Redação Conversa Afiada

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No 13 de Maio, ainda há infâmia demais!
Viva Castro Alves

    Publicado em 13/05/2010
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Existe um povo que, em 2010, empresta a bandeira para encobrir a covardia

 

Por sugestão do amigo navegante Mauricio David:

 

Dia 13 de maio de 1888, data da abolição da escravatura no Brasil. O Navio Negreiro, o épico poema escrito por Castro Alves aos 22 anos de idade, teve um papel fundamental na mobilização das consciencias na luta pelo Abolicionismo no Brasil e ainda permanece como uma das mais belas páginas da nossa líteratura :

 

O Navio Negreiro (Tragédia no mar) :: Castro Alves

‘Stamos em pleno mar… Doudo no espaço

Brinca o luar — dourada borboleta;

E as vagas após ele correm… cansam

Como turba de infantes inquieta.


‘Stamos em pleno mar… Do firmamento

Os astros saltam como espumas de ouro…

O mar em troca acende as ardentias,

— Constelações do líquido tesouro…


‘Stamos em pleno mar… Dois infinitos

Ali se estreitam num abraço insano,

Azuis, dourados, plácidos, sublimes…

Qual dos dous é o céu? qual o oceano?…


‘Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas

Ao quente arfar das virações marinhas,

Veleiro brigue corre à flor dos mares,

Como roçam na vaga as andorinhas…


Donde vem? onde vai? Das naus errantes

Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?

Neste saara os corcéis o pó levantam,

Galopam, voam, mas não deixam traço.


Bem feliz quem ali pode nest’hora

Sentir deste painel a majestade!

Embaixo — o mar em cima — o firmamento…

E no mar e no céu — a imensidade!


Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!

Que música suave ao longe soa!

Meu Deus! como é sublime um canto ardente

Pelas vagas sem fim boiando à toa!


Homens do mar! ó rudes marinheiros,

Tostados pelo sol dos quatro mundos!

Crianças que a procela acalentara

No berço destes pélagos profundos!


Esperai! esperai! deixai que eu beba

Esta selvagem, livre poesia,

Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,

E o vento, que nas cordas assobia…

………………………………………………….


Por que foges assim, barco ligeiro?

Por que foges do pávido poeta?

Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira

Que semelha no mar — doudo cometa!


Albatroz! Albatroz! águia do oceano,

Tu que dormes das nuvens entre as gazas,

Sacode as penas, Leviathan do espaço,

Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.


II

Que importa do nauta o berço,

Donde é filho, qual seu lar?

Ama a cadência do verso

Que lhe ensina o velho mar!

Cantai! que a morte é divina!

Resvala o brigue à bolina

Como golfinho veloz.

Presa ao mastro da mezena

Saudosa bandeira acena

As vagas que deixa após.


Do Espanhol as cantilenas

Requebradas de langor,

Lembram as moças morenas,

As andaluzas em flor!

Da Itália o filho indolente

Canta Veneza dormente,

— Terra de amor e traição,

Ou do golfo no regaço

Relembra os versos de Tasso,

Junto às lavas do vulcão!


O Inglês — marinheiro frio,

Que ao nascer no mar se achou,

(Porque a Inglaterra é um navio,

Que Deus na Mancha ancorou),

Rijo entoa pátrias glórias,

Lembrando, orgulhoso, histórias

De Nelson e de Aboukir.. .

O Francês — predestinado —

Canta os louros do passado

E os loureiros do porvir!


Os marinheiros Helenos,

Que a vaga jônia criou,

Belos piratas morenos

Do mar que Ulisses cortou,

Homens que Fídias talhara,

Vão cantando em noite clara

Versos que Homero gemeu…

Nautas de todas as plagas,

Vós sabeis achar nas vagas

As melodias do céu!…


III

Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!

Desce mais … inda mais… não pode olhar humano

Como o teu mergulhar no brigue voador!

Mas que vejo eu aí… Que quadro d’amarguras!

É canto funeral! … Que tétricas figuras! …

Que cena infame e vil… Meu Deus! Meu Deus! Que horror!


