Redação Conversa Afiada

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Justiça pune jornalista que denunciou
como CVM tratava Dantas (bem)

    Publicado em 09/09/2010
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Às vezes o Daniel ganha. Às vezes.

O Conversa Afiada reproduz e-mail de Samuel Possebon, que trabalha na Teletime:

Caro PHA,


Encaminho a matéria que publicamos nesta quarta, 8, no TELETIME News. É o relato de nossa derrota na Justiça, agora no STJ, e do absurdo de uma situação em que denunciamos conflitos de interesses entre Leonardo Cantidiano e Daniel Dantas que poderiam fazer com que a CVM não fizesse bem o seu trabalho. Cantidiano se sentiu ofendido pelos editoriais e processou Rubens Glasberg. A Justiça achou que usar o título “Quem vai tirar as raposas do galinheiro” em um editorial opinativo era, aparentemente, ofensivo demais para um servidor público. O resumo dessa história é o seguinte: a investigação da CVM sobre o Opportunity Fund deu em quase nada, e a pífia condenação de 2004 foi revertida pelo Conselhinho em  2007. Já o jornalista Rubens Glasberg, que chamou atenção para os conflitos de interesse, foi processado e condenado, e pode ter que pagar uma indenização de R$ 100 mil ao ex-presidente da CVM. Foi preciso a Operação Satiagraha investigar Dantas e a Polícia Federal indiciar 42 cotistas do Opportunity Fund para que ficasse evidente que alguém fez um trabalho …  lá atrás.


Abs,


S.


Opportunity Fund: jornalista é condenado depois de denunciar conflitos na CVM


quarta-feira, 8 de setembro de 2010, 20h09


No Brasil, são raras as condenações judiciais em decorrência de crimes financeiros. Manipulações da bolsa, advocacia administrativa, uso indevido de informações privilegiadas, evasão de divisas, sonegação e fraudes contra o mercado de valores mobiliários quase nunca resultam em punições relevantes aos seus praticantes.


O mesmo não é verdade no que diz respeito a órgãos de imprensa que denunciam práticas dessa natureza. O jornalista Rubens Glasberg, responsável pela revista TELETIME, foi condenado ao pagamento de uma indenização que já soma mais de R$ 100 mil (valores corrigidos) por ter denunciado justamente conflitos de interesse envolvendo o ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Luiz Leonardo Cantidiano, e o grupo Opportunity, de Daniel Dantas. Entre junho de 2002 e março de 2004, Cantidiano presidiu a CVM, ao mesmo tempo em que a autarquia investigava o Opportunity Fund por possíveis crimes contra a legislação financeira brasileira. Cantidiano, por sua vez, havia sido advogado de várias empresas do grupo de Dantas, inclusive do próprio fundo sob investigação.


Um último recurso impetrado pelo jornalista Rubens Glasberg foi julgado no último dia 1º de setembro de 2010, pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Tratava-se de um agravo regimental, rejeitado por unanimidade. Glasberg recorria de decisões da Justiça do Rio de Janeiro, em primeira e segunda instância, que aplicaram a condenação e reconheceram a tese de danos morais alegada por Leonardo Cantidiano. Os advogados do jornalista ainda avaliam o cabimento de eventuais recursos.


A rejeição do recurso pelo STJ se deu exatamente duas semanas depois de, ironicamente, a Polícia Federal indiciar 42 cotistas do mesmo Opportunity Fund justamente pelos ilícitos que a investigação da CVM, metade dela transcorrida sob a gestão de Cantidiano, não logrou constatar.


Opportunity e Cantidiano


Logo que foi indicado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para dirigir a CVM, em junho de 2002, diversos veículos de imprensa apontaram os vínculos entre Leonardo Cantidiano e o grupo Opportunity. Uma das preocupações decorria do fato de que, desde agosto de 2001, a autarquia conduzia um inquérito administrativo para apurar a presença de cotistas residentes no Brasil entre os investidores do Opportunity Fund, baseado no paraíso fiscal das Ilhas Cayman. O inquérito tinha o número IA 08/2001. Constatada a presença dos cotistas residentes no país, ficaria caracterizada a infração às regras do Anexo IV às quais o fundo do grupo de Daniel Dantas estava submetido. Tais regras davam ao fundo e seus cotistas isenções tributárias significativas, desde que fossem apenas estrangeiros os investidores.


