O Conversa Afiada reproduz artigo de Luiz Cláudio Cunha, publicado no Observatório da Imprensa: Edição 605 de 31/8/2010
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JORNAL JÁ
Como calar e intimidar a imprensa
Luiz Cláudio Cunha
“Quando o mal é mais audacioso, o bem precisa ser mais corajoso.” (Pierre Chesnelong, 1820-1894, político francês
Agosto, mês de cachorro louco, marcou o décimo ano da mais longa e infame ação na Justiça brasileira contra a liberdade de expressão.
É movida pela família do ex-governador Germano Rigotto, 60 anos, agora candidato ao Senado pelo PMDB do Rio Grande do Sul e supostamente alheio ao processo aberto em 2001 por sua mãe, dona Julieta, hoje com 89 anos. A família atacou em duas frentes, indignada com uma reportagem de quatro páginas, publicada em maio daquele ano em um pequeno mensário (tiragem de 5 mil exemplares) de Porto Alegre, o JÁ, que jogava luzes sobre a maior fraude da história gaúcha e repercutia o envolvimento de Lindomar Rigotto, filho de Julieta e irmão de Germano.
Uma ação, cível, cobrava indenização da editora por dano moral. A outra, por injúria, calúnia e difamação, punia o editor do JÁ e autor da reportagem, Elmar Bones da Costa, hoje com 66 anos. O jornalista foi absolvido em todas as instâncias, apesar dos recursos da família Rigotto, e o processo pelo Código Penal foi arquivado. Mas, em 2003, Bones acabou sendo condenado na área cível ao pagamento de uma indenização de R$ 17 mil. Em agosto de 2005 a Justiça determinou a penhora dos bens da empresa. O JÁ ofereceu o seu acervo de livros, cerca de 15 mil exemplares, mas o juiz não aceitou. Em agosto de 2009, sempre agosto, quando a pena ascendera a quase R$ 55 mil, a Justiça nomeou um perito para bloquear 20% da receita bruta de um jornal comunitário quase moribundo, sem anúncios e reduzido a uma redação virtual que um dia teve 22 jornalistas e hoje se resume a dois – Bones e Patrícia Marini, sua companheira. Cinco meses depois, o perito foi embora com os bolsos va zios, penalizado diante da flagrante indigência financeira da editora.
Até que, na semana passada, no maldito agosto de 2010, a família de Germano Rigotto saboreou mais um giro no inacreditável garrote judicial que asfixia o jornal e seu editor desde o início do Século 21: o juiz Roberto Carvalho Fraga, da 15ª Vara Cível de Porto Alegre, autorizou o bloqueio online das contas bancárias pessoais de Elmar Bones e seu sócio minoritário, o também jornalista Kenny Braga. Assim, depois do cerco judicial que está matando a editora, a família Rigotto assume o risco deliberado de submeter dois dos jornalistas mais conhecidos do Rio Grande ao vexame da inanição, privados dos recursos essenciais à subsistência de qualquer ser humano.
O personagem de Scorsese
Afinal, qual o odioso crime praticado pelo JÁ e por Elmar Bones que possa justificar tanta ira, tanta vindita, ao longo de tanto tempo, pelo bilioso clã Rigotto? O pecado do jornal e seu editor só pode ter sido o jornalismo de primeira qualidade, ousado e corajoso, que lhe conferiu em 2001 os prêmios Esso Regional e ARI (Associação Riograndense de Imprensa), os principais da categoria no sul do país, pela reportagem “Caso Rigotto – Um golpe de US$ 65 milhões e duas mortes não esclarecidas”.
A primeira morte era a de uma garota de programa, Andréa Viviane Catarina, 24 anos, que despencou nua do 14º andar de um prédio na Rua Duque de Caxias, no centro da capital gaúcha, no fim da tarde de 29 de setembro de 1998. O dono do apartamento, Lindomar Rigotto, estava lá na hora da queda. Ele contou à polícia que a garota tinha bebido uísque e ingerido cocaína. Nenhum vestígio de álcool ou droga foi confirmado nos exames de sangue coletados pela criminalística. O laudo da necropsia diz que a vítima mostrava três lesões – duas nas costas, uma no rosto – que não tinham relação com a queda. Ela estava ferida antes de cair, o que indicava que houve luta no apartamento. Um teste do Instituto de Criminalística indicou que o corpo de Andréa recebeu um impulso no início da queda.
No relatório que fez após ouvir Rigotto, o delegado Cláudio Barbedo, um dos mais experientes da polícia gaúcha, achou relevante anotar: “[Lindomar] depôs sorrindo, senhor de si, falando como se estivesse proferindo uma conferência”. Os repórteres que o viram chegar para depor, no dia 12 de novembro, disseram que ele parecia “um personagem de Martin Scorsese”, famoso pelos filmes sobre a Máfia: Lindomar usava óculos escuros, terno azul marinho, calça com bainha italiana, camisa azul, gravata colorida e gel nos cabelos compridos. O figurino não impressionou o delegado, que incluiu na denúncia o depoimento de uma testemunha informando que Lindomar era conhecido como “usuário e traficante de cocaína” na noite que ele frequentava – por prazer e ofício – como dono do Ibiza Club, uma rede de quatro casas noturnas que agitavam as madrugadas no litoral do Rio Grande e Santa Catarina. Em dezembro, o delegado Barbedo concluiu o inquérito, denunciando Lindomar Rigotto por homicídio cu lposo e omissão de socorro.
Lindomar só não sentou no banco dos réus porque teve também uma morte violenta, 142 dias após a de Andréa. Na manhã de 17 de fevereiro, ele fechava o balanço da última noite do Carnaval de 1999, que levou sete mil foliões ao salão do Ibiza da praia de Atlântida, a casa mais badalada do litoral gaúcho. Cinco homens armados irromperam no local e roubaram a féria da noitada. Lindomar saiu em perseguição ao carro dos assaltantes. Emparelhou com eles na praia vizinha, Xangrilá, a três quilômetros do Ibiza. Um assaltante botou a arma para fora e disparou uma única vez. Lindomar morreu a caminho do hospital, com um tiro acima do olho direito. Tinha 47 anos.
O choque de Dilma
A trepidante carreira de Lindomar Rigotto sofrera um forte solavanco dez anos antes, com seu envolvimento na maior fraude da história gaúcha: a licitação manipulada de 11 subestações da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), uma tungada em valores corrigidos de aproximadamente R$ 840 milhões – 21 vezes maiores do que o escândalo do Detran que submeteu a governadora Yeda Crusius a um pedido de impeachment, quase três vezes mais do que os desvios atribuídos ao clã Maluf em São Paulo, quinze vezes maior do que o total contabilizado pelo Supremo Tribunal Federal para denunciar a “quadrilha dos 40″ do mensalão do governo Lula.