IV

Era um sonho dantesco… o tombadilho

Que das luzernas avermelha o brilho.

Em sangue a se banhar.

Tinir de ferros… estalar de açoite…

Legiões de homens negros como a noite,

Horrendos a dançar…


Negras mulheres, suspendendo às tetas

Magras crianças, cujas bocas pretas

Rega o sangue das mães:

Outras moças, mas nuas e espantadas,

No turbilhão de espectros arrastadas,

Em ânsia e mágoa vãs!


E ri-se a orquestra irônica, estridente…

E da ronda fantástica a serpente

Faz doudas espirais …

Se o velho arqueja, se no chão resvala,

Ouvem-se gritos… o chicote estala.

E voam mais e mais…


Presa nos elos de uma só cadeia,

A multidão faminta cambaleia,

E chora e dança ali!

Um de raiva delira, outro enlouquece,

Outro, que martírios embrutece,

Cantando, geme e ri!


No entanto o capitão manda a manobra,

E após fitando o céu que se desdobra,

Tão puro sobre o mar,

Diz do fumo entre os densos nevoeiros:

“Vibrai rijo o chicote, marinheiros!

Fazei-os mais dançar!…”


E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .

E da ronda fantástica a serpente

Faz doudas espirais…

Qual um sonho dantesco as sombras voam!…

Gritos, ais, maldições, preces ressoam!

E ri-se Satanás!…


V

Senhor Deus dos desgraçados!

Dizei-me vós, Senhor Deus!

Se é loucura… se é verdade

Tanto horror perante os céus?!

Ó mar, por que não apagas

Co’a esponja de tuas vagas

De teu manto este borrão?…

Astros! noites! tempestades!

Rolai das imensidades!

Varrei os mares, tufão!


Quem são estes desgraçados

Que não encontram em vós

Mais que o rir calmo da turba

Que excita a fúria do algoz?

Quem são? Se a estrela se cala,

Se a vaga à pressa resvala

Como um cúmplice fugaz,

Perante a noite confusa…

Dize-o tu, severa Musa,

Musa libérrima, audaz!…


São os filhos do deserto,

Onde a terra esposa a luz.

Onde vive em campo aberto

A tribo dos homens nus…

São os guerreiros ousados

Que com os tigres mosqueados

Combatem na solidão.

Ontem simples, fortes, bravos.

Hoje míseros escravos,

Sem luz, sem ar, sem razão…


São mulheres desgraçadas,

Como Agar o foi também.

Que sedentas, alquebradas,

De longe… bem longe vêm…

Trazendo com tíbios passos,

Filhos e algemas nos braços,

N’alma — lágrimas e fel…

Como Agar sofrendo tanto,

Que nem o leite de pranto

Têm que dar para Ismael.


Lá nas areias infindas,

Das palmeiras no país,

Nasceram crianças lindas,

Viveram moças gentis…

Passa um dia a caravana,

Quando a virgem na cabana

Cisma da noite nos véus …

…Adeus, ó choça do monte,

…Adeus, palmeiras da fonte!…

…Adeus, amores… adeus!…


Depois, o areal extenso…

Depois, o oceano de pó.

Depois no horizonte imenso

Desertos… desertos só…

E a fome, o cansaço, a sede…

Ai! quanto infeliz que cede,

E cai p’ra não mais s’erguer!…

Vaga um lugar na cadeia,

Mas o chacal sobre a areia

Acha um corpo que roer.


Ontem a Serra Leoa,

A guerra, a caça ao leão,

O sono dormido à toa

Sob as tendas d’amplidão!

Hoje… o porão negro, fundo,

Infecto, apertado, imundo,

Tendo a peste por jaguar…

E o sono sempre cortado

Pelo arranco de um finado,

E o baque de um corpo ao mar…


Ontem plena liberdade,

A vontade por poder…

Hoje… cúm’lo de maldade,

Nem são livres p’ra morrer. .

Prende-os a mesma corrente

— Férrea, lúgubre serpente —

Nas roscas da escravidão.

E assim zombando da morte,

Dança a lúgubre coorte

Ao som do açoute… Irrisão!…


Senhor Deus dos desgraçados!