A revista e o boletim online TELETIME, do jornalista Rubens Glasberg, publicaram editorial questionando a isenção da CVM para conduzir diversas investigações em curso referentes ao grupo Opportunity, inclusive o IA 08/2001. Posteriormente, TELETIME apontou em reportagens que Cantidiano havia sido advogado da empresa Forpart, investigada pela CVM por garimpagem de ações do Sistema Telebrás, e em fevereiro de 2003 revelou documentos que comprovavam a atuação de Cantidiano como advogado do próprio Opportunity Fund junto à CVM em 1996, justamente no processo de registro e legalização do fundo.


Depois da revelação de TELETIME, nunca contestada e que teve ampla repercussão em outros órgãos de imprensa, manifestação de parlamentares e a instauração de uma investigação pela Controladoria Geral da União (CGU), Cantidiano foi homenageado com um almoço de desagravo reunindo mais de 400 advogados no Rio de Janeiro, a maior parte de escritórios de direito societário do Rio de Janeiro com intensa atuação junto à CVM. Dias depois, entrou com ação contra Rubens Glasberg, tendo como advogados Marcelo Trindade, Sérgio Bermudes (que também fora advogado do grupo Opportunity) e Hélio Saboya, ex-sócio de Cantidiano no escritório que prestava serviços ao grupo de Daniel Dantas. Na mesma época, Dantas também ingressou com mais uma ação contra o jornalista (de um total de cinco), com argumentação semelhante à de Cantidiano e pedindo para que as ações ficassem com o mesmo juiz, o que foi negado pela Justiça.


TELETIME continuou apontando, em reportagens, os conflitos de interesse. Revelou, por exemplo, o fato de Cantidiano ter sido advogado e sócio de Daniel Dantas em empresas que serviam a uma complicada e misteriosa cadeia societária da operadora de telefonia Brasil Telecom, estrutura esta que buscava ocultar uma participação não declarada do Citibank dentro da empresa após a privatização.


Ao longo de 2003 e 2004 surgiram, a partir de informações da CPI do Banestado fornecidas pela procuradoria de Nova York, indícios da presença de cotistas brasileiros e remessas financeiras ilegais, a partir do Brasil e via doleiros, para o Opportunity Fund.


Coincidência ou não, Cantidiano renunciou ao mandato de presidente da CVM em março de 2004. Mas o então ministro Antônio Palocci indicou para substituí-lo na presidência da autarquia um de seus advogados contra Rubens Glasberg: Marcelo Trindade.


As pressões sobre a investigação da CVM acerca do Opportunity aumentaram à medida que apareciam na imprensa nomes de brasileiros que reconheciam ter recursos no Opportunity Fund. Um desses casos foi o do ex-senador Luiz Estevão, que admitiu ter remetido recursos ao fundo. Outro nome que apareceu nas reportagens da época foi o do empresário Romeu Chap Chap.


A CVM levou o IA 08/2001, que investigava o Opportunity Fund, a julgamento em setembro de 2004, sem que o próprio Daniel Dantas figurasse entre os implicados. Outros executivos e empresas ligadas ao grupo Opportunity, contudo, foram condenados pela autarquia a multas no valor total de R$ 480 mil. Mas a investigação não conseguiu apontar a presença de residentes no Brasil no fundo, exceto pelo denunciante, o empresário Luiz Roberto Demarco. Ao proferir seu voto, pela condenação, o então presidente da CVM, Marcelo Trindade, ex-advogado de Cantidiano na ação contra Glasberg, classificou o caso como mera “disputa societária”, “irrelevante” ao mercado de capitais, e lamentou a “grande repercussão” do caso na mídia.


A condenação


Um ano depois, em agosto de 2005, a juíza Myriam Medeiros da Fonseca Costa, da Justiça do Rio de Janeiro, condenou TELETIME ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais na ação movida por Cantidiano. A sentença, na ocasião, dizia: “muito embora a sociedade brasileira, como um todo, esteja vivendo momentos de angústia e perplexidade com os ‘valeriodutos e propinodutos’ que estão sendo revelados através da transmissão ao vivo do andamento das CPIs, assim como pela Imprensa, de um modo geral, o que é extremamente saudável para a Democracia e lhe dá a transparência necessária para que se possa avaliar a ética dos homens públicos e de como se comportam antes e durante a vigência dos mandatos que os legitimam como representantes do povo no Congresso Nacional, não é possível, a meu sentir, ao menos no caso em exame e diante das provas coligidas no processo, concluir que o réu atuou estritamente dentro do exercício legal do seu direito de informar e de criticar, não obstante a sua reconhecida respeitabilidade no ramo”. A decisão está disponível no link www.teletime.com.br/arquivos/decisao.pdf .