Afundada em dívidas, a estatal gaúcha de energia tinha dificuldades para captar os US$ 141 milhões necessários para as subestações que gerariam 500 mil quilowatts para 51 pequenas e médias cidades do Rio Grande. Preocupado com a situação pré-falimentar da empresa, o então governador Pedro Simon (PMDB) tinha exigido austeridade total.
Até que, em março de 1987, inventou-se o cargo de “assistente da diretoria financeira” para acomodar Lindomar, irmão do líder do Governo Simon na Assembléia, o deputado caxiense Germano Rigotto. “Era um pleito político da base do PMDB em Caxias do Sul”, confessaria depois o secretário de Minas e Energia, Alcides Saldanha. Mais explícito, um assessor de Saldanha reforçou a paternidade ao JÁ: “Houve resistência ao seu nome [Lindomar], mas o irmão [Germano] exigiu”.
Com a chegada de Lindomar, as negociações com os dois consórcios das obras, que se arrastavam há meses, foram agilizadas em apenas oito dias. Logo após a assinatura dos contratos, os pagamentos foram antecipados, contrariando as normas estritas baixadas por Simon para evitar curtos-circuitos contábeis na CEEE. Três meses depois, a empresa foi obrigada a um empréstimo de US$ 50 milhões do Banco do Brasil, captado pela agência de Nassau, no paraíso fiscal das Bahamas. Uma apuração da área técnica da CEEE detectou graves problemas: documentos adulterados, folhas numeradas a lápis, licitação sem laudo comprovando a necessidade da obra. A sindicância da estatal propôs a revisão dos contratos, mas nada foi feito. A recomendação chegou ao governo seguinte, o de Alceu Collares (PDT), e à sucessora de Saldanha na pasta das Minas e Energia, uma economista chamada Dilma Rousseff. “Eu nunca tinha visto nada igual”, diria ela, chocada com o que leu.
Dilma só não botou o dedo na tomada porque o PDT de Collares precisava dos votos do PMDB de Rigotto para ter maioria na Assembléia. Para evitar o risco de queimaduras, Dilma, às vésperas de deixar a secretaria, em dezembro de 1994, teve o cuidado de mandar aquela papelada de alta voltagem para a Contadoria e Auditoria Geral do Estado (CAGE), que começou a rastrear a CEEE com auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público. Dependendo do câmbio, o tamanho da fraude constatada era sempre eletrizante: US$ 65 milhões, segundo o CAGE, ou R$ 78,9 milhões, de acordo com o Ministério Público.
A denúncia energizou a criação de uma CPI na Assembléia, proposta pelo deputado Vieira da Cunha, líder da bancada do PDT em 2008 na Câmara Federal. Vinte e cinco auditores quebraram sigilos bancários e fiscais. Lindomar Rigotto foi apontado em 13 depoimentos como figura central do esquema, acusação reforçada pelo chefe dele na CEEE, o diretor-financeiro Silvino Marcon. A CPI constatou que os vencedores da licitação, gerenciados por Rigotto, apresentavam propostas “em combinação e, talvez, até ao mesmo tempo e pelas mesmas pessoas”. O relatório final lembrava: “É forçoso concluir pela existência de conluio entre as empresas interessadas que, se organizando através de consórcios, acertaram a divisão das obras entre si, fraudando dessa forma a licitação”. O JÁ foi mais didático: “Apurados os vencedores, constatou-se que o consórcio Sulino venceu todas as subestações do grupo B2 e nenhuma do B1. Em compensação, o Conesul venceu todas as obras do B1 e nenhuma do B1. A di ferença entre as propostas dos dois consórcios é de apenas 1,4%”.
O aval de Dulce
A quebra do sigilo bancário de Lindomar revelou um crédito em sua conta de R$ 1,17 milhão, de fonte não esclarecida. O relatório final da CPI caiu na mão de um parlamentar do PT, o também caxiense Pepe Vargas, primo de Lindomar e Germano Vargas Rigotto. Apesar do parentesco, o primo Pepe, hoje deputado federal, foi inclemente na sua acusação final: “De tudo o que se apurou, tem-se como comprovada a prática de corrupção passiva e enriquecimento ilícito de Lindomar Vargas Rigotto”. Além dele, a CPI indiciou outras 12 pessoas e 11 empresas, botando no mesmo balaio nomes vistosos como Camargo Corrêa, Alstom, Brown Boveri, Coemsa, Sultepa e Lorenzetti. No final de 1996, a Assembléia remeteu as 260 caixas de papelão da CPI ao Ministério Público, de onde nasceu o processo n° 011960058232 da 2ª Vara Cível da Fazenda Pública em Porto Alegre. Os autos somam 30 volumes e 80 anexos e mofam ainda na primeira instância do Judiciário, protegidos por um inacreditável “segredo de justiça”. Em fevereiro próximo, o Rio Grande do Sul poderá comemorar os 15 anos de completo sigilo sobre a maior fraude de sua história.
Esta incrível saga de resistência e agonia do JÁ e de Bones provocada pela família Rigotto foi contada, em primeira mão, neste Observatório, em 24 de novembro de 2009 (“O jornal que ousou contar a verdade”). No dia seguinte, uma quarta-feira, Rigotto telefonou de Porto Alegre para reclamar ao autor que assina aquele e este texto.
– Isso ficou muito ruim pra mim, Luiz Cláudio, pois o Observatório é um formador de opinião, muito lido e respeitado. Ficou parecendo que eu estou querendo fechar um jornal. Eu não tenho nada a ver com isso. O processo é coisa da minha mãe. Foi a minha irmã, Dulce, que me disse que a reportagem era muito pesada, irresponsável. Eu nem conheço este jornal, este jornalista…
– Rigotto, a dona Julieta não é candidata a nada. O candidato és tu. A reportagem do JÁ tem implicações políticas que batem em ti, não na tua mãe. E acho muito estranho que, passados oito anos, tu ainda não tiveste a curiosidade de ler a reportagem que tanta aflição provoca na dona Julieta. Se tu estás te baseando na avaliação da Dulce, devo te alertar que ela não entende xongas de jornalismo, Rigotto! Esta matéria do Bones é precisa, calcada em fatos, relatórios, documentos e conclusões da CPI e do Ministério Público que incriminam o teu irmão. Não tem opinião, só informação. O teu processo…
– Não é meu, não é meu… É da minha mãe…
– Isso é o que diz também o Sarney, Rigotto, quando perguntam a ele sobre a censura que cala O Estado de S.Paulo. “Isso é coisa do meu filho, o Fernando”…
– Eu fico muito ofendido com esta comparação! Eu não sou o Sarney, não sou!…
– Lamento, mas estás usando a mesma desculpa do Sarney, Rigotto.
– Luiz Cláudio, como resolver isso tudo com o Bones? A gente pode parcelar a dívida e aí…
– Rigotto, tu não estás entendendo nada. O Bones não quer parcelar, não quer pagar um único centavo. Isso seria uma confissão de culpa, e ele não fez nada errado. Pelo contrário. Produziu uma reportagem impecável, que ganhou os maiores prêmios. Eu assinaria essa matéria, com o maior orgulho. Sai dessa, Rigotto!