Dizei-me vós, Senhor Deus,

Se eu deliro… ou se é verdade

Tanto horror perante os céus?!…

Ó mar, por que não apagas

Co’a esponja de tuas vagas

Do teu manto este borrão?

Astros! noites! tempestades!

Rolai das imensidades!

Varrei os mares, tufão!…


VI

Existe um povo que a bandeira empresta

P’ra cobrir tanta infâmia e cobardia!…

E deixa-a transformar-se nessa festa

Em manto impuro de bacante fria!…

Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,

Que impudente na gávea tripudia?

Silêncio. Musa… chora, e chora tanto

Que o pavilhão se lave no teu pranto!…

Auriverde pendão de minha terra,

Que a brisa do Brasil beija e balança,

Estandarte que a luz do sol encerra

E as promessas divinas da esperança…

Tu que, da liberdade após a guerra,

Foste hasteado dos heróis na lança

Antes te houvessem roto na batalha,

Que servires a um povo de mortalha!…


Fatalidade atroz que a mente esmaga!

Extingue nesta hora o brigue imundo

O trilho que Colombo abriu nas vagas,

Como um íris no pélago profundo!

Mas é infâmia demais! … Da etérea plaga

Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!

Andrada! arranca esse pendão dos ares!

Colombo! fecha a porta dos teus mares!


São Paulo, 18 de abril de 1869. (O Poeta, nascido em 14.03.1847, tinha apenas 22 anos de idade)

 

Clique aqui para ver como os negros ainda são vítimas de escravidão

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  • Thiago Silva disse:

    Houve um tempo em que eu recitava de cor estes lindos versos.

    Hoje a dor não me permite mais.

    Thiago

  • Ana disse:

    Os racistas de plantão e loucos pelo poder querem criar o “Ministério Klu Klux Klan”.Não combatem a violência contra a população pobre e negra, ignoram, desqualificam a vida de sacrifícios, as injustiças, o separatismo, a exclusão, justificam o injustificáevl, não adotam políticas públicas (o planejamento é para daqui “500 anos”) e se conderam capazes de um governo sem compromisso com a justiça social e a paz. É o governo de democracia sem povo.

  • disse:

    A Alemanha nazista ceifou a vida de seus inimigos matando-os em campos de concetração e câmaras de gaz.
    O Brasil da eleite branca ceifou a vida dos negros escravizando-os, roubando-lhes a força de trabalho, furtando-lhes a dignidade, a esperança, impondo-lhes a miséria.
    Quem é mais cruel?

  • A escravidão e o preconceito persistem…

    Quanta falta nos faz Castro Alves.

  • Rosilene Andrade disse:

    Aqui não houve abolição
    Houve mesmo a exclusão
    Para haver a abolição
    Tem de haver reparação…

    O PIG fala cada vez menos da escravidão.
    Para eles, é melhor esquecer.
    E eu pergunto: como esquecer o que não findou?

    O PIG é ferrenho opositor de AÇÕES AFIRMATIVAS.
    Eis o motivo do seu silêncio do PIG:
    QUEREM MANTER SEUS PRIVILÉGIOS.

  • Marcelo disse:

    Trabalhei 13 horas!

  • Marcius Cortez disse:

    “Somos os mesmos, com a mesma tragédia vazia em nossas vidas.Estamos apaixonados por fantasmas, porque nunca aprendemos a amar ou sermos amados por seres humanos”.
    Este é um trecho do auto-retrato que um senador romano, dono de escravos,faz no livro Spartacus do escritor judeu Howard Fast. Um edificante livro sobre a concepcão da vida baseada no ódio porque pressupõe a existência de seres superiores e seres inferiores.
    Cordialmente, Marcius Cortez.

  • Ceiça Araújo disse:

    Parabéns, PHA. Esse é o site que precisa ser visitado por todos, pois ele não só informa como forma. Trazer o belo exemplar da nossa literatura romântica nesse 13 de maio é de uma sensibilidade singular. Sinto-me orgulhosa de participar do conversa afiada. Estou sempre recomendando-o aos meus alunos.
    Fraternais abraços

  • Carlos Magno Barbosa disse:

    LEI DA MORDAÇA?