Rubens Glasberg, após a condenação, declarou: “O que fizemos foi mostrar que um servidor público, em um importante cargo, tinha inegáveis conflitos de interesse na função que ocupava. Era a nossa função, e continuará sendo, mostrar fatos como este à sociedade. Todas as informações publicadas acerca dos conflitos de interesse estão documentadas. O que foi a julgamento foram os editoriais com minhas opiniões baseadas em fatos verídicos, que continuam as mesmas”. Em seguida, recorreu da decisão.


Contudo, este primeiro recurso de Glasberg foi negado pela 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 20 de junho de 2006. Os advogados de Cantidiano alegaram que o ex-presidente da CVM havia se declarado impedido em todos os processos envolvendo o Opportunity que chegaram para votação no colegiado da CVM. Alegaram ainda que se essas declarações de impedimento foram posteriores às reportagens de TELETIME, isso se deveu ao fato de que antes nenhum dos processos havia sido julgado. Segundo os advogados de Cantidiano, os editoriais de Rubens Glasberg não falavam de suspeitas, mas formulavam acusações diretas. O advogado de Cantidiano pediu que o valor da ação indenizatória fosse elevado para R$ 200 mil. A desembargadora relatora do processo, Conceição Mousnier, entendeu que Glasberg se “excedeu no exercício de seu direito à crítica”. Ela entendeu que o jornalista, ao intitular seu editorial “Quem vai tirar as raposas do galinheiro”, comparou Cantidiano a uma raposa e a CVM a um galinheiro. Segundo ela, “o fato de Cantidiano ter sido advogado do Opportunity não basta para acusá-lo de favorecer o grupo na CVM”. Ao mesmo tempo, votou contra o pedido de aumento do valor da indenização. Seu voto foi acompanhado pelos demais desembargadores.


Rubens Glasberg, na ocasião, declarou: “Uma decisão judicial deve ser cumprida ou, se for o caso, discutida em instâncias apropriadas. Acatá-la não significa considerá-la justa. Mantenho o que afirmamos em nossa defesa: os fatos noticiados são verídicos e relevantes e por isso cumprimos nosso papel de informá-los aos nossos leitores. Se nós e outros poucos jornalistas independentes não tivéssemos chamado atenção para estes fatos, eles poderiam ter passado despercebidos e Cantidiano ainda seria o presidente da autarquia, de onde, aliás, saiu sem maiores explicações, no meio de um mandato que iria até julho de 2007″.


Absolvição e indiciamento


Em 29 de agosto de 2007 quem se deu bem foi o grupo Opportunity. O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN, também chamado de Conselhinho) anulou a condenação contra o grupo imposta pela CVM em 2004 em decorrência do IA 08/2001. No entendimento dos conselheiros, não havia provas para aplicar a multa de R$ 480 mil aos executivos ligados ao Opportunity Fund. A CVM, que integra e vota nas decisões do Conselhinho, sequer defendeu a sua posição de três anos antes, resignando-se em ver seu trabalho ser desqualificado com base apenas nas palavras dos advogados do Opportunity.


Mas em julho de 2008 a Polícia Federal detonou a Operação Satiagraha, que investigou o Opportunity, incluindo o Opportunity Fund, e apontou em seus relatórios diversos indícios de irregularidades envolvendo o fundo de Daniel Dantas. O banqueiro, em decorrência da Satiagraha, já sofreu uma condenação, por corrupção, e teve recursos no exterior bloqueados por ordem da Justiça Brasileira.


Como uma segunda consequência das investigações e das provas recolhidas durante a Operação Satiagraha, a Polícia Federal indiciou, em agosto de 2010, 42 cotistas do Opportunity Fund residentes no Brasil por evasão de divisas. Detalhe importante: foram apenas 42 indiciados porque a PF resolveu fazer um corte, pegando apenas aqueles investidores residentes no Brasil com aplicações superiores a US$ 100 mil. Alguns investidores foram indiciados por lavagem de dinheiro.


Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, um administrador do Opportunity Fund também foi indiciado por gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha. “De acordo com a PF, administradores do fundo ofereciam a residentes no Brasil a oportunidade de burlar o Fisco, investindo no Opportunity Fund. Parte dos cotistas confessou saber que as aplicações no fundo eram ilegais”, disse a reportagem da Folha de 18 de agosto de 2010, citando a PF. A matéria diz ainda que doleiros envolvidos no caso Banestado “afirmaram que enviaram recursos para o Opportunity Fund e seus cotistas, de acordo com a PF”. Além disso, testemunhos de ex-funcionários do grupo Opportunity também revelaram as irregularidades, aponta o relatório final da Polícia Federal.