Coincidência ou não, um dia depois do telefonema, na quinta-feira, 26, Rigotto convocou uma inesperada coletiva de imprensa em Porto Alegre para anunciar sua retirada como possível candidato ao Palácio Piratini, deixando o espaço livre para o prefeito José Fogaça.
O modelo de Roosevelt
Naquela mesma quarta-feira, 25 de novembro, a emenda ficou pior que o soneto. O advogado dos Rigotto, Elói José Thomas Filho, botou no papel aquela mesma proposta indecente que ouvi do próprio Germano Rigotto, confirmando por escrito ao editor a idéia de parcelar a indenização devida de R$ 55 mil em 100 (cem) módicas prestações. Diante da altiva recusa de Bones, o advogado pareceu incorporar a doutrina do big stick de Theodore Ted Roosevelt (1901-1909), popularmente conhecida como “lei do tacape” e inspirada pela frase favorita do belicoso presidente estadunidense: “Fale com suavidade e tenha na mão um grande porrete”. O suave advogado Thomas Filho escreveu então para Bones: “… em nova demonstração de boa-fé, formalizamos nossa intenção em compor amigavelmente o litígio acima, bem como a possibilidade [sic] de nos abstermos de ajuizar novas demandas judiciais…”.
Certamente para tranquilizar o filho candidato, o advogado reafirmava na carta a Bones que a ação contra o jornal era movida “unicamente” por dona Julieta, que buscava na justiça o ressarcimento pelo “abalo moral” provocado pela reportagem do JÁ, que misturava “irresponsavelmente três fatos diversos que envolveram a figura do falecido”. Ou seja, dona Julieta Rigotto, que entende de jornalismo tanto quanto os filhos Dulce e Germano, não consegue perceber a obviedade linear de uma pauta irresistível para qualquer repórter inteligente: o objetivo relato jornalístico sobre um homem público – Lindomar – morto num assalto pouco antes de ser julgado pelo homicídio culposo de uma prostituta e pouco depois de ser denunciado no relatório de uma CPI, redigido pelo primo deputado, pela prática comprovada de “corrupção passiva e enriquecimento ilícito” na maior fraude já cometida contra os cofres públicos do Rio Grande do Sul. Mas, na lógica simplória da mãe dos Rigotto, uma coi sa não tem nada a ver com a outra…
Para garantir o tom “amigável” entre as partes, o advogado de dona Julieta propôs a Bones os termos de uma retratação pública, suave como um porrete, enfatizando três pontos:
1. “Dona Julieta nunca teve a intenção de fechar o jornal”;
2. “a ação não é promovida pela família Rigotto, mas apenas por dona Julieta”;
3. “retirar o jornal de circulação, para estancar a propagação do dano”.
Tudo isso, incluindo o ameno confisco de um jornal das bancas em pleno regime democrático, segundo o tortuoso raciocínio do advogado, serviria para “tutelar a honra e a imagem de seu falecido filho”. Neste longo, patético episódio, que intercala demonstrações de coragem e altivez com cenas de pura violência, fina hipocrisia ou corrupção explícita, ficou pelo caminho o contraste de atitudes que elevam ou rebaixam. Diante da primeira ação criminal de dona Julieta na Justiça, o promotor Ubaldo Alexandre Licks Flores ensinou, em novembro de 2002:
“[não houve] qualquer intenção de ofensa à honra do falecido Lindomar Rigotto. Por outro lado, é indiscutível que os três temas [a CEEE e as duas mortes] estavam e ainda estão impregnados de interesse público”.
O orgulho de Enedina
Apesar da lucidez do promotor, o caso tonitruante da CEEE não ecoa nos ouvidos surdos da imprensa gaúcha, conhecida no país pela acuidade de profissionais talentosos, criativos, corajosos. Nenhum grande jornal do sul – Zero Hora, Correio do Povo, Jornal do Comércio, O Sul –, nenhum colunista de peso, nenhum editorialista, nenhum blog de prestígio perdeu tempo ou tinta com esse tema, que nem de longe parece um assunto velho, batido ou nostálgico. O que lhe dá notória atualidade não é o ancestral confronto entre a liberdade de expressão e a prepotência envergonhada dos eventuais poderosos de plantão, mas a reaparição de seus principais personagens no turbilhão da corrida eleitoral de 2010.
Germano Rigotto, o líder governista que emplacou o filho de dona Julieta na máquina estatal, é hoje o candidato do maior partido gaúcho ao Senado Federal. A ex-secretária Dilma Rousseff, que ficou estarrecida com o que leu sobre as fraudes de Lindomar Rigotto na CEEE, é apontada pelas pesquisas como a futura presidente do Brasil, numa vitória classificada pelo renomado jornal inglês Financial Times como “retumbante”. Tarso Genro, o ex-comandante supremo da Polícia Federal, que executou as maiores operações contra corruptos da máquina pública, lidera a corrida ao governo gaúcho e, certamente, tem os instrumentos para saber hoje o que Dilma sabe desde 1990. O primo Pepe Vargas, que mostrou isenção e coragem no relatório da CPI sobre a maior fraude da história do Rio Grande, é candidato à reeleição, assim como o deputado federal que inventou a CPI, Vieira da Cunha.
É a lógica perversa do interesse eleitoral que explica o desinteresse até dos principais adversários de Rigotto na disputa pelo Senado. O candidato do PMDB está emparedado entre a líder na pesquisa da Datafolha, a jornalista Ana Amélia Lemos (PP) – que subiu de 33% em julho para 44% na semana passada – e o candidato à reeleição pelo PT, senador Paulo Paim – que cresceu de 35% no início do mês para 38% agora. Rigotto caiu de 43% para 42% no espaço de três semanas. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, Ana Amélia bate Rigotto por 47% a 39%. Seus oponentes desprezam o potencial explosivo do “Caso CEEE” porque todos sonham em ganhar o segundo voto dos outros candidatos, o que justifica a calculada misericórdia e o piedoso silêncio que modera a estratégia de adversários historicamente tão diferentes e hostis como são, no Rio Grande do Sul, o PT, o PMDB e o PP.
O que é recato na política se transforma em omissão nas entidades que, ao longo do tempo, marcaram suas vidas na luta pela democracia e pela liberdade de expressão e no repúdio veemente à ditadura e à censura. Siglas notáveis como OAB, ABI, SIP, Fenaj e Abraji brilham pelo silêncio, pela omissão, pelo desinteresse ou pelo trato burocrático do caso JÁ vs. Rigotto, que resume uma questão crucial na vida de todas elas e de todos nós: a livre opinião e o combate à prepotência dos grandes sobre os pequenos, apanágio de toda democracia que se respeita.
A OAB e seus advogados, no Rio Grande ou no Brasil, que impulsionaram a queda de um presidente envolvido em denúncias de corrupção, não se sensibilizam pela sorte de um pequeno jornal e seu bravo editor, punidos por seu desassombrado jornalismo e mortalmente asfixiados pelo cerco econômico surpreendentemente avalizado pela Justiça, que deveria proteger os fracos contra os fortes – e não o contrário.
