaxinim e Gambá!
          Isto é: (Procyon cancrívorus) e (D. marsupialis, D. aurita e D. paraguayensis).
          Viva o horto!
          Verde que te quero verde!
          A ignorância é a peste bubônica perene.l

      • Heitor Rodrigues disse:

        Liszt Vieira desempenhou papel relevante na organização do PT carioca, tendo sido deputado, assim como Edson Santos. Contudo, a ala verde do partido aqui no Rio, é sujeita a instabilidade permanente, com alguns de seus representantes usando o PT para se eleger e abandonando o partido logo após, caso de Fernando Gabeira.

        Talvez a diferença entre ambos resida no fato de que Liszt é um cara que vê o Rio de Janeiro a partir da Zona Sul, onde os moradores percebem a especulação imobiliária como parte da paisagem. Os espigões que surgem do nada, são tolerados como seriam as sequóias, se cá existissem.

        Edson Santos sabe que o Rio é maior que a Zona Sul, pois mora ou morou na Taquara, em Jacarepaguá.

        E a questão do Jardim Botânico é tão importante, mais tão importante, que uma das primeiras medidas do governo Collor foi a proibição da pelada que rolava no campo de terra batida no Caxinguelê.

    • José de Oliveira disse:

      O velho e tolo maniqueísmo: o bem contra o mal.
      Haja criatividade!

  • O Imperial Jardim Botânico foi criado em 1808 como área de pesquisa biológica e de aclimatação de espécies exóticas provenientes das “Índias”. Desde aquela época existiam moradias que eram destinadas aos trabalhadores e não como local luxuoso de exploração imobiliária.
    Não entendi muito bem a discussão que parece, de certa forma, convergente.

  • John Vaz disse:

    EDSON SANTOS FOI BRILHANTE NO QUE DISSE…obviamente que causará a revolta de meia duzia de 20 burguesinhos, mas não adianta meus caros..os tempos mudaram e as representações populares hoje estão no poder e os ORCKS do capitalismo ficaram para tras na história.

  • T disse:

    O comportamento destrutivo e anti-social do deputado Edson Santos é próprio de sua militância nos chamados movimentos negros, mas que não representam os negros. Este é o resultado quando a sociedade é tolerante com racismo ou faz dele instrumento de demagogia. Se fossem brancos, índios ou japoneses que habitassem a localidade este deputado seria a favor da causa correta, i.e., despejar os moradores.
    É inevitável lembrar um absurdo análogo mas ainda maior que é a invialização de nossa melhor base de lançamento de satélites, em Alcântara, para preservar terras de posseiros chamados “quilombolas”. Tudo isto faz o mundo rir do Brasil.
    Cultura, pesquisa, ciência, tecnologia, desenvolvimento, mérito e oportunidades para todos os brasileiros de jeito nenhum! Eles querem cotas raciais, quilombolas, estatutos raciais etc..
    Viva o Brasil! Viva o obscurantismo!

    • Sylvia Tigre de Hollanda Cavalcanti disse:

      Por que não se apresenta? O mundo menosprezava o Brasil
      nos tristes tempos de FHC,que jamais voltarão. Hoje o
      mundo inteiro reverencia,elogia e inveja o Brasil.
      Mas,desculpe,é demais para a compeensão de quem sequer se identifica entender o que afirmo…

    • Marta disse:

      Mostra a sua cara, senhor T.

  • Pelo meu feeling fico com a versão do deputado Edson ,pois esta exala verdade.Acessem: http://bernardoalerta.blogspot.com/2011/02/dilma-ja-enfrentou-adversarios-mais.html

  • Luis Rodrigues disse:

    Beleza, isso é que é legal no RJ, discutir o assunto, a polêmica.

  • Feio, sujo e malvado disse:

    O Lizst não entendeu que a briga do deputado Edson Santos não é com o IPJB, mas contra a especulação imobiliária, que tenta, a todo custo e com a ajuda do PIG, retirar os moradores do Horto – só os pobres. Essa é uma triste tradição no Rio, de expulsar os pobres das áreas que se valorizam. Foi assim quando o então prefeito Pereira Passos botou abaixo centenas de casas e cortiços para a abertura da Av. Central, hoje Rio Branco. E o mesmo aconteceu na remoção das favelas no entorno da Lagoa, como a favela da Praia do Pinto, que deu lugar ao condomínio Selva de Pedra, de classe média alta. Movida pela força do mercado imobiliário, a cidade criou um enorme tapete de concreto, pastilha e blindex, para debaixo do qual são varridos seu pobres. E quem não ficar satisfeito, que se mude para Nova Sepetiba.

  • Lucas Santos disse:

    Depois do ByeBye Cerra Forever…

    …o Egito adota o seguinte slogan, em homenagem ao Trapalhão:

    ByeBye MumuBarackis da Manguêris Forévis

  • Spok da Silva disse:

    Enfim, o deputado federal quer esculhambar o jardim botânico, destruir tudo que se faz ali há séculos. Ele serve a interesses que não são os dos brasileiros nem da população carioca. Que coisa mais triste, um homem público na contramão da história.

    • denilson disse:

      Cara releia o bom comentário do colega e veja se entende o assunto realmente:

      “Feio, sujo e malvado disse:
      11 de fevereiro de 2011 às 12:30

      O Lizst não entendeu que a briga do deputado Edson Santos não é com o IPJB, mas contra a especulação imobiliária, que tenta, a todo custo e com a ajuda do PIG, retirar os moradores do Horto – só os pobres. Essa é uma triste tradição no Rio, de expulsar os pobres das áreas que se valorizam. Foi assim quando o então prefeito Pereira Passos botou abaixo centenas de casas e cortiços para a abertura da Av. Central, hoje Rio Branco. E o mesmo aconteceu na remoção das favelas no entorno da Lagoa, como a favela da Praia do Pinto, que deu lugar ao condomínio Selva de Pedra, de classe média alta. Movida pela força do mercado imobiliário, a cidade criou um enorme tapete de concreto, pastilha e blindex, para debaixo do qual são varridos seu pobres. E quem não ficar satisfeito, que se mude para Nova Sepetiba.”

    • Marta disse:

      Spok, explique “contra-mão da história”. Seria, por acaso, aquela velha história do mercado?

  • denilson disse:

    Exagerada a reação de Liszt Vieira, que parece não ter lido a mesma postagem enviada pelo Deputado Edson.
    E mais do que isso, qualquer um pode comprovar quem realmente toma espaços, se as comunidades de trabalhadores ou os agrupamentos de mansões de artistas e semelhantes. Talvez haja algo que possa explicar pq casas de trabalhadores (com seus tamanhos padrão japonês) chamam tanta atenção e provocam tanta revolta em comparação com o total comodismo em relação à mansões enormes que tentam fisgar pedaços de mata. Talvez sejam os projetos paisagísticos de tais “casarões” que amenizem o olhar críticos de certos jornalistas (?), como os da VEJA. Fora isso a Central Globo de Jornalismo é ali pertinho, né?

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