O Ministério Público ainda não denunciou estes investidores e uma eventual ação criminal contra eles ainda transcorrerá na Justiça por vários anos. Quanto aos xerifes e autoridades da CVM e do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (Conselhinho) que não constataram nada disso e no fim, inocentaram o grupo de Daniel Dantas, estes não devem, ao que se sabe, ser responsabilizados.


Os recursos para pagar a indenização por danos morais a Luiz Leonardo Cantidiano foram depositados pelo jornalista Rubens Glasberg em juízo desde que o recurso subiu ao STJ, ainda em 2006.



Clique aqui para ler “Rigotto quer fechar um jornal ? A odisséia de um jornalista gaúcho”.

E aqui para ler “O jornalista que Rigotto persegue há 10 anos. Exclusivo: depoimento dramático”.













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  • Cláudio Nunes disse:

    Alguem duvida que todas as cupulas de todos os poderes estão nas mãos do GDDantas Mendes? Não é difícil entender porque aquele menino estagiário do STJ foi defenestrado só porque aguardava a vez atrás de sua excelência! é a arrogância personificada, o escárnio da nação!!!

  • Rodrigo disse:

    Resta seber quem recebeu quanto bo STJ! rs

  • Luiscidadão disse:

    Vale o ditado: Para os amigos, a JUSTIÇA; para os inimigos, a LEI.

  • silvia disse:

    Se os brasileiros não acreditam na justiça o Daniel Dantas acredita, pior para o resto dos brasiliros!

  • Jsé Murilo Bonetti disse:

    O problema do Brasil não é o Dantas, é a justiça, ele é apenas um efeito. Com uma reforma no judiciário, que mais que urgente, aos poucos somem os Dantas.

  • laura-bh-mg disse:

    É desesperador…Parece castigo…Os JURISTAS indicados pelo Lula, ou se acovardam e não julgam com imparcialidade, técnica e sabedoria ou minimizam as falcatruas costumeiras de políticos DEMOTUCANOS e seus amigos.

  • Fabio E. Monteiro disse:

    Olha, tem alguns homens que se julgam “da Lei” e outros tantos escritórios de advocacia espalhados pelo Brasil, que não resistem a uma investigação, digamos, mais apurada. Coloquem as barbas de molho…tem muita gente que conhece a lei e os caminhos que ela percorre. Cuidado.

  • Junior disse:

    Não poderia informar os nomes das pessoas que fazem parte desse conselho?

  • Rodrigo disse:

    Precisamos lutar contra os corruptos, com todas as forças.

  • Nada podemos contra os que fazem as leis e as executam.Isso passa uma idéia de impotência que por vezes desanima até os mais valentes.O JORNAL JÁ e agora Glasberg.Jornalistas que falam a verdade são punidos e executivos corruptos são protegidos.Isso não é Justiça,é engodo,é corrupção ativa dentro do Judiciário,são tentáculos que devemos extirpar.Como fazê-lo?Sinceramente,talvez com uma REFORMA PROFUNDA.Afastar os que praticam a contra lei.Sinceramente,é muito desanimador ficar otimista após ler esse texto.
    Mas temos que pensar em algo para acabar com esses desmandos.URGENTEMENTE!

  • jiul Q' Vê disse:

    Nem Tupã, nem God salvaram o Brasil. Vôte!

  • Benê disse:

    PHA,
    Será que a Justiça funciona favorável só para quem tem dinheiro e poder????
    Um “Zé ninguém” é preso, algemado, esculhambado, humilhado e o endinheirado tem todos os privilégios, a começar por “bons” advogados.
    O judiciário deveria ser justo.

  • simas disse:

    Por favor,
    Poderiam me explicar como se conseguiu agrupar 400 advogados, do Rio e de escritórios q atuavam junto ao CVM, em desagravo… e a OAB-Rio, nada? Pq a CGU tomou alguma iniciativa, ao seu jeito… Poxa, 400 advogados não são mtos, não?… Ou o negócio é tão venal, assim? Então, eu perdi meu tempo, trabalhando… honestamente, durante minha vida, toda? Cacilda!!!… Eu sou um otário, então?