    Justiça multa Dilma e PT por propaganda antecipada:
    Partido tem propaganda suspensa no 1º semestre de 2011 e deve pagar multa de R$ 20 mil. Dilma é penalizada em R$ 5 mil.

    O ministro Marco Aurélio (sic) em sua opinião, ficou claro que houve propaganda eleitoral antecipada “de forma dissimulada”. Ele ressaltou que a propaganda não foi tão dissimulada porque mostrou a imagem de uma auxiliar (Dilma Roussef), que é pré-candidata, mas não a de outros auxiliares.

    De acordo com o voto do ministro Marco Aurélio, o partido deveria ser multado em R$ 5 mil e deveria também perder o direito às inserções partidárias subsequentes.

  • Luiz Felipe disse:

    ” Levantai-vos, heróis do No Mundo !”, foi o grito pela libertação dos escravos negros, concretizada aos 13 de maio de 1888. Levantai-vos, heróis do Novo Brasil Confederativo, é o novo grito de libertação dos escravos brasileiros, que se faz necessário hoje, aqui e agora, aos 13 de maio de 2010, a ser concretizada a partir janeiro de 2011. Que venha ” A Revolução Pacífica do Leão”, o novo caminho para o Novo Brasil. Que venha o PNBC, o mapa da mina do bem comum do povo brasileiro.

  • JOSÉ LUIZ CASTRO (SALVADOR - BAHIA) disse:

    Sou Castroalvense e parente mto distante do Poeta das Américas e tenho muito orgulho disso!
    Nobre o ato do nosso presidente Lula ao colocar o nome do mais novo navio construido aqui no Brasil homenagiando assim os negro! Parabéns Lula, parabéns ao Brasil! Navio negreiro nunca mais!!!
    DILMA 2010
    Bye Bye Serra!

  • Hélio disse:

    A princesa Isabel, à frente do Governo Imperial, devido à viagem
    do seu pai a Portugal, aboliu a escravidão mas, talvez por falta
    de respaldo político,não proveu terras aos ex escravos para que sustentassem a si e a suas famílias.
    Foi o primeiro ato contra a reforma agrária no Brasil.

    Brasil, século 21, os afro-descendentes já passam da metade da população brasileira, segundo estima o IBGE.
    “Chegou a hora dessa gente morena mostrar,e ter reconhecido, o
    seu valor”.
    Um basta à discriminação e a desigualdade social e economica.

  • Luciana disse:

    Os escravocratas usam chicotinho, e açoitam todos os dias.
    Quando foi proclamada a Independência pelo monarca! O povo ficou fora. Foi mantida a escravidão, a miséria e o latifúndio. Em 1888, a abolição não integrou a população negra. Hoje a República e o regime democratico não garantem a cidadania da população negra.
    O navio negreiro continua suas viagens com os racistas que são maldosos, desumanos, falsos, hipócritas e que fizeram divisões perigosas, aumentando o fosso da desigualdade.
    As tétricas figuras são discriminadas pelos que se consideram os donos do mundo, da vida, da liberdade, do poder.

  • ARTUR 75 disse:

    Amigos comentaristas. Ouçamos, de novo, o magistral poema de Castro Alves, NAVIO NEGREIRO:
    http://www.youtube.com/watch?v=gyuT-x6a6W8

  • Lúcia disse:

    LINDO!!! Viva a inteligência baiana. Pena que a exclusão ainda persista social e até fisicamente.

  • Irani disse:

    Esta poesia me lembra meu tempo de escola primária na Bahia, em que uma professora e um professor negros, declamavam-na com bastante emoção. Muito bonita, Castro cheio vivência com os negros da fazenda de seus pais, sob como ninguém passar emoção com versos tão intensos. É um memorial.

  • Rosilene Andrade disse:

    Não houve abolição
    Houve mesmo exclusão.
    Para haver abolição
    T

    …PEÇO EMPRESTADO ESTES VERSOS…

    No saculejo do navio em que cheguei aqui
    Meio morto, meio vivo, foi que eu senti
    O meu corpo lá jogado na pedra do porto
    Meio vivo, meio morto, mas não desisti.