A inerte Associação Brasileira de Imprensa jamais se pronunciou sobre as agruras de Bones e seu jornal. Só em setembro de 2009, um mês após a denúncia sobre o bloqueio judicial das receitas do JÁ, é que a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do RS trataram de fazer alguma coisa: uma nota gelada, descartável, manifestando solidariedade à vítima e lamentando a decisão “equivocada” da Justiça. A Associação Riograndense de Imprensa, que em 2001 conferiu à reportagem contestada do JÁ o seu maior prêmio jornalístico, só quebrou o seu constrangedor silêncio ao ser cobrada publicamente por este Observatório, em novembro passado. Todos os membros da brava Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo têm a obrigação de conhecer a biografia de Elmar Bones, que nos anos de chumbo pilotou o CooJornal, um mensário da extinta Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (1976-1983) que virou referência da imprensa nanica que resistia à ditadura.
Bones chegou a ser preso, em 1980, pela publicação de um relatório secreto em que o Exército fazia uma autocrítica sobre as bobagens cometidas na repressão à guerrilha do Araguaia. Algo mais perigoso, na época, do que falar na roubalheira operada pelo filho de dona Julieta na CEEE… No site da Abraji, a entidade emite sua opinião em quatro notas, nos últimos dois anos. Critica o sigilo eterno de documentos públicos, defende o seguro de vida para repórteres em zona de risco, repudia um tapa na cara que uma repórter de TV do Centro-Oeste levou de um vereador e, enfim, faz uma vigorosa, firme, veemente manifestação a favor da liberdade de expressão… no México. Ao pobre JÁ e seu editor, lá no sul do Brasil, nenhuma linha, nada.
A poderosa Sociedade Interamericana de Imprensa, que reúne os maiores veículos das três Américas, patrocina uma influente Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação, hoje sob a presidência de um jornal do Texas, o San Antonio Express News. Entre os 26 vice-presidentes regionais, existem dois brasileiros: Sidnei Basile, do Grupo Abril, e Maria Judith de Brito, da Folha de S.Paulo. Envolvidos com os graves problemas da Paulicéia, eles provavelmente não podem atentar para o drama vivido por um pequeno jornal de Porto Alegre. Mas, existem outros 17 membros na Comissão de Liberdade da SIP, e dois deles bem próximos do drama de Bones: os gaúchos Mário Gusmão e Gustavo Ick, do jornal NH, de Novo Hamburgo, cidade a 40 km da capital gaúcha. Nem essa proximidade livra as aflições do JÁ e seu editor do completo desdém da SIP.
Este monumental cone de silêncio e omissão, que atravessa fronteiras e biografias, continua desafiando a sensibilidade e a competência de jornais e jornalistas, que deveriam se perguntar o que existe por trás do amaldiçoado caso da CEEE, que afugenta em vez de atrair a imprensa. A maior fraude da história do Rio Grande, mais do que uma bomba, é uma pauta em aberto, origem talvez da irritação dos Rigotto contra o editor e o jornal que ousaram jogar luz nessa história mal contada. Os volumes empoeirados deste megaescândalo continuam intocados nas estantes da Justiça em Porto Alegre, protegido por um sigilo inexplicável que só pode ser útil a quem mente e a quem rouba, não a quem luta pela verdade e a quem é ético na política, como fazem os bons repórteres e como devem ser os bons políticos.
O bom jornalismo não é aquele que produz boas respostas, mas aquele que faz as boas perguntas – e as perguntas são ainda melhores quando incomodam, quando importunam, quando constrangem, quando afligem os consolados e quando consolam os aflitos.
A emoção é a última fronteira de quem perde os limites da razão. Elmar Bones tinha ganhado todas as instâncias do processo criminal, quando um juiz do Tribunal de Justiça, na falta de melhores argumentos, preferiu se assentar nos autos impalpáveis do sentimento para decidir em favor da mãe de Germano Rigotto:
“Não há como afastar a responsabilidade da ré pelas matérias veiculadas, que atingiram negativamente a memória do falecido, o que certamente causou tristeza, angústia e sofrimento à mãe do mesmo (…)”.
Dona Julieta Rigotto, viva e forte aos 89 anos, ainda sofre com a honra e a imagem maculadas de seu falecido filho, Lindomar.
Dona Enedina Bones da Costa tinha 79 anos quando morreu, em 2001, poupada assim da tristeza, angústia e sofrimento que sentiria ao ver o drama vivido agora por seu filho, Elmar. Mas ela teria, com certeza, um enorme, um insuperável orgulho pelo filho honrado e corajoso que trouxe ao mundo e ao jornalismo.



E este é o “bom moço” que a mídia gaúcha(leia-se RBS-afiliada da Globo), quer ver senador junto com a candidata do PP(ex PDS, ex ARENA-o partido da ditadura).
A “briga” não vai ser fácil, porque o poderio é muito grande,mas estamos de todas formas tentando evitar, através do voto que estas pessoas não cheguem lá. Esta reportagem sobre o Jornal Já, eu comento em todos os blogs daquela organização, mas eles não falam uma linha. E ainda dizem que nós aqui do Rio Grande do Sul somos o povo mais politizado do Brasil. Que politizado que nada!… Tanto é verdade que a governadora é a Yeda, o senador é o Simon, na última eleição o Lula perdeu aqui e assim vai…
No RS, como no resto do Brasil, a justiça é a mesma coisa. Só rico tem razão. Por isso continuo arfirmando que o maior problema do Brasil, é a Justiça. lenta, tarda, falha, e quando decide, é só poderoso que ganha. Pobre que se dane. Este é o exemplo clássico, como muitos outros.
Mas aos poucos vamos arrumando esta grande casa, RS já deu a resposta em outubro. A Dilma vai mudar muita coisa neste país, podem esperar, inclusive no judiciário.
[...] Clique aqui para ler “Rigotto quer fechar um jornal ? A odisséia de um jornalista gaúcho”. [...]
Realmente é verdade um comentário que li hoje: não sei quem é pior nestas eleições, se são os paulistas ou os gaúchos. Os paulistas querem reeleger Alckmin e os gaúchos Ana Amélia e Rigotto no lugar do grande Paulo Paim.
Inacreditável. Vergonhoso.
Aí gauchada,
vamos tratar de boicotar a candidatura desse patife desse perdigotto, digo, rigotto, que mancha a bela e nobre história dos gaúchos com suas patifarias.
Um jaguára como esse rigotto tinha que apanhar de relho no meio da praça para aprender a ter compostura!!!
É por causa de tipos que nem esse que os gaúchos sofrem com a fama de não serem lá muito machos, no resto do BRASIL. “A las pucha, tchê!!!”
“O BRASIL para TODOS não passa na gLoBo
PH, eu já havia lido isso num outro blog.