    • Demais éssa justiça brasileira o povo da um crédito nestes profissional do Curso de Direito deste Pais, as universidade não tem como vc se espelhar neles sou academico mais estou com nojo de enterar na sala por motivo da demagocia de certos professores, arrogantes e demagogo aqui em SC, o que vc espera do restos dos capa preta.

  • Dinha disse:

    São ridículas e vergonhosas essas ações do judiciário. Depois não sabem pq o povo não dá crédito a eles. Ainda questionam a legalidade da candidatura do Tiririca./:S

  • EDSON HAUTSCH disse:

    Temos vários heróis “Protógenes” neste País.
    Todos igualmente perseguidos.
    E pela Justiça.
    Gostaria de sugerir que o Glasberg abrisse uma conta e mandasse o número.
    Vamos mostrar para essa “Justiça”, de que lado estamos.
    Manda a conta aí Glasberg.
    O povo está ao seu lado.

  • bira disse:

    Com relação a esta matéria, é preciso contestar.A Justiça precisa saber que o povo já a acompanha. Com a internet e a TV Justiça, já não estão no anonimato. O que fizerem de bom e de ruim estará sendo acompanhado.

  • bira disse:

    Sei que o local não é apropriado, mas, vocês já viram a nova pesuisa IG/Vox/Band? Comeram um pontinho da Dilma e os demais ficaram lá, paradinhos. Só que, ato falho da psquisa (rs) o somatório dos índices só atinge 99%. É bom publicar, para que, após a retificação deles, possamos mostrar, a todos, a manipulação fajuta. Há muito que eu já esperava por esse tipo de manipulação. Vão tirando um ponto da Dilma, mantendo o Serra nos seus 21% e depois vão acrescentando, aos poucos, alguns pontos ao Serra e tirando mais da Dilma, para simular uma reação. Examinem!

  • monge scéptico disse:

    Conclusão: eles são definitivamente “blindados”. A justiça
    nem lhes coça a pele de crocodilo. Já o jornalista indignado
    como tem que ser, leva bomba, de uma justiça que deveria
    se envergonhar. Será que rola muito dinheiro essa carpete
    verde? Quando o jornalista perde, uma causa justa, a socie-
    dade apodrece mais um pouco. É lamentável que nosso
    arremedo de democracia, seja palco dessa opéra bufa.

  • Nilton disse:

    Caro PHA
    Infelizmente o poder judiciário não deu conta que o Brasil mudou. Esta terra, além de abençoada, agora (de uns 8 anos para cá) tem feito um esforço danado para se tornar uma República (com letra maiúscula). Precisamos fazer bastante barulho para acordarmos este nobres julgadores. Ler o processo e compreendê-lo para além da janela de seus higienizados gabinetes é um bom começo.
    Vai ter de acabar nas mão do Ministro Joaquim para se fazer justiça.
    Toda força ao Nobre Jornalista.
    Abs.
    Nilton

  • Antonio Pereira disse:

    PHA,
    Eu só queria entender que principio de justiça nossos tribunais usam, pois quase sempre assistimos a poderosos esmagando aqueles que apenas querem esclarecer a verdade.
    Se você souber agradeço que me informe, de qualquer forma continuo esperançoso.

  • Carlos disse:

    ( Parte 1 / 3 )

    PHA

    Sabes de variantes e desdobramentos do que está relatado na matéria abaixo?

    Revista Época 09/09/2002 – nº 225 – pg. 35 – Gerson Camarotti e Tina Vieira

    O fantasma de Menem

    Como Fernando Henrique Cardoso se prepara para
    não ser bombardeado depois de deixar o governo

    Fernando Henrique Cardoso é réu em 120 ações por improbidade administrativa

    O Brasil não virou uma Argentina, mas o presidente Fernando Henrique Cardoso está com medo de se transformar em Carlos Menem. Um vez fora do governo, o ex-presidente argentino passou a sofrer uma série de processos. Acusado de envolvimento em

    • Carlos disse:

      ( Parte 2/3 )

      envolvimento em contrabando de armas, com um padrão de vida sem nenhuma relação com seus gastos (sic), ficou meses em prisão domiciliar e é investigado por suspeita de manter contas até então secretas na Suíça. No caso de FHC, não há um fiapo de suspeita sobre sua honra. O temor é ser transformado em bode expiatório de possíveis confusões políticas no próximo governo. Como presidente, FHC tomou decisões que contrariaram uma montanha de interesses que, com uma mudança no núcleo de poder, podem ensaiar todo tipo de revanche.
      Esse cuidado tem levado o presidente a colocar pessoas de sua confiança na Justiça e em órgãos com poder de fiscalização, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Decisões potencialmente polêmicas, como a escolha da empresa que venderá US$ 700 milhões em aviões de caça à Força Aérea Brasileira, serão tomadas depois das eleições, com a aprovação do futuro presidente. A principal peça de sua armadura é a lei que cria o foro privilegiado para ex-presidentes, cuja aprovação FHC tenta apressar no Congresso. Tudo isso será medo? “É apenas cautela”, afirma um ministro com assento no Palácio do Planalto.