    A sua chibata, por mais que me bata,
    Meu corpo maltrata, não vou desistir
    A sua chibata, por mais que me bata,
    Se não me mata, eu torno a fugir.

    Pois quem nasceu pra ser guerreiro
    Não aceita cativeiro, foi isto que eu DECIDI.

  • Eric Jardim disse:

    Navio Negreiro é a obra prima de Castro Alves. Quando leio os versos chego a me emocionar. De arrepiar!

    Eu quero ver (viu, seu Serra?) quando Zumbi chegar…

  • Ana disse:

    O PIG e o Prefeito estão cuidando da “Virada Cultural”, uma maneira de desrespeitar e ignorar o 13 de Maio.

    Todos os grupos sociais que vieram para o Brasil (imigração)celebram suas culturas, religião, idioma, educação e suas datas importantes.
    Todos tem clubes, escolas, igrejas, tem assento e poder nos partidos políticos e na vida política partidária, são donos do poder.
    O que se refere ao cidadão afrobrasileiro suas carga tributária é maior que a dos brancos ricos.
    Os negros pagam a “infâmia”, com sangue, suor e lágrimas, até hoje, “Tinir de ferros, estalar de açoites”. É infâmia demais”.
    E faz questão diariamente de nos programas de humor ou em suas novelas (sem conteúdo) esteretipar e discriminar para distorcer a realidade.
    O Brasil é o único país do mundo que não efetivou a Reforma agrária.
    Quem colocar no Google ” Por que a Lei Áurea não representou a abolição definitiva”

  • Maria Dirce disse:

    è só observar a Globo e vêr qual papel que ela da pros negros.me parece que na ultima novela fez uma exceção .

  • monge scéptico disse:

    Melhor impossível!. Ia escrever uma quadrinha do CASTROALVES,
    quando abri a página fiquei quebrado; com estes belíssimos e
    versos.
    Verdade! quando se diz que há muita injustiça em relação ao
    negro. Porém temos que admitir que a consciência hoje, avan-
    -çou muito, idem ascensão social. Vai melhorar muito mais! c/
    A DILMA NO GOVERNO

  • Vivemos em um país com muitas desigualdades e muito preconceito. Temos que ter a esperança de que isso possa mudar, mas prá isso precisamos de leis que sejam cumpridas e que a sociedade possa criar oportunidades para aqueles que sempre foram excluídos e marginalizados. Hoje, 13 de maio de 2010, 122 anos depois da Lei Áurea, ainda há muita discriminação no Brasil!!!

  • SANDOVAL disse:

    e se os escravos de 1800 DC dependessem dos 7 do stf, o navios negreiros existiriam ateh hoje! escravidao eh normal para eles pois envolve tortura!

  • SUZANNA FLAG disse:

    Antigamente as coisas eram piores,mas foi piorando com o passar dos anos.
    Deus melivre ter qualquer interferência no que pensa um Demétrio, um Ali,um editorial da província,um descendente do sul americano.
    Mas o fato é que quando essas pessoas põe a pensar o partido Republicano americano dorme sonhos dos justos.Aí que mora o problema.
    O tal de soft power não dá conta do sentimento que nutre esses cidadãos.Eles querem o hard,hard,hard..
    Não tem tanto genes assim com olhos azuis…

  • Pedro disse:

    Este foi um tema que o PiG não tratou hoje. Alguém viu alguma coisa?

  • Cecilia disse:

    O poema é lindíssimo. Mas nota-se que o ponto de vista da ave que sobrevoa o mar e vê de cima as tragédias humanas encenadas em território brasileiro (em navios, senzalas, lavouras e minas) é ainda exterior e talvez ileso. É preciso incluir no nosso repertório cultural as vozes do povo, as verdadeiras vozes do povo…

  • jbmartins disse:

    Esta foi a primeira oportunidade que tive de ler este belo Poema, a elite deve ter um poema so deles e de cabiceira, qual é ….

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