Quinta-feira, 20 de Junho de 2013

Publicado em 31/05/2010

Folha se corrige: Gilmar é um santo.
Mas, e o dinheiro da “caixinha” ?

A Folha fez um rápido cavalo de pau, no espaço do Clovis Rossi, e em páginas internas. Mudou tudo.

Na foto, Ele, um santo de visão social

 

Folha se corrige: Gilmar é um santo.

Mas, e o dinheiro da “caixinha” ?

Na página 2, no espaço do Clovis Rossi, e em páginas internas, a Folha fez um cavalo de pau, rápido.

Onde, ontem, se dizia que o Gilmar é o velho Gilmar Dantas (*) de guerra – clique aqui para ler “Gilmar ameaça usar a mídia para atacar o presidente do STF” -, hoje, ele volta a ser o que sempre quis que o PiG (*) dissesse dEle: Ele é o Máximo !

Imagine, caro leitor, que, hoje, a Folha (**) chega a dizer que Ele fez “política social” no CNJ.

Admirável.

Ou seja, o bom jornalismo dura 24 horas na Folha (**).

Mas, é a tal coisa: as contas dele batem ou não batem ?

Esse é o buzilis da questão: quando presidente, Ele fez bom uso da “caixinha” ?

O resto, diria o Nelson Rodrigues, é o luar de Paquetá.



Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como um eminente colonista (***) do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista (***) da GloboNews e da CBN se refere a Ele.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é ; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

Em tempo: amigo navegante telefona e sugere o seguinte esclarecimento. Antes que o ex-Supremo Presidente do Supremo, Ele, contrate o notável jurisconsulto Sergio Bermudes para tentar calar outro jornalista na Justiça, convém esclarecer que “caixinha”, nas redações de jornal do país inteiro, significa aquele dinheiro miúdo, de despesas rotineiras – taxi, diárias, refeições, que fica sob a responsabilidade do chefe de reportagem. Não tem qualquer conotação suspeita. Nem guarda parentesco com “Caixa Dois”, que costuma ser gorda e não merece ser tratada no diminutivo.

 

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