      • Carlos disse:

        ( Parte 3 / 3 )

        Atualmente, FHC é réu em pelo menos 120 ações por improbidade administrativa, número que é bastante razoável para oito anos de mandato e nem chega a ser muito diferente daquele alcançado por seus antecessores. A grande maioria desses processos é movida por pessoas que se sentiram prejudicadas com a privatização de empresas públicas e queixosos que acusam o presidente de ter usado a máquina do governo na campanha de 1998.
        Parte desses processos hoje tramita no STF, mas passará a ser julgada por juizes de primeira instância a partir do ano que vem, quando Fernando Henrique Cardoso voltará a ser cidadão comum. Se conseguir aprovar o foro privilegiado, o presidente ficará mais tranqüilo. Ele já nomeou três dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal e está tentando emplacar o quarto. Para que isso aconteça é preciso que algum ministro se aposente e por essa razão emissários do Planalto ofereceram ao ministro Ilmar Galvão a embaixada em Timor Leste– se ele se aposentar rápido. “No Supremo o julgamento será mais eficiente e acompanhado pela opinião pública. Caso contrário, o presidente corre o risco de ser julgado por um juiz do interior do Amazonas depois de acabar o mandato”, diz o deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG). “É um privilégio desnecessário, feito para atender o presidente”, afirma o deputado Walter Pinheiro (PT-BA).

        (continua…)

  • Marola disse:

    Recorra ao STF, é o que os algozes do jornalista fazem. E espero que conte com a solidariedade dos blogueiros progressistas para repercutir o o desenrolar do processo.

  • yacov disse:

    Pergunta “tolinha”:

    Mas quem tem que ser castigado não é bandido???????
    Não!!! Não precisa explicar, eu só queria entender…

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBO – O que passa na glOBO é um braZil para TOLOS”

  • Luciano Prado disse:

    No entanto, para os que chamaram Lula de assassino…

  • Ivan Arruda disse:

    Outro jornalista se ferrando com a justiça Paulo Henrique? O que será que ocorre com ela? Não deve ser somente por seus operadores não gostarem de matemática ou não entenderem de contas.
    Não é só na índia que existem castas.
    Esse discurso de temor ao aparelhamento de estado está soando falso.
    Não lhe parece que o estado está aparelhado pelos bacharéis? E sob o nome pomposo de estado democrático.

  • Guilherme disse:

    E na sentença: “A eventual atividade predatória do Grupo Opportunity, capitaneado por Daniel Dantas, tantas vezes citada pelo réu não é objeto de julgamento neste feito,…

    Será tão difícil de perceber o envolvimento entre as raposas todas?

  • André beli disse:

    Essas tramas e ligações estão parecendo coisas da máfia siciliana.

  • Adilson disse:

    Não é à toa que a justiça brasileira é cega para os poderosos e de olhos bem abertos para punir os pobres.

  • Edmilson disse:

    Rubens Glasberg poderia verificar com seu advogado a possibilidade de ingressar com uma ação rescisória usando como base as investigações da PF sobre o Opportunity Found…

  • Feriz disse:

    Em sua luta por avançar em progresso, o Brasil ainda terá enormes problemas com a sua Justiça. Essa área de poder é a que mais demora a mudar e seu espectro mais velho recobre quase completamente suas áreas de atuação mais influentes. Mas é de dentro da própria Justiça, principalmente de seus novos integrantes descomprometidos com seu passado inglório, que devemos esperar uma maior dinâmica de mudança. Aferrada a um passado de país pequeno e corrupto, a Justiça precisa se renovar em novos valores compatíveis com o grande destino que já agora se descortina para a Nação.

  • Paulo Cidadão disse:

    O PSDB já está apelando para as igrejas.

    Vejam este vídeo até o fim e me digam se não já não se extrapolaram todos os limites:
    http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI

    Sinceramente, TEM GENTE INDO LONGE DEMAIS !!!

  • Adalberto Gullar disse:

    A justiça brasileira é a justiça brasileira!