A questão é, a pouca visibilidade para estas questões, a midia lucrativa abafa tudo que diz respeito a cidadania.
Talvez agora em seu blog, de maior projeção, isso seja mais difundido no RS.
Muita gente desconhece esse assunto por aqui.
O rigoto é sócio da Yeda corrupção lá no Rio Grande do Sul não é?As ações são as mesmas!
O PMDB gaúcho é muito parecido com o PFL bahiano…
Absurdo.
Essa mãe, hem! Mas, que mãe, hem! Com uma mãe dessas prefiro ser órfão. Êta! Manzinha! Sô! Bá tchê!
O que não dá pra entender é se o caso é tão óbvio por que o jornal JÁ perde sempre na justiça? Não seria o caso de, ao invés de implorar ajudar, acusar a justiça de corrupta? Tentar tirar o processo do RGS? Parece que lá a justiça esta nas mãos dos Rigottos.
Não entendo um texto tão longo e não toca na possibilidade da justiça estar comprometida. Se não for esse o caso, sugiro que o senhor Bones troque de advogado.
A “direita pôdre” se locupleta no poder desde sempre. POr isso alimentam golpes e ditaduras. São podres até a raíz dos cabelos e ainda se dizem massa cheirosa. Mal, cheirosa. E põe mal-cheirosa nisso, hein?!?`
“O BRASIL para TODOS não passa na gLobo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
Mesmo terrível, é mais uma prova de que embora tenhamos eleito Lula contra os esperneios dos poderosos desde a colônia, os mecanismos de defesa da velha classe dominante como a mídia golpista & o judiciário ainda protegem bandidos. Desde que tenham classe. Pros pés de chinelo execração pública. Pros podero$o$ julgamentos “particulare”.
É impressionante esta história, tanto pelos desvios com dinheiro público, quanto pelo fato de que o único penalizado foi quem fez a reportagem sobre o problema.
O pior é que pouquíssimas vozes tem se levantado para trazer este problema à tona e acabar com esta injustiça.
Pesado …
MARINA SILVA TEM QUE COBRAR EXPLICAÇÃO DO PV E DE SEU FILIADO
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A candidata do PV, Marina Silva, cobra explicação de Mantega sobre violações de sigilo fiscal na Receita. Devagar com o andor, dona Marina, a PF e o MPF já estão investigando. Mas, conforme está estampado nos jornais, na mídia, quem encomendou a quebra do sigilo do Serra foi Ademir Estevam Cabral, filiado a seu partido,
o PV, conforme relata o contador Carlos Atella Ferreia. Então, dona Marina, caberia ao seu partido investigar o filiado, descobrir para quem ele está trabalhando, quem é o mandante. Como diz o presidente Lula, tem que investigar, apurar, doa a quem doer. E depois, dona Marina, se tudo se confirmar, expulsar o filiado do seu partido e pedir desculpas.
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http://blogdadilma.blog.br/
PHA,
Por isso é que o LULA se empenhou tanto em criar a HDTV e incentivar novos programas regionais, e acima de tudo, a internet banda larga accessivel a todos, essa é uma conquista do governo LULA e do povo a maior força democratica do mundo. a INTERNET permite toda essa informação e ainda permite interagir, isso ainda da mais força ao senso de justiça comum. Eles fecham uma porta que dá para os fundos e a internet abre um portão de livre acesso para o mundo. Eles não tem mais controle sobre ninguem. VIVA A INTERNET, DILMA vai fazer ainda mais. abraços.
Ana Amélia é aquela jornalista da RBS que pertence à Famíglia Sirotski, que teve um dos seus membros envolvidos num caso de estupro em Santa Catarina, não é? Humm…
Notável narrativa de uma triste e revoltante história. Causa asco ver a omissão de setores da sociedade gaúcha em relação a esse fato. Germano Rigotto foi punido pelo povo na eleição passada, sem ter sequer conseguido chegar ao 2º Turno, de tão bom governador que foi. Isso deve ser levado ao público sul riograndense, para que ele analise bem em quem vai votar para o Senado. Acorda, Rio Grande, pelo amor de Deus!!! Um Estado que já produziu Getúlio Vargas, João Goulart, Leonel Brizola, Oswaldo Aranha, Borges de Medeiros, Mário Quintana, Érico Veríssimo, Flores da Cunha, dentre outros, não pode se curvar ao autoritarismo de um….simples Rigotto.
Não é surpresa, partindo de Luis Cláudio, mas não custa repisar: QUE TEXTO BEM ESCREVINHADO!
O risgotto foi exumado de qual tumba?
Prescisamos divulgar essa matéria , vamos mandar e-mails para todos os nossos conhecidos que sejam gaúchos. Sou nascida no RS, moro atualmente em Florianópolis, mas toda a minha família mora em Caxias do Sul, e tenho certeza que desconhecem esse assunto, pois a RBS e seus jornalões jamais divulgaram essa podridão. É isso que dá deixar que um grupo detenha todos os meios de informação do estado. Eles são donos de quase tudo no RS. E corremos o risco de ver Paulo Pain perder para ana Amélia Lemos representante da RBS e não do RS e Germano Rigotto escrotão para o Senado .Estou envergonhada
Razão estranha para justificar uma decisão, seguindo essa lógica o falecimento da pessoa apagaria da história seu passado ficando assim todos impedidos de mencionar os fatos, acontecimentos ou eventuais deslizes e crimes cometidos pelo falecido sob a pena de ser judicialmente condenado. Sendo assim todas as famílias de criminosos e traficantes que porventura vejam os nomes dos seus filhos falecidos mencionados em algum meio de comunicação poderia pedir indenização por danos morais e emocionais. Ou a lei só se aplica em alguns casos? Isso ainda não sei.
Coitado do RS ninguém merece a dupla Yeda/Fogaça.
Isso sim é materia pra Globo pode dar o golpe
Esses caras… desse programa… (não me lembro os nomes)
o que teriam a acrescentar na atual discussão política? Nada.
Baixaria por baixaria, dela se encarrega o candidato derrotado da oposição. Ele está derretendo, virando pus sobre o que pelo menos ainda era uma bela ferida.
O Serra hoje é pus. Simplesmente pus, o resto do que fora alguns tecidos de dignidade…
Agora, esses humoristas(?) (quem?)…
Eles tem mães?
Talvez.
Se tem, tenho certeza de que não reconhecem como filhos tais monstrengos.