  • Aleixo de Oliveira disse:

    Prezado PHA, equipe e navegantes:
    Faz tempo que estou alertando. A maioria dos integrantes do judiciário nacional representa perigo para a nossa frágil democracia. Devemos ficar atentos. Dia 04/10/2010 esses vendilhões estarão chorando sobre o leite derramado.

  • Evaristo disse:

    Ontem não vi o Jornal Nacional, e não vi as empresas que financiaram a Globo golpista, mas duas tenho certeza, a Sabesp, a mando do Serra e o Bradesco. aliás, deixei de abrir uma conta nesse banco por financiar o Jornal Nacional. Os mesquitas precisam se retratar ao afirmar que genro de Serra teve sigilo fiscal violado. Aliás, violação fizeram eles que derrubaram João Goulart em 1964 e foram cúmplices de uma ditadura assassina e cruel.

  • Luiz Alberto disse:

    Dilma e Lula precisam fazer uma reformulação geral na midia e no judiciário deste país, detonar o poderio desta midia currúpta pra começar.

  • RICARDO disse:

    PHA,
    Onde estão a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão.
    Ah, sim, lembrei: estão no controle social da mídia.

  • yacov disse:

    Até quando o sistema financeiro vai ser este saco de gatos??? Até quando estes “tubarões do mercado” vão ficar à solta por aí co-optando a tudo e a todos impunemente??? Essa sanha de ganhar fácil e sem produzir uma agulha é que está levando a humanidade para o buraco, esta é a raíz de todos os nossos males.

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”

  • paulo rafael pizarro disse:

    O Judiciário é uma vergonha para esse país. Fui aluno de Sérgio Bermudes na PUC RJ, que lástima em professor.

  • william lopes guerra disse:

    PHA,
    Não sei como as autoridades aceitam a Rede Globo apoiar tão declaradamente um candidato, o Serra!? Os velhos jornalões que ninguém se importa mais, vá lá, são de empresários ultrapassados. Mas a Rede Globo de Televisão?! Cadê o TSE? Cadê uma ação que seja realmente apurada? O resto do PiG segue bem direitinho o que a Globo divulga, é impressionante! Já não está na hora de uma ação, como a de Leonel Brizola?

  • Carlos Barbosa disse:

    “Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, mas muita sinceridade é absolutamente fatal”.

    Oscar Wilde.

  • DONA disse:

    Vem cá, esse esquema do Banestado não envolvia o candidato presidenciável José Serra? E o fixa limpa não vai pegar?

  • Mateus Leonardo de Castro disse:

    Este Sr, Daniel DantaS num pais de judiciário razoável, estaria atrás das grades.

  • Mateus Leonardo de Castro disse:

    sou advogado, não exerço a profissão, mas infelizmente nosso judiciário sempre atua a favor dos ricos, inclusive a legislação protelam para favorecer a parte mais forte. E atuação do Min. Gilmar Dantas(segundo Noblat) é protetor da elite brasileira no STF, mas também temos bons ministros como Joaquim Barbosa, que não suportou as besteiras do Min. Gilmar e fez a vez das voz da maioria da população. A CVM defende interesses é das empresas e pouquissímas vezes dos acionistas minoritários.

  • madeira disse:

    O STJ é o mesmo que decidiu recentemente que as ações coletivas relativas ao ressarcimento do confisco da popupança no governo Collor prescreviam em 5 anos.

    Deu um presentão de natal antecipado aos bancos!

    Decisão estranha e muito suspeita!

  • Weiland disse:

    fora Serra… Fora Dantas…

  • Decisão da justiça se cumpre, mas é que eu queria entender a lógica?
    Já sei, não é para entender.Revoltante, mas eu espero mudanças…

    • Bernardo,tambem o que eles pesam do Zé Povinho, demagogia certas sentença contra os colarinhos eles não tem vergonha meus cachorros sim tem respeito quando latem tem ladão eles são tão savados que nem late Tiririca toque flauta nesta tropa.