Minha Nossa Sra, acompanhei através de jornais e revistas, parte da vergonhosa história que envolve o Rigotto quando Governador do RS, mas sinceramente não sabia que a Familia Rigotto é tão apodrecida em corrupção no Estado do Rio Grande do Sul, ao ponto da velha mãe do Germano Rigotto com a idade que tem mostrar-se a megera que é num Estado cujo povo se faz distinguir pela bravura e determinação que ali é patente. Só estranho a omissão do povo gaucho diante das injustiças cometidas à sí próprio, pois um jornal que publica a verdade, alimenta o espírito patriótico de seus leitores e colabora decisivamente para o engrandecimento de um povo, de um Estado e de uma Nação e os gauchos foram omissos e cometeram um grande crime contra a honra e a dignidade que sempre foram bandeira para os gauchos e quanto ao MP do Rio Grande do Sul, faço valer minha dec epção tal qual a que me leva a sentir contra os bravos gauchos, por não ter colocado na cadeia os corruptos que assinam Rigotto e permitiram a punição ao mais honrado de todos os gauchos o JA, justamente à quem honrou a tradição gaucha, coragem e determinação. Ainda ha tempo de reparar o erro e o gaucho apagar de sua história esta grande injustiça por pura covardia. Parabenizo os jornalistas do JA
Por último, sugiro ao Instituto de Mídia Alternativa – Barão de Itararé, a “entrada” enfática nesse caso, defendendo Bones, já que o que o vitima, atinge, e atingirá cada vez mais, os membros do Instituto.
Esse é o verdadeiro Jornalismo, o praticado por Elmar Bones : uma arma na luta contra a opressão, jornalismo que é quase inexistente no Brasil e no mundo. Por isso, a falta de solidariedade com Bones, vinda daqueles órgãos que representam o “jornalismo” da opressão, a máquina propagandística dos exploradores : A SIP e os “jornalistas” amestrados que a compõem. Sem contar os grandes grupos midiáticos do Brasil. Divulguemos na mídia independente, que pratica o verdadeiro Jornalismo, a luta de Bones, esclarecendo a população sobre o que é Jornalismo livre e o que é apenas “PIG”, uma máquina a serviço da dominação.Infelizmente, novamente vemos que o Sul e Sudeste do Brasil necessitam evoluir politicamente, libertando-se do controle dos clãs conservadores tradicionais, aos quais; pela via da construção de um Estado “fechado”, a serviço dos poderosos; estão sempre associadas essas práticas. Que libertem-se do PSDB, dos Rigotto, de Crusius, dos Borhausen, de Simon e outros pilantras associados.
Simon, Rigotto,Yeda, Fogaça,e é claro Britto, sempre mandaram na RBS,mas espero que agora essa situação se esclareça!!!!A corrupção nesses governos sempre foi abafada pela mídia!!!
Sou gaúcho e caxiense e nem pensem que voto no rigotto, ele é outro que detesta pobre, o simon é um morto vivo, daqui 4 anos sai do congresso ou morre de desgosto, ultrapassado, asqueroso, etc….AQUI DE PAIM e NÃO pra ana amelias rbs;
MEU DEUS! não tive saco de ler tudo, mas o “ilustre” é meu vizinho de praia assim como o Pavan do ex pdt e agora psdb.
Essa reportagem “denúncia”, me faz perguntar…..
-Quantos Rigotos temos no RGS ?
-Quantos Malufs temos em SP ?
-Quantos Sarneis temos no MA ou AP
-Quantos , Quantos, …… temos pelo Brasil, esnobando os miseráveis com a riqueza roubada do povo, e ainda se fazendo de vítimas, com processos na justiça amparados por advogados e juízes também do mesmo nível de caráter e honra, coisas relegadas a um pequeno grupo de homens atualmente.
Precisamos salvar o Brasil desse atoleiro moral !!!!!
Jose Pedro por isso digo os bandidos de colarinho branco, os trairas evende patria, estão espalhados por tada a Nação Continental e somente as novas gerações iram substituindo essa gente nefasta e ruim para sua Nação. Dilma neles e no primeiro turno sem dó.
Se aprofudem um pouco mais nessas histórias e veremos um poder de estado autônomo e uma segunda grande família envolvida nos principais acontecimentos ou encobrimentos de fatos, favorecendo interesses políticos.
Até hoje isso acontece assim.
Esse assunto não apenas envergonha o povo gaúcho, que tanto se gaba das suas tradições, mas também a todos os brasileiros.
É tradição também nos pampas matar, desviar, roubar, humilhar e massacrar os inocentes. É esse o orgulho gaúcho?
Cadê as pessoas e instituições sérias para tomar uma posição digna sobre esse assunto? Não tem? Quer dizer que o negócio no extremo sul é apenas comer churrasco e dançar de botas em cima de um pau?
Barbaridade tchê!
Realmente isso nos envergonha. Mas o pessoal do norte não tem muito “crédito” para proferir esse tipo de comentário.
Uma leitura como esta faz o sangue subir à cabeça conforme o texto avança, fundamentando cada palavra, cada denúncia. Só para lembrar, a candidata ao Senado, que lidera as pesquisas no RS é jornalista, e da RBS, pois não? Como os gaúchos podem sufragar nas urnas uma figura assim, que representa o pior da direita no “jornalismo” do Sul, não por acaso uma dos mais atrelados à direita raivosa brasileira?
De tudo isso, só uma certeza: Bones é um homem que nos orgulha com sua coragem e, sobretudo, com seu caráter. Quanto às entidades gaúchas citadas, que passam ao largo deste flagelo vivido pelo jornalista, é de dar pena, rancor mesmo a omissão que as conduz.
Esse é o Rigotto do PMDB de Pedro Simon, se dissessemos que ele está caduco, PS, seria até o elogio pelo que representou no passado. Mas ele se tornou aliado de governos corruptos como o de Rigotto e Yeda Crusius. Que pena, Simon não vai poder da mais lição de moral nos outros.
[...] dita. O Já o fez muito bem aqui, recomendo a leitura. Sei que o texto já foi reproduzido pelo Conversa Afiada e pelo Sul [...]
Não estou acreditando que vão deixar de eleger um homem como o Paulo Paim, para eleger Ana Amélia. Paulo Paim, sim, é um homem íntegro e correto.
O povo do Rio Grande do Sul tem que sair às ruas e exigir a imediata retirada de todos os processos. É o mínimo que se pode fazer para respaldar jornalistas sérios que expõe a verdade e não se intimidam diante de políticos prepotentes.
O povo gaúcho já conheceu política.
Hoje vive numa redoma. Vive ligado ao radinho de pilha sempre sintonizado na mesma rádio, e assistindo o mesmo programa no almoço.
É uma pena.
Este texto mostra o oceano de lama que envolve os politicos do RS, com honrosa exceção dos politicos da esquerda gaúcha (PT,PSOL,PCdoB,PCB,PSB). Este escândalo, mais as privatizações que ocorreram no governo do PMDB, envergonham quem carrega ainda um pouco de decência.
PT esquerda? Vai estudar>
Mas não é só isto.
O Rigotto também quer acabar definitivamente com a Federação Brasileira.
Rigotto defende que o principal imposto arrecadado pelos Estados, o ICMS, seja extinto e que em seu lugar seja criado o IVA Nacional.
Na entrevista em que se lançou candidato ao Senado Federal (Jornal do Comércio, de Porto Alegre, de 13/04/09) ele defendeu uma reforma tributária que centralize todos os recursos nos cofres da União.