  • anarquista disse:

    Sou petista, aderi ao “movimento eleitoral” Dilmasiaécio (que não consegue engolir Hélio Costa), mas neste imbroglio CVM/Dantas/Ministério da Fazenda/Governo Federal, não há como recusar que Palocci e Lula prevaricaram. E quem está pagando o pato é o incansável Glasberg e a Teletime. E de roldão estertora a liberdade de imprensa. Dantas foi intocado durante a era FHC e continuou intocável na era Lula. E, creio eu, continuará assim na era Dilma ou – em remota hipótese, na era Serra. Chego a ficar confuso, pois não sei o que é pior: a censura política – exercida pelo Executivo na época da Redentora – ou a censura jurídica – exercida pelo Judiciário na nossa VI República. Mas, mesmo confuso, posso concluir que a liberdade de imprensa no Brasil – pela voz do “nosso” Poder Judiciário – deixou de ser um VALOR democrático para se rebaixar a um simples CONCEITO democrático. Essas condenações do Glasberg e da Teletime são um escárnio à democracia. Mas cabe recurso extraordinário ao Supremo, pois a liberdade de imprensa é matéria constitucional. E se o Supremo confirmar tal injustiça, infelizmente, nos dias atuais, não cabe mais o recurso ao Bispo. Como diz Hélio Fernandes, “que República!”

  • Aline C Pavia disse:

    Cabe recurso ou transitou em julgado?

  • Neil disse:

    Estamos vivendo um momento histórico no Brasil.

    Até as instituições mais conservadoras e reacionárias de direita estão começando a sair do marasmo intelectual em que se encontravam e começam a assumir posturas democráticas e corajosas, que só beneficam o Brasil e a todos os brasileiros.

    Tenho imensa esperança que o Brasil finalmente, entre numa verdadeira democracia, com suas instituições fortes e respeitadas, exercendo o seu papel tão importante de sustentação para o fortalecimento da democracia.

    Resta, aos jornalistas do PIG e as suas vítimas, também compreenderem esse momento e entrar também nessa onda democrática, por osmose e entendam que apesar do desprezo e deboche dos cidadãos politizados, estes perdoarão tudo de ruim que eles fizeram a esse Pais.

    Bola pra frente que o Brasil entrou nos trilhos e vai célere para o desenvolvimento para ocupar o seu verdadeiro lugar, mesmo com muitos anos de atraso.

  • oswaldo j. baldo disse:

    É uma justiça cega, só para os da turma de cima, para os de baixo, o rigor da nossa vontade.

  • Marcos Antônio disse:

    O cara não está morto!

  • Marcelo Teixeira disse:

    E a liberdade de Imprensa? E a liberdade de expressão?

  • Eason Nascimento disse:

    O cara consegue se dar bem em toda instância de poder. Onde Dantas pode se dar mal? Alguém sabe?
    http://easonfn.wordpress.com

  • Augusto Conde disse:

    “O mesmo não é verdade no que diz respeito a órgãos de imprensa que denunciam práticas dessa natureza”. A Justiça só pune os sérios. Os que publicam fichas falsas, mentem, distorcem e caluniam, ficam impunes.

  • Flavio de Oliveira Lima disse:

    É, nosso judiciario é uma piada de mau gosto.
    Com a devida exceção dos hoenstos desse meio.
    Mas como sistema, até o SUS da de dez!

  • João Luis disse:

    Indo por esta lógica as ofenças de Serra contra Dilma, irão render uma ação mínima de 1 milhão ou mais contra o Serra.
    Com a palavra nosso Judiciário, estamos no aguardo.

  • Wagner disse:

    Uau. Só a Justiça Divina prá condenar Dantas, o brilhante! Para seus detratores, a inJustiça (exceto prá vc, PHA).

  • Luís CPPrudente disse:

    É necessário que haja mudanças na Polícia Federal, que o grupo do atual chefe da PF saia do cargo e pare de emperrar as investigações sobre as operações do Orelhudo. Também é necessário a eleição do delegado Protógenes de Queiroz e que ele, como deputado, leia publicamente o relatório Satiagraha na sessão da Câmara dos Deputados.

  • Urbano disse:

    A justiça de quem para quem? Sinceramente, não sei se já nasceu sem olhos ou contrariamente ver até demais.

  • sonia disse:

    Que coisa mais absurda. Cade a turma dos cansados e do pig?

  • Fábio de Oliveira Ribeiro disse:

    Dependendo do réu, o nosso Judiciário não erra. Dá uma no cravo e outra no cravo também. Bater na ferradura pode dar azar, entende?

  • leonardo pinto disse:

    Recentemente vi reportagem, não lembro de que, mas que uma certa pessoa estava condenada a prisão perpétua por… crime financeiro. No Brasil? Não, nos EUA. Capitalismo é isso. Engraçado que alguns gostam de imitar os EUA em tudo. Imitem nisso aí também.
    SDS

  • Luis Rodrigues disse:

    Quem vai tirar essa trolha do meu lombo seria um título mais adequado?

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