Se hoje os Estados e Municípios já são dependentes do Governo Central podemos imaginar como ficarão após a reforma tributária defendida por Rigotto.
É a pá de cal sobre a Federação Brasileira e a instalação do Estado Unitário Brasileiro, que historicamente gerou regimes totalitários.
Venha participar da comunidade do Mercadante no orkut.
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=5120187
É o estilo Serra Palin de ser…
CADÊ o “Ficha Limpa” Pedro Simon para ver isso??
E depois ainda é capaz de defendê-lo…
Acorda Simon, quem dorme sou eu e quem sonha é você??
Pedro Simon nega que PMDB gaúcho “era todo Serra”
http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4644509-EI15335,00.html
Simon, o Ministério da Saúde Adverte: NÃO EXISTE REMÉDIO PARA DOR-DE-COTOVELO
Ele matou a charada, Abril e Folha no conselho consultivo, até parece que alguma coisa vai para a frente.
O mais interessante disso é que rigotto sempre foi protegido pelo sigilo da rbs e Kenny Braga, sócio minoritário do Já é comentarista de esportes da radio gaúcha e do dário gaúcho (minúsculo mesmo) ambos da rbs. Aí tem…Obs: esse badameco do rigotto é candidato a senador, e o pior é que meus conterrâneos auto-intitulados o povo mais politizado do Brasil pode elegê-lo. Já elegeu outras figuras como yeda, aquela que ainda não explicou o escândalo do Detran-RS; simon (declarado por seus aceclas “paladino da honestidade”. Desafio a que me apontem UMA única coisa que esse cidadão fez pelo Rio Grande nos seus vários anos de senador , deputado, governador, etc); britto, aquele que chorou quando Tancredo morreu e, ao eleger-se governador, vendeu a CRT à Telefônica de Espanha a preço de banana e outros tantos…
Esse Rigotto é o “pacificador” da campanha para governador de 2002. Foi eleito…
Em 2006, a “pacificadora” do estado era a senhora que ocupa o cargo hoje; e agora, o “pacificador” é o Fogaça, ex-prefeito de Porto Alegre. A figura do “pacificador” na política gaúcha tem sortido efeito, já que se trata de um estado historicamente dividido ao meio: castelhanos x portugueses, farroupilhas x império, chimangos x maragatos, tricolor x colorado……
Enfim, por aqui o “pacificador” sugere um ser acima do bem e do mal, do certo e do errado, da direita e da esquerda, do patrão e dos empregados. Na minha opinião, a maldita terceira via, que esconde qualquer coisa sob uma pele de cordeiro. E esse Rigotto não foge à regra.
O detalhe curioso dessa história toda é que o jornalista Kenny Braga é um profissional (cronista esportivo) da rbs, que reúne as forças conservadoras do sul do país e dá sustentação aos governos “pacificadores”…
O PIG já ultrapassou todos os limites da ética e dos bons costumes. Acho que chegou a hora de contarmos ao mundo as barbaridades que o PIG e as elites fazem no Brasil. Para isso temos a Internet que é a arma mais poderosa do século 21.
PHA: Pedro Simon, senador pelo PMDB-RS, useiro e veseiro em usar de discursos moralistas, criticos e eticos (sic) não tem nada a dizer sobre essa verdadeira loucura juridica no seu estado. Mas que BAH TCHE !!!
É de estarrecer. Cadê o povo heróico do RS?
O Feriadão é a grande preocupação de SERRA, a cada pedágio que o eleitor passar ele perderá um voto, agora vai abaixo de 20 rapidinho nas pesquisas.
PHA, parabéns a ti, por teu senso de justiça, ao repercutires no teu blog esse caso da família do Germano Rigotto contra o JÁ e Elmar Bones da Costa. Parabéns, também, ao excelente Luiz Cláudio Cunha pela matéria que faz tremer o ex-governador Rigotto, candidato do PMDB ao Senado. É que o Rigotto conhece a força do “braço” do LCC, que, junto com o falecido João Batista Scalco, salvou a vida de Lilian Celibertti, de Universindo Diaz e de duas crianças, “arrancou-os” das garras da Operação Condor, pelas páginas da Veja, quando era uma revista respeitável e com credibilidade. Daí o pavor do Rigotto, que preferiu nesse episódio esconder-se atrás de “biombos” familiares, a mãe e a irmã. E dizer que já tivemos no RS um governador como Leonel de Moura Brizola, que enfrentou golpistas de armas na mão ! Quanta decadência de nosso Estado ! É de chorar.
Ha muito mais sobre o Rio Grande que a estatua do Laçador, quem e nativo daqueles pampas sabe que a mediocridade das instituiçoes se esconde sob o manto de uma historia, de tradiçoes nem sempre bem contadas.
O Judiciario gaucho, do qual posso valar porque sou advogado no Estado e conheço bem, e um paraiso para o paternalismo de pessoas influentes. No RS a Justiça, infelizmente, nao e cega, ela costuma ver a quem serve.
Tomara que Tarso, que há de sair vitorioso como Governador, tenha mesma coragem que Olívio Dutra teve ao assumir.
Que não tema as represálias que Olívio sofreu. Que repita o gesto, remova todo e qualquer um dos vexaminosos incentivos fiscais que essa fábrica de políticos ex-funcionários tenham.
Quero os recursos do meu estado para nosso povo, nada de incentivas famílias milionárias.
Vamos fazer uma campanha direcionado á Porto Alegre, desmascarando e apoiando os Jornalistas.
O Claudio Manuel no seu blog, faz uma charge com a Dilma de cabeça pra baixo e sem calcinha, dizendo estava assim pra ficar parecida com o Lula, cabra safado sem escrúpulos, se foi gerado por uma mulher , deveria respeitar a DILMA,é por essas e outros que deixei de assistir o programa desses porcos nojentos , ABAIXO O PIG E TODOS ESSES SAFADOS QUE ALIMENTAM O PIG, VIA O BRASIL VIVA LULA E DILMA
Tô contigo!
E mais, dizem que com humor pode tudo. Então, imaginem se o Cláudio Manoel ia achar graça, se a brincadeira da foto fosse com a mãe dele?
Seria interessante fazer isso, por que não?
Esta eleição é uma boa oportunidade para os gaúchos jogarem seu lixo no lixo.
Ainda bem que o TSE, não acatou a açao contra o registro da candidatura DILMA, por esses dontes mentais;
PHA, não tem como nós ajudarmos este jornalista, PHA um real de um um real de outro, quando ver estamos livres desses riggotos.
PHA, é por isto que tem um jornalista de sangue aqui no Pernambuco que diz, que no Brasil crime como este da garota, só na base da vingança, é porque esta garota não é parente minha, porque os riggoto já tinham sentido a mesma dor, e esta persequisão aos jornalistas, isto no Rio grande e normal, porque eu não vir estado tão conservador.
Caberia ao meritíssimo juiz, inferir que quem atingiu negativamente a memória do falecido, foi o próprio quando vivo, tornando-se comprovadamente, corrupto, traficante e assassino. O meritíssimo juiz não vai condenar também, quem investigou e comprovou as ações criminosas do falecido, só quem no cumprimento do estrito dever profissional, informou a sociedade, que o falecido era um elemento que roubava seu dinheiro e viciava seus filhos. Os sentimentos de uma mãe, estão acima do bem e do mal? Só para quem vive no mundo do “datavenha” longe da realidade de quem paga impostos e sustenta um judiciário gastador, ineficiente, que produz um Gilmar Mendes e as honrosas excessões como De Sanctis e Joaquim Barbosa.
Silva, nesta semana a Brigada Militar do RS da nossa inesquecível Yeda, já vai tarde! (versão gaúcha da polícia militar) entrou em uma comunidadade quilombola em Porto Alegre, me parece que não estavam preocupados com os sentimentos das mães daquela comunidade. Em negros e pobres pode descer o sarrafo e meter o pé na porta!
A melhor defesa do jornalista Elmar Bones, um jornalista com J maiúsculo, é esta que o PHA fez: publicar na íntegra a matéria que deu origem ao absurdo processo que a família Rigotto move contra ele.
Parabéns.
Rigoto: toma vergonha na cara e pára de se esconder na barra da saia de sua mãe, assume logo sua responsabilidade (existente desde o início, já que vc fez questão de colocar seu irmão bandido no governo)e liberta de vez este jornalista desta monstruosa perseguição. Bones não é escravo de sua família, lembra: a abolição já acabou.
Quanto aos jornalistas que não se posicionam sobre o caso, exigindo que seja cumprida a máxima da democracia que é liberdade de expressão, só posso dizer que vcs são como aqueles “escravos da casa grande” que “puxavam o saco” de seus senhores, por mêdo de voltar para a senzala (não tinham liberdade, mas podiam comer melhor e não levavam chibatadas). Entende-se a situação dos escravos, já a …. É, dignidade não é pra qualquer um.
A bala de prata falhou : Dilma continua com 51% e Serra com 25%. E melhor: Dilma está avançando no eleitorado do Sul do país.
Na Constituição que tenho aqui ao meu lado não está escrito que o cidadão/político/privilegiado/rico tenha direito de calar a imprensa. Mas é claro que esta não é a constituição de muitos políticos, dentre eles o senhor Serra que chamou-nos todos há bem pouco tempo de blogueiros sujos.
Em pleno século XXI ainda estamos no velho Estado Colonial, aquele das Ordenações Filipinas e Manuelinas. Falar bem dos nobres é bom, desejável e incentivado… falar mal deles é crime de lesa majestade.
Napoleão escreveu nas suas memórias sobre D. João (filho de Maria Louca) o seguinte: “foi o único que me escapou”. Tudo bem considerado, teria sido bem melhor se D. João e os 15 mil vagabundos que para cá vieram e deixaram descendentes (muitos dos quais estão por aí posando de nobres) tivessem todos sido despedaçados pelas tropas napoleônicas!
Muitos nobres e pouca constituição, os males do Brasil ainda são.
Chupa Serra…rs
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/09/corregedor-do-tse-arquiva-pedido-de-cassacao-de-registro-de-dilma.html
Mas bah, tchê !
Que barbaridade!
O chirú Rigotto tá tomando na cuia alheia !@
Que feio, índio velho!
PHA, parabéns a ti, por teu senso de justiça, ao repercutires no teu blog esse caso da família do Germano Rigotto contra o JÁ e Elmar Bones da Costa. Parabéns, também, ao excelente Luiz Cláudio Cunha pela matéria que faz tremer o ex-governador Rigotto, candidato do PMDB ao Senado. É que o Rigotto conhece a força do “braço” do LCC, que, junto com o falecido João Batista Scalco, salvou a vida de Lilian Celibertti, de Universindo Diaz e de duas crianças, “arrancou-os” das garras da Operação Condor, pelas páginas da Veja, quando era uma revista respeitável e com credibilidade. Daí o pavor do Rigotto, que preferiu nesse episódio esconder-se covardemente atrás de “biombos” familiares, a mãe e a irmã. E dizer que já tivemos no RS um governador como Leonel de Moura Brizola, que enfrentou golpistas de armas na mão ! Quanta decadência de nosso Estado ! É de chorar.
Fiquei sem palavras ao terminar o texto.
Por onde anda a ANJ tão pródiga em defender os marinho e e o otavinho?O Brasil precisa urgentemente se livrar de gente desse tipo.
Simplesmente estarrecedor…
Enquanto isso, a mídia criminosa, que conspira e não informa, reclama da falta de liberdade de expressão.
É de desanimar…
Tracking Vox/Band/iG: Dilma segue com 51%, Serra 25%
No segundo dia de medição, instuto aponta estabilidade no desempenho dos presidenciáveis.
kkkkkkkkkkkkkkkkk
O golpe vai ser dificil.
Cara, onde pegou isto. Estou já há uma hora procurando através do Google e não acho!!!
SENSACIONAL!!! SENSACIONAL!!! SENSACIONAL!!! SENSACIONAL!!!
Guru americano previu estratégia do Serra, e mandou um conselho, em 2008!!!
http://www.youtube.com/watch?v=GymX9FI8RJc
Já tinha lido esse texto na Carta Maior, fico estarrecida que ainda convivemos com este tipo descarado de repressão.
FORÇA ELMAR!! Nem todos estão cegos…
A RBS tem 2 candidatos ao senado, um é Rigotto que quebrou o estado do RS ao aumentar as alíquotas do ICMS para 29% em energia e telefonia para debelar uma crise financeira criada por ele mesmo quando governador do estado.
Outro é Ana Amélia Lemos do PP, colunista do jornal Zero Hora e inimiga ferrenha do MST, Lula e PT.
A RBS é conhecida no sul como PRBS, um partido político sem tirar nem pôr.
Madeira, nao esqueca da propria Yeda e do Fogaça. A RBS soh nao faz campanha pra Yeda devido aos ultimos escandalos, mas faria com certeza caso os escandalos nao viessem a tona.
Eu sempre disse o RS ta na pior faz tempo gracas a esses politicos e ao povo gaucho que teima em deixar essa gente robar o dinheiro do povo. Isso que somos “o estado mais politizado”!
A elite dominante no RS sempre tratou de reservar e garantir seu espaço de poder e de ganhar dinheiro fácil, às custas do erário público. Independente de partidos, todos foram coniventes nesses últimos séculos e se banquetearam no prato fino do dinheiro público. E sempre acharam normal isso. Nunca fomos diferentes dos políticos do restante da nação. Afiados na crítica, mas dissimulados na ação. Como gaúcho, sinto imensa vergonha do que acontece no meu estado. Se esse mal não for consertado nas urnas, então somente uma ação mais radical poderá dar fim a esse descalabro político e criminoso nos pagos do